História Descendentes do Éden - Capítulo 11


Escrita por: ~

Postado
Categorias Girls' Generation
Personagens Hyoyeon, Jessica, Seohyun, Sooyoung, Sunny, Taeyeon, Tiffany, Yoona, Yuri
Tags Taengsic, Yulti
Visualizações 84
Palavras 3.761
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Ficção, Magia, Mistério, Misticismo, Orange, Romance e Novela, Sobrenatural, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oie, como estão?
Demorei, mas cheguei.
Aqui está mais um capitulo quentinho pra vocês, espero que gostem.
Boa leitura.

Capítulo 11 - Luxúria


 

- A luxuria é uma emoção de intenso desejo pelo corpo. Considerado um dos sete pecados capitais consiste em prazeres carnais, sexualidade extrema, lasciva e sensualidade. -

 

1348 d.c.

Precisava ter cuidado. Sabia da fragilidade do corpo humano, mas não sabia do quão frágil a garota era. Não a deixou naquela masmorra. Para o que pretendia fazer, precisava cuidar perfeitamente bem da criatura humana para então conseguir toda e qualquer luxuria que desejava para si. A segurando cautelosamente pelas mãos, sentiu que a jovem e franzina garota tremia, amedrontada, porem consciente de todos os seus passos. Era impossível para a humana resistir a todas as ordens dadas pelo demônio de olhos vermelhos. Quando os lábios de Jessica se moviam, quando o aroma de rosas e baunilha chegavam a suas narinas, se transformavam em algo ainda mais sedutor, e então ela desejava, ardentemente, saciar seu algoz. Conduzida até o andar superior do castelo, após ser alimentada, Tiffany não continha seu olhar curioso pelos detalhes que conseguia captar. Sabia que ainda era noite, pois sentia na pele o frio que a madrugava trazia. Assustadoramente ela notava como a criatura deslizava ao caminhar, não emitia ruídos e sequer esbarrava, como ela, em paredes quando a luz se ausentava em algum ponto do caminho.

 

Ao que finalmente chegaram no salão principal, Jessica se deu por vencida em ter que arrastar a humana por lugares sem iluminação, precisavam ser rápidas e a lentidão com que seu novo brinquedo caminhava a estava tirando do sério, principalmente quando sentia a humana esbarrar em quinas de paredes e tropeçar nas elevações do piso. Buscou acender o candelabro que havia levado a masmorra uma segunda vez e por fim, finalmente começou a ter um avanço consideravelmente mais rápido de Tiffany, cujo coração palpitava ensurdecedor nos ouvidos de Jessica. Como aquele som era maravilhoso aos ouvidos da criatura. A enchia de luxuria, o calor, o aroma, o sabor do sangue quente, já percorria suas papilas, sua boca, sua garganta, mesmo sem sequer consumir uma gota. Estava ansiosa, mas precisava ainda cuidar, se fosse para manter aquele humano como fonte de alimentação por algum tempo, precisaria mantê-lo saudável, era o princípio básico, não era boba. Se cansasse, poderia secar as veias e procurar um novo brinquedo. Mas por algum motivo, o interesse sobre a garota humana era em demasia. Descarte, não era impossível, mas também não viria a acontecer.

 

Ao que passaram pelas enormes e imponentes portas do aposento de Jessica, Tiffany suou frio. O corpo voltou a tremer com medo, com dúvidas se estaria viva ao que o dia clareasse por completo. As enormes cortinas escondiam por completo a claridade que poderia ter lá fora. Estaria mesmo perto do amanhecer? Não sabia. Não notou quando a porta atrás de si foi fechada, muito menos quando Jessica voltou e a empurrou graciosamente em direção a outro cômodo. Reconheceu de imediato o enorme banheiro e a banheira cheia pela metade com água. Sem delongas ou qualquer paciência, a criatura se aproximou da humana e sem esforço algum rasgou os trapos de pano que a humana trazia em seu corpo, a expondo. A nudez enchendo os olhos pecaminosos de Sooyeon, cuja boca salivou ainda mais, ansiosa pelo que viria. Tiffany imediatamente tentou esconder sua vergonha com os braços. Inútil, mas ainda assim, para a garota, fora como uma forma de ficar miseravelmente menos envergonhada.

