História Depressão e Euforia - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Amor, Clichê, Depressão, Drama, Euforia, Romance
Visualizações 34
Palavras 896
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


De volta com mais um capitulo curtinho.
Espero que gostem e boa leitura :3

Capítulo 2 - Psicopatas


Fanfic / Fanfiction Depressão e Euforia - Capítulo 2 - Psicopatas

Demorou só alguns minutos para chegarem até estação. Ele já tinha terminado o cigarro. Compraram as passagens, passaram pela catraca e ficaram esperando na mesma plataforma. Ao perguntar ele descobriu, para o seu alívio, que eles iriam pegar sentidos contrários. Ele morava no centro de São Paulo e ela no interior. Ficaram em silêncio, novamente ela o encarava, enquanto ele tentava ignorar. Estava agradecido por saber que aquilo não duraria muito mais tempo.

Uma coisa começou a incomoda-lo, na verdade era uma dúvida. Odiava ter que perguntar algo a ela e dar início a uma nova conversa, mas odiava ainda mais ficar na dúvida.

— Por que você foi falar comigo lá no parque? – perguntou.

— Nunca tinha visto ninguém naquele parque, então você automaticamente chamou minha atenção. Fiquei curiosa, queria saber o que estava fazendo lá – explicou.

— Hum.

Silêncio.

— Você é muito sem noção indo falar com um cara desconhecido em um parque totalmente vazio e escuro – ele sentiu que devia dizer aquilo.

— Você parecia mesmo ser um psicopata fumando um cigarro, num canto escuro, meio enigmático de modo a seduzir suas vítimas as atraindo para si. Fiquei curiosa, só isso. Você poderia mesmo ter me pegado, me estuprado e depois ter me matado, deixando meu corpo ali, mas não o fez e cá estamos.

— Deixei a oportunidade passar – falou, se permitindo dar um sorriso de canto – Uma pena.

— Pois é... – era a primeira vez que ela o via sorrir e não conseguiu conter a felicidade ao presenciar a cena – Eu também poderia ser uma psicopata – disse sorrindo.

— Você? – ele perguntou debochado erguendo uma das sobrancelhas, ela balançou a cabeça positivamente. Ela? Psicopata? A garota mais doce que ele já tinha visto? Tão doce que dava até enjoo? Uma parte dele concordou que aquele jeitinho dela seria uma boa máscara para se esconder uma psicopata. Pensativo, olhou para o chão e disse, mas para si mesmo do que para ela – Acho que todos temos um psicopata escondido dentro de nós.

— Concordo. E eu realmente pensei em deixar o meu psicopata sair. Só não te matei ainda porque estou curiosa quanto a você.

— Não fique. Não tem nada de mais para se descobrir sobre mim. Seria melhor me matar logo.

— Todas as pessoas têm seus segredos e mistérios – ela falou e começou a fita-lo novamente com aqueles olhos que ele queria tanto odiar, mas estava começando a acha-los odiávelmente bonitos.

Ficaram novamente em silêncio. O silêncio que ele tanto adorava. Silêncio esse que ela respeitava, embora tivesse um milhão de perguntas que quisesse fazer a ele. Ele passou a mão novamente nos cabelos. Ela mordeu os lábios. Ambos com seus tiques. Ela decidiu que gostava do cabelo dele. Tinha cabelos pretos, lisos e bagunçados, de modo que mesmo quando ele tentava arrumar, o cabelo voltava a se bagunçar sozinho como se tivesse vida própria. Ele gostava dos lábios dela, embora não fosse admitir isso nunca.

Passaram-se uns minutos. O trem dele chegou, para a tristeza dela. Ela achava que poderia ficar olhando para ele durante um milhão de anos, e não iria se cansar. Sabia que ele iria embora. Sabia que, talvez, nunca mais fosse vê-lo, então queria guardar cada traço dele na memória.

— É o meu trem – esse foi o adeus dele – A gente se vê – nunca mais se veriam se dependesse dele. Virou-se e começou a caminhar em direção as portas abertas de um dos vagões. Sentiu uma mão tocar a sua de leve, ele se virou e puxou a sua mão. Não gostava das aproximações dela.

— Toma – ela disse estendendo-lhe um papelzinho dobrado.

— O que é isso? – perguntou ele pegando e desdobrando o papel. Viu nove números rabiscados as pressas, mas que tinham seu ar de elegância.

— O número do meu celular – e era também uma última tentativa de continuar a manter contato com ele.

— Não espere que eu te ligue – ele disse sem rodeios. Aquilo já estava indo longe de mais.

— A gente não dá nada a alguém esperando algo em troca – ele odiava frases feitas.

— Eu não vou te ligar – teimoso ele estendeu o papel novamente para ela. Ela pegou o papelzinho, deu um passo a frente chegando bem perto dele, ele nem sequer se mexeu. Ela colocou o papel em um dos bolsos laterais da blusa estilo college azul que ele estava usando.

— Fique com ele. Apenas fique, não precisa ligar – deu um sorriso triste.

Ele ficou olhando para ela, um pouco pasmo. Quem essa menina pensava que era? É claro que ele não iria ligar, e estava prestes a jogar o papel nela se fosse preciso para fazê-la entender o recado, mas percebeu que se demorasse um pouco mais iria perder o trem. Apenas se virou e entrou. As portas se fecharam atrás dele. O trem começou a andar. Ele se virou novamente a tempo de vê-la por uma última vez. Os cabelos castanhos dela balançaram com o vento que o trem fez. Ela ficou parada no mesmo lugar em que ele a tinha deixado, estava com as duas mãos unidas na frente do corpo olhando para ele e sorria um sorriso melancólico. Um sorriso de adeus. Por um milésimo de segundo ele a achou bonita, talvez porque aquele fosse o último vislumbre que teria dela. Uma parte de sua mente guardou aquela imagem dela para sempre. Era o fim da pequena e momentânea relação deles. E ele adorava os finais.


Notas Finais


Bom, foi isso pessoal. O que acharam?
Feedback, criticas, opiniões, expectativas, elogios são muito mais que bem vindo.
Muito obrigada por lerem esse clichê e até o próximo capitulo.


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