História Desabafos de Um Yoongi - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Tags Bangtan Boys, Taegi, Yaoi, Yoongi
Exibições 34
Palavras 2.271
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Oioi gente!
Fanfic nova, baseada em um fake meu, só que com coisas acrescentadas.
Pensei em deletar por ter ocorrido certos problemas no final, que me fizeram desativar, mas não poderia perder nenhuma ideia.
Sinto muito se do nada ficar confuso ou sem sentido, eu não sei o que acontecerá com o tempo.
Espero que gostem ^^

Capítulo 1 - Isso é apenas o Início


Irei contar como conheci Taehyung e como ele me faz feliz.

Bom, o conheci em uma cafeteria, ele trabalhava lá. Era minha cafeteria favorita. Ele era tímido, desengonçado, bastante calado e completamente fofo.

Às vezes deixava uma coisa ou outra quebrar, mas se sentia muito, muito culpado no final e insistia em querer pagar pelo objeto quebrado.

Nessa época eu era sozinho, bastante sozinho. Ficava horas e horas naquela cafeteria, apenas lendo um livro e olhando as pessoas. Lembrava do passado, imaginava um futuro alegre e feliz, com alguém do meu lado, mas me entristecia por saber que seria algo impossível de acontecer.

Não tinha amigos, não tinha ninguém do meu lado. Meus pais morreram em um acidente e só descobri recentemente, quando meus tios disseram que não me queriam na casa deles. Eu só tinha eles ali para poder chorar, desabafar, tirar toda a tristeza de mim, mas vi que não podia, aliás, eles não queriam me ouvir.

Quando fiz 18 anos, foi uma bela desculpa para me colocarem morando sozinho, longe deles. Ás vezes eu os visitava, até descobrir que eles se mudaram e nem me contaram.

Sou tão chato assim? Sou tão inútil e ignorante a ponto de todos que tinha me deixarem? O que eu fiz? Apenas queria e quero até hoje alguém que sempre fique do meu lado e que me faça feliz.

Hoje sou essa pessoa fria e fechada por não ter recebido o amor que precisava, a atenção e o carinho que queria. O pior é que tudo que diziam era mentira!

-Titia, cadê a mamãe e o papai?-perguntava isso desde pequeno! Por que não me disseram logo que haviam sofrido um acidente?
Por que inventavam a babaca desculpa de que estavam viajando e que iriam demorar um pouco?

Como pude ser idiota de acreditar no que diziam até meus 14 anos? Como pude ser tão idiota? Como eu não saquei? Como eu não descobri e nem desconfiei?

Evitava chorar, segurava o choro ao máximo há anos. Não choro desde que descobri sobre o acidente deles. Prefiro sentir a tristeza dentro de mim do que verem o fracote que sou.

Aquela cafeteria foi o melhor lugar que encontrei. Não sei por quê, mas ela me faz ver a felicidade dos outros à minha volta, faz eu também me iludir achando que um dia serei que nem eles, alegres, com amigos.

Trabalhava à noite como segurança. Passava a noite inteira trabalhando, completamente entediado mas...fazer o quê? É isso que tenho e não posso desperdiçar, jogar fora.

Voltava para casa todos os dias por volta de 7 da manhã, completamente cansado. Dormia até 3 horas da tarde e o resto do dia eu passava na cafeteria.

Assim foram meus primeiros 4 meses naquela cidade: chatos, entediantes, repetitivos.

Já no quinto mês, foi quando Taehyung começou a trabalhar na cafeteria, o que fez, não sei aonde e por quê, meus dias ficarem mais...interessantes, pode se dizer.

Ver aquele "garoto", pois ele não parecia ter mais de 20, todo sem jeito, envergonhado e deixando as coisas caírem era engraçado e divertido.

Fiquei apenas o observando de longe por uns 2 meses no máximo, o que para mim era interessante.

Perto daqueles dias, fui demitido. Foi algo ruim demais para mim. Como iria me sustentar? Como pagaria as contas? Seria fácil arranjar um novo emprego?

