História Desabafo - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Personagens Kakashi Hatake, Sakura Haruno
Tags Kakasaku
Visualizações 463
Palavras 6.087
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Artes Marciais, Aventura, Luta, Magia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Naruto não me pertence e seus personagens também não.
O intuito dessa fanfic é totalmente interativo e sem fins lucrativos.
Por isso, não me processem, por favor. Não tenho como pagar uma fiança e da cadeia não dá pra postar.

Olá, pessoal!
Chegando por aqui!

Boa leitura!

Capítulo 1 - Parte I


 

Eu lembro exatamente do dia em que me dei conta de que Sakura não era mais a minha pequena aluna.

Desde a dissolução do Time 7, cada um seguiu seu caminho. Eu, inclusive, me enfiei em uma missão atrás da outra, ficando mais tempo acampado em florestas do que na minha própria casa. Quando voltava, tinha uma ou duas noites de descanso e logo já ia atrás da Tsunade, pra me jogar de novo em algum trabalho. Nem sei porquê. Talvez porque fosse a única coisa que eu realmente sei fazer. A verdade é que com isso, eu passei muito tempo sem ver de verdade o que acontecia por aqui. É claro que eu sabia do progresso de Sakura como pupila da Hokage e de sua fama crescente como uma das ninjas médicas mais jovens e promissores, até porque, isso estava rompendo as fronteiras de Konoha. Mas foi só naquela noite, que eu vi o tanto que ela tinha mudado.

Depois de uma longa temporada afastado, eu sabia que era hora de parar. Desacelerar, pelo menos. Diminuir o nível das missões, dar preferência à algo mais tranquilo, mais perto. Então, quando eu voltei, decidi não me jogar direto na cama pra descansar e procurar outro trabalho pela manhã. Decidi ir dar uma volta. Ver uns amigos, tomar alguma coisa, achar uma mulher. Já fazia algum tempo que eu estava na seca e isso, definitivamente, mexia com o meu equilíbrio físico e mental. Foi o que eu fiz. Sentei naquela mesa, daquele mesmo bar que eu costumo frequentar desde sempre. Instantaneamente, Yamato apareceu. Ele sente meu cheiro, não é possível. Mas era essa a minha intenção, certo? Interagir. Pois bem, foi isso que eu fiz. Algumas garrafas de saquê depois, a conversa não estava mais tão difícil. Até eu notar, que no meio da conversa, ele mudou desesperadamente.

Como homem, eu sabia o que era aquilo. A boca de Yamato se abriu alguns milímetros. O pomo de Adão dele subiu e desceu em um movimento desordenado, denunciando que engolia uma saliva. A pupila se expandiu em um modo absurdo, pra poder explorar por completo alguma presa que estava parada nas minhas costas. Yamato estava sentado de frente pra mim, olhando diretamente pro balcão do bar. Eu, me mantive de costas pra esse balcão o tempo todo. Menos quando vi meu amigo se perder em alguém. Nesse momento, eu tive que girar no assento da minha cadeira pra ver quem o estava desestabilizando assim.

Não vi nada além de Sakura e Ino. Me voltei pra ele, com a expressão risonha, deduzindo o motivo de tanto descontrole.

- Ino? – perguntei à Yamato, que ainda não tinha mudado o foco de visão. Apesar de jovem, Ino era linda, realmente. E tinha uma ideia maravilhosa, de ser livre em seus desejos que eu, particularmente, achava excelente. Não era muito fã das meninas que ficavam fazendo charminho. Ino tinha em mente que ficaria com o meu ex-aluno Sasuke Uchicha mas, enquanto ele não chegava, não se privava de se divertir com quem quer que fosse.

Mas, pra minha surpresa, a resposta foi outra.

- Sakura. – ele respondeu até babando.

Sakura. Assenti com a cabeça, rindo baixinho sob a máscara. Claro, era óbvio. Se estavam só as duas e se não fosse Ino que o interessava, só podia ser a Sakura. Mas... peraí! Sakura?! Sakura, a minha aluna, Sakura?!

Em um primeiro momento, resisti à tentação de lhe dar um soco por ser um maldito pervertido. Era uma menina, quase uma criança. Eu imagino que devia estar com a maior cara de choque do mundo, encarando Yamato, que até estreitava os olhos, se deliciando com a visão de Sakura. Então, ao invés de soca-lo eu decidi fazer o exato oposto. E foi nesse momento que eu caí no genjutso mais forte de todos que já encontrei. Estou vivendo isso até hoje.

Girei na cadeira do mesmo modo que antes. Mas agora, não queria só saber quem estava atrás de mim. Queria saber o porquê de Yamato estar prestes a ter uma ereção ao ver a minha pequena flor de cerejeira.

