História Desalinho - Capítulo 1


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jimin, V
Tags Fluffy, Muito Açúcar Socorro, Vmin
Exibições 60
Palavras 1.857
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fluffy, Shonen-Ai, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Álcool, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


demorei, mas cheguei! eu betei bem por cima, se tiver qualquer errinho peço minhas mais sinceras desculpas; essa fanfic é um presentinho para cacta amorzinha que estava de aniversário ontem e que tem meu afeto a ponto de eu escrever fanfic pra ela mesmo morrendo de tão gripada.
amo meu otp vmin e acho que eles combinam bastante com músicas brasileiras bem romantiquinhas, então vou deixar uma nas notas finais caso vocês queiram ouvir, certo? até lá! <3

Capítulo 1 - Desabrigo


Você sempre achou que tudo o que eu dizia eram blefes e apenas blefes, mesmo depois daquela noite que te beijei quando você estava bêbado, continuou achando que tudo o que eu dizia eram mentiras muito bem contadas e se você soubesse o quanto isso me machucou no início nunca o teria feito porque eu te conheço, e eu sei que jamais faria nada para me machucar. Era tudo algo da minha cabeça, digo, eu não estava apaixonado por você, realmente não poderia estar, mas bastaram alguns sonhos e músicas de romance para eu perceber que estava com todos os sintomas da paixonite aguda. Era terrível, mas eu aguentei, aguentei porque sabia o que isso iria acarretar.

Sempre saímos durante as noites, seja da semana ou final de semana, apenas para aproveitar a companhia um do outro porque nossos pais simplesmente deixavam. Éramos melhores amigos há sete anos, não havia alguém que não nos olhasse e não dissesse que parecíamos irmãos, mas o que essas pessoas não sabiam era que eu amava o meu “irmão” e amava a ponto de não o falar porque sabia como isso poderia soar errado e sujo aos ouvidos de quem tinha meu coração na palma da mão.

Sua família era bem religiosa, eu tinha tanta noção disso quanto você, e ouch como doía te ver falando como se sentia às vezes, apesar de sempre falar de todos os problemas com um sorriso no rosto como se não fosse nada. Eu gosto disso entre nós, gosto de como eu não preciso ler sua expressão para saber se está bem ou não pelo simples fato de que eu sinto isso. Pena que eu não consegui sentir isso hoje, mas não é por culpa minha, eu juro. Você sabe como eu falo demais quando fico bêbado, Tae.

— Não acha que a praia está muito vazia, Chimchim? Meus pais não vão gostar de saber que...

— Shh, Tae, tá tudo bem, ninguém vai saber que viemos até aqui. — e eu te mostrei, ou ao menos tentei, um dos meus sorrisos mais confiantes enquanto eu te dava uma cotovelada de leve ao rir da sua expressão. Por estarmos sem nossos sapatos – sempre preferimos sentir a areia entre os dedos dos pés – os ajeitei atrás de nós para que pudéssemos nos deitar e assim que consegui logo o fizemos sem nos importar com a areia nas nossas roupas. — Não acha que as estrelas lembram os adesivos que temos colados no teto do quarto? Eu não me arrependo de comprar aquela revista só pra ganhar os adesivos, lembro que quase caí da escada quando fui tentar colar os que mais gostou no teto do seu quarto.

— Elas estão meio apagadas iguais aos adesivos, só que pela luz da cidade e não por serem velhas e empoeiradas. — te vi indicar uma ou outra com o indicador enquanto ria.

E eu realmente não consegui conter a minha risada, a risada que você sempre me falou que gostava e que só por isso eu não evitava. Você via o melhor em mim, Taehyung, e se eu não me achava o cara mais errado do mundo era só porque você me dizia que eu não tinha sequer um errinho que você pudesse apontar com certeza.