Naquele mesmo dia, fiquei na cafeteria da tarde até a noite, apenas fitando minha xícara, completamente desanimado. Volto à realidade quando escuto alguém me chamando inúmeras vezes. Vi que já estava de noite. Levantei meu rosto e vi o "garoto"(que do modo que estou escrevendo ainda não sei seu nome) em pé, na minha frente.

-Você já vai sair? É que queremos fechar, senhor.-me levanto, sério, apenas escutando o que o "garoto" falava.

-Não me chame de senhor. Me chame de Yoongi.-pego meu livro e coloco debaixo do braço.- Tenho apenas 23 anos.

-Sério? Eu tenho 18.-sorriu.

-18? Isso é brincadeira né? Tem cara de 20.-fiquei de boca aberta. Nossa, minha primeira conversa depois de todos esses anos foi com o "garoto" desengonçado.

-Não, eu tenho 18 anos mesmo, mas obrigado pelo...elogio.-sorriu quadrado. Era a coisa mais fofa que já vira.-Meu nome é Kim Taehyung, e o seu é só Yoongi?-tirou seu avental personalizado.

-Não, meu nome é Min Yoongi, mas pode me chamar só de Yoongi mesmo.-vou para a porta.- Você também já vai sair?

-Ah, sim. Eu só estava esperando você. Espera só um segundinho.-correu para a cozinha e se despediu do chefe. Logo vejo Taehyung voltar, ainda correndo, que nem uma criança fofa.-Prontinho.

Ficamos caminhando pelas ruas, apenas no silêncio da noite, daquela cidade pequena e vazia.

Eu sei que a pior coisa é andar ao lado de uma pessoa que não fala nada. Desculpe, mas não converso com alguém há anos, a culpa não é minha.

-De todos os dias que você vai na cafeteria, hoje foi o dia em que mais te vi triste.-olha para mim.- Aconteceu algo?

Nossa, alguém se preocupando comigo. Fico até assustado. Por que uma pessoa estranha iria se preocupar comigo se nem minha família se preocupa?

-Apenas fui demitido...-suspiro pesadamente, olhando para o chão, desanimado.

-Poxa, a pior coisa é isso acontecer.

-Na minha vida é, e muito.-coloco as mãos nos bolsos do casaco.

-Na sua vida? Como assim?-me olha confuso.

-Eu nem te conheço, por que eu contaria sobre a minha vida?-arqueio minha sombrancelha direita, vendo o garoto ficar magoado.

-Desculpe...apenas queria te entender e te ajudar.-abaixou a cabeça.-Desculpe mesmo se fiz errado em querer ser seu amigo.-depois que ele disse isso, fiquei com muita pena.

Yoongi? Você com pena de um estranho? Ou melhor: Você com pena de alguém? Cadê o Yoongi grosso e frio que sou? O fechado e calado Yoongi?

-Eu quem peço desculpas, não quis ser grosso. É que...-coloco a mão na nuca.- Não sei se posso confiar em alguma pessoa. Não sei se devo desabafar com alguém e etc...

-Em mim você pode confiar. Não conto nada para ninguém e não julgo ninguém por nada. Procuro fazer sempre as pessoas sorrirem e sempre ajudá-las.-me para na rua, sorrindo, fofo.- Confia em mim?

Suspirei, apenas o olhando.

                            ---

-Então? Me conte sobre o seu passado.-estávamos sentados em um banco da praça que ficava próxima de minha casa, bebendo um refrigerante.

-Bom...-termino de beber meu refrigerante.- Meu passado é decepcionante, triste, vazio. Não sei se você gostaria de ouvir.-balanço a latinha vazia com apenas dois dedos.

-Pode me contar. Quero muito ouvir.-sorriu, me olhando. Era incrível como ele, mesmo sabendo que poderia ficar triste com o que contaria, queria ouvir. Se "arriscaria" por uma pessoa que mal conhece. Taehyung existe?