Na idade em que eu estou e levando a vida que eu levo, imaginei que não teria mais muitas “primeiras vezes”. Pois bem, aquela poderia se chamar “A noite das primeiras vezes.” Pela primeira vez, eu vi, eu descobri, eu fui chamado à realidade, de que a Sakura não era mais a minha aluna. E Deus, como eu adorei que ela não fosse mais a minha aluna naquele momento. Ela estava parada ali, escorada no balcão, usando um vestido vermelho mata-Kakashi, toda empinada pro meu lado. Aquela porra era tão apertada, que eu fiquei pensando se tinha uma calcinha embaixo daquilo. Pela primeira maldita vez, eu notei a bunda delícia da Sakura. E. Era. Uma. Delícia. Conforme ela se mexia, pra trocar o peso dos pés no salto alto, ela jogava o quadril pra um lado ou pra outro e aquilo era o maldito genjutsu. Só pode. Eu tinha caído em alguma ilusão, não é possível. Aliás, os sapatos faziam parte disso. Em que momento aquela menina começou a usar saltos altos? Saltos finos? Minha cabeça já imaginou ela pisando sobre mim, com aquela sandália. Continuei a análise, antes que eu pensasse algo constrangedor demais, como querer ser o capacho pra ela pisar. Então eu tive mais uma primeira vez. Pela primeira vez, eu, Kakashi Hatake, o copy-nin, quis ser um canudo. Um canudo, desses cilíndricos, de plástico. Sakura estava bebendo alguma coisa, o que, aliás, é mais uma prova de que ela cresceu, porque agora ela bebe. Isso conta pontos à meu favor. Enfim, ela tava bebendo um drink bonito, em um copo alto, com um canudo preto. E eu quis ser esse canudo. Eu quis, porque o maldito do canudo passeou indolente pelo lábio dela, enquanto conversava alguma coisa com Ino. Depois ele foi alvo de uma massagem frenética, pra cima e pra baixo, me lembrando demais uma outra coisa. E, por fim, ele foi agarrado por aquela língua que, nesse momento, eu tinha a total certeza de ser deliciosa. Sakura tinha um método de pegar esse canudo. Primeiro ela o encostava na língua e depois fechava os lábios em volta. E eu, um cara experiente que, modéstia à parte, podia ter qualquer garota desse maldito bar, tô com um tesão da porra, imaginando a minha ex-aluna chupando meu pau usando esse mesmo método.

E aí ela riu. Foi nesse exato momento, que eu vi que estava muito, mas muito, lascado. Eu tava com o pau duro, do mesmo jeito que Yamato, provavelmente. Mas quando eu vi Sakura rindo, de alguma coisa que Ino falou, eu entrei em transe. Ela jogou a cabeça pra trás, balançando os cabelos lindos que tinha, e fechou os olhos, se entregando ao momento. Foi a primeira vez que eu notei o quanto eu adorava ouvir a Sakura rindo. Claro que, como seu sensei eu queria que estivesse bem e fosse feliz. Até tinha ajudado no que pude, fazendo o possível pra que ela sempre estivesse sorrindo. Mas esse sorriso, esse específico, não foi por minha causa. Não foi eu que ajudei a ter. Foi dela, só dela. E eu quis pra mim. Quis fazer parte desse sorriso. Quis todos os risos de Sakura pra mim, dali em diante. Pela primeira vez, eu a vi como a mulher mais interessante que eu já tinha conhecido.

- Sakura! Ino! – a voz mais estridente que o normal de Yamato me tirou daquela contemplação silenciosa. Me virei de volta pra frente, rápido, pra não ser pego em um flagrante de nem sei o quê. Eu sempre fui tão controlado... e tava ali, parecendo um maldito adolescente, assustado com o que tinha concluído.

- Oi meninas! – aquele cretino do Yamato tava tentando ser sensual. Mas bêbado do jeito que estava, o máximo que conseguia parecer era alguém que queria fazê-las rir. E conseguiu. As duas estavam paradas ao lado da nossa mesa, se acabando de dar risada da cara de palhaço dele.

- Oi meninos! – Ino imitou ele. E não é que o patife ainda conseguiu essa? Engataram uma conversa animada, um sentado ao lado do outro. Os olhos de Yamato corriam soltos por Sakura, mas eu puxei uma cadeira pra ela sentar ao meu lado.

- Kakashi-sensei! Quanto tempo eu não te vejo... – podia ser coisa da minha cabeça, que estava levemente desequilibrada. Mas eu notei uma pontinha de malícia naquela voz.

- Quase não tenho ficado por aqui mesmo. Mas agora, vou dar uma pausa.

- Ah, que bom! Isso significa que vai ficar por aqui?

- Isso significa exatamente isso, Sakura.

E eu ganhei outro riso gostoso daqueles. Deus, por favor, permita que eu morra assim. Ouvindo essa menina dar risada.

