História Desafio de Cada Dia - Capítulo 16


Escrita por: ~ e ~EstrelaChantia

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Desafiodecadadia, Escritoraporengano
Exibições 5
Palavras 690
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Drabs, Droubble, Ficção Científica, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 16 - Novo Dorian Gray


Seu rosto oval era belo, onde, com leves pinceladas suas bochechas eram delineadas pelo tom cobre, tom que combinava-lhe com a pele clara, quase porcelana. Suas bochechas, ao serem pintadas pelo rosa claro, ressaltaram-se. Os lábios finos, já pintados do mais belo vermelho sangue, sorriam-me, cobrindo os dentes brancos, enquanto sua pinta se curvava junto ao movimento. Seus olhos, da cor ainda não decisiva pela escuridão da sala, encaravam-me, seguindo cada movimento que eu fazia sobre sua forma quase esculpida, e sua íris não estava dilatada ao ver-me, já que eu não era seu amor, mas aquilo não importava-me.

Na verdade, a ciência nunca parecia importante quando estava ali, junto a ela, encarando a face bela. A mais bela arte do mundo. O cabelo escuro lhe caia sobre os curtos ombros, passando pelas clavículas salientadas, cobrindo-lhe os seios desnudos; e alguns fios rebeldes lhe dançavam pelo rosto pintado e sombreado, de forma harmoniosa.

Cada detalhe era crucial, tanto em seu rosto quanto em seu corpo: cada sombreado; cada pinta, cada marca quase inexistente. Tudo que lhe definia como pessoa, humana, e matéria orgânica não podia faltar, até porque, cada um era exuberante de sua forma, e ao todo: uma perfeita imagem.

Isso que estou a lhe dizer, desde o começo, nada mais é que o retrato de minha amada, esse que estou a pintar com cada detalhe, que, quando a encontrar, em qualquer lugar e dia, irei a presentear com as tão belas artes que sempre estou fazendo — sem ser modesto.

Não sou louco, sou apenas um humano que encontrou sua forma de se torturar, de se lamentar no mundo, e de viver. Sou apenas um apaixonado por uma feição amiga que nunca vi, mas uma feição que faz-me sorrir ao imaginar nessa mente perturbada que possuo; que, em alguns dias, me faz descrever o quanto o mundo é belo, apenas de olhar seus olhos, que a qualquer momento toma cor, e a qualquer movimento toma forma. Ou, até mesmo, descrever o quanto a vida pode valer a pena só de lhe ver os detalhes que tanto faz-lhe real, esperando encontra-la um dia.

Com as pinceladas sutis em seu retrato, prossegui, tendo que, algumas vezes, ser brutas, todavia, só para lhe fazer mais bela. Senti meus dedos formigarem, denunciando o cansaço de ficar segurando o pincel fortemente, só para não ocorrer um deslize e lhe borrar a face, mas prossegui, colocando, a cada movimento, um pouco mais de mim, me fazendo sorrir mais apaixonado.

Era incrível a sensação que ela proporcionava-me, pena que muitos não sabiam disso. E pena que a própria não sabia...

Enquanto lhe pinto penso nos outros artistas, que desenham o que mais lhe convém e lhe estimam, sempre colocando sua marca na sua forma de pintar: tanto com seus movimentos de punhos; sua brutalidade e sua leveza; a direção em que pinta; por onde começa; sua forma de misturar os tons, e a forma de representar isso que tanto ama, da forma mais bela que pode. Eu, por outro lado, lhe estimo, já que é a perfeição que ajunta tudo de belo já existente. Uns podem acreditar que não, mas cada um com sua visão.

Eu, por outro lado, ajunto tudo, mas apenas para ela: ajunto tanto os mais sutis movimentos como os mais grosseiros feitos pelo punho que segura o pincel; ajunto os mais belos tons claros quando os escuros, pois nenhum é feio ao estar nela; ajunto cada sentimento que guardo no meu ser, principalmente meu amor enquanto lhe pinto; ajunto todas as paisagens que possam me passar pela cabeça, e as estações, em si, o outono com inverno, e desses com verão e primavera, sendo que ela é a quatro estações, sozinha, sem representação, apenas com cor, e ela é a paisagem, sendo nada mais necessário a dizer.

Após fazer o último fio de cílio, largueia o pincel e o godê sobre a mesa, e coloquei-me a analisar mais uma arte que fiz, admirando mais um trabalho bem feito. Passei os olhos a cada detalhe que não me esqueci de fazer, satisfeito.

Aquela obra tinha demasiado de mim, e se ela quisesse, poderia se tornar o mais novo “Dorin Gray”.


Notas Finais


Desculpe a demora. Provas, sem computador... Acontece kkkk
Espero que tenham gostado, e até a próxima <3


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