História Dernier Regard. - Capítulo 1


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Marinette Dupain-Cheng (Ladybug)
Exibições 139
Palavras 1.256
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia)

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Nyaaaaa :3

Oi pessoal, tudo bem com vocês? Trago-lhes mais uma One, essa é mais triste, tipo, bem triste mesmo.

Eu a fiz porque falaram que eu deveria fazer uma One triste, aí eu pensei "é, por que não?" E então aqui estou eu, postando essa One.

É... Se você é uma pessoa sentimental é melhor preparar um lencinho... Creio que dá pra derramar uma lágrima ou outra nessa One...

Bem, é isso.

Aproveitem, divirtam-se e inspirem-se, vocês são livres para tudo! Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único.


O cenário era de pura melancolia e dor. E o tempo parecia querer participar daquela atmosfera triste e pesada, fazendo com que uma pesada chuva caísse sobre o local. Ladybug e Chat Noir, heróis de Paris, estavam em meio as lágrimas naquele momento. Nunca se imaginaram naquele cenário. Nunca se imaginaram no velório de um companheiro de luta. Mas estavam ali, sofrendo em meio a chuva fria, que se tornava cada vez mais pesada.

Desconfiavam que alguém teria que pagar um preço, mas nunca pensaram que o Mestre Fu seria o escolhido para fazer tal ato. O guardião agora estava sendo enterrado, com méritos e honras de um verdadeiro herói. Ele tivera que se sacrificar para que os heróis finalmente pudessem derrotar o temível vilão Hawk Moth, e ele o fez sem pensar duas vezes.

Os Jovens heróis eram os únicos naquele enterro, o que chegara a ser cômico, um herói sendo enterrado e os únicos presentes eram os seus parceiros. Injustiça e desonra para o nome do ex-guardião, merecia que toda Paris estivesse ali, dando méritos e assistência aos heróis, mas o máximo que ali tinham era o coveiro que fazia o seu trabalho. Deveriam sofrer sozinhos, com apenas um ao outro para o consolo. Com o término do velório os dois foram para a casa do ex-guardião dos Miraculous, eles precisam conversar com Wazzy para saber o que deveriam fazer.

Chegaram na casa, as lágrimas eram misturadas aos pingos da chuva que os molhavam por inteiro, ela lavava os resquícios de dor e sofrimento, lavavam o corpo e a mente dos jovens, mas não conseguia lavar o sentimento de perda e de vazio que eles sentiam.

Entraram na casa e abriram a caixa onde se encontrava o Miraculous de seu parceiro já falecido, uma luz emanou da pulseira verde e Wazzy apareceu, sua feição era de tristeza, medo, angústia e sofrimento.

- O que devemos fazer Wazzy? - Ladybug perguntou com uma voz rouca e com os olhos inchados e vermelhos por conta do choro. Wazzy olhou para os heróis, juntou suas mãos e baixou a cabeça dando um leve suspiro de derrota e cansaço.

- Vocês não podem mais portar os Miraculous. - ele por fim disse. Os jovens mudaram a feição de tristeza para espanto na mesma hora. Como assim eles não poderiam mais portar o Miraculous? Eles haviam feito algo de errado?

-Mas... Por quê? - Chat Noir perguntou, sua voz também era rouca, mas ele era o que mais sofria, no meio de tanta guerra e luta ele acabara por descobrir que seu pai era o próprio Hawk Moth. Ele teve, infelizmente, duas perdas em um só dia e não podia comentar com ninguém sobre as duas, ao mesmo tempo.

-Os Miraculous não podem ser usados se não existir um guardião. - mesmo aquela regra tendo todo uma lógica os heróis não a entendiam, por que deveriam devolver os Miraculous? Os próprios não poderiam ser os guardiões dos demais?

-Mas e se nos fôssemos os guardiões? - a jovem perguntou com esperança, mas o pequeno e milenar ser verde, que pairava sobre o ar, deu um pesado suspiro. Aquilo era difícil de ser feito, mas eram as normas e elas devem ser seguidas fielmente.

-O único que pode ser o guardião é o portador do meu Miraculous e, como vocês já sabem, não se pode usar dois Miraculous ao mesmo tempo. - então era por isso que mesmo já sendo idoso o mestre continuava com o seu Miraculous?

-Então deixe que nos dois escolhemos o seu futuro portador, assim podemos continuar sendo heróis. - o gato preto pronunciou, era uma boa ideia, mas nem tudo pode ser como desejamos.

