História Desafio - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Suga, V
Tags Apostas, Desafios, Drama, Drogas, Imagine, Romance, Suga, Taehyung, Yoongi
Visualizações 15
Palavras 2.006
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Ecchi, Escolar, Festa, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Bom... me desculpem pela demora para postar, mas eu comecei escrevendo de uma forma e decidi não deixá-lo daquela maneira, então eu reescrevi tudo. Queria esclarecer algumas coisas:
- Os capítulos terão nomes de CORES, então, quanto mais escuro for, mais pesado/violento/obscuro será ele;
- A história focará no amor dos dois, apesar de rolar outros romances a parte;
- Não terei um horário fixo para postar. PRETENDO postar, no mínimo, um a cada duas semanas. Mas claro que pode acontecer de eu postar mais nesse tempo, depende de como vocês estão reagindo a ela.
Boa leitura!

Capítulo 1 - White


Fanfic / Fanfiction Desafio - Capítulo 1 - White

Levantei com meu despertador gritando nos meus ouvidos e arremessei-o para qualquer lugar do meu quarto. Mesmo que quebrasse – que eu agradeceria pra caralho se fosse o caso – eu poderia comprar um estoque de peças iguais. Meu aniversário havia sido semana passada e eu tinha feito dezesseis fucking anos. Todo mundo sonha em ter essa idade, mas quando você realmente a tem, você não deseja mais a tê-la.

Sério, é um porre sem fim. Minha vida era extremamente pacata e sem graça, podendo ser nomeada a vida mais sem graça de todos os tempos. Mesmo que eu tivesse dinheiro o suficiente para comprar qualquer empresa que eu quisesse, aquilo não era o bastante; pelo menos não para mim. É difícil explicar, mas eu tentarei: eu sempre tive uma tara pelo o que eu não posso conseguir. Coisas difíceis, essas sim têm graça. Mas o que eu não podia ter? Por eu ser linda – as pessoas dizem e as revistas também – e tudo de bom, todos cediam a mim. O pior não é eu apenas ter a melhor aparência – a Vogue da Coréia fez uma pesquisa e eu fiquei como a garota mais bonita do ano; e olhe que eu sempre sou nomeada desde meus treze anos – mas é que eu também tenho uma personalidade legal e intrigante. Não é tardio para os garotos se apaixonarem por mim e, por eu ser uma pessoa fria, eu nunca caí no amor de fato. Meu namorado é o Taehyung e ele é, tipo, o garoto mais cobiçado da escola; se não do país. Mas é de se esperar, já que seu pai é um empresário super conhecido e ele também tem um caráter invejável. Mesmo eu tendo tudo isso, eu ainda quero mais, quero ter coisas árduas de terem-se, porque sempre me disseram que essas, sim, são as que mais valem. Talvez seja um fato, eu não sei, nunca consegui experimentar algo que não fosse meu quando eu quisesse – até mesmo com Taehyung foi assim.

— Eu fiquei sabendo que o Taehyung curte você, _____ — ri do que Kim me disse. Apesar de eu já suspeitar, pelo visto isso realmente se tornou concreto.

— E eu com isso? — tentei não soar grosseira, mas acho que foi impossível já que ela revirou os olhos.

­­— Vocês deveriam ficar.

Ri ainda mais do que ela disse e respondi:

— Não acho que nós combinaríamos.

Não demorou para abrir sua boca e continuar a contaminar minha mente com suas ideias esquisitas:

­— Dê uma chance, quem sabe não se surpreenda.

Meu olhar fora focado em Taehyung, que corria de um lado para outro na quadra. Ele era o capitão do time de basquete e sempre fora carismático com todos, inclusive com suas fãs. Eu nunca me dei bem em ser grosseira, apesar de sempre ser como eu quero agir. Gosto de tratar as pessoas bem, porque minha mãe sempre foi ética em relação a isso.

Não acho que nós daríamos certo — menti. Eu sei que daríamos, e sei que ele seria capaz de tudo para me fazer sorrir. Quando eu digo tudo, eu realmente me refiro a tudo. Quando Taehyung ama alguém, ele faz tudo que pode, inclusive matar alguém; se for o caso.

— Tá me tirando? — ri do nervosismo da Kim e apoiei meu queixo em minha mão. — Espero que esteja.

