História Des Amis Ennemis - Capítulo 9


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Categorias Originais
Tags Assassinato, Colegial, Escolar, Mistério, Originais, Perseguição, Psicopata, Suspense
Exibições 6
Palavras 1.489
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Bishoujo, Bishounen, Colegial, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção, Romance e Novela, Shonen-Ai, Shounen, Slash, Survival, Suspense, Violência
Avisos: Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 9 - Sexy Sherlock


JULIANA

 

         Era uma noite agradável; fresca, e a vizinhança estava calma. Ju estava deitada na cama, usando uma camisola de algodão e calcinha; lia um livro de ficção científica muito bom, chamado A Guerra do Velho. Estava na casa apenas com sua amiga, Lola.

- Que horas sua mãe chega? – perguntou Lola da porta do banheiro. Estava enrolada numa toalha e secava os cabelos.

- Ela ficou na escola resolvendo uns problemas da festa – respondeu Ju – vai dormir fora.

- Hum, então a mamãe está pegando alguém? – brincou Lola.

- Mais respeito! – Juliana exigiu – Minha mãe é casada.

- Ok, desculpa.

Lola saiu do banheiro e andou em direção a cama, deslizando as mãos pelo lençol.

- Já que vamos ficar sozinhas, a gente podia dar uma festinha particular – insinuou Lola.

- Estou lendo.

         Lola subiu na cama e montou no colo de Ju; retirou o livro de suas mãos e pousou sobre o criado-mudo.

- Você pode ler meu corpo – inclinou-se e lhe deu um beijo desejoso em seus lábios.

- A última vez que fizemos isso, Matt estava aqui – lembrou Ju.

- Sim – Lola concordou – mas eu não preciso de um homem para me divertir. Nem você.

         A ruiva voltou a beijá-la, e começou a acariciar seus seios.

- Eu não sei se quero – gemeu Ju.

- Ah, não?! – Lola tirou sua toalha e jogou-a no chão, revelando a nudez – você fez eu me depilar à toa?

         A garota puxou as mãos de Ju e as conduziu a sua cintura, subindo e descendo, das suas coxas até os seios.

- Talvez eu tenha mudado de ideia.

- eu sempre te faço mudar de ideia.

- Ok, ok, mas coloque uma música – pediu Ju – você geme alto demais. Não quero que os vizinhos chamem a polícia novamente.

- Tá bom, vou pôr uma música pra madame!

         A garota ruiva levantou-se e pegou o seu celular em cima da mesa e selecionou uma música.

- E nada de rock! – pediu Ju – você fica muito violenta.

         Juliana não conseguiu conter o riso quando Never gonna give you up começou a tocar.

- Rick Astley, sério? – disse Ju.

- Pensei que gostasse de músicas românticas!

- Sim, mas essa é cafona.

- Você é cafona – disse Lola voltando para a cama.

- Não sou, não!

- A sua calcinha de ursinhos diz o contrário – Lola a avaliou.

         Lola começou a cantar a primeira estrofe da música num timbre perfeito.

- We’re no strangers to Love; you know the rules and so do I; a full commitments what I’m thinking of; you wouldn’t get this from any other guy*.

- Essa música tem tudo a ver com a gente! – comentou Lola.

         A ruiva agarrou seus pulsos e a empurrou contra a cama; beijando-a. Ju e empurrou para o lado e ficou por cima. Olhou-a nos olhos e soube que amava aquela garota mais do que tudo.

 

         Juliana acordou revigorada como não costumava acordar. Sentou-se na cama e olhou para Lola, que dormia como um anjo. Deu uma espreguiçada e foi até o banheiro.

         Acendeu a luz e viu uma mensagem no espelho, escrita com o que parecia ser batom:

EU SEI.

         Juliana gritou e acordou Lola, e provavelmente toda a vizinhança. Alguém invadiu seu quarto durante a noite.

 

•••

         Daara, sua mãe, avisou que não estava certa se chegaria rápido, então chamou Manu para a sua casa. Queria mais companhia. Como morava no mesmo bairro, chegou rapidamente junto com seu namorado.

- O que aconteceu aqui? – perguntou Manu ao chegar.

- Eu também quero saber – respondeu Ju.

         Entraram na casa. Ju pediu para se sentarem, mas ninguém se sentou. Ela mesma estava nervosa demais para ficar sentada.

- Alguém invadiu a casa – disse Lola – zoaram o banheiro.

- zoaram? – perguntou Henri – zoaram como?

- Zoaram do tipo “vamos deixar uma mensagem assustadora no seu espelho”.

- Vocês não ouviram nenhum barulho? – perguntou Manu.

- Não.

- Entraram no meu quarto! – Ju disse mais para si mesma, alto e andando em círculos. Parecia quase paranóica – estou morrendo de medo de passar mais uma noite aqui.

- Hã, desculpe, tem alguma coisa pra comer? –pediu Henri – não tomei café da manhã.

- Henri, para! – repreendeu Manu – ela está abalada e você quer comer?

- Não tenho culpa se meu café da manhã ficou no chão do quarto! E foi você quem quis vir aqui rápido.

