História Des mots d'adieux - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Anos 50, Chanbaek, Exo, Fem!baekhyun, Fem!exo, Guerra Da Coréia
Exibições 37
Palavras 3.366
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Josei, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Obrigada Charles Trenet pelo título, sinopse e título do capítulo. Você é meu vovô francês preferido e eu amo ouvir La Mer em noites como essa. <3

(Nem revisei porque deveria estar dormindo agora mesmo, muitos erros e muitas chances de ser odiado)

Capítulo 1 - Bonheur fané


"17 de Setembro de 1952.
 

Querida Baekhyun, 

Tremem meus dedos e suam as palmas de minhas mãos ao perceber que agora mesmo lhe escrevo e que talvez daqui não muito tempo isso chegue até você. Sem saber seu estado me arrisco a te enviar isso em um endereço que pressuponho que ainda seja seu, sou sem certezas e sem coragem. E apesar de todos os sentimentos que carrego comigo dentro do peito magro e de quase todos lhe serem direcionados culpo-me muito por procura-la depois de anos, culpo-me por ser o vilão da tua história e culpo-me por ser o mais odioso dos seres.

Mesmo com o gosto de sangue, terra e ferro que me toma o paladar e me enche de amargor deixo predominar sob mim e sob minha mente nebulosa os sentimentos doces e coloridos que eu, nos meus dezessete anos de idade quando ainda um menino franzino e cheio de bobagens, sentia ao fitar teus olhos doces e serenos quando sorria tímida. Seria isso egoísmo, Baekhyun?

Lembro-me com dedos formigantes e olhos marejados do barulho leve e ritmado provocado pelos teus pés pequenos correndo por entre os corredores, porque eras a mais moleca e sapeca daquele convento e mesmo assim era a mais dedicada, podias correr, rolar, gargalhar e sorrir mas não podia amar a mim, Baekhyun, não como amavas.

Nasceste com uma vida planejada, quando ainda o bebê doentinho que era te escolheram o futuro, os sonhos, as vontades, a aparência e o destino. Vinda de uma família católica (coisa rara na nação onde nascemos e vivemos) foi enviada para um dos únicos colégios de freiras existentes quando ainda pequena, aprendeu cada passagem bíblica e apontava-me cada uma das ações incoerentes da igreja quanto a bíblia em noites estreladas, quando fugia do teu quarto e não sabia o que me dizer e não queria ou podia me tocar. E em sua vida nada partiu de você, nenhuma das escolhas foram permitidas, nem mesmo começar a amar o filho do jardineiro.

Culpo-me, culpo-me. Culpo-me por ter destruído teu começo, o teu meio e torço para que não o teu fim. Porque quando somos novos, duas crianças de dezessete anos de idade que nada sabem sobre o mundo e nada sabem sobre o amor, as risadas abafadas no fundo do colégio e os poucos toques nas pontas dos dedos além de parecerem poéticos parecem certos, coisas que não são. E você me dizia que não conhecia poesia porque não te deixavam ler qualquer outra coisa que cunho não teológico e eu te citava algumas sentado a certa distância de você porque eu conhecia o que sentíamos, mas você ainda não então eu era o responsável por manter as coisas como elas estavam, no lugar, porque assim foi estabelecido, mesmo que dentro de mim eu lhe dedicasse cada uma delas. Então Baekhyun, nós riamos e brincávamos escondidos das freiras e do meu pai e te observar rindo com as mãos da barriga e o rosto corado era como enxergar o nascimento de uma estrela, era lindo e me atormentava.

Lembro-me também da vez em que você veio chorando em uma noite qualquer enquanto eu te esperava nos fundos da construção com uma vela e muito frio, você soluçava descontroladamente e eu não sabia nem onde por minhas mãos tamanho desespero, segurou-me dizendo que algumas das suas colegas de quarto descobriram que nos encontrávamos para brincar e conversar e te encheram de insinuações e ameaças descabidas e maldosas, que se as freiras descobrissem você seria castigada de inúmeras formas, meu pai demitido (você sabia que eu e ele só tínhamos um ao outro) e eu lhe seria afastado para sempre.