-Ele já foi escolhido, está a caminho daqui... Ele vem do exterior, Mestre o escolheu antes de... antes de... - ele se negava a continuar tal frase e dizer aquela palavra pela qual ele gostava de pensar que não existia.

-Por isso ele andava tão cansado ultimamente... Ele já sabia de tudo... - as lágrimas que haviam cessado nos olhos de Ladybug brotaram novamente. Mesmo sabendo que a morte estava próxima ele continuou se preocupando com as coisas ao seu redor. Ele merecia muito mais do que um simples enterro com dois meros heróis.

-Sim... Ele irá procurá-los quando chegar, o que deve ser amanhã. Vocês podem ficar com os Miraculous até lá.

-C-certo, obrigada por tudo Wazzy. – A jovem heroína disse, limpando as lágrimas que teimavam sair, ela tinha que ser forte, esse era o seu trabalho – Bem, até um futuro Wazzy. – foram as últimas palavras que ela disse antes de sair da casa do mestre.

-É muito triste que isso tudo tenha acontecido dessa forma... Você teve muitas perdas, mas se mantém forte como nunca, você é um bom rapaz Chat. – Wazzy disse ao Chat Noir, ele se lembrou do momento em que ele foi o escolhido para ser o portador do Miraculous do gato, ele era tão feliz... Wazzy desejava profundamente que a felicidade voltasse para o homem rapaz.

-Obrigado Wazzy, foi ótimo te conhecer e eu lamento a sua perda também. – o jovem suspirou pesadamente – Eu te deixo aqui na casa do mestre mesmo ou...

-Pode fechar a caixa, ele já sabe o endereço.

-Certo... Adeus Wazzy. – o menino deu um sorriso fraco e fechou a caixa do Miraculous. Aquilo era a prova de algo que ele ainda não conseguia acreditar: a morte de Fu.

Ele colocou a caixa em cima da mesa da pequena sala da casa do Mestre e saiu em seguida. Logo ele deu de cara com a menina dos seus sonhos, que logo também morreria, ele nunca mais a veria e sabia disso.

-Bem... Adeus Chat. Eu... Eu vou sentir saudades, muitas saudades na verdade. Você foi o meu primeiro amigo e sempre esteve do meu lado... É... De tantas coisas que aconteceram comigo essa vai ser a pior. – a joaninha disse segurando as lágrimas que queriam sair, mas ela já havia decidido que já tinha chorado demais e que ela deveria ser forte.

-Sabe, esse momento nunca passou na minha mente... Nós dois nos despedindo... Eu só quero que você saiba que... – ele não sabia se aquele momento era o melhor pra se declarar... E se a declaração fosse feita, do que iria adiantar ? Eles não podem saber suas identidades, ninguém pode, essa foi a regra transpassada para eles e ela seria seguida – Bem, de todas as perdas que eu já tive, essa vai ser a pior.

O silêncio reinou após as palavras ditas pelo jovem rapaz. A única coisa que podia ser ouvida era o barulho da chuva e as batidas dos corações de ambos. Aquele era o fim.

Cada um tomou o seu caminho, em direções opostas, como se o próprio universo quisesse que eles se separassem. Mas antes de prosseguirem eles falharam e ousaram olhar para trás, e seus olhares se encontraram.

 

As lembranças os acertaram com força.

Eles se encontrando.

A cada piscada que ambos davam a dor e as memórias aumentavam.

O primeiro akuma derrotado.

Eles sabiam que aquela era a última vez em que eles estariam se vendo.

O primeiro e único beijo entre eles.

Eles já haviam decidido que aquilo era o melhor, mas não queriam aceitar.

O momento em que eles se encontraram com o Mestre.

Mas orgulho foi maior. Bem, foi isso que eles pensaram, mas teria sido o orgulho?

A morte do único amigo que poderia entende-los por inteiro.

Ou era o que as pessoas chamam de medo?

O último olhar.


Notas Finais


Me digam que entenderam o final, please !

Se não entenderam: Eles estavam lembrando os momentos que viveram juntos, cada um que marcou a vida de ambos e o último pensamento deles foi aquele momento, o último olhar deles.

A é, eles nunca descobriram quem era por debaixo da máscara... Só pra deixar mais triste mesmo...

Me digam se vocês choraram... Eu confesso que meus olhos lacrimejaram.

Beijinhos de estrelas ❤ Bye bye!


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