 

— Ora minha querida criatura encantadora, não tenha vergonha de mim, afinal, seu corpo não é muito diferente do meu. Você não acha? — a doce voz e tentadora de Jessica soando pelos ouvidos de Tiffany, a fazendo amolecer, ficar completamente sob efeito de suas ordens. — Eu gostaria de vê-la Tiffany. Me permita. — e então os braços da humana caíram ao lado de seu corpo, deixando exposto seus seios empinados, eriçados pelo nervosismo, talvez pelo medo, quem sabe. A aureola rosada, delicada, proveniente de uma jovem mulher em formação, os pelos pubianos juvenis em destaque, mas não escondendo a fonte de prazer da qual Jessica estava ansiosa por desfrutar como havia visto e sentido nas visões dada pelo Imperador Xia.

 

Mesmo que a jovem humana desejasse, usasse de toda a sua força, ela não seria mais capaz de se abster de qualquer desejo de Jessica. Estava entorpecida pelo delicioso aroma, pelo olhar e pela voz da criatura. O sorriso no rosto da imortal, era de puro contentamento. A cada novo humano que obtinha sob seu poder, entendia e compreendia a extensão de suas habilidades. Com o dedo indicador esquerdo, intimou com que Tiffany caminhasse até ela, perto da banheira com água.

 

— Entre. — ordenou e foi atendida. — Lave-se, intimamente. — sua voz saía arrastada, carregada de luxuria.

 

Tiffany lavava-se com calma, sentia que precisa estar limpa. Mesmo com a água fria, sentia alivio em poder tirar todo o sujo do corpo. Estivera na floresta, fugindo. Por um tempo dormiu no chão de terra e limo, depois correu, correu para o centro da vila que morava, apenas para ver o corpo dos seus familiares carbonizados, a chuva e então depois a lama da estrada pela qual correu e caminhou antes de ser capturada pela criatura, que agora, desconfiava totalmente de suas intenções. Se antes Tiffany achava que não duraria muito tempo, agora teme pela incerteza do que irá lhe acontecer.

 

Ela estava lá, observando cada movimento seu. Seu ritmo cardíaco não havia diminuído, muito menos a tensão do seu corpo, mas continuava a executar as ordens do seu ceifeiro. Quando enfim seu banho terminou, Jessica foi a primeira a sair do cômodo. Caminhou até a sua enorme cama e parou a frente do móvel. Com um sussurro, inaudível para humanos, chamou por Tiffany, acreditou que ela não ouviria, mas a garota apareceu, enrolada em um enorme tecido de linho, usado para enxugar o corpo. A criatura da noite se surpreendeu. Ali estava mais uma informação sobre a extensão do que poderia ser capaz de fazer. O seu domínio já havia sido estabelecido sobre Tiffany. Havia ali uma pequena ligação entre a caça e o caçador.

 

— Tire minhas roupas, Tiffany. — intimou Jessica sendo atendida pela garota, que para servir a suas vontades, acabou deixando a toalha de linho cair aos seus pés. Despiu Jessica por completo, lentamente. Sabia que suas mãos tremiam e que as tinha gelada. Temia que detalhes como esse pudessem de alguma forma incomodar a criatura, mas não houve reclamações. Pelo contrário. O gelo na pele de uma criatura como Jessica Sooyeon Corvinus Jung, era como o calor. Era como poder sentir o calor humano depois de um longo tempo sem poder sentir. A admiração sobre Tiffany crescia cada vez mais.

 

Diferente de Xia, e da maioria das criaturas devoradoras de sangue, Jessica era desprovida de sensibilidade de tato com humanos, ela podia ouvir seus corações baterem, notar a presença humana e qualquer outra, sentir aromas e odores, essas percepções eram afiadas como o de todo predador, mas sua sensibilidade em tato, essa havia perdido a muito tempo atrás. Nunca sabia quando estava frio demais, calor demais, ainda podia sentir o molhado da chuva, ainda podia sentir o poderoso sol que a deixava fraca e causavam dores terríveis em seu corpo se ficasse exposta por tempo demais. Tocou vários humanos enquanto se alimentava deles, mas nunca, em momento algum, sentiu o verdadeiro contato, pele a pele, como agora. O nervosismo e o corpo frio de Tiffany a ajudava. Sim, ela estava sentindo. A última peça de roupa foi ao chão. Jessica virou-se para a humana e tocou-lhe gentilmente o queixo. Era necessário dosar seus movimentos, sua força, ou sua diversão poderia acabar em segundos.