- Fico feliz, Kakashi-sensei. Eu sinto sua falta... – eu tentei. Eu JURO que eu tentei pensar que era só pela nossa relação sensei-aluna. Mas nessa altura do campeonato, isso foi impossível.

- Até parece... Você nem nota quando eu não estou por aqui... – e, pra continuar com as primeiras vezes, pela primeira vez eu usei essa de carente. Por quê? Vai saber. Só quis parecer mais novo.

- Ah, sensei... Isso não é verdade! É você que nem me dá bola, quando está aqui! Nunca nem me procura... - Eu senti cada parte do meu corpo se arrepiar. Se eu ouvir isso mais uma vez, mais uma única vez, não respondo pelos meus atos. Fiquei tão tenso, que cheguei a retesar o corpo e Sakura, como médica, notou. – Tá tudo bem, Kakashi-sensei?

A pergunta foi honesta. Mas aquele toque inocente dela no meu braço, foi quase que venenoso. Em que momento eu comecei a me sentir assim? Fazia o quê, meia hora, que eu estava observando a Sakura? Em meia hora, ela conseguiu dominar meu corpo. Isso ia ladeira abaixo e eu tava rolando em uma velocidade incrível.

- Tô cansado. Só isso. Meu corpo ainda tá dolorido. – respondi tentando parecer o mais natural possível.

E foi nesse momento, que eu percebi que talvez, apenas talvez, não fosse uma via de mão única.

- Eu posso te ajudar, sensei. – alguém me diz que ela está me propondo sexo. Não foi isso que Sakura falou, eu sei, mas a minha cabeça entendeu isso e... foda-se. Já olhei pra ela com a cara mais maliciosa que eu tinha.

- Eu tenho certeza que sim, Sakura. – e analisei seus seios. Eles tinham sido feitos pra mim, Kakashi Hatake. Eu tenho certeza disso. Certeza absoluta. Tenho certeza que quando eu os pegasse nas mãos, eles teriam o formato perfeito do encaixe. E eu pegaria. Quando voltei meus olhos pra ela, percebi que tinha um leve rubor em sua face. Que coisinha mais linda.

 

- Eu aprendi uma técnica nova, de massagem... – eu parei de ouvir no massagem. Me levantei da mesa e fui em direção ao balcão pra pagar o que tinha eu e Sakura tínhamos consumido. Ela ficou me olhando de modo confuso, me acompanhando com o olhar. E aqueles dois olhos verdes também eram uma tentação.

Tudo era uma tentação.

- Vamos? – só perguntei isso e notei, de novo, que a animação dela, ao sair dali, não era só a de uma aluna. Nos despedimos rapidamente dos dois que ficaram e seguimos pra fora do bar. – Então, Sakura... na minha casa ou na sua? – foi um jogo de palavras pensado.

- Kakashi-sensei... Se alguém te escuta falar isso, vai pensar coisa errada. – se era pra ser uma reprovação, passou longe disso. O tom de voz de Sakura era arrastado demais pra quem estava desconfortável com alguma coisa.

Era a hora de atacar.

- Você tem razão. – e me abaixei até seu ouvido. – Na minha casa ou na sua? – sussurrei, soprando as palavras. Foi uma delícia ver ela fechar os olhos e se arrepiar. Se ela dominava meu corpo, eu também dominava o dela, pelo visto.

- A minha é mais perto. – Sakura só respondeu isso. E eu achei excelente. Se todas as mulheres falassem isso, pouparia muito tempo meu.

Fomos conversando sobre banalidades, sobre o seu treinamento, sobre as missões que eu fiz, até finalmente chegarmos no seu apartamento. Sakura morava sozinha, eu lembrava disso. Mas era mais uma prova de que não era mais uma criança. O baque ao entrar por aquela porta foi imenso. Era uma maldita redoma com o cheiro dela. Desde quando era uma menina, eu já tinha notado que o aroma de Sakura era especial. Era uma cereja, afinal. Mas a casa dela era impregnada disso. Tinha uma desordem charmosa, com livros espalhados pela mesa e algumas anotações com uma letra feia, de médica. Mas a limpeza era soberba. Me lembrava de minha própria casa, tirando a parte da bagunça e a quantidade de itens de decoração. No fim, a única coisa igual era a limpeza. Mas eu gostei de saber que compartilhávamos isso.

- Fica à vontade, sensei. Eu vou tirar esse vestido que está me apertando. – Essa menina tinha o dom de falar as coisas na honestidade e fazer a minha mente pervertida pirar.

Eu era: folgado, espaçoso, preguiçoso e tava louco de tesão na Sakura. Quando ela me disse pra ficar à vontade, o único lugar onde eu pensei em me esparramar foi na cama. E na dela. Ela não sabia que eu estava ali. E eu escondi meu chakra de propósito. Ao sair do banheiro, Sakura quase teve um troço, ao me achar deitado em sua cama cheirosa. E eu, quase ataquei ela. Só de calcinha e sutiã. Sim, tinha uma calcinha sob o vestido. Mas era pequena, hein?