Respondi num tom de deboche:

— Sim, estou. Eu só espero que ele venha até mim logo, daí, quem sabe, não começamos a namorar

Senti os olhos castanhos dela me olharem e sua voz preencher meus ouvidos:

— Ele virá, você sabe. Taehyung tá extremamente apaixonado por ti e você sabe, _____

Será que sei? — brinquei. Eu sabia que ele era apaixonado por mim e que realmente viria, porque a Kim abriria a boca para ele.

— Já volto ­— levantou-se e a vi caminhar até perto do banco de descanso deles. Como ela era do time feminino, deixaram-na entrar sem a barrarem. O que será que essa daí vai aprontar? O relógio para descanso foi apitado e vi ele olhar para mim com um sorriso e eu apenas acenei, sem graça. Kim aproximou-se dele e cochichou algo em seu ouvido. Afastou-se dele e riu e podia jurar ter sentido um rubor em minhas bochechas. Tae olhou para mim da mesma forma e eu já havia captado o que ela tinha dito: eu estou a fim dele também. Obrigada, você é uma baita duma filha da puta.

O jogo havia acabado com uma vitória para eles e eu fui até a sala de descanso deles, onde todos estavam com o peito desnudo e riam descontroladamente de algo.

— Ei ­— disse, anunciando que havia chego.                                                                       

— Oi, _____. Viu nossa vitória? — Namjoon parecia feliz pela vitória e eu assenti; eu era sempre presente em todos os jogos, até mesmo nos que eles perdiam.

— Você ainda pergunta? — cruzei meus braços, tentando parecer brava. Ele fez um biquinho e eu ri, era impossível fingir estar quando ele apelava para o biquinho. — É golpe sujo fazer isso, Namjoon!

— Para você, gatinha — pegou na minha cintura e aproximou nossos rostos, dando um sorriso malicioso. — É Monster

— Ei! — ouvi a voz de Tae e seu braço nos separar. — Se afasta da minha garota

Pelo visto, ele já achava que éramos namorados.

­— Quem disse que sou sua garota?

— Tem razão... — sua bochecha havia assumido um tom vermelho e eu já conseguia imaginar o que vinha pela frente. — Aceitar ser minha garota?

Não foi difícil conseguir o Taehyung, então posso assumir que não seria também conseguir qualquer um dos outros. Mas entendam: eu não gosto de coisas assim. Gosto de coisas que brinquem comigo e que me permitam brincar com elas também. De coisas difíceis e que me forneçam o sabor da vitória. É disso que todo mundo gosta, então, comigo, não seria diferente. Depois daquilo, eu e ele começamos um namoro e os garotos pareceram não apoiar aquilo – ficaram mais distantes e tristes, creio eu. Coloquei meu uniforme: que era uma saia vermelha e uma blusa social cinza. Uma meia calça branca 7/8, que possuía uma renda na parte de cima, e um tênis com cano até o tornozelo, branco e com pelugem na parte de dentro, o que esquentava meu pé. Eu comprei ele na internet e veio em poucos dias, por sinal. Meu closet só tinha esses tipos de tênis, são meus favoritos. Peguei minha bolsa e corri até a cozinha, encontrando minha mãe fazendo meu café-da-manhã.

— Você sabe que não precisa cozinhar, não sabe? — brinquei, me sentando na banqueta alta e vermelha que ficava na frente da bancada americana.

— É meu hobbie desde pequena, você sabe — serviu-me um prato de panqueca com molho de maçã. — Inclusive, irei viajar a trabalho hoje

— Onde vai trabalhar esse fim de semana? ­— cortei um pedaço e enfiei na boca, sentindo cada gosto unicamente. Era incrível como minha mãe sabia fazer nós discernimos de cada gosto na boca. Até mesmo uma pessoa sem paladar sabe dizer o gosto de cada coisa que foi posta no prato.

— Irei para a Cracóvia

— Eu gosto da Polônia... — mordisquei mais um pedaço da panqueca e tomei um pouco de água. — Posso ir com você? — Perguntei, já esperando o não que viria.

— Você sabe...

Ri mentalmente, é claro que a resposta seria não. Interrompi-a:

— Sei, sim. É claro, mamãe — voltei a comer meu prato sem animação. Meus pais raramente eram presentes, já que sempre tinham que trabalhar.

— Quando o papai volta?

— Creio que semana que vem, _____ — assenti e terminei meu prato, me levantando.