 

— Muito bom, minha querida. Agora deite-se no meio da cama e não se mova. — pediu e foi atendida como todas as outras vezes.

 

Os cabelos longos e escuro de Tiffany se espalharam sobre os lençóis de seda vermelha da cama. O corpo alvo contrastava com o tom das roupas de cama. Um espetáculo para os olhos de Jessica. Seria a perfeita refeição, mas para o que tinha em mente, era muito mais do que uma refeição. Seria prato de entrada, principal e sobremesa. Um verdadeiro banquete. Aproximou-se subindo na cama e se posicionando sobre o corpo humano. O coração da menina disparou. O desespero de Tiffany aumentava. Aquilo era muito incomum. Já ouvira da boca de algumas pessoas casos de mulheres que se deitavam com outras mulheres, mas apenas em casas de perversão, onde homens iam para saciar seus prazeres, detalhe este que deixava a jovem garota enfurecida. Ser algo como apenas um objeto de prazer para o gênero oposto, muitos deles, inúteis, fúteis e que de nada serviam. Em sua maioria brutos, assassinos como os homens que mataram sua família. Família de homens e mulheres que sabiam ler, que conheciam a terra e suas ervas, que faziam muito mais pelos enfermos da vila do que o propriamente dito curandeiro do Rei. Caçadas como bruxas e bruxos, cultuadoras da magia negra, assassinadas, queimadas, em alguns casos enforcadas e decapitadas para serem expostas em praça pública. Enterradas sem lápides, sem nome, sem dignidade. Em seu peito a fúria crescia, já não tremia. Estava sendo consumida por raiva. O sangue circulando ainda mais rápido em adrenalina. Ela sabia que nem todos eram assim, detestáveis, como o ajudante de sua avó, o jovem Kyungsun, ela sabia que aquele menino fora criado por duas mulheres, amantes, e como ele as amava e respeitava, mas ele fora embora, fugindo com a família acusada de impureza quando Tiffany ainda tinha suas quatorze luas completas. Jessica sorriu. Aproximou seu rosto do rosto humano e falou-lhe próximo aos seus lábios provocativa.

 

— Você deseja vingança, estou certa? — a garota balançou a cabeça afirmativamente. Mesmo naquela circunstância, ela não conseguia deixar de responder a criatura. — Você a terá se der a mim tudo o que eu pedir. Eu te farei poderosa Tiffany. Pela primeira vez eu não sinto vontade de apenas secar suas veias, mas quero além disso. — a humana assustou-se ao presenciar bem de perto a mudança dos olhos de Jessica. O que antes era de um vermelho assustador, tornou-se castanho, quase límpido, mas logo tornou-se fosco. — Oh, não. Não se engane, eu ainda quero cravar minhas presas em você, e cravarei por todo o seu delicioso corpo, mas antes, iremos nos divertir com algumas coisas que aprendi, e então, sairemos para a sua vingança. O que me diz, criança? — seus lábios frios desceram pela mandíbula da humana, arrepiando o corpo que já havia se tornado quente ao ser tomado pela raiva. — Vamos, me responda verbalmente. Desejo ouvir sua voz pelo tempo que passarmos aqui dentro. — declarou. Rouca. Sendo tomada por luxuria, mas a doçura e encanto permaneciam em seu tom.

 

— Eu desejo a morte de todos que mataram a minha família. — respondeu Tiffany, fraca, sendo dominada por uma onda de prazer ao ter finalmente pronunciado o que ansiava, seu desejo de acabar com a vida daqueles que destruíram sua família.

 

 — Seu desejo será atendido. — Jessica levantou o rosto, encarando a humana uma segunda vez, sendo encarada na mesma intensidade, porem tendo os olhos humanos curiosos mais uma vez sobre si.

