História Depression (Fanfiction Kim Namjoon) - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Rap Monster
Exibições 43
Palavras 1.345
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oi oi gente! Então, só vim aqui dizer que talvez vocês vejam uma fic igual a essa aqui no site, mas antes de me denunciar por plágio e qualquer outra coisa e me acusar, quero dizer que eu escrevi ela e a ideia é originalmente minha, mas eu tinha uma outra conta na qual eu escrevia ela e por fim eu acabei perdendo a senha e o e-mail e passei um bom tempo sem entrar por causa disso, até que eu criei essa conta, mas continuei escrevendo essa fic. Ela está quase pronta e eu fui conversar com os adms do site, mas infelizmente não se tem o que fazer a não ser que eu lembre os dados da minha antiga conta (o que eu já tentei milhares de vezes), então resolvi posta-lá novamente pois eu amo essa ideia que eu tive e essa história, porém mudando um dos personagens. Então, eu espero que vocês gostem e que ela fique do agrado de vocês.

Capítulo 1 - If I Stay?


Emma POV.:

Tudo acontecia sempre tão rápido, correr, se esconder, chorar e por fim se cortar. Estava tão acostumada com essa rotina que chegava a ser engraçado, mas não queria rir.

Claro que as vezes no silêncio da noite ela vinha me ver, era tão bom quando ela vinha. Ela contava tantas histórias, queria saber de onde ela as tirava.

Apesar do seu riso ser amedrontante, era bom ouvi-lo. Era ótimo rir com ela. Depois de ter minha mãe para me fazer rir, eu tinha ela. As duas eram meu porto seguro, confiava cegamente nelas, pois sabia que as duas nunca me decepcionariam.

Apesar das dificuldades que ando tendo ultimamamente – durante 18 anos – me encontro neste momento sentada no chão do banheiro encarando a lamina em minha mão.

Sempre disseram a mim que eu era uma ótima garota, que não havia problemas em sentir dor pois eu teria sempre a ajuda que precisasse; mas se eu contasse a eles que essa ajuda era inexistente tenho certeza que me chamariam de louca e me apredejariam com várias pedras de tamanhos e cores diferentes. A vida só se torna fácil quando você segue os padrões que a sociedade determina a ti.

Há alguns anos eu encontrei outro apoio além de minha mãe e eu reamente me senti feliz, pois ela veio até mim e me deu tudo o que precisava, ela ouviu histórias que eu não era capaz de contar a minha mãe e me aconselhou. Eu a amava e tinha certeza que ela amava a mim também.

Ela entendia minha dor e sofrimento e sempre me desejava o melhor, ela deixava eu tentar minhas tentativas de suicidios totalmente fracassadas, meus cortes rasos e meus choros gritantes. Ela sentia a dor comigo. Mas ela não podia estar sempre junto a mim, ela tinha de comprir seu dever e eu a deixava ir, pois do mesmo jeito que ela me deixava livre, eu deixava-a também. Mas no final, ela sempre voltava pra mim.

O que fazer? Pra que fazer? Nunca dá certo. Eram frases frequentes que apareciam na minha cabeça toda vez que eu sofria nas mãos do meus “colegas” de escola e de meu padrasto, eu não sabia mais o que fazer, eu estava começando a ficar louca.

Encarar a lamina que sempre se encontrava em minha mão era incrivel, tanto eu quanto ela tinhamos a mesma história de dor pra contar, claro que doia sentir ela me rasgando de fora pra dentro, mas era gratificante eu sentar e acompanhar suas lágrimas, que escorriam numa sincronia perfeita com as minhas.

Levantei a manga da minha camiseta e observei meu braço. Cortes dominavam a pele, uns recentes, outros antigos, fundos, rasos, abertos, fechados, mas a dor continuava ali,as histórias do porque eles se instalaram ali continuavam as mesmas, mesmo eles não me proporcionando o alivio esperado, sempre que os encarava, ela voltava, como uma assombração do passado.

A minha pele criava formas estranhas no meio das cicatrizes e dos cortes abertos. Era estranho o ficar olhando por muito tempo.

Mas nunca dei bola para isso, porque daria logo hoje? Apoiei meu braço na beira da banheira e passei a lamina, junto com ela o rastro de sangue veio junto com a dor que subia meu ante-braço inteiro. Estava sentindo toda a dor de minutos antes sumir e por fim a tontura me atingiu. Deixei meu corpo ser levado ao chão e fiquei encarando a porta fechada e a poça de sangue se abrir ao redor do meu braço e sujar meu uniforme escolar e pintar minha blusa branca de vermelha e faze-la grudar em meu corpo.

