História Descendents Lovers - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai, Lu Han, Sehun
Tags Chanbaek Hunhan Opostos Fogoegelo Kaisoo
Exibições 189
Palavras 4.148
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


EEEUU VOLTEI!!! hahahahahahaha
Depois de séculos desaparecida estou de volta com mais um capítulo fresquinho :3
Quero dedicar este oitavo capítulo a linda da KimSeuk, hoje é aniversário dela e esta fofa merece tudo de bom e muito Chanbaek na vida.
Ahhhhhh eu irei falar nas notas finais qual fanfic irei fazer uma participação especial =D
Não vou demorar muito porque sei que querem ler logo o capítulo hahaha.
Até as notas finais =D.

Capítulo 10 - Oito - Fusion


Os raios solares já atingiam o jardim do palácio. As folhas das árvores tinham o seu tom mais esverdeado, as flores desabrochavam, o céu como na maioria dos dias estava de um azul cerúleo.

Luhan caminhava ali a passos curtos, os braços para trás de seu corpo, suas mãos entrelaçadas, uma expressão pensativa calcava em seu rosto, sua tez estava franzida, ele sentia um peso em seus ombros e era como se naquele breve espaço de tempo entre um dia e outro ele tivesse envelhecido alguns anos em sua aparência.

Aquela era a última vez que estaria observando aquele belo jardim, ele e seu pai iriam embora naquela manhã. Sua mente desejava mais que tudo retornar para Is, retornar para o seu lar e continuar a viver de modo que um dia assumiria o trono sem quaisquer problemas. A existência do retorno de Baekhyun só poderia existir somente em sua mente como um mero sonho.

O seu irmão mais velho estava em um passado do qual estava enterrado para o príncipe. Luhan não queria ter que perder para este mais uma vez, ele queria ser reconhecido por seu pai e para isso precisava que seu irmão ficasse longe das vistas do rei.

Seus passos continuavam calmos em sua caminhada, o cerúleo do céu fazia com que Luhan se sentisse mais apreensivo, tudo o parecia lembrar seu irmão. Aos poucos seus olhos conseguiram perceber poucos, atípicos até, flocos de neve espalhados pelo chão do jardim. Estes pareciam aumentar em quantidade à medida que avançava pelo local. Até que um amontoado deles pareceu se fixar debaixo da copa de uma árvore, esta que estava congelada como o príncipe deu conta ao erguer o seu olhar. Byun Baekhyun havia passado por ali.

- Tsc Tsc Tsc. – Luhan emitia esses sons por seus lábios ao mesmo tempo em que seus dedos se entrelaçavam e voltavam para a posição inicial em um movimento consecutivo e constante.

A cena que veio a seguir foi como um tapa ardente em seu rosto e um soco em seu estômago. Seus orbes castanhos fitaram o corpo estendido no chão, de bruços. O rosto de Baekhyun estava por completo enterrado na neve. Os cabelos brancos, as costas, as nádegas vestidas e os membros inferiores eram as únicas coisas vistas pelo príncipe.

Naquele curto espaço de tempo Luhan voltou a ter oito anos, o som dos seus passos pequenos na neve fofa ecoava em seus ouvidos assim como a voz de um Baekhyun aos dez anos.

“Luhan, cuidado para não se machucar.”

“Eu estou bem vossa alteza, não precisa se preocupar comigo. Uau é tão bom brincar aqui fora.” Sua mente conseguia se lembrar de ter um pequeno sorriso estampado em seu rosto.

“Luhan não precisa usar honoríficos quando se dirigir a mim. Pode me chamar de hyung.”

Uma expressão sincera e gentil estava calçada no rosto de Baekhyun, assim como o sorriso banguela do filho de uma concubina estava feliz como nunca esteve antes. Depois disso tudo pareceu ficar confuso, o som da espada rasgando o peitoral e abdômen do seu irmão fora ouvido para logo em seguida ele se ver chorando sozinho naquela neve gritando o nome de Baekhyun e este desaparecer ao longe ao passo que deixava uma trilha de sangue no horizonte quando foi arrastado por aquele homem.