 

— Eu irei morrer? — questionou Tiffany.

 

— A morte é apenas o começo. O que faremos agora é apenas o começo do que eu prevejo para nós duas. Eu vi o que houve em sua vila. Vi você o tempo todo como parte de minha divertida caça. Conheço pessoas que podem te instruir, e principalmente, você terá minha proteção, pois incrivelmente hoje, descobri uma forma melhor de aproveitar um ser humano.

 

— Nós vamos... — Hwang olhou para o corpo nu da criatura e para si questionando apenas com o olhar.

 

— Oh, você irá gostar. — um sorriso torto apareceu no rosto perfeitamente esculpido de Jessica. Tiffany estremeceu.

 

Os lábios frios de Jessica desceram pelo rosto, mandíbula e pescoço de Tiffany, se arrastando, deixando um rastro de saliva e arrepiando ainda mais o corpo da humana. A criatura não se fez de rogada, ela conhecia os passos a serem dados graças as memórias compartilhadas do Imperador Xia. Quando suas mãos encontraram os seios joviais e desnudos de Tiffany, logo os levou a boca, sugando, chupando e os deixando entumecido e ainda mais apetitosos aos seus olhos. Tiffany não conseguia conter as expressões de surpresa e muito menos aos pequenos suspiros que escapavam de sua garganta, para contentamento de Jessica, que continuava com suas caricias por todo o corpo da garota e sentindo o seu próprio corpo responder aos estímulos auditivos que vinham da humana. Ao que se fartou dos seios de Tiffany, abriu as pernas da garota sem cerimônia e postou-se entre elas. Já Tiffany teve um lapso de consciência e tentou ergue-se, mas Jessica parou seu movimento, e com apenas um olhar, fez a menina recuar e voltar a relaxar na cama. Jessica aproximou-se do monte de vênus de Tiffany e não perdeu tempo ao aprecia-lo demais. Primeiramente reconheceu inspirando o aroma para logo depois reconhecer ao lambe-lo, da extremidade a ponta. O corpo da humana arqueou-se em puro desejo. Seu corpo ardia em chamas de prazer com aquela investida da criatura. Sem saber como controlar-se, agarrou-se aos lençóis de seda, firme e entregou-se definitivamente ao prazer que estava sentindo ao ter o musculo frio e vibrante penetrando o seu íntimo, pela criatura.

 

Tiffany acordou horas depois. Sentindo o corpo dolorido, os olhos pesados e um cansaço que jurava, poderia durar por uma semana inteira. Demorou para entender e reconhecer onde estava. Ao que se lembrou do que lhe havia acontecido e posteriormente da madrugada que tivera com a criatura, ergueu-se rapidamente, sentando no meio da cama, a procura de Jessica, mas não a encontrou no quarto parcialmente escuro. Tateou o seu corpo e gemeou de dor ao encostar em pequenas feridas e pontos roxo em sua pele clara. Focou um pouco mais a sua visão e constatou que não eram apenas feridas, mas eram claramente marcas de presas.

 

— Demônio do sangue... — sussurrou para si.

 

— Um vampiro. — a voz de Jessica sou pelo quarto assustando Tiffany que não notara sua chegada e muito menos sua presença fazendo a Jung rir divertida. — Dependendo do lugar, vrykolakas, ou Strigoi, ou do lugar de onde eu vim Kuyketsuki, ou Jiang Shi para o lugar onde iremos, mas para nós do ocidente, vampiro é o que eu sou. Você vai precisar se acostumar comigo. — a garota agora se perdia com a beleza de Jessica. Se na luz parcial das velas já era notável o quanto aquele demônio era sedutor, agora, tendo um pouco mais de luz, era realmente possível ver cada traço de perfeição. — Ora, não me olhe assim. Vamos combinar que você também possui uma beleza ímpar, Tiffany, não apenas a beleza diga-se de passagem, mas seu sangue possui um sabor delicioso. Criatura magica você, assim como eu. Devo dizer que me diverti bastante esta madrugada, obrigada. Mas agora, preciso que você se alimente, temo ter sugado seu sangue além da conta. Preciso que dê conta de permanecer de pé, iremos até o acampamento dos cavaleiros. Sua vingança se dará hoje e também partiremos hoje ao cair da noite.