Tudo estava indo conforme eu queria. Tudo ia acabar bem.

Fechei meus olhos e senti toda a calmaria tomar conta do meu corpo, estava me sentido leve, como se estivesse flutuando, porém meu corpo foi bruscamente puxado para baixo quando ouvi som de saltos altos e uma mão tocar meu ombro. Era ela.

Abri meus olhos e me deparei com aquele rosto perfeitamente desenhado, palido, os lábios pintados de vermelho, os olhos azuis com uma maquiagem totalmente preta e marquante e seu sorriso de dentes incrivelmente brancos a minha espera. Sorri para ela também.

“Sabe Emma, as coisas ruins  as vezes acontecem para que coisas melhores aconteçam.” Disse ela se sentando ao meu lado e se escorando na parede do banheiro. “Eu também não entendi direito o que ele quis dizer com isso, mas se tenho certeza de uma coisa é que agora você será feliz e não é nenhuma pegadinha, porque você sabe que se fosse eu não estaria aqui.”

Ela acariciou meus cabelos morenos, e sorriu para mim me confortando.

“Emma, eu já lhe contei a história do menino que tinha perdido tudo, até a ultima gota de esperança e no final ele achou tudo de novo?”

Perguntou-me ela, apenas balancei a cabeça e um sinal de negativo e fiquei atenta a suas palavras.

“Um menino, não me lembro direito seu nome, tinha uma familia incrivel. Seus pais sairam para comemorar o aniversário de casamento e neste dia ele perdeu os dois em um acidente de carro, o motorista do carro que bateu fugiu sem prestar socorro e nunca foi achado, ele passou a vida sem saber quem matou os pais. Ele foi morar com seus avós maternos, eram os únicos que ele tinha, a vida ia bem até que anos mais tarde ele perdeu o avô para o cancêr e alguns meses depois perdeu a avó porque ela não aguentou viver sem seu marido. Os tios o adotaram e o tiveram como o filho que nunca tiveram, pois os dois eram estéreis. Ele viveu bons anos com eles, até que em um dia um bebâdo bateu no carro deles e os dois morreram na hora. Novamente o motorista fugiu e ele ficou sem saber quem matou seus tios.

Ele agora adulto, tinha que saber se virar sozinho, pois não lhe tinha sobrado ninguém. Porém ele não aguentou a pressão e ficou com depressão, drogas iam e vinham, remedios e bebidas, até que por algum acaso ele conheceu uma garota em seus ultimos dias de vida e mudou tudo, assim aumentando seus dias para anos a fios.

Eles dois se conheceram ao acaso, ele era bartender de uma boate mequetrefe e ela uma empresária que por algum acaso do destino resolveu se embebedar na maaltida boate, eles se amaram, namoraram, casaram e o dia mais feliz da vida dele foi quando ele soube que ela estava grávida. Nove meses se passaram a na hora do parto a sua esposa morreu, uma parte dele morreu junto, mas outra nasceu junto com aquela pequena criança que ela lhe deixou. Ele cuidou dela todos os dias, e no fim da sua vida ele morreu feliz. Morreu feliz por ter se lmebrado de todos os bons momentos felizes e por saber que sua filha estava bem.

Seu ultimo pensamento em vida foi na mulher que ele amou até o ultimo suspiro, aquela que salvou  toda a vida dele.

E ele morreu de infarto quando sua filha disse que ele ia ser avô.

O que eu quero dizer Emma, é que quando você morrer, você sempre vai morrer feliz, porque quando a morte vem te buscar ela te cega e te mostra todas as suas boas memorias, seus bons momentos, tuas alegrias em vida e ainda te mostra um pedaço das alegrias que você teria no futuro. Esse é o presente da morte, o melhor presente que você pode receber.”

Mas porque não sinto isso? Porque eu escuto os gritos? As vozes? Porque sinto meu corpo deitado em algo macio e fortes dores no peito? Eu pensei que já estivesse indo.

“Só não esta na sua hora ainda.”

Dizendo isso, ela tirou a mão do meu cabelo, levantou do chão, foi em direção a porta, abriu-a e foi embora. Sem cerimonias, sem adeus, sem remorso. Assim era a morte.

 

“O próprio viver é morrer, porque não temos um dia a mais na nossa vida que não tenhamos, nisso, um dia a menos nela.”

-Fernando Pessoa.


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Por favor, deem amor a Depression e a mim!


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