História Depois daquele final de semana - Capítulo 12


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Drama, Romance
Visualizações 4
Palavras 1.806
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olha eu aqui novamente
Boa leitura

Capítulo 12 - Segui em Frente


Fanfic / Fanfiction Depois daquele final de semana - Capítulo 12 - Segui em Frente


- Alô - Um silêncio e um sorriso dele - Duda? Duda! Meu Deus Duda! Onde você ta? - Mais um silêncio, a cara dele ficou séria... Nesse meio tempo eu já estava parada à frente dele. - Sei... Sei sim onde é... Você ta bem? Ok, fica calma ta? To indo, fica bem... Porque isso Duda? – Mais um silêncio e ele me olhou estranho – Nossa, tudo bem... Te amo Duda.

Feliphe começou a andar pela casa, ligou pro Matheus:

- Matt , sou eu. Duda ligou, ela sofreu um acidente perto de Nova Friburgo... É que ela pegou carona com um cara desconhecido que mentiu pra onde ia... E ela tentando impedir ele de seguir, o cara perdeu o controle e o caminhão virou... Ela ta num hospital perto de lá... To saindo de casa.

Olhei pro Feliphe, ele me olhou com ódio. Eu não entendi nada.

- O que foi? Porque ta me olhando assim?

- Sabe por que ela fugiu? - Fiz cara de desentendida, porque não estava mesmo entendendo - Ela te viu trepando com o Carlos!

Sentei no sofá com aquela frase. E pela primeira vez na vida me senti culpada por alguma coisa que fiz. Aquela menina poderia estar morrendo de raiva de mim... Eu não iria me perdoar se algo acontecesse a ela.

- liphe, vou contigo ver a Duda, preciso conversar com ela!

Ele não me disse mais nada. Apenas acenou com a cabeça e saiu andando porta afora; eu o segui. Não demorou muito e pegamos o Matheus, direto para Nova Friburgo. A viagem foi silenciosa, nenhum dos dois conversaram nada comigo, e eu fiquei perdida nos meus pensamentos, olhando pelo vidro.

****************

DUDA

Assim que entrei naquele caminhão, tive certeza de algo ruim. Sabe quando isso acontece? Você entra em algum lugar e acha que algo de ruim irá acontecer? Foi assim que me senti. O homem, senhor de idade, muito gentil me recebeu:

- Boa noite meu filho, ta indo pra onde?

- Santa Tereza, mas o senhor pode me deixar perto que não tem problema não!

- Pode entrar!

Subi e sentei. Evitei conversar com ele outra vez. Fui olhando pela janela, e as cenas de Ingrid e Carlos transando nem me assustavam tanto, o que mais me doía era que ela era uma atriz... E eu aguentava de tudo, menos uma garota que trepasse comigo, como se fosse normal, se não estivesse ali, como uma atuação.

Não tinha percebido, mas quando olhei as placas, a direção não era pro Rio.

- Moço, que caminho é esse? O senhor deveria ter cruzado naquela entrada! – Olhei-o.

- Vamos dar uma paradinha antes, depois vou pra lá... - Continuou olhando o trânsito.

- O senhor vai, eu não! Pode parar pra que eu desça por aqui mesmo? - Perguntei já com a mão na maçaneta. Ele ativou as travas elétricas. - O que você ta fazendo?

- Nada disso menino, você é muito bonitinho... Tem uma pessoa que vai gostar muito de você!

- O que? Ta maluco? Eu quero descer aqui mesmo! - Comecei a bater na porta, bater nele, que sorria.

Foi aí que tirei sua atenção, mexi no volante e o que se passou foi rápido demais. Um clarão veio em nossa direção e fechei os olhos. Só vim acordar no hospital... Uma mulher estava ao meu lado olhando uns papéis:

- Onde eu estou? - Questionei.

- Em um hospital querido. Em Nova Friburgo, lembra do que aconteceu com você? - Respondeu com uma doce voz.

- Não, e não sou um menino. Pode me explicar?

Ela me olhou espantada, e sorriu:

- Desculpe então, qual seu nome? Tem algum parente?

- Maria Eduarda, Duda. Tenho sim, mas não aqui, posso ligar pra alguém? Quanto tempo fiquei desacordada? Como vim parar aqui? - Perguntei enfurecida.