- Kakashi-sensei! – dessa vez era uma reprovação.

- Eu não tô olhando. – e fechei os olhos, rindo por baixo da máscara. Num tava uma porra. Tá bom que eu ia perder essa chance, de ver ela passeando pra lá e pra cá só de lingerie.

Eu escutei o risinho contido que ela deu, enquanto vestia um pijama qualquer.

- Pronto, pode olhar. – ainda tinha traços de reprovação. – Sua vez.

Meu coração disparou. Eu era um caralho de um adolescente, que ficou com o coração disparado ao ouvir isso.

- Minha vez de tirar a roupa? – fiquei até constrangido. Ah, Kakashi...

- Só a parte de cima. – eu devo ter feito uma cara tão grande de decepção, que a Sakura achou que cabia uma explicação. – A massagem, sensei. Não quer mais?

Querer eu queria. Mas eu queria uma massagem no corpo inteiro. Enfim... antes isso do que nada. Tirei o colete e a camiseta. Me deitei como ela indicou, de bruços. Quando eu senti que a bonitinha tava sentada em cima da minha bunda, não deu pra controlar.

- Sakura, você vai me matar. – era a mais pura verdade.

- Mas eu nem comecei a fazer ainda, sensei. – tinha malícia nessa voz, eu tenho certeza.

- Por mais que eu adore você falando “sensei” com essa vozinha arrastada, Sakura, será que algum dia você vai parar de me ver como seu sensei? – eu precisava saber disso. E perguntar enquanto eu estou de costas pra ela, foi mais fácil do que fazer isso olhando em seus olhos. Mais uma primeira vez: Kakashi Hatake fugindo do combate.

- Eu não te vejo mais como meu sensei. – essas palavras me fizeram mais pressão do que as mãos pesadas que ela tinha.

- Não? – eu devo ter ficado tão empolgado, que ela me deu outro riso daqueles gostosos.

- Não... eu só não parei antes, por respeito. Não sabia se você ia achar ruim ou não, sensei.

Por um momento, eu achei que fosse o genjutsu. Mas se fosse lá, ou seria mais prazeroso, ou mais doloroso. Aqui, eu ainda tava no meio do caminho. Precisava avançar.

- Não me incomoda. – tentei parecer indiferente, como sempre fui. Mas notei que com a Sakura não era assim, não mais. – E Sasuke? – era hora de colher informações.

- O que tem ele? – essa menina aprendeu comigo. Não dá uma colher de chá.

- Você ainda gosta dele? – onde eu estou com a cabeça...

- Nossa, sensei... faz tempo que a gente não conversa mesmo... – só por esse início de resposta, eu já fiquei animado. – Eu era uma menina, uma criança. Nem sabia bem o que era gostar, muito menos as bobagens que eu falava. Céus, é até vergonhoso lembrar...

- Olha, que interessante... – quem sou eu? Por favor, alguém me dê um soco!

- Sasuke é o Sasuke, mas eu não tenho mais aquela loucura. – e deu um riso tão maluco, que eu sabia que tinha algo por trás. – Eu descobri que ele nem o tipo de homem que me interessa.

Eu vou me arrepender disso. Eu vou. Eu vou. Mas eu vou perguntar.

- E qual é o seu tipo de homem, Sakura? – senti dois tapinhas nas minhas costas e o peso dela saindo de cima do meu quadril. Tinha acabado a massagem.

- Como se sente?

- Curioso. Me responde. – nem me levantei. Já fiquei por ali mesmo, só me ajeitei na cama pra poder puxá-la, caso a resposta fosse positiva.

- Eu gosto dos divertidos. – eu sou divertido. – Dos mais amorosos. – eu sou um doce de pessoa. – Gosto dos que me fazem sorrir. – posso fazer esse o meu novo objetivo de vida. – Gosto de um pouco de mistério. – Deus, eu uso uma máscara. – Gosto que saibam mais coisas que eu. – eu tenho bem mais experiência. – Mas que não sejam metidos ou arrogantes por saber mais. – não, eu sou um sensei. Te ensino tudo, tudo. – Ah! E eu não gosto dos morenos! – meu coração parou de bater.

- Talvez eu tenha alguém te apresentar, Sakura. – era a hora decisiva. Vi os olhos verdes dela faiscarem.

- Quem?

- Prazer, Kakashi Hatake.

Por um tempo desconfortável, ficou um silêncio estranho naquele quarto. A gente só se encarou, como se estivesse se vendo pela primeira vez. Aliás, como se ela estivesse me vendo pela primeira vez. Só que o que eu mais temia, aconteceu. Ela começou a rir. De mim. Do que eu disse.