Você chorou agarrada a minha camisa velha naquela noite, encharcando-a com lágrimas enquanto eu sem reação e com os olhos secos de pânico apenas observava seu corpo tremendo dentro de um uniforme grande, cinzento e largo demais. Lembro-me também de alguns minutos depois você erguer com delicadeza e temor a cabeça para que pudesse me ver naquele quase escuro, com duas esferas acima das bochechas brilhando como se fossem a própria lua. Os olhos vermelhos e chorosos, a ponta do nariz rosada e os lábios úmidos e machucados de tanto morder em apreensão. 

Eu era um menino bobo, Baekhyun, você sabe disso, sabe que nunca fui interessante o suficiente para gostares de mim e que eu era cheio de vazios e bobagens. Você era inteligente, cheia de astúcia e bons modos, podia conversar por horas e horas enquanto eu era só um moleque ignorante que não sabia lidar com os próprios sentimentos, cheio de quietudes e esquisitices. Mas naquela noite, Baekhyun, você não se importou com isso, você nunca se importou com tão grande contraste (era tão injusto gostar de mim) e foi por isso que recompondo-se e limpando cada uma das lágrimas você assumiu uma postura muito firme e surpreendente, me dizendo que não podia comprometer o emprego de meu pai graças à tão terrível erro que cometera ultrapassando a linha que me separava de ti, graças ao erro da nossa proximidade. E aquele discurso me feriu, feriu muito mais do que eu imaginava e me fez mergulhar em uma sensação que nem se compara a que hoje carrego comigo mas que naquela época me era espinhosa e ardente. Porém você não foi totalmente coerente com suas palavras, não quando no escuro (pois o vento já havia apagado a vela a muito tempo) você se jogou nos meus braços e pôs-se nas pontas dos pés alcançando um beijo torto e desajeitado meu, tomando-me o fôlego, quase caindo no chão quando me perguntou em um sussurro o que era aquilo (o beijo, pressuponho) e obrigou-se a correr levando de mim minha firmeza e coração.

Você me beijou sem nem saber o que era um beijo e o que ele significava e isso levou-me a acreditar que o amor é uma das coisas mais divinas e misteriosas que existem. E de fato o é.

Me odeia por dizer essas coisas quando fui muito mais incoerente nessa vida do que você foi naquela noite? Me odeia por recordar cada um desses momentos cutucando as feridas que não devia ter lhe causado? Eu estou ferido também, Baekhyun, mas eu mereço. Não só por dentro como também por fora. Não quero atormentá-la ao contar isso e nem acho que ao dizer/mentir que logo retorno para meu antigo lar isso vá enchê-la de esperança ou fazê-la confiar novamente em mim, mas dentro da carne de minha costela direita existe um estilhaço que me incomoda e fere dia e noite e ao meu redor existem mortos e o cheiro de dor e desesperança. Talvez eu não volte e talvez a vida esteja sendo justa conosco pela primeira vez.

Não chore.

Eu estou sozinho como mereço estar, mas não mais sozinho do que os dois meses que passei sem ouvir tua voz nos meus dezessete anos de idade, quando você deixou de aparecer em noites cheias de nuvens atrás do convento e passou a evitar meus olhares, minhas palavras e minha presença. Você não foi egoísta, Baekhyun, como me disse uma vez alguns anos depois que havia sido. Você foi correta e o seu único erro nessa história toda foi deixar de ser. Não que sejamos um erro em nossa totalidade, porque há coisas das quais me arrependo e coisas das quais finjo me arrepender, mas te ferir faz-me penar na vida e imaginar como você estaria se nunca tivesse conhecido a mim me atormenta com suposições noite e dia. Estaria mais inteira, creio eu.