 

Eram muitas informações para Tiffany digerir, mas não ficou parada. Levantou-se cambaleando da cama e foi guiada por Jessica até um recipiente com água fria e uma toalha de linho pequena, apenas para limpar-se devidamente antes de saírem do ambiente. As roupas de Jessica couberam perfeitamente na humana, mas era fato que precisariam fazer algumas vestes para a garota quando chegassem em sua nova casa, em outro continente. Ao que saíram o quarto majestoso de Jessica, Tiffany notou o quanto o resto da casa permanecia o tempo todo em penumbra, a luz do sol que entrava ali era muito pouca, imaginou que fosse apenas por capricho, mas ao que Jessica passou em frente a um raio de luz do que provavelmente era o começo de um entardecer, a pele pálida da criatura iluminou-se e ganhou rapidamente alguns tons vermelhos, desaparecendo no instante seguinte ao que saiu da luz. Lá estava a curiosidade instalada e sendo farejada pelo demônio do sangue ao seu lado que apenas sorriu. Havia muito o que ensinar a Tiffany e faria isso com prazer.

 

Eleonor, Katherine e a senhora Jung não estavam naquele momento, por este motivo Jessica circulava pelo castelo despreocupadamente, com sua humana, em direção a cozinha do lugar. Encontraram a criada preparando o que seria a refeição da noite. A mulher ficou surpresa com a presença de Tiffany, nunca havia visto outra pessoa ali que não fossem suas senhoras, mas sobre o olhar de Jessica, logo deu total atenção ao que sua senhora pedia. Rapidamente preparou algo para Tiffany comer e sequer ousou entregar-se a sua curiosidade em saber de onde aquela menina havia aparecido e o porquê de seus pulsos terem marcas de mordidas. Ao que se deu por satisfeita com a refeição, olhou para Jessica e juntas saíram pela porta da cozinha.

 

A caminhada era longa, para a humana era extremamente cansativa, principalmente por ainda não estar completamente disposta, então a vampira em um movimento rápido, puxou Tiffany pelo braço embalando todo o seu corpo e a jogou em sua costa.

 

— Agarre-se a mim com seus braços e pernas. Nunca chegaremos lá a tempo com você caminhando. Nós vamos cortar caminho pela floresta e eu posso ser muito mais rápida...

 

— Mas o meu peso vai nos atrasar... — tentou argumentar a garota, porem Jessica gargalhou alto, com gosto. Ela realmente precisaria ensinar muitas coisas a Tiffany.

 

— Neste exato momento, eu sequer sinto qualquer peso do seu corpo, apenas o seu coração batendo e sua presença humana, para distingui-la. — aquilo era uma nova informação para a menina. Informação que ela guardaria por muito tempo. — Se não se importa, começarei a correr agora, espero que se mantenha agarrada a mim ou irá cair muito feio e se machucar... — fez uma pausa esperando com que a menina se agarrasse a ela e voltou a falar—  e não se engane com esta bondade, eu não voltaria para lhe socorrer, você provavelmente morreria para alguma criatura da floresta.

 

O aroma de porco selvagem sendo assado dominou o olfato da criatura que, de cima de uma arvore, observava o acampamento dos cavaleiros da cruzada santa. Seria uma boa refeição. Oh, não para eles, mas para ela. Que já sentia a queimação em sua garganta, a fome e desejo insaciável de sangue. Não houve clemencia. Ela corria entre as fogueiras e barracas de tecido como um lince, muito mais rápida que um lince. Degolou com suas garras os quatro primeiros cavaleiros que faziam a guarda do lado sul do acampamento. Silenciosa. Correu para a primeira tenda e encontrou mais três, arrancou a cabeça de um facilmente, o segundo tentou resistir, mas Jessica não deu tempo, cravando sua mão no peito do homem e arrancando o musculo que o mantem vivo. O terceiro tentou sair correndo ao ver que todos seus companheiros estavam mortos, mas a criatura, ensanguentada, chegou até ele em um piscar de olhos e apenas torceu o pescoço do mesmo o levando a óbito.

