História Des-tro-çar - Capítulo 6


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Personagens Personagens Originais
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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Hentai, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Mutilação, Suicídio
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Nota fixa: a autora não visa ofender, prejudicar, ou fazer quaisquer apologias a alcoolismo ou suicídio, isto é apenas uma ficção que não visa prejudicar ninguém.
Aviso: a autora com toda a certeza tem problemas mentais, ^-^ Desculpe pelas palavras de duplo sentido, foi irresistível :3
Boa Leitura!!!

Capítulo 6 - Caminhar and Seguir


Eu ainda estava lá, parada entre todos aqueles túmulos, sem saber ao certo o que deveria fazer agora, tenho quase cem por cento de certeza que mamãe e papai não gostariam de ter um “fantasma?!” em casa, será que é isso que eu sou agora? Apenas um fantasma que não subiu nem desceu? O que será que eu vou fazer a partir de agora? Para onde deverei ir? O que alguém faz quando se encontra em uma situação como está? Assombra casas? Cemitérios? Mausoléus? Não acho que eu tenha vocação para assustar alguém, eu nunca sequer consegui assustar o Fiji, quanto mais um ser humano vivo.

Fiquei lá parada observando as luzes se acenderem aos poucos, a cidade mergulhando suavemente em seu som noturno, o cricrilar dos pequenos grilinhos, eu estava tão perdida, era tão assustador estar do outro lado das coisas completamente sozinha, e mais, sem saber o que deveria fazer a partir dali, não pensei que fosse ser tão assustador estar sozinha, como um frio dentro do estomago, atenta a qualquer movimentação suspeita, tão estranho estar ali.

-Olá mocinha-uma voz masculina em um tom rouco soou atrás de mim e eu dei um pulo pelo susto-Calma eu não sou um fantasma-proferiu e eu me virei observando o ser alto a alguns passos de mim.

Observei-o e pude perceber que ele deveria ser pelo menos dois palmos mais alto que eu, o que de certo era bem comum na minha vida já que eu era, como minha avó costumava dizer, um pequeno frasquinho com um maravilhoso perfume, acho que no fim das contas era só um jeito mais doce de me chamar de baixinha.

-Quem é você?-proferi estranhando o som da minha própria voz-De onde você brotou?-completei.

-Eu tenho muitos nomes, mas geralmente me chamam de Cerberus-proferiu dando alguns passos mais para perto, de forma que eu pudesse vê-lo melhor-Mas pode me chamar de morte se quiser-completou e eu o fitei por alguns minutos.

-Cerberus não tinha três cabeças-proferi e ele sorriu de canto de um modo estranho.

-Eu tenho duas se isso faz alguma diferença-proferiu sorrindo.

-Que?-sibilei e ele sorriu malicioso erguendo uma das sobrancelhas, pensei por um instante corando e em seguida desviei o olhar-Ah...hum...er...por que você está aqui?

-Vim te buscar-proferiu arrumando o cabelo que caia sobre seus olhos-Você não vai subir, nem descer, por hora, é responsabilidade minha-completou fazendo uma mesura debochada.

-Por que?-questionei.

-Creio que você, mais do que eu, sabe bem o motivo-proferiu ele baixo, e por um instante ele pareceu extremamente intimidador.

-Isso é por que eu fiz o que fiz?-questionei e ele acenou de qualquer jeito em concordância.

-Por alguma razão, ele dois não querem ceder a chance de tê-la-proferiu-É a primeira vez que eu tenho que lidar com isso, espero que você não me dê trabalho.

-Eles dois?-proferi no automático.

-É, é, você sabe, o criador e o caído, toda essa coisa-proferiu como quem já estava farto de ter que explicar a mesma coisa muitas vezes.

-Ah sim, eu sei-proferi.

-Bem, já que você sabe, eu não vou ter que explicar tudo novamente, então podemos ir?-proferiu estendendo a mão em minha direção, mas eu não me movi-Vamos logo antes que ele apareça e eu tenha que lidar com as mesmas questões novamente-insistiu.

-Ele quem?-proferi e pude observar uma silhueta se aproximar de nós.

-Anúbis?-proferiu um senhor que devia ter um pouco mais de sessenta anos.

-Olá Sebastian, como vai?-proferiu Cerberus e eu fiquei atônita por aquele senhor poder vê-lo.

-Bem, não me diga que você já veio me buscar-proferiu o senhor sorrindo pequeno.

-Não, não, vim buscar aquela mocinha ali-apontou para o tumulo que eu imaginava ser o meu.

-Ah sim, a pequena Magnólia, ela era uma boa menina, sempre vinha aqui-proferiu o senhor e eu o fitei, não me lembrava disso.