- Pode sim, mais tarde você liga. Ficou três dias e veio parar aqui por conta de um acidente de caminhão, o motorista não sobreviveu, e você ficou desacordada esses dias, e quebrou a perna.

Respirei fundo, era coisa demais em pouco tempo. Insisti para que ela trouxesse logo o telefone e o que fiz foi ligar pro Feliphe rapidamente, ele parecia bem preocupado. Sorte que já deveria estar chegando.

Deixei-me descansar, fechei os olhos e dormi. Meu corpo parecia muito cansado, mesmo eu tendo dormido por tanto tempo.

Abri os olhos lentamente, e vi o rosto sorridente do Feliphe olhando:

- Duda! - Exclamou e me abraçou, seguido do Matheus.

- Oi, tudo bem com vocês também? Para de apertar Liphe! - Gritei sorrindo, estava tão feliz em vê-los.

- Duda, porque fez isso? Como foi isso hein? Você ta bem? Cara que loucura! - Desandou a falar o Matt.

- Todo mundo ta preocupado, achando que você morreu ou algo do tipo! - Continuou o Feliphe.

- Gente, calma... Eu to bem agora! Foi um acidente, eu peguei carona com um cara a fim de fugir... Eu vi a Ingrid transando com o Carlos, e claro que aquilo não devia me abalar, mas ela fazia a mesma coisa que fez comigo... Senti-me usada sabe? Não gostei e fugi, pena que não dei sorte! - Sorri.

Eles ficaram mudos, me ouvindo... Aí só depois saíram da minha frente e olharam diretamente pra ela. Ingrid!

Estava parada na porta, com lágrimas nos olhos. Aproximou-se de mim devagar, eu estava hipnotizada por sua beleza. Tanto que nem piscava. Os meninos se afastaram gradativamente e saíram do quarto, nos deixando a sós.

- Duda - ela sussurrou, e eu pareci voltar à realidade.

Virei o rosto pro outro lado. Senti ela sentar ao meu lado na cama, era difícil resistir. Ela tinha certo poder sobre mim.

- Olha pra mim... Desculpa vai? Desculpa...

Continuei ignorando-a, ela achava que eu era fácil? Estava enganada. Foi aí que senti seu hálito no meu ouvido, quente e sussurrando:

- Não foi a mesma coisa com ele... Com você foi diferente, mais intenso... Nem cheguei a terminar tudo... Tava pensando em você na hora... Desculpa? Estava preocupada com você...

Quem ia resistir? Um mulherão daqueles pedindo desculpa daquele jeitinho? Poxa, ninguém é de ferro, ainda mais eu!

Virei-me e a boca dela estava bem próxima da minha... Nem me fiz de rogada, beijei-a intensamente... Como da primeira vez que nos vimos. Eu devia estar apaixonada mesmo.

Separamo-nos com as batidinhas dos irmãos chatos na porta.

- Desculpa interromper a reconciliação do casal aí... Mas a Duda já deu trabalho demais ao hospital e querem que a levemos embora, vamos? - Feliphe brincou.

Ingrid saiu de perto de mim. Sua expressão mudou, ela parecia... Fria.

Não quis pensar muito, queria voltar pra casa. Arrumei-me e os meninos me ajudaram a andar com as muletas, era complicado demais. Entrei no carro, Ingrid já estava lá, calada... Olhando pelo vidro. Sentei ao seu lado no banco de trás...

Feliphe e Matheus  na frente ligaram o som, e ri quando ouvi:

“Eu sou apenas alguém

Ou até mesmo ninguém

Talvez alguém invisível

Que a admira a distância

Sem a menor esperança

De um dia tornar-me visível

E você?