Tudo bem que eu fazia a linha do cara rebelde que já cometeu um monte de mini coisinhas pela cidade sem nunca ser preso – eu sempre fui um grande amigos dos policiais, eles faziam lista grossa –, mas você não via nada errado nisso e isso realmente te fazia um anjo, o meu anjo da guarda. Seria muito errado estar apaixonado por um anjo? Isso não tornava o nosso romance impossível? Ora, olha só pra mim, eu sequer sei o que você sente e já chamo nossa relação de romance; tenho certeza que se soubesse disso me chamaria de sonhador, mas acho que nem ia ligar porque ia achar que são apenas sonhos e não desejos reais.

Ficamos ali um pouco mais, jogando conversa fora como sempre que fazíamos quando eu bebia um pouco mais que você. Sempre começávamos a beber bem cedo, e com cedo digo dez horas da noite, o que eu achava bem mais legal, e por você só beber um gole ou outro sempre acabava a noite sóbrio enquanto eu... Bem, eu acabava meio virado sem saber o que eu estava dizendo direito, divagando um pouco mais além do que eu costumava fazer perto de você já que nunca fazia questão de me parar.

Talvez a bebida tenha sido a maior culpada, eu a culpo pelos meus impulsos e eu espero que você também a culpe, porque foi no meio de um dos assuntos que eu contava meio enrolado, misturando fatos, que eu falei do beijo que demos.

— Lembra quando você bebeu todas lá em casa? Caramba, eu nunca vou esquecer aqueles beijos com sabor de uísque.

Quando eu ouvi sua risada, achava que tudo estava bem, isso até ver o seu rosto momentos depois que demonstravam o quão confuso você estava. Eu levei minha mão até a minha boca no mesmo momento, tampando-a antes de correr o risco de dizer qualquer coisa a mais que pudesse prejudicar nossa convivência de alguma forma. Você não se lembrava de nada daquilo e eu não deveria ser o seu lembrete para algo que sequer deveria ficar sabendo.

— Me diz que você tá mentindo, Jimin. — e então os seus olhos encontraram os meus e quando me viu com o pânico claro no olhar, suspirou pesado e engoliu o choro da mesma forma que fazia quando assistia filmes de cachorro comigo e dizia que era forte o suficiente para não chorar por ficção. Tentei levar a minha mão até a sua, mas você a recolheu antes que eu pudesse te tocar.

Eu sabia o que isso significava para você, sabia o que você pensava sobre dois garotos se beijando e ver a decepção em seu olhar por conta disso me quebrou. Não que você fosse cabeça fechada, você me aceitava do jeitinho que eu era, mas quando isso virava pra você o assunto já era levado de jeito diferente. Te machucava, te fazia ver absurdos e eu não sabia dizer se eu ficava decepcionado ou triste por te ver tão desconfortável com algo que me dissera amar quando estava bêbado.

Te conheço e te amo do jeito que você é, Taehyung, por que você não consegue fazer o mesmo?

— Por que não me contou antes? — sua voz estava embargada, quando te vi morder os lábios soube que você se segurava o máximo para não ficar longe de mim, não por ter nojo ou medo, e sim por temer o que você faria para provar a si mesmo que não gostara do que fez quando não estava sóbrio.

— Não podemos fingir que eu nunca falei nada? Eu to bêbado, Tae.

— Eu não vou conseguir fingir, você sabe.

E por um momento eu quis chorar. Eu quis recolher todas as minhas coisas da areia e sair correndo antes que você me alcançasse, eu quis me jogar no mar e me afogar para poder esquecer o quanto fui imbecil por estragar algo, e foi por ver tudo isso no meu olhar que você segurou o meu rosto e acabou me beijando do jeitinho que eu recordava. Eu me lembrava da macies dos seus lábios e por isso continuei ali por um breve momento, apenas para que eu conseguisse manter aquela sensação por mais tempo quando tudo fosse completamente arruinado.

Seus lábios não tinham gosto de uísque e você muito menos parecia inseguro do que fazia, parecia que realmente queria isso e foi por esse motivo que eu acabei te desaproximando e te encarando desconcertado. Quando você riu eu fiquei ainda mais confuso e quis te bater porque você sabe o quanto eu sou um cara de raciocínio lento quando o assunto são beijos e sentimentos românticos, tanto que é por isso que todas as minhas ficantes até hoje me odeiam.