Eu fui embora uns três meses depois, não? Era um menino grande de corpo (não muito de gênio) e logo me foi oferecido um emprego na mercearia de um dos tios do meu pai em um lugarejo muito habitado e com mais oportunidades. E eu parti, parti depois de encontrar teu rosto na janela do segundo andar sem nem pretender se esconder, quando eu me preparava para ir em direção à estação de trem, dizendo-me um adeus silencioso e imóvel. Mas talvez aquele adeus tenha soado mais como um até logo.

Até logo, Baekhyun.

Eu não acreditei nisso.

Cresci, cresci tanto quanto não imaginava crescer. Cresci em altura e em maturidade. Cresci em sonhos e planos. Cresci em esperteza e conhecimento. Mas não cresci na vida como era esperado, ou não tão esperado assim. E foi por isso que três anos depois eu retornava para casa de meu pai, para aquele convento e para sua vida.

 Eu retornava com sentimentos mais moderados e mãos trêmulas com a possibilidade de encontra-la. Eu retornava com o banco frio do trem fazendo-me voltar à realidade e uma angústia crescente dentro do peito me impedindo de relaxar. Eu voltava pensando em você como eu havia desprendido a pensar depois de três anos afastados. E mais do que isso, Baekhyun, eu voltava com medo de vê-la de novo e torcendo para que já estivesse bem longe daquele convento.

Mas você não estava, muito pelo contrário. Você estava lá, dentro de uma sala de aula com garotas um pouco mais novas do que você quando eu havia te conhecido, quando era uma menina que levantava a saia longa do uniforme para correr atrás das borboletas e que ria mais alto do que qualquer garoto por aí. Eu havia acabado de beijar o meu pai que fazia três anos que eu não via, ele que me propôs dar uma volta pelo convento para conhecer as mudanças feitas pela nova irmã que havia assumido a direção (era muito mais rígida e carrancuda que as outras, mas muito mais esforçada, foi o que ele me disse) e eu aceitei sorrindo por perceber que ele envelhecia saudável e que eu ainda teria sua companhia por muito tempo, sorria sem me lembrar de você por alguns minutos desde que pisara naquele lugar sem cores. Porque cada canto ali era você, era você apesar da sua alma colorida contrastar tão bem com as paredes velhas e pedrosas de lá.

Caminhei, caminhei entre o jardim bem cuidado e as capelas, caminhei entre os campos e salas de aula, caminhei até te encontrar, sem perceber e sem ao menos querer ou no fundo de mim eu realmente queria. E não foi difícil te reconhecer porque o muito que cresci desde que tinha dezessete anos foi compensado pelo pouco que você havia crescido e você sorria, sorria lendo para as meninas um livro qualquer quando eu senti uma sensação vertiginosa e quis correr dali antes de ser notado.

Professora.

Por que aquilo me surpreendia? Talvez eu esperasse no fundo de mim alguma fuga sua quando completasse a maioridade, talvez esperasse alguma ação impulsiva e aventureira da Baekhyun que eu conhecia. Mas não. Ali estava você e aquilo pouco me decepcionava porque, veja bem, te olhar era como olhar para os anos mais coloridos e bonitos da minha vida, era como olhar para parte singela, simples e não fracassada da minha vida. E talvez me olhar também tenha tido um forte impacto em você porque no mesmo instante que isso aconteceu, no meio de sua aula, seu sorriso evaporou como nuvem sob o sol e tua pele ficou mais branca que as pétalas das rosas de meu pai. E ainda sem saber como reagir eu saí dali, do meio daquele corredor, com a mente embaralhada e o coração encharcado, encarando o chão e apertando os dedos.  Eu fiz planos e mais planos para que o nosso próximo encontro fosse o menos desconfortável e estranho possível, desenhei e redesenhei cenas na minha mente de como eu me aproximaria (porque naquela altura eu me sentia necessitado a me aproximar).

Você lembraria de mim? Sabe, daquele garoto insípido e pouco interessante o qual você beijou uma noite antes de abandona-lo? Se lembrasse se aproximaria de mim? Quem você era? Ainda era a Baekhyun moleca que eu conhecia? Ainda subia em árvores e deixava as irmãs completamente fora de sanidade? Era tão diferente te ver naquelas roupas, você nunca chegou a ser de fato uma delas mas sua postura na sala fez-me ser desespero quanto a possibilidade de ter aceitado essa sina que lá no fundo eu sabia que você não queria de verdade mas era boa demais para contestar e se descontentar.