Você é o motivo

Do meu amanhecer

E a minha angústia

Ao anoitecer"

Olhei pra Ingrid, que continuava impassível. Os meninos aumentaram o som, cheguei mais perto dela e cantei em seu ouvido:

“Você é o brinquedo caro

E eu a criança pobre

O menino solitário que quer ter o que não pode

Dono de um amor sublime

Mas culpado por querê-la

Como quem a olha na vitrine

Mas jamais poderá tê-la

Eu sei de todas as suas tristezas

E alegrias

Mas você nada sabes

Nem da minha fraqueza

Nem da minha covardia

Nem sequer que eu existo

E como um filme banal

Entre o figurante e a atriz principal

Meu papel era irrelevante

Para contracenar

No final

No final"

Amor Platônico

(Legião Urbana)

Ela sorriu, o que me deu esperanças. Passei a mão em seu rosto, ela sorriu ainda mais. Continuei cantando no ouvido dela, fazendo carinho em seus cabelos... Beijando seu rosto... E quando chegava perto da boca ela desviava... Eu achei que fosse algum joguinho dela e continuei brincando. Os meninos sorriam na frente, e procuravam colocar as músicas que mais combinavam pra nós. Quando chegamos à porta do apê do Matheus, eu achei que ela fosse ficar comigo, ou qualquer coisa do tipo. Tentei beijá-la e ela virou, olhei-a sem entender:

- Que foi?

- Duda, não viaja ta? Me desculpa pelo que te fiz passar e tal, não foi minha intenção. Mas, olha só... Não vou namorar contigo, eu sou hétero ok? Foi ótimo o que passamos, mas passou... E agora é a vida real. Desculpa.

Deu-me um selinho e saiu do carro. De tanta surpresa a minha boca continuou entreaberta, imaginaram a cena? Pronto, eu fiquei daquele jeito. Feliphe nada falou. Ligou o carro e seguiu. Eu continuei calada o caminho todo, chegamos em casa e eu continuei calada. Deitei na minha cama e fiquei, acho que uns dois dias assim. Até que meu telefone tocou:

- Quem é? - Fui grossa mesmo.

- Eduarda? Oi gatinha, sou eu, Bianca... Você sumiu! - Disse com voz melosa.

Bianca é uma menina que eu saía há um tempo, ela era muito gostosa e fazia tempo que eu não transava com ninguém.

- Bia? Fala linda, desculpa ter sumido, aconteceram umas coisas! Como você ta? - Levantei na hora, comecei a me empolgar.

- Tudo bem, estou bem! Mas quero te ver, hoje à noite, Ipanema, oito horas? - Foi bem direta, adoro garotas assim.

- Tudo certo! Vou estar lá.

- Como te encontro lá? Que roupa você vai?

- EU encontro você! - Disse e sorri, nos despedimos.

E Ingrid? Percebi que não valia à pena ficar mal. Ela não me queria certo? Eu que não iria ficar atrás dela, não mesmo! Arrumei-me inteira.

- Nossa, que gatinho hein? Fazia estragos! - Brincou Feliphe ao me ver de calça social preta, camisa social branca solta no corpo, ( foto do Capitulo ) cabelos com musse, um pouco maior.

- Acha que pego alguém hoje? - Olhei-o ao pegar a chave do carro, minha perna ainda doía um pouco, mas eu já estava sem as muletas.

- Você sempre pega, nem precisa perguntar! Divirta-se amor!

Beijei a bochecha dele e saí. Liguei o carro e não demorou muito até que eu chegasse em Ipanema. Sábado à noite, o lugar estava cheio. Gente de todo tipo... Havia um barzinho com voz e violão, rapidamente imaginei que Bianca estaria por ali, foi aí que a vi: cabelos loiros e enormes, vestido curto, bunda perfeita... Abracei-a por trás.

- Sozinha gata? - Sussurrei no ouvido dela, que se virou e me beijou ali mesmo. Retribui o beijo ardentemente, minhas mãos passeavam por suas costas.

- Ei calma! Vamos nos sentar? - Sorri pra ela, que pegou na minha mão e nos dirigimos a uma mesa.

Ficamos ali, conversando sobre nossas vidas, bebendo um chope. Conversando sobre banalidades, mas não nos faltava assunto. Ela me beijava o tempo todo, e num desses beijos, assim que terminamos olhei pra cima e vi Ingrid...

Estava chegando no local, ao lado do Matheus e Clara, Diana, e Carlos ao lado dela.

Não consegui decifrar aquele olhar, parecia ciúme... Mas não foi ela que disse que não ia ficar comigo? Parei de olhar pra ela, voltei a beijar Bianca, e ficamos assim o resto da noite...


Notas Finais


Até o próximo ✌


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