- Você me mata, sensei. – eu fiz de conta que ria também, mas era um riso tão forçado, que chegava a doer o rosto.

- Por que, não acredita em mim?

- Você? Quer me conhecer? Eu? Sakura Haruno?

- Eu. Quero te conhecer. Você. Sakura Haruno.

- Mas você já me conhece, Kakashi-sensei.

- Não. Eu conheço a Sakura que foi minha aluna. Eu quero conhecer a Sakura que eu encontrei no bar hoje. Que é pupila da Hokage. Que é a ninja médica mais promissora da geração.

- Ah, sensei... Mesmo que fosse verdade. Por que eu? Tem uma fila de mulheres mais interessantes, se jogando pelo caminho que você passa. – e infelizmente, eu não percebi nenhuma pontinha de ciúme nessa fala.

- Eu não sei se tem. – e a encarei pra que ela entendesse o que eu queria dizer. – Mas nenhuma delas me faria cruzar os limites que você está fazendo eu querer cruzar, Sakura.

E ela entendeu. Vi seu corpo se retesar e seu olhar se aprofundar sobre mim, como se buscasse qualquer indício de inverdade nas minhas palavras. Aquele ato, foi o mais próximo da Sakura que eu conheci, porque eu reconheci aqueles olhos de análise e aquela expressão transparente, de incerteza. Ela olhava o Uchicha daquele jeito. Ela buscava a verdade nele, daquela mesma forma que me olhava agora.

- É melhor eu ir embora. – foi uma decisão racional. Eu não sabia se tinha gostado de receber aquele mesmo olhar. Se fosse pra ganhar o mesmo olhar que Sasuke ganhava, que fosse aquele apaixonado, de olhos brilhantes. Levantei da cama e peguei a camiseta que tinha jogado no chão.

Frustrado. Frustrado por algo que eu nem sabia que iria, um dia, ficar. Em algumas horas, tinha descoberto a Sakura mulher e tinha quebrado a cara, como nunca tinha acontecido antes. E isso tudo sozinho, sem ela me dar uma única palavra que me levasse a criar qualquer expectativa.

- Sensei... – ela tentou me parar. Sentada na cama, o seu tom era quase um lamento. Mas eu me senti mal demais ouvindo aquilo. E a minha reação foi a pior de todas. Explodi. Não tinha esse direito. Mas me irritei demais.

- Pelo amor de Deus, Sakura! Você não vai parar de me chamar disso?!

Eu não era mais o sensei dela. Eu não queria mais ser o sensei dela. Com aquela maldita camiseta na mão, eu perdi o controle dos meus atos e descontei a minha frustração em palavras. Quando tive coragem de encará-la, encontrei seus olhos verdes me olhando de novo.

- Me desculpa... eu...

- Kakashi... – e não houve mais nada além do meu nome. Voltei a encará-la. Eram olhos diferentes. – Fica aqui mais um pouco. Faz tempo que a gente não conversa.

Era uma tentação. Uma deliciosa tentação com cheiro de flor de cerejeira. Por mais que eu pensasse que o certo era ir embora, ainda mais depois daquela inominável perda de controle, meu corpo reagia ao som doce e arrastado de sua voz. Mas eu tinha perdido a coragem. Não tinha mais o mesmo ânimo de antes. Definitivamente, Sakura não tinha reagido bem à minha investida e, naquele segundo, eu preferi recuar. Achei melhor tê-la por perto como minha amiga, do que perde-la pra sempre tentando ser algo a mais. Dei o meu melhor sorriso forçado e voltei a me sentar na beirada da cama. Já não me senti tão à vontade pra me esparramar como antes.

- Você não me disse como está, depois da massagem. – sua voz era gostosa demais.

- Bem, bem... – e abri espaço pra ela me contar sobre seu treinamento como ninja médica. Ouvi suas histórias sobre os salvamentos e as coisas que nunca nem imaginei que fossem possíveis de ser feitas. Me vi ali, perdidamente encantado por uma garota, anos mais nova que eu, infinitamente menos experiente, mas que parecia dominar coisas tão mais essenciais, que me deixava envergonhado de ser apenas um ninja que copia. Quando dei por fé, estava de novo deitado na cama, com a Sakura apoiada sobre os cotovelos, conversando comigo como se nada tivesse acontecido. Foi inevitável que meus olhos percorressem seu corpo. Era um pijama excepcionalmente curto. A beirada da bunda aparecia gloriosa, ainda mais por ela se remexer sem parar, enquanto conversava. A blusa de alças também não deixava muita margem pra imaginação, ainda mais por ela estar debruçada sobre o próprio corpo, me dando uma visão bastante tentadora dos seios que eu ainda tinha a certeza de terem crescido pensando no formato da minha mão. Em algum ponto, eu não ouvia mais o que ela estava falando. Só prestava atenção na boca carnuda e vermelha, que se mexia sem parar. Até notar que essa mesma boca começou a me dar sinais um pouco mais... sensuais. Uma mordidinha no lábio, uma umedecida de leve, um passeio da língua pela beirada dos dentes. Isso me fez voltar à realidade. E quando eu caí em mim, notei que a Sakura não estava mais conversando. Ela só me olhava com aqueles olhos verdes. Mas me olhava com eles mais estreitos e absurdamente mais convidativos.