No quarto que onde o eu já quase homem ganhou ao retornar para casa descansava você bateu na porta à noite e era encantador o modo como eu sabia que era você antes mesmo de ver que era você. Te dei passagem para entrar e você sorriu nervosa porque nunca soube disfarçar as coisas. Você cresceu Chanyeol, foi o que disse se sentando na cadeira perto da escrivaninha e eu sentei na cama concordando com a cabeça. Eu senti sua falta Chanyeol, você tornou.

 Eu pude ver ali, como se no escuro daquela noite dos meus dezessete anos, os teus olhos vermelhos e chorosos, a ponta de seu nariz rosada e a boca seca e ferida por mordidas apreensivas. Eu pude sentir ali, como no meu primeiro beijo, o seu corpo choroso se jogando contra o meu, dessa vez mais firme, e os pés sustentando-se nas pontas. E eu tive meu rosto alcançado quando já de pé você o acariciou com as mãos bonitas e macias repetindo o Senti sua falta Chanyeol muitas e muitas vezes, me beijou os lábios e apertou meu corpo com força entre os braços, deitando a cabeça sobre a curvatura no meu pescoço enquanto chorava baixinho. Eu também senti sua falta, lembro de dizer.

Eu sinto sua falta agora.

Sinto tanto que dói, que arde. Sinto falta da forma que você havia amadurecido e como me fazia descansar a cabeça em seu ombros nos dias difíceis. Sinto falta dos beijos puros e molhados que você roubava de mim nas manhãs em que não dava aulas. Sinto falta de como alcançava minha mão debaixo da mesa no jantar, mesmo estando com centenas de pessoas ao nosso redor. Sinto falta da sua risada e de como havia aprendido a escrever poesias, as quais passou a dedicar a mim. Sinto falta dos sorrisos que docemente dedicava ao meu pai e como vivia de devaneios achando que ele gostaria que nós dois ficássemos juntos mesmo sabendo que não só ele mas esse mundo inteiro iria contra. Sinto falta das mãos bonitas e macias se entrelaçando nas minhas, passeando pelas minhas bochechas e pálpebras. Sinto falta da inocência, do amor e da saudade na qual você se afogava comigo. Sinto falta de como era tudo tão simples mas ao mesmo tempo um emaranhado de confusões e sonhos irrealizáveis.

Foi assim por dois anos, tudo tão em segredo, tão de nós dois, tão confuso mas também tão certo. Foi assim até a noite de muitas chuvas, trovões e raios que cortavam o céu, até duas noites após o falecimento do meu pai.

E a morte dele foi a morte das coisas mais lindas que existiam em mim, foi a morte daquele me criou para ser o homem que não fui e que esperou em mim e me amou mesmo eu sendo decepção. Ele sabia, Baekhyun, e eu nunca precisei contar para que ele soubesse, talvez fosse óbvio não só para ele, foi por isso que um dia antes de falecer ele me pediu para construir minha vida longe dali, pois ali habitava minha destruição e martírio. E aquelas palavras, aquele pedido, aquele olhar e também as lágrimas salgadas que escorriam de meus olhos e pintavam meu rosto martelavam-me o peito e convenciam-me de uma realidade frívola e que era, afinal, uma realidade.

Era uma péssima noite para que você batesse na porta do meu quarto, primeiro porque havia uma tempestade horrenda no lado de fora e você morava em outro casarão do convento, não muito próximo; segundo porque meu peito estava confuso e você estava encharcada molhando o tapete e o chão do meu quarto com a água da chuva, convencendo-me de que você era bagunça.