Seus olhos estavam úmidos, o choro ameaçava vir quando relembrava por tudo o que passou, por todo o julgamento paterno que sofreu. E, no entanto a causa de seu sofrimento estava bem ali a sua frente. Com a respiração lenta e inconsciente.

- Byun Baekhyun está de volta. O filho preferido está de volta.- uma risada de escárnio escapa por seus lábios.- E ainda me tem a audácia de não parecer se lembrar de ninguém. Pois bem, não faço questão que se lembre de mim nem mesmo do meu pai, porque agora eu tenho uma chance de ter o trono. Você não o merece, não é digno para tal coisa. Irei batalhar para ter o meu lugar e para isso farei de tudo para que não me incomode. Para o reino de Is e para mim você está morto, assim como farei questão de conduzir o meu pai a tal verdade. Por isso, apenas dessa vez eu irei apagar os seus resquícios. – completava com o censo franzido em raiva, amargura.

Mesmo contra a sua vontade, Luhan fora treinado em sua infância e adolescência a ser aquele que guiaria o herdeiro de Jäa, aquele que domaria os poderes deste quando estivessem descontrolados. Então o mero filho de uma concubina tinha poderes o suficiente de um mago para reverter toda aquela situação. Suas mãos começaram a se mover no ar em direção da árvore até um círculo com um pentagrama e vários círculos menores dentro das pontas destes surgirem de forma luminosa a sua frente. Seus lábios se entreabriram e destes, palavras em uma língua morta eram revividas mais uma vez:

- Embruglia dominum santia crisis.

Uma fenda espaço temporal pareceu se abrir, toda aquela neve desaparecia de forma a não deixar nenhum rastro assim como o descongelamento da árvore ocorreu em um piscar de olhos. Tão breve esta estava revigorada o suficiente para exibir o verde das folhas de sua copa. Do mesmo modo que tudo o que sobrou daquele ocorrido fatídico fora apenas o corpo inconsciente de Byun Baekhyun próximo ao tronco daquele ser vegetal.

- Adeus vossa alteza.- estas foram as únicas palavras que saíram da boca de Luhan em um tom sarcástico antes de sair dali e voltar para a sua casa.

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Jong In adentrava a cela com passos apressados, um enorme sorriso em seus lábios e um brilho desconhecido em seus orbes castanhos. Ele se sentia feliz, tanto que Kyungsoo percebeu a mudança na atmosfera. O mais novo se sentia relaxado e descontraído, o que o ajudava a esquecer um pouco das palavras de Chanyeol para consigo. Afinal, ele não queria nutrir nenhum sentimento esperançoso para a decepção não ser tão grande depois.

- Quem é que está tão apressado? – sua voz soava curiosa, mas o rapaz tinha leves suspeitas de quem poderia ser.

- Ya Kyungsoo-ah, estou tão feliz. – A voz de Jong In saía melódica por entre suas risadas, fazendo com que o prisioneiro deixasse sua mente flutuar em prazer naquela melodia que acalmou seu coração. O mais novo chegou a se perguntar se Jong In era tão bonito sorrindo o quanto ele parecia estar em sua imaginação.

- Por que está feliz Jong In?

O mais velho olhava para a face de Kyungsoo, as manchas arroxeadas já começavam a desaparecer. Elas assumiam uma coloração bem mais amarelada do que o roxo escuro que estava antes. O semblante em sua tez era rígido, seus olhos cristalizados estavam caídos, melancólicos e seus lábios tentavam sorrir de forma forçada, mas estes pareciam fazer mais uma careta que um sorriso propriamente dito. Ele estava triste e aquilo de certa forma deixava Jong In um pouco incomodado, afinal ele já sentia ter certa intimidade com o rapaz, apesar de este ainda se manter um pouco em sua posição de autodefesa quando estão conversando.