- Você quer dormir aqui? – eu nunca tinha ouvido aquela voz de forma tão rouca. Eu devo ter ficado tanto tempo secando aquele corpo gostoso, que Sakura teve tempo de planejar essa proposta.

- Não acho que seja uma boa ideia. – era a coisa mais sincera que eu podia falar. Vi aqueles lábios vermelhos se alongarem, em um sorriso de canto desgraçadamente malicioso.

- Não vejo problema. Quando éramos sensei e aluna, dormíamos juntos sempre. – disse com uma sem vergonhice, que eu tive vontade de bater palmas.

- Quando éramos sensei e aluna, não tinha chance de ter problema se dormíssemos juntos.

Naquele instante, eu resolvi voltar pro jogo. Aquela menina tá me dando espaço e eu vou aproveitar.

- E tem problema você dormir aqui, sendo que nós não somos mais sensei e aluna?

Eu cheguei a estalar o pescoço.

- Pro problema que eu tô pensando, é fundamental que não sejamos sensei e aluna.

Sakura deu um riso tão malicioso, que parecia eu. Fiquei chocado.

- Que bom que não somos mais sensei e aluna, então. – e pulou da cama. Aí eu não entendi nada. Correu pro banheiro e voltou pra mim com uma escova de dentes. – É nova, pode usar.

Isso, Kakashi Hatake... você achando que ia comer a garota e ela falando de dormir, literalmente. Agora, você vai ter que ficar. Dei outro sorriso daqueles forçados e fui pro banheiro. Precisava mesmo, era bater uma punheta pra conseguir dormir com aquela bunda gostosa colada em mim. Já tava duro só de pensar. Mas me controlei. Respirei fundo. Eu sou a porra de um ninja. Preciso ter controle sobre meu corpo e mente.

Ter controle. Ter controle. Ter controle. Abri a porta do banheiro e quase fechei de novo, pra voltar pra ideia da punheta. Sakura de quatro, ajeitando a cama, com a bunda virada pro meu lado. Eu tenho certeza de que não precisava de ficar toda empinada assim. Ela tá me provocando.

- Você tá tentando me matar ou é impressão minha? – foi sincero. Foi honesto. Eu ia morrer. Se tesão matasse, eu ia ser uma vítima.

Ela olhou por cima do ombro. Pra quê fazer isso, Sakura?

- Por que, sen... Kakashi? – que bonitinha... apesar de que, desse jeito, se ela me chama de sensei eu ia meter nela com tanta força, que era perigoso a Hokage ter que vir me desengatar.

- Por nada. Quer ajuda? – e já fui indo, todo solícito.

- Não, já ajeitei. – e pulou pro lado, antes que eu pudesse ser feliz. Merda. Deitei na cama, no lado que tinha sido arrumado pra mim, enquanto Sakura apagou as luzes e se deitou. Notei que ela veio vindo, que nem um filhotinho. Dei um sorrisinho por baixo da máscara. Tirei o braço que estava embaixo da cabeça e estendi.

- Quer vir? – eram lembranças de um tempo longínquo. Isso foi confortável, sentir Sakura ali, no meu peito. Eu tinha o hábito de me aproximar dela, quando notava que ela estava frágil. Mas, essa noite, ultrapassou um pouco isso.

- Eu nunca deitei no seu peito assim... sem camisa.

- Você quer que eu coloque? – pergunta retórica. Eu sabia a resposta.

- Não. – era o que eu imaginava. O que eu não imaginava, era ela se levantando na cama e roçando o nariz pelo meu peito. – Assim seu cheiro é mais forte.

Era um jogo que eu estava sendo bem ruim em jogar. Tinha momentos em que Sakura dava indícios de querer. Em outros, ela recuava imediatamente. E agora? Ela tava me cheirando, como um animal no cio. Faço o quê? Fecho os olhos e aproveito até ela mudar de ideia de novo.

- Não me provoca, Sakura... – era quase um aviso.

- Por que não? Eu sei que você quer...

E finalmente, Kakashi Hatake tem chance de brilhar. Girei por cima dela e a coloquei presa embaixo de mim, enquanto segurei, com firmeza a coxa dela. O primeiro toque. Foi surreal.

- Ah, eu quero... Quero demais. Mas e você?