Você se desculpou, nem sabia pelo que se desculpava e me dói a lembrança dos seus olhos distantes, a voz rouca e o meu coração gelado que me impedia de te olhar com os sentimentos ternos que sempre conservei. Pois perdas ou ganhos não eram justificativas para te desprezar um segundo sequer, mas naquele momento eu achava que eram. E continuava sendo uma péssima noite, (ou talvez todas as fossem, como eu acho que você deve pensar hoje em dia) uma péssima noite para chorar se encolhendo no chão e me contar que estava grávida.

E nem um como?, ou um por que? você recebeu de mim enquanto chorava procurando pelo chão o toque de minhas mãos. Nem um estou aqui ou um vamos fugir, vai dar tudo certo. Nem um eu te amo ou um eu te odeio. O que você recebeu enquanto chamava meu nome e gritava com medo foi meu toque forte e dolorido nos seus braços e uma expulsão insincera mas com gosto de sinceridade, de sincera brutalidade e falta de amor. Tranquei você do lado de fora enquanto batia na porta e gritava meu nome até ficar rouca.

E são detalhes sórdidos, que não merecem uma narração em sua totalidade e nem o retorno dos sentimentos amargos daquela noite e das outras noites que se seguiram até aqui.

Eu fui embora na manhã seguinte, com bagagem e olhos vazios, com uma última imagem sua, aquela que você chorava no chão de madeira do meu antigo quarto, ensopada pela água da chuva me implorando para não te deixar sozinha naquela situação. E eu deixei. Deixei você sozinha sem saber sobre como ficou doente depois daquela noite, sem saber que você omitiu a gravidez até onde pôde e depois de descoberta omitiu quem era o responsável por ela, sem saber que quase foi expulsa do convento mas conseguiu a proteção de poucas, muito poucas irmãs, sem saber que foi proibida de lecionar e que ficou em uma cama por meses. Sem saber, Baekhyun, que você perdeu um menino com seis meses de gestação em uma tarde ensolarada de uma primavera sofrida e que quase morreu depois disso.

Foi o que uma das irmãs a quem você confidenciou todas as dores contou-me em uma carta sofrida de se ler. 

E eu posso enxergar no céu noturno e com o barulho ensurdecedor das bombas próximas aos meus ouvidos as estrelas encenando uma bonita pintura de você com uma criança no colo, sorrindo sapeca como sempre fora. E eu posso enxergar a vida bonita que desperdicei escolhendo o caminho que alguém escolheu por mim. Não que alguém mais tenha culpa por esse sofrimento além de mim. Eu sou o responsável.

Não cresci na vida e não fui feliz. Eu não deixei de pensar em você mas fui covarde o suficiente para não voltar. E eu choro agora, Baekhyun, pintando esse papel com tons invisíveis de minhas lágrimas e também com o sangue mais aquoso do que deveria. E eu torço, Baekhyun, para que tenha encontrado a felicidade e para que as lágrimas que as perdas te trouxeram tenham cessado, perdas que eu provoquei.

Às vezes o amor não traz apenas alegrias, mas alimento-me das nossas alegrias que foram infinitas e poéticas, dos risos divertidos e do descanso que encontrávamos um no outro. É muito egoísta da minha parte viver por isso?

Eu não vou voltar e eu sei que talvez você não me espere. Mas ainda me amas e eu sei. Eu ainda te amo e você sabe. Amo desse jeito que se tornou tortuoso desde aquela noite. Perdoe-me, para sempre. Perdoe-me pois a justiça tem sido feita. Perdoe-me por pensar em você até o último minuto.

Eu te amo e lhe dedico agora um adeus que soa como um até logo, assim como naquela tarde onde teus olhos ternos olharam os meus no segundo andar, antes da minha primeira partida."

 

02 de agosto de 1955.

Carta interditada em 1952, encontrada em um trem rumo ao Leste da China erroneamente no dia 26 de dezembro de 1954. Remetida por Park Chanyeol, soldado raso da Coréia do Sul.

Park faleceu em novembro de 1952 vítima de Sepce Grave sendo encontrado seu laudo mas não seu corpo, que fora sepultado como indigente. 



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