-Bom...-suspirei, olhando para o céu.-Meus pais morreram em um acidente quando tinha apenas 8 anos. Apenas descobri e me toquei quando tinha 14. As únicas pessoas que eu tinha, isso, tinha, eram meus tios, que demonstravam de cara que não queriam cuidar de mim, mas até os meus 18 anos eles eram obrigados.-via ele apenas calado, escutando cada palavra, atento.- Logo quando precisava de alguém para abraçar, logo quando precisava de alguém para me dar carinho, sou rejeitado. Desde que tenho 15 anos eu não choro, não demontro nenhum tipo de emoção. Desde que tenho 15 anos sou uma pessoa fria, grossa, chata.-olho para o mesmo.-Quer mesmo que eu continue?

-Você mesmo disse que desde pequeno queria desabafar, chorar e etc, mas até hoje não conseguiu isso. Estou aqui para "realizar"-faz aspas com os dedos.- seu, talvez "desejo".-fez novamente.

-Está bem...-abaixei a cabeça, fazendo com que ele não visse meu rosto.-Com 18 anos meus tios me colocaram para morar sozinho, aqui. Depois de um tempo sumiram, sem falar nada. Ás vezes me pergunto se serei sempre sozinho, se nunca terei alguém para me fazer sorrir, para contar comigo, para sair, me divertir.-meus olhos marejam.-Vou à cafeteria apenas para ver a felicidade dessas pessoas, dessas que nunca passarão pelo que passei e passo, que nunca saberão o que é ser sozinho e não amado desde meus 8 anos de idade.-soluço sem querer.-Queria ser que nem você, que nem os outros, que sorriem sem fingir, têm algo de diferente para fazer todo dia, têm com quem conversar, rir, chorar também...-soltei a latinha, deixando-a cair no chão.-O tempo já passou, nunca irei ter um amigo, muito menos uma namorada, sei lá. Já é tarde demais...

-Não chore, por favor.-coloca sua mão em minhas costas.- Não se renda. Quem disse que já é tarde demais? Nunca é tarde para se fazer amigos, nem para amar. Pessoas descobrem o amor de suas vidas na velhice, e não é tarde demais. Nunca, nunca mesmo, é tarde demais para alguma coisa. Apenas é tarde demais se você não correr atrás.-disse, batendo de leve em minhas costas. Nossa, aquilo foi a melhor coisa que já ouvira. Me senti sem aquele peso nas costas por ter contado tudo, mesmo sendo para um..praticamente estranho. Estava bem melhor.

Se eu soubesse que me sentiria assim, teria contado para a primeira pessoa que visse na rua, quando tinha 14 anos.

Brincadeira.

-Você me ajudou bastante, Taehyung. É esse o seu nome? Acertei?-olhei para ele, sem ter vergonha de estar chorando.

-Sim, acertou. Ajudei mesmo ou está debochando?-me olha confuso.

-Me ajudou mesmo. Depois de ter contado isso tudo e ouvir seu conselho, estou bem melhor. Mas...como farei amigos? Não sei falar com uma pessoa direito.

-E eu aqui? Você está falando bem demais para alguém que não sabe.-sorri.- Precisa de vários amigos? Ou precisa de apenas um que seja fiel, divertido e companheiro?

-Nem que seje apenas um, apenas quero voltar a sorrir, o que não faço há praticamente 15 anos.

-Isso irá mudar, pois serei seu melhor amigo, e sempre te farei feliz, sempre.-sorriu, me fazendo sorrir também.-Viu? Já está sorrindo.

Olho para baixo, rindo. Como ele conseguia fazer isso comigo? Mal conheço a pessoa e já me faz rir, já me faz sentir alguém no mundo.

-Você existe?-te olho, rindo.

-Hum?-não havia entendido.

-Depois de tantos anos fui fechado e frio, e quando você aparece, deixo de ser isso na hora. Como consegue?