Ela me deu um daqueles sorrisos de canto que eu nunca imaginei que combinassem tão bem com ela.

- Eu fantasio com o meu sensei há algum tempo.

Fogos! Por favor, alguém solta fogos de artifício! É muita felicidade pra um pobre ninja!

- Olha, que coisa interessante... E o que você quer fazer com o seu sensei? – aí eu já corri pro abraço. Perguntei com a mão apertando firme a coxa grossa, enquanto beijava de leve o pescoço branquinho da minha flor.

- Essa noite, eu quero ser sua.

Os alertas foram ligados.

- “Essa noite”? Só essa noite? – e encarei firme os olhos dela. Sakura conhecia a minha fama, com certeza. Sabia dos meus casos de noite única. Mas por que ela estava se incluindo em um deles? Por que, diferente das outras, ela não quis ser especial?

- Amanhã a gente pensa em como fica. Hoje, não tem passado que impeça e não tem futuro que atrapalhe. Essa noite, eu quero ser mulher com você.

Quero ser mulher... será que é...

- Sakura, você ainda... – eu vi ela concordar com a cabeça. Eu vou morrer. Vou morrer de felicidade. Eu que vou desabrochar a minha flor de cerejeira. – Você tem certeza?

- Faz muito tempo que sim. Eu só estava esperando você aparecer, Kakashi.

Eu só não morri, porque primeiro eu preciso sentir como é estar nela. O calor do seu corpo, seu espaço, seu gosto. Seu gosto por completo.

- E de onde surgiu esse interesse, minha flor?

Aquele riso que eu tomei pra mim, surgiu de novo. Agora mais perto dela, eu pude saborear ainda mais a expressão transparente de Sakura, totalmente entregue à essa alegria, misturada com uma pontinha de constrangimento.

- Um dia, eu e as meninas estávamos falando sobre os nossos senseis. Você surgiu na conversa, é claro. Elas queriam saber se eu já tinha te visto sem roupa...

- E você nunca viu.

- Não, nunca vi. Nunca vi nem sem a máscara.

Percebi que o seu olhar risonho ficou mais intenso sobre mim. Eu sabia o que ela queria. E, por incrível que pareça, eu queria a mesma coisa.

- E depois disso você ficou pensando em como eu seria sem a máscara?

- Isso eu penso desde menina, Kakashi. Depois daquele dia, eu fiquei pensando em como você seria sem roupa.

Definitivamente, essa não era mais a minha aluna. Era uma mulher. Decidida, sensual, mortal. Perigosamente disposta a me jogar dentro de uma redoma de loucura, onde ela propunha as regras e eu só podia seguir. A questão é que eu tava adorando as regras da Sakura e tava me esforçando ao máximo pra segui-las ao pé da letra.

- Eu posso te ajudar com isso. Com essa história de você me ver sem roupa.

- Eu sabia que você me ajudaria com isso, no segundo em que você começou a me analisar no bar.

Ela sabia que eu estava olhando e não fez nada pra impedir. Não corou, não ficou envergonhada, ao contrário. Se mostrou ainda mais sensual, pra colocar o panacão aqui de quatro. Parabéns, Sakura. Conseguiu com maestria. Depois eu preciso lembrar de comentar sobre o canudo. Aquilo foi torturante.

- Você é gostosa demais. – recebi um sorriso levemente constrangido. Não julgo. A primeira vez que falei em pensamento que ela era gostosa, também achei estranho. Pra ela, ouvir deve ter sido tão estranho quanto.

- Você me quer, Kakashi? – não precisava nem perguntar, mas eu entendi o motivo. Era mais um joguinho. Queria me colocar, de novo, aos pés dela. E o que eu fiz?

- Cada pedacinho seu...

- Que bom, porque eu tava me guardando pra você.

Essa voz manhosa, esse sorrisinho de canto, se escondendo entre os ombros e uma frase dessas, na hora meu pau latejou. Na hora.

- Não me fala essas coisas, Sakura... que eu me apaixono...

Talvez esse aviso tenha sido feito tarde demais. Quando ela riu de novo, eu senti um baque tão grande, uma necessidade tão forte de agarrar aquela menina e não soltar nunca mais, que se eu achava que eu tava lascado, naquele segundo eu tive certeza.

- Você já me ama, Kakashi. Como meu sensei e eu estou feliz assim. Você é meu amigo, um dos mais antigos. Eu confio em você, respeito você, admiro você. – ouvir isso me deu uma sensação estranha, um desconforto. Sakura não abriu a possibilidade de sentimento em nenhum segundo. Eu, ali, era uma fantasia. Alguém com quem ela perderia a virgindade. Uma escolha óbvia. O sensei, em quem ela confiava a ponto de fazer isso.

- Só isso? Só confiança, respeito, admiração? Desejo, tesão, essas coisas, nada? Porra, num tô valendo muito mesmo...