 

Na floresta ao redor, Tiffany encontrava-se escondida, apenas observando Jessica exterminar cada um dos soldados daquele acampamento, desejando também fazer algo, deixar a sua marca naquela vingança. As lembranças dos ensinamentos de sua avó tomaram sua mente. Olhou em volta rapidamente, buscando um objeto afiado e só encontrou pedras, mato e terra. Deveria servir. Passou a desenhar um círculo no chão e depois uma estrela de cinco pontas invertida sobre a circunferência. Em cada ponta da estrela, rabiscou um símbolo representado elementos da natureza. Olhou seu trabalho e ficou orgulhosa de ainda lembrar daquele ritual de invocação, mas ainda precisava do seu sangue. Cravou as unhas nas feridas do pulso que começaram a sangrar e então espalhou pelo círculo o seu sangue. Entoou uma rápida prece e viu, diante de seus olhos, a escuridão se erguer mesmo com o pôr do sol ainda acontecendo. Sabia que deveria manter-se firme, ou tudo voltaria contra si. Ergueu a cabeça e ordenou que todos os homens daquele acampamento fossem exterminados até que sobrasse apenas Jessica, e que ele jamais devesse tocar na criatura, mas a sombra tremeu e uma voz se fez ouvir com a terceira informação importante que Tiffany viria a ter sobre Jessica. Ela era uma protegida. A negociação teve fim quando a humana ofereceu um pouco mais do seu sangue como pagamento pelo serviço e o espectro desapareceu.

 

Sem medo, ela saiu do seu lugar na floresta e passou a caminhar em direção ao acampamento onde mais e mais corpos ensanguentados caiam por terra. Ela sorria satisfeita, mas sabia que consequências cairiam sobre si no futuro. O espectro matou dois cavaleiros que tentaram atacar Tiffany, Jessica ao dar-se conta do que acontecia do outro lado do acampamento, parou imediatamente para observar. Ela não estava enganada sobre a humana afinal. Eleonor já havia falado sobre pessoas como Tiffany para ela. Aquela união veio em um bom momento, e agora, mais do que nunca, Jessica passava a gostar daquele laço que se formara e então sussurrou, sabendo que apenas Tiffany ouviria.

 

— Quando essa brincadeira acabar preciso me limpar e partir, você irá comigo, Tiffany. Iremos nos divertir muito, quero provar cada vez mais do seu corpo, foder com você, te dar intenso prazer como esta madrugada e muito mais. Me maravilhar com seu sangue e compartilhar o meu contigo. Eu irei te apresentar um novo mundo. — ao que terminou de falar, girou o corpo graciosamente desviando do golpe de um cavaleiro e logo em seguida enfiou as garras na traqueia do homem, que morreu imediatamente tendo como sua última visão, os olhos vermelhos do demônio.

 

Do outro lado do acampamento, Tiffany ouvira perfeitamente Jessica e sorriu. Sobrecarregada de luxuria pelas palavras que ouviu, estava ansiosa por todo o que sua vampira lhe sussurrou e mais, queria ser como ela. Quando o sol finalmente se escondeu no horizonte, Jessica havia matado mais da metade do acampamento e Tiffany havia dado conta do que restara com a ajuda do espectro sobrenatural, que desapareceu no instante que sua missão havia sido concluída. A humana e a vampira encontraram-se no meio dos corpos e, com Tiffany finalmente perto, pode agarra-la e abusa-la ali mesmo, apenas a empurrando para uma das tendas erguida. Corrompida pela luxuria, Jessica só deseja três coisas naquele momento, foder Tiffany, sangue e poder.

 

 


Notas Finais


E então.. O que me dizem deste capitulo cheio de informações? kekekeke
Espero que tenham apreciado, nos próximos a parada vai começar a andar mais rápido e haverá uma passagem de tempo, fiquem espertos.
Pra quem quiser saber mais sobre a fic, ou falar comigo, saber sobre mudanças nos cronogramas e etc, cola lá no twitter, to sempre por lá @ethang9o
Até a prox segunda o/


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