-Eu sei, eu sei, mas agora eu tenho que ir-proferiu Cerberus-A muito o que fazer.

-Claro, mas me diga uma coisa-proferiu o senhor observando Cerberus que acenou para que ele prosseguisse-Quanto tempo eu ainda tenho?-questionou ele sorrindo de canto.

-Ah-proferiu Cerberus rindo-Você acha mesmo que eu vou te contar? Não senhor, essa é a única graça no meu trabalho, a imprevisibilidade do dia que eu virei te buscar-falou-Aproveite o tempo que tem com a sua maravilhosa esposa e filhos, quando eu tiver que te levar, você vai saber-completou sorrindo.

-Farei isso, cuide bem da pequena Magnólia no caminho, ela é uma menina muito doce-proferiu o senhor dando as costas-E arranja esse cabelo-completou fazendo Cerberus rir.

-Ele sempre me diz isso quando me vê-proferiu Cerberus-Parece até que é meu pai-continuou se virando para me observar-Então você se chama Magnólia?-questionou e eu acenei aleatoriamente, eu não me lembrava ao certo se esse era meu nome, mas imaginava que fosse.

-Como ele pode te ver?-questionei seguindo-o entre os túmulos.

-Algumas pessoas têm esse dom, vamos dizer assim-proferiu ele.

-O dom de ver os mortos?-questionei.

-Não, o dom de enxergar a morte-proferiu ele parando de repente e quase me fazer trombar em si.

-Ah você é a morte?-questionei.

-Pois é-sibilou.

-Pensei que a morte fosse uma mulher, tipo, imaginei a morte como uma bela mulher vestida de trevas-proferi observando-o erguer uma das sobrancelhas.

-Todos dizem isso, talvez por causa da mania humana de ligar prefixos a gêneros-proferiu ele me observando-Mas se isso te deixa feliz, eu já fui uma mulher, a muitos e muitos séculos atrás-murmurou-Uma bela mulher por sinal.

-Você é sempre convencido assim?-questionei.

-Sou sim, e acostume-se, você vai ter que lidar com isso, por um bom tempo-falou olhando em volta como se procurasse algo.

-O que foi?-questionei.

-Há tantas pessoas maravilhosas aqui-proferiu-Tantas pessoas que se foram tão cedo-continuou-Tantos amores ceifados brevemente-murmurou melancolicamente.

-Todos levados por você-proferi sem querer.

-Olha Magnólia-começou ele me encarando-Há muita coisa para se ver desse lado, dor, arrependimento, desilusões, e toda a sorte de coisas não tão boas, lido com tudo isso a séculos, vejo isso todo dia, pessoas que se vão e depois se arrependem, pessoas que perdem amores e em um ato impensado dispensam suas vidas em uma busca incontrolada por se encontrar com o ser amado do outro lado-parou um pouco tomando folego-Eu não os julgo, acredite ou não eu já amei alguém antes, mesmo que minha cara e minhas atitudes digam o contrário, todos me culpam por suas perdas, acredite, eu não me incomodo de ser culpado por elas, mas eu não sou um algoz, eu apenas faço o meu trabalho levando as almas de um lugar ao outro, é o meu trabalho, minha punição eterna por me apaixonar pela vida-completou melancolicamente.

-Me desculpe, eu não quis soar acusadora-murmurei baixo me arrependendo de ter soado tão acusadora.

-Não tem problema-proferiu-Eu já estou acostumado com esse tipo de discurso-falou-Mas a partir de agora as coisas vão ser diferentes para nós dois-sibilou-A partir de agora você e eu seremos como colegas de quarto-murmurou-Você vai ter que aprender a lidar comigo, e com meu mal humor e piadinhas-proferiu sorrindo-E eu terei que aprender a lidar com você, e com o fato de que a partir de agora vou ter alguém para arrumar a minha bagunça-completou rindo.

-Eu não vou arrumar bagunça nenhuma, não sou uma empregada doméstica-proferi vermelha de raiva.

-Não mesmo-proferiu ele-Você está mais para anã mal remunerada-completou me puxando pelo pulso.

Será que eu teria mesmo que arrumar a bagunça dele? Será que teria que lidar com um cara cheio de palavras de duplo sentido?

“Às vezes, a graça de se aprender a amar depois de muito tempo amando alguém que não pode ser seu, é que você aprende a lidar com a imprevisibilidade doce de se apaixonar até pelas cicatrizes e espinhos do seu novo amor”


Notas Finais


Obrigada por ler e te espero semana que vem ^-^
Até quarta!!!


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