- Agora a culpa é minha?! – Manu elevou o tom da voz.

- Calma! Henri, pode pegar um pacote de biscoitos ou qualquer coisa no armário. Manu, vou te mostrar o espelho. Vem comigo.

         Henri foi para a cozinha e as meninas subiram para o quarto; com exceção de Lola que ficou na sala.

- Aconteceu algo entre vocês? – perguntou Ju, educadamente.

- Tivemos uma discussão ontem. Não sei se acredito nele ou não.

- O que ele fez?

- Não estou pronta para contar... Na verdade, prefiro esquecer.

- Desculpa – chegaram ao quarto e entraram. Ju apontou o espelho – aqui.

- Isso é assustador – Manu comentou – já chamou a polícia?

- Não, só minha mãe.

         Lola apareceu na porta e avisou:

- Juuu, sua mãe chegou.

         As três desceram as escadas e foram para a porta frontal; e formaram um comitê de recepção para sua mãe. Daara estava saindo de seu carro preto e estava acompanhada de um homem bem-vestido.

- Nossa, que cara gostoso – confidenciou Lola ao seu ouvido – esse é o tipo de homem que me faz sentir hétero de novo.

- Oi, meninas. Tudo bem? – cumprimentou Daara.

- Tão bem quanto podíamos estar – respondeu Ju.

- Sinto muito por ter te deixado sozinha ontem – Daara pousou a mão no seu ombro – meu coração apertou quando soube o que aconteceu.

- Tudo bem. Não é sua culpa.

- bom, este é o dr. Tebas – sua mãe apresentou o seu acompanhante – ele trabalha como detetive para o município.

         Era um homem bonito; por volta dos seus trinta anos, com uma barba castanha bem-aparada e o cabelo bem cortado.

- Prazer – disse o dr. Tebas.

- Prazer – respondeu Lola. Ju e Manu apenas acenaram.

- Vamos entrar – disse Daara – quero ver como minha casa está.

 

- Ô meu santinho do pau oco! – exclamou Daara colhendo os cacos da caneca que estavam no chão – quebraram minha caneca favorita!

- Esses malditos bandidos! – disse Henri, com um rosto suspeito.

- Vocês duas estiveram aqui à noite inteira? – questionou o detetive Tebas.

- Sim. Nós deixamos a música alta e dormimos – respondeu Ju.

- Posso ver o seu quarto?

- Claro.

         Subiram novamente no quarto, e desta vez ficou um pouco apertado. Mostrou o espelho ao detetive.

- Estranho. Muito estranho – avaliou Tebas.

- Só espero que não apareça um psicopata – comentou Lola.

- Lola! – repreendeu Ju.

- O quê? Você não pode negar que as coisas ficaram estranhas depois do desaparecimento da Aymê. Cartas escritas por um analfabeto funcional, as fotos da Lily e agora isso.

- Espere. Vocês conhecem a Aymê? – perguntou Tebas.

- Sim, ela é nossa amiga – respondeu Manu – por quê?

- Eu trabalho no caso para encontrá-la, mas...

- Isso é demais! O que você sabe?

- Manu, ele provavelmente não pode contar... – disse Daara.

- Não, tudo bem – respondeu Tebas – vamos encontrá-la, não se preocupem – o detetive olhou para o seu relógio de pulso – bom, se me dão licença, preciso ir. Recomendo irem à polícia e fazerem uma ocorrência oficial. Se cuidem.

         Despediram-se de Tebas e Daara o acompanhou até a porta.

- Esse mistério me mata – disse Lola após um suspiro.

         O celular de Manu começou a tocar e ela atendeu rapidamente.

- Oi. O quê? Fale com calma...

         Henri começou a gesticular para saber do que se tratava.

- ...Você tem certeza? Oh, oh. Nós precisamos de um carro.

- Quem é? – perguntou Henri.

         Manu desligou, e sua expressão não era amistosa.

- Lily – respondeu – ela diz que sabe o paradeiro d’Aymê.

- Isso é ótimo! Temos que buscar aquele detetive agora!

- Não! A gente não pode!

- porque não?

- Como ela sabe? – perguntou Ju.

- Ela recebeu um vídeo do sequestrador. Ele pediu para não ter policiais ou Aymê será morta.

- Nós precisamos fazer alguma coisa! – alertou Lola.

- Eu sei. Um carro.

- Você quer um carro? Ficou louca? – disse Ju.

- Lily mandou o endereço, fica no fim do mundo!

- podemos chamar o Matt – sugeriu Lola.

- por quê?

- Porque somos menores de idade. Se formos pegos dirigindo, não chegaremos a tempo e então adeus Aymê!

- E desde quando o Matt é maior de idade?

- Ele tem uma identidade falsa.

- Que foda! Eu quero uma também – disse Henri.

- Vamos mesmo fazer isso? – perguntou Manu.

- É o que parece – concordou Ju -  mas vamos avisar a polícia.

- Você não ouviu? Não podemos!

- Vamos ficar sob as regras desse maníaco sequestrador?

- Não temos escolha. Pode ser nossa única chance.



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