Não tinha mais porque ficar por cima dela daquele jeito. Muito da posição, era pra poder ficar esfregando meu pau duro na barriga delícia que ela tinha. Mas depois daquele balde de água fria, meu companheiro também desanimou. Sentei na cama e fiquei de frente com ela, parecendo uma menininha chorona, que implora pelo amor dos outros. Era isso que eu tinha virado. Em uma noite, só uma noite, eu tinha passado do garanhão de Konoha pro cara que se ofende por achar que é só uma foda racional.

- Ficou louco, Kakashi? Onze entre dez mulheres daqui te desejam e eu sou uma delas! É lógico que eu tenho tesão em você. Eu só quis dizer que...

- Quis dizer que queria perder a virgindade com o seu sensei porque ele é confiável.

Não consegui evitar o tom ácido. Nem o tom despeitado. Eu não sabia o que eu queria, nem o que tava esperando. Na verdade, sabia sim. Queria que ela tivesse se jogado nos meus braços como as outras e me fizesse juras de amor. A verdade é que eu não estava sabendo lidar com o diferente. Eu não sei se eu tava me mostrando mais vulnerável do que eu imaginava, mas o fato é que a Sakura achou necessário vir até mim. Toda bonitinha, engatinhando sobre a cama. Dei uma risadinha sob a máscara, achando o máximo aquela carinha de sacana que ela fazia.

- Eu quero perder a minha virgindade com o meu sensei, porque ele é uma delícia.

Isso, eu gostei de ouvir. Ainda mais direto no meu ouvido, sussurrado daquele jeito, com ela sentada no meu colo, rebolando aquela bunda gostosa em cima do meu pau que subiu só de ela chegar perto. Não resisti a apertar com força e enlouqueci quando ela soltou o ar, ainda perto do meu ouvido, o suficiente pra me fazer arrepiar.

- Por que eu tô tão louco por você?

Era uma pergunta de verdade. Talvez ela soubesse a resposta. Talvez fosse feitiço, vai saber.

- Finalmente você tá aqui... finalmente você também é louco por mim.

Foi a resposta que eu recebi. Pelo que eu entendi, a minha presença era ansiada do mesmo tanto que eu a ansiava agora. Sakura colocou as duas mãos em volta do meu rosto e me beijou, devagar, com os olhos fechados, sobre a máscara. Um beijo singular, com os lábios entreabertos, e mesmo com o impedimento do tecido, eu senti o quão doce ela era. Mas eu queria mais. Eu merecia mais. Finalmente tinha encontrado alguém que mexia comigo daquele jeito, que me virava do avesso, por isso não ia ficar me segurando. Ah, não ia mesmo.

- Tira. – ela me olhou surpresa e eu não resisti a dar uma risadinha. – Pode tirar.

Senti os dedos trêmulos de Sakura tocando a beirada da máscara. Incrível como estávamos falando sobre sexo e virgindade e ela não recuou nem um segundo. Mas no momento em que colocou a mão na máscara, voltou a ser aquela menina, que ficava traçando planos mirabolantes com os companheiros pra fazer o que estava fazendo exatamente agora. Seu olhar surpreso só aumentou, quando tirou tudo. Ouso dizer que tinha um pingo de admiração.

- Deus, Kakashi... Como você é lindo...

É, eu sou lindo. Mas eu gostei demais que ela dissesse isso. Por algum motivo, me satisfez muito que Sakura me achasse bonito. Ela tocava meu rosto, como se precisasse conhece-lo com o tato, além da visão. Era até engraçado, ela analisando tudo. Tive que rir.

- Presas! Você tem presas! – sua expressão foi tão automática, quando eu abri a boca pra dar risada, que chegou a ser sexy, aquela ingenuidade. Ela estava me conhecendo. E, ainda bem, estava gostando do que via.

- É, eu tenho os caninos alongados.

E eu ganhei mais um daqueles risos que tanto me agradaram. Mas dessa vez eu não quis ouvir Sakura rindo. Não mesmo. Assim que ela fechou os olhos, eu levei uma mão na sua nuca e a trouxe pra um beijo. Dessa vez, sem a máscara pra atrapalhar. Deus, que beijo...

Sua boca era quente e eu não precisei pedir passagem. Eu era esperado, minha língua era esperada. Eu percorri cada milímetro de espaço daquela boca úmida, sorvendo seu gosto doce, que era ainda melhor do que eu tinha sentido da primeira vez. Liberei minhas mãos pra percorrerem seu corpo, que se alongava no meu colo, enquanto as suas mãos pequenas, faziam a maior bagunça no meu cabelo. Ainda a beijando, levei Sakura de volta pros travesseiros. Era ali que eu a queria. Pelo menos essa noite, era deitadinha na cama.

 

 

 


Notas Finais


CONTINUA...


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