- A minha irmã mais velha irá se casar. Depois de muito tempo ela conseguiu alcançar a sua felicidade.

- Ela não era feliz antes? – Kyungsoo franzia as sobrancelhas como se não tivesse entendido a última fala do rapaz.

Uma pequena risada veio em resposta do segundo jovem.

- Não é isso. O noivo da minha irmã é um soldado, então ele sempre saía para o campo de batalha quando necessário. Agora, como não há mais guerras e nem pequenas batalhas, eles podem viver uma vida longa e feliz um ao lado do outro.

- Deve ser bom não é? – Kyungsoo tinha a sua cabeça recostada na parede, virada para o lado esquerdo quando indagou. Seu olhar desfocado parecia estar perdido.

- O que?

- Ser amado, Deve ser bom.

Jong In sentiu toda a tristeza do menor em seu tom de voz, um pequeno nó se formou em sua garganta e ele se sentia um idiota por tê-lo deixado daquele jeito.

- Estou ansioso, pois não temos uma comemoração em nossa casa há muito tempo. – o mais velho estava desviando o assunto. – Por mais que a festa seja simples, eu estou ansioso mesmo para a dança.

- Dança? O que é isso?

Por mais que Kyungsoo tivesse morado em um palácio quando mais novo, ele não sabia o que era isso. Desde pequeno o seu pai fazia questão que o rapaz não participasse de nenhum evento festivo. Ele era rodeado pelo completo silêncio, a não ser quando sua mãe lhe cantava cantigas de ninar. O moreno nunca ouviu uma melodia com instrumentos, nem mesmo ousou dançar uma vez em sua vida.

- Não sabe o que é dançar? – o plebeu indagou vendo o prisioneiro menear sua cabeça em uma resposta negativa. – Bem, irei lhe explicar. Dançar é quando está tocando uma bela música, aquele som melodioso lhe agrada, faz-lhe sentir uma sensação boa, uma alegria. É como se uma chama se acendesse em seu interior. E você olha para uma pessoa, percebe que ela é o seu par ideal para aquele momento. Então em um simples gesto você se aproxima e a convida para dançar. Ela segura a sua mão e seus corpos começam a se mover no mesmo ritmo da música, no mesmo ritmo que o seu fazendo com que ambos estejam em uma sincronia.

Kyungsoo se pôs a imaginar como seria dançar, como seria mover o seu corpo de acordo com uma melodia que levaria os seus pensamentos para longe, que o fizesse esquecer tudo, que seria apenas ele e aquela música, nada mais. Tudo seria tão perfeito.

- Jong In você sabe dançar não é mesmo? – a voz do mais novo saía arrastada, longínqua.

- Sei,

- Poderia me mostrar como é?

- Ensinar-te a dançar? – as bochechas do plebeu estavam vermelhas.

- Sim.

O mais velho se sentia desconfortável, envergonhado. Ele não saberia se ensinaria o pequeno bem, mas o rapaz também sentia um desejo interior inexplicável de segurá-lo em suas mãos, mantê-lo em seu abraço.

- Ensinarei, mas isto quer dizer que você irá ao casamento da minha irmã comigo?

- Jong In não seja tão ingênuo, as pessoas não me aceitarão e eu nem sei se irei mesmo sair daqui. – não havia nenhum sentimento no tom de voz do Kyungsoo.

- Você está parecendo um velho reclamando. – O moreno se aproximou de Kyungsoo para segurar em suas mãos logo em seguida. – Venha, vamos levantar.

O corpo do mais novo cambaleou devido aos grilhões das correntes que estavam em seus pés, este quase foi de encontro ao chão, contudo o reflexo do mais velho fora mais rápido, sua mão esquerda segurou as costas do menor trazendo-o para perto do seu corpo.

Kyungsoo se chocou com Jong In, seu ouvido fora de encontro ao peitoral do segundo em que de forma rápida conