História Desafio de Cada Dia - Capítulo 18


Escrita por: ~ e ~EstrelaChantia

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Desafiodecadadia, Escritoraporengano
Exibições 4
Palavras 500
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drabble, Drabs, Droubble, Ficção Científica, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Mutilação, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Desculpe a demora e boa leitura!

Capítulo 18 - Lágrimas e Chuva


O céu não possuía sua cor costumeira: estava negro junto a espessas nuvens, denunciando a chuva estrondosa que cairia sobre a Terra, mas as pessoas que passavam pela rua estavam despreocupadas, já que estavam preparadas e, por conseguinte, ninguém olhava o céu, mas apenas em frente, prosseguindo suas caminhadas — uns sozinhos outros acompanhados —, todavia, a loira era diferente: apenas olhava o chão, seguindo a caminhada costumeira. 

Após minutos, sem esperar, um forte estrondo soou no céu e um raio partiu esse com rapidez, e, lentamente, as gotas começaram a cair sobre a Terra, molhando o chão com calma e ternura, formando imagens entre pontos e outros, mas logo apagando com novos. Assim que a chuva começou, muitos colocaram-se a correr para abrigar-se dessa, ou a abrir seus guarda-chuvas, para prosseguir seu propósito.

Muitos, menos a menina.

Ela, ao contrário dos outros que fugiam, parou a caminhada e olhou o céu: um pingo gelido caiu no rosto, seguido de outros que começaram a molhar a face, o cabelo, a pele, a roupa, cada centímetro, sem fuga. Cada gota lhe molhava com destreza e calma, lavando-a da cabeça aos pés, enquanto o som calmo e aconchegante seguiam: o barulho de grossos pingos batendo no chão; nos automóveis estacionados ou passando; em janelas e nos guardas-chuvas, qual soava lindamente, como música, junto aos passos apressados de muitos dali.

E em meio a tanta água, surgiram mais de seus olhos: lágrimas que tanto segurava desde... Desde sempre.

— Eu te entendo — sussurrou abrindo os braços para receber a chuva com carinho enquanto, agora, sorria.

Quando era pequena — e até mesmo adulta — sempre sorria para conter a tristeza que lhe assolava e acompanhava-l para conter e esconder as lágrimas, sua água. Mas na mesma época, aprendera com a mãe que há tempos que tem que se libertar, e para isso foi comparada com o céu, não por esse ser bonito, muito pelo contrário! Foi por sempre estar “sorrindo” para as pessoas: com seu tom, suas nuvens e o sol, trazendo a ilusão de estar feliz. Mas aquilo, como para muitas pessoas, é apenas uma máscara que cai sempre que chega a chuva, pois quando não aguenta mais, derrama suas lágrimas ao mundo. Esse é o significado da chuva que poucos conhecem e compreende.

Contudo, diferente do céu, a garota segurava, sorrindo ao lado da família e amigos, utilizando a arma mais fatal e perigosa de todo mundo, e só libertava as lágrimas quando estava sozinha, sem ninguém saber. E mesmo sabendo que isso lhe faria mal, nunca mudava, e nunca mudaria, porque, além de estar sozinha, ninguém entenderia; e, por isso, aceitava a vinda da chuva como uma grande e amada amiga — o que realmente é —, enquanto era ensopada, sabendo das consequências que teria mais tarde, mas sem se concentrar nessa, esperando — sempre esperando — que a chuva lavasse sua alma, seu corpo, seu ser, suas mágoas, lavando tudo que não precisava, lavando as pessoas que também precisavam disso.

E, talvez, lavando o mundo.


Notas Finais


Espero que tenham gostado e desculpe qualquer erro — estou sem computador para revisar.
Até a próxima, beijos e abraços da @EstrelaChantia <3


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