-Nem eu sei.-suspira, olhando para um ponto qualquer.

-Mas então? Me conte também sobre a sua vida. Por que trabalha na cafeteria, por que te vejo lá o dia inteirinho? Como foi seu passado e tals.-pego a latinha do chão e coloco do meu lado do banco. Volto a olhar para ele.-Confia em mim?

-C-claro que confio...só que...algumas coisas guardamos para nós mesmos, entende?

-Eu guardava isso desde a minha adolescência e foi molezinha te contar tudo. Não deve ser difícil me contar também.

-Eu...sou sozinho desde o ano passado, sim, pouquinho tempo, mas o pior era o que havia acontecido antes, o motivo para eu ser assim. Minha família descobriu um grande segredo meu, não sei como pois nunca havia contado à ninguém. Descobriram ano passado. Me lembro daquela noite...-mordeu o lábio inferior, talvez nervoso por me contar.- Eu estava feliz, pois estava chegando meu aniversário. Como todos os outros, a família se reunia, o que me deixava feliz, mas nesse ano, por estar completando meus 18 anos, seria diferente. Minha mãe queria realizar meu sonho.-suspira e me olha.-Quer mesmo que eu continue, Yoongi?

-Claro que sim. Se você soubesse o alívio que sente depois de desabafar, contaria logo.-sorrio.

Como Taehyung conseguiu fazer isso? Juro que não sei. Me perguntarei isso a vida toda. Será que qualquer pessoa conseguiria me mudar? Será que eu só precisava de uma pessoa qualquer para me sentir melhor? Ou Taehyung é diferente?

-Tudo bem então.-mexia em seu anel.-Meu sonho era..poder cantar e dançar. Meu pai nunca gostou da ideia, mas já que faria 18 anos, nem ligava mais. Naquela noite, eu estava no meu quarto, conversando com um..."amigo" meu, dizendo o quão animado estava. Meu pai entrou do nada, bastante furioso. Eu fiquei completamente assustado, pois não havia feito nada. Me lembro das frases: "Você é uma vergonha para a família.", "Você não merece o amor que recebe" e "Como não percebi antes que meu filho...-ele para de falar e fica com vergonha.-É-é só isso...

-Só? Continua.-me viro para ele.-Qual era o segredo?

-Está ficando tarde, Yoongi. Vou para casa...-se levantou.- Apenas posso dizer uma coisa.-fiquei calado, o olhando.- Esse anel significa muito para mim. Esse anel meus pais me deram, para me lembrar deles. Me deram isso antes de aquilo acontecer. Podem me odiar e nem me considerarem mais filho deles, mas eu ainda os amo, e nunca jogaria fora a única coisa que me lembra deles. Não conseguimos ficar tristes, muito menos com raiva de quem amamos. Nem que a pessoa te faça muito mal, minta para você e transforme sua vida em um inferno, é impossível sentir ódio de quem você ama...-suspirou, olhando para o céu.-Muito obrigado, de verdade.-sorri de lado, fofo.

-Eu quem agradeço. Mudou meu dia, e talvez minha vida.-sorri, me levantando e ficando de frente para ele.

-Nos vemos na cafeteria amanhã?-ajeitou seu casaco, a espera de uma resposta.

-Claro.-sorri.- Bom, só um pouco pois tenho que arrumar outro emprego o mais rápido possível.

-Por isso mesmo quero que vá na cafeteria amanhã.-sorriu quadrado e se virou de costas para mim, dando alguns passos. Virou seu rosto e me olhou, depois acenou fofamente.- Até. Boa noite.-disse e saiu.

-Até...-digo, apenas vendo ele atravessar a rua.

Apenas andei uns 5 minutos e logo cheguei em minha casa. Estava exausto, chateado por ter perdido meu único meio de ganhar dinheiro e de me sustentar, mas também estava feliz por ter conhecido Taehyung.

Admito: Até que perder o emprego foi algo bom, ganhei um amigo em troca.


Notas Finais


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