História Depois daquele final de semana - Capítulo 13


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Aventura, Drama, Romance
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Palavras 1.089
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 13 - Eu gosto de você, namora comigo!


Fanfic / Fanfiction Depois daquele final de semana - Capítulo 13 - Eu gosto de você, namora comigo!


Não consegui decifrar aquele olhar, parecia ciúme... Mas não foi ela que disse que não ia ficar comigo? Parei de olhar pra ela, voltei a beijar Bianca, e ficamos assim o resto da noite...

Por volta das três da manhã, um amigo meu, conhecido da faculdade subiu ao palco para tocar. Aplaudi de pé quando ele terminou de tocar "É preciso saber viver - Roberto Carlos". A voz dele era muito linda. E ele me viu.

Sentou no banco e disse ao microfone:

- Pessoal, tem uma amiga minha aqui presente hoje... E vou convidá-la pra dar uma canja aqui pra gente, Duda... Sobe aqui minha linda!

Olhei pra ele surpresa, Bia me deu um selinho e levantei. Fui mancando até o palco. As pessoas aplaudiram ao me ver. Já tinha tocado ali algumas vezes.

Peguei o violão e ele se dirigiu ao outro violão. Olhei pra Ingrid fixamente, ela parecia não querer me ver. Foi com esse pensamento que comecei:

“Eu tava aqui tentando, não pensar no seu sorriso

Mas me peguei sonhando com sua voz ao pé do ouvido, e te liguei.

Me encontro tão ferida, mas te vejo ai também em carne viva

Será que não tem jeito?

Esse amor ainda nem nasceu direito, pra morrer assim

Se você pudesse ter me ouvido um pouco mais

Se você tivesse tido calma pra esperar

Se você quisesse, poderia reverter

Se você crescesse, então se desculpasse...

Mas se você soubesse o quanto eu ainda te amo

É que não posso mais"

Cantei a primeira parte olhando fixamente pra ela, que sorriu. A conexão entre nós era fácil de ser vista. Dava pra sentir que nosso lance era muito mais que só sexo. Mesmo que nos conhecêssemos há pouco tempo, eu sabia que com ela as coisas eram diferentes. Bianca me olhava com tamanha admiração! Me senti culpada.

"Não vou voltar atrás

Raspe dos seus dedos, minhas digitais

Não vou voltar atrás

Apague da cabeça, o meu nome... Telefone e endereço

Não vou, não vou voltar atrás

Arranque do teu peito, o meu amor, cheio de defeitos"

Sorri, eu adorava aquela música. Ver o sorriso de Ingrid ao me ouvir cantá-la me fez ainda mais feliz. Carlos ainda insistia em tentar beijá-la, mas ela evitava, mandava ele prestar atenção ao show:

“Me mata essa vontade, de querer tomar você num gole só

Me dói essa lembrança, das tuas mãos em minhas costas sobre o sol da manhã

Você já me dizia, conheço bem as tuas expressões

Você já me sorria ao final de todas as minha canções

Então, porque?

Se você pudesse ter me ouvido um pouco mais

Se você tivesse tido calma pra esperar

Se você quisesse, poderia reverter

Se você crescesse, então se desculpasse...

Mas se você soubesse o quanto eu ainda te amo

É que não posso mais"

(Digitais - Isabella Taviani)

Nem preciso dizer que terminamos a música com os aplausos lá em cima né? Agradeci a oportunidade e ao público. Voltei a minha mesa, e quando olhei pra Ingrid, ela estava beijando o Carlos. Diana viu minha expressão de mágoa e se espantou.

Saí andando rapidamente, puxei Bia sem explicar pra onde iríamos. Levei-a pro meu apartamento. E a noite, dispensa comentários.

**************

INGRID

Estava sem saco de sair naquele sábado, coloquei meu pijaminha e me sentei na sala. Diana passou por mim toda arrumada, depois Clara... E eu continuava olhando a TV.

- Não vai sair não besta? - Perguntou Clara.

- Não to com saco pra sair hoje!

- É porque ela brigou com a Duda, aí ficou assim... Realiza Ingrid, já fazem dois dias! A Duda ta lá, te esperando, e você precisa de sexo! - Disse Diana.

Taquei uma almofada nela.

- Duda? Não sei nem quem é essa! Só não estou a fim de sair hoje! - Resmunguei.

- Gatinha... - Clara sentou ao meu lado - Quem sabe você não encontra a Duda por lá? Na boa, ta na cara que você ta caidinha por ela, não adianta nos enganar! A gente te conhece, depois que você ficou com ela a primeira vez, ficou na cara que gamou, e depois ela gamou em ti também... Deixa de orgulho, e vive!

Olhei pra ela, era tudo verdade, mas eu não queria aceitar aquilo ainda. Mas naquele momento resolvi ver se encontrava a Duda em Ipanema.

Arrumei-me rápido, e Matheus veio buscar Clara, junto com Carlos. Irritei-me na hora com aquilo, o cara estava grudando demais.

- Oi gata! - Disse ele.

Revirei os olhos.

- Oi Carlos... - Fui bem grossa mesmo.

Entramos no carro e ele veio do meu lado, enchendo o saco, dizendo que estava com saudades. Eu sorria sem graça, Diana tentava me salvar. Chegamos em Ipanema, Clara escolheu um bar em que tinha voz e violão... Coisa que não curto, prefiro lugares agitados. Mas entrei no lugar, Carlos tentando me agarrar o tempo todo e eu evitando.

Eu vi Duda, beijando outra mulher, foi demais pra mim. Pior do que Carlos me enchendo foi ver a Duda beijando outra mulher, e que parecia gostar muito daquilo. Ia sair dali, mas infelizmente ela me viu, se assustou. Eu desviei o olhar fui sentar com o pessoal um pouco mais afastada do palco, que era onde ela estava. Tive que aturar a noite inteira aquelas duas trocando carícias, beijinhos, sussurros e sorrindo... Ela nem me olhava sequer.

Surpresa minha foi quando a chamaram para subir ao palco, Duda subiu, ainda mancando, sendo aplaudida... O que me levou a imaginar que ela já era da casa. A música eu não conhecia, mas a letra era linda, e a voz dela combinava com tudo...

Cantou me olhando fixamente, e eu sorrindo e olhando-a tocar e cantar. Carlos tentava me beijar e eu o afastava, queria ver Duda cantando pra mim, estava bem mais interessante.

Ela terminou de cantar, piscou pra mim e no mesmo instante Carlos me agarrou, e fui pega de surpresa. Empurrei-o, procurei Duda com o olhar e não a vi, olhei para porta e a vi arrastando a mulher que estava com ela pra fora.

Suspirei, mais aquela que tinha que acontecer. E eu precisando de sexo!

Puxei Carlos e o beijei, depois fomos pro carro, e lá mesmo transamos. Sexo, puro sexo. Sem paixão, sem amor, sem carinho. Foi ele gozar, sair de dentro de mim que saí andando, nem falei com ele.

- Espera, Ingrid! - Segurou meu braço, puxei com força.

- O que é Carlos?

- Pra onde você vai? Transa comigo e sai assim? Eu gosto de você, namora comigo!

- O que? Ta maluco? Foi sexo cara, agora me esquece tudo bem? Esquece mesmo! - Saí andando.

- Tudo por causa daquela sapatão? - Ele gritou.

Meu sangue ferveu. Voltei, dei um tapa na cara dele.

- Pois fique sabendo, que aquela sapatão... Me fez sentir prazer, coisa que nunca senti com você!



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