— Estou indo

— Por favor, tome cuidado — mamãe depositou um beijo na minha testa e eu sorri, meio nervosa. Minha mãe ainda não havia abandonado meu pai mesmo com ele sendo ausente. Apesar de eu estar cercada de riquezas e tudo que alguém sonha, eu sempre quis meus pais mais presentes. Papai é um policial super famoso pelo principal motivo: ele caçava os mafiosos daqui de Coréia. Ele já capturou todos os tipos, então ele tem uma riqueza incontável. Chega a ser engraçado, até porque eu posso ser caçada e feita de refém por isso. Já a mamãe é uma gastrônoma conhecida mundialmente, então sempre viaja. E eu? Sou apenas a junção dos dois e tenho uma aparência que diariamente é requisitada em todos os tipos de revistas. E eu já até apareci na capa da Vogue, por ter o corpo e aparência ideal.

É cansativo e enjoativo, porque todas essas vitórias vieram sem luta.

Saí de casa e fui até a escola a pé, porque era a única coisa que eu conseguia me orgulhar de ir sozinha.

Talvez lutar por algo seja um desejo que eu nunca conseguirei realizar, pensei, vendo o tamanho da escola aumentar gradativamente. Eu morava perto da escola e, o bairro foi eleito ao mais luxuoso e caro para se morar – e adivinhem: minha casa ficou em primeiro lugar de mais cara. Foda. Cheguei na escola e já consegui ver Taehyung sorrindo, enquanto os garotos o abraçavam. Provavelmente ele havia tirado nota máxima em alguma prova.

— Ei, gatinha! — ele me pegou pela cintura e nossos lábios foram selados num rápido beijo, porém não passou despercebido a luxúria que sua boca emanava.

— Eu queria ser seu namorado — Kookie choramingou quando desvencilhei-me dos braços dele. Uma risada saiu de meus lábios e Tae empurrou-o.

— Quem não queria... — Namjoon disse, sendo fuzilado por ele. Levei minha mão até meu rosto e tapei meu sorriso que havia se esboçado.

— Caralho, vocês parecem urubus, porra! Saiam daqui — ele disse sério, porém riu do que havia dito. As pessoas em volta haviam virado seus olhos para nós e os garotos riram.

— Eu preciso ir. Minhas aulas começam já, já — aproximei-me dele e dei um beijo em sua bochecha, depois me virei e comecei a caminhar em direção à minha sala de aula.

— Gostei do cabelo, _____ — uma garota morena com aparência pura de coreana falou comigo e eu dei um sorriso.

— Eu também gostei. Está diferente, né?

Ela assentiu e disse:

— Queria ter essa coragem

Ri daquilo e respondi:

— É só não ligar para o que vão dizer. Invejosos sempre terão, mas você só tem que se mostrar superior, sim? — coloquei um dedo na frente dos meus lábios e fechei um dos olhos, curvando levemente minha cabeça.

— Você é demais, _____!

Sorri com a alegria que ela havia ficado e balancei minha mão, querendo dizer que iria sair. Por mais que todos gostassem de mim, eu sempre quis alguém que não fosse fácil. Que fosse difícil e que eu precisasse me quebrar em vários pedaços para tê-la. Cheguei no meu armário e comecei a procurar pela minha pasta de desenhos quando ouvi Kim me chamar:

— Ei, rosinha

— Muito engraçado o apelido

— Claro. É a cor que tá seu cabelo, porra — eu havia pintado meu cabelo de rosa claro, o tom que todos querem chegar. Uma das vantagens de se ter dinheiro é que você chega no tom que quer quando quer.

— Pois é. Está lindo, não acha? — ri de mim mesma e finalmente consegui achar minha pasta azul e peguei-a, enfiando na minha bolsa.

— Sim, sim. Mas não vim falar disso

— Ah, é? — fechei meu armário e abaixei meu olhar para arrumar minha bolsa, oscilando olhar entre ele e ela. — E é sobre o quê?

— Uma novidade fantástica — terminei de guardar as coisas em minha bolsa e voltei minha atenção para ela.

— Como assim?

 Um sorriso sem graça tomou conta de seu rosto e ela disse:

— Um garoto novo vai vir para nossa sala, acredita? — ri da novidade e caminhei até ficar ao lado dela, terminando o assunto com a frase:

— Obrigada por me manter informada. Porém, por enquanto, sou comprometida — ouvi a risada nervosa dela e voltei a andar em direção à sala. Por mais esquisito que soasse, eu tinha um bom pressentimento sobre esse novo garoto. Talvez nós teríamos uma história. Ou não, quem sabe? Talvez seja apenas alguém com quem eu possa brincar para me distrair, pensei. O que eu não conseguia cogitar é que dessa vez eu teria um desafio à minha altura.


Notas Finais


See ya, pessoal~~


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...