— Para de rir! Isso não é justo!

— O que não é justo?

— Você me beijar desse jeito sem motivo, Tae, parece até que sente alguma coisa. — me levantei com raiva da areia e peguei meus sapatos, não hesitando por um momento sequer quando comecei a andar pra bem longe de você o mais rápido que meu corpo me permitia. Levantar rápido daquele jeito me fez ficar tonto, mas continuei a andar, ignorando todas as vezes em que chamou o meu nome e pediu para eu voltar.

Era tão injusto que as coisas acontecessem dessa forma! Digo, você nem sabia o que eu sentia, e se sabia isso era uma coisa muito imbecil de se fazer porque seria brincar com os meus sentimentos e, sinceramente, eu já sou grandinho o suficiente para recusar de cara qualquer ilusão que possa me fazer bem por tempo limitado.

Queria sentir raiva de você, queria muito mesmo jogar os meus coturnos na sua cara e te mandar tomar num lugar não muito agradável, mas eu não consegui fazer nada disso quando você conseguiu me alcançar numa corrida pequena com suas pernas longas, eu não consegui sequer respirar quando você me beijou de novo e de novo como se quisesse me fazer notar algo que eu realmente não conseguia ligar os pontos.

— Que porra é essa, Tae? — tentei perguntar de alguma forma entre os beijos que estavam desajeitados tanto por eu querer parar quanto por você estar chorando de novo. Se isso te machucava, por que você continuava?

— É tão errado, Jiminnie, tão errado. — franzi o cenho quando você segurou meu rosto entre suas mãos e falou bem perto dos meus lábios sem me beijar de novo. Eu só conseguia ver seus olhos marejados e isso fez que eu quisesse morrer, eu não aguentava te ver assim, principalmente se eu fosse lembrar que o único que criava erros ali era você. — Meus pais vão me matar — eles não iam — e você faz parecer que isso é algo bom. Te beijar é bom, a expectativa de te amar é boa.

— O que você quer dizer?

— Que eu amo você. Eu amo muito você e eu preciso que fique comigo pra eu entender.

— Isso não é errado, Tae...

— É, é errado, mas é justamente por ser errado que eu quero.

E mais uma vez eu senti os seus lábios. Seu corpo colado ao meu foi como uma nostalgia e eu não pude conter qualquer outro desejo ou vontade de te tocar depois que sussurrou novamente que me amava contra os meus lábios. Soltei meus coturnos na areia e envolvi o seu corpo com os meus braços, envolvi o seu coração com o meu para te proteger, e como se você sentisse isso, permitiu que ficássemos naquela sintonia gostosa por mais um tempo, por mais uma hora, por mais um dia.

Nossos pensamentos já não importavam mais, não era como se eu estivesse fazendo algo errado por te amar e você muito menos por me desejar da forma que achava errado. Se fosse para cometermos erros, que os fizéssemos juntos, que fossemos contra o mundo de mãos dadas porque eu poderia ir contra qualquer multidão se eu segurasse sua mão. 


Notas Finais


talvez, Clarice Falcão: https://youtu.be/wtRY2hl59Cg

eu sou um desastre com fluffy, mas acho que eu acertei ao menos um pouquinho, apesar das coisas terem se enrolado um tanto, não é? espero do fundo do meu coraçãozinho que vocês tenham gostado, nada me faz mais felizinha do que os meus vmin que, apesar de eu sempre colocar junto com angst, amo quando ficam bem juntos;
um feliz aniversário quase uma hora atrasado para a minha melhor dupla pra escrever fanfics e que é uma das pessoas mais criativas que esse mundo cheio de design me fez conhecer; somos duas supernovas com brilho infinito, disso tenho certeza.

como sempre, estou no twitter (@kaigansxn) sempre que queiram falar comigo, qualquer coisa me dê um toque dizendo que veio do spirit que eu te encho de amor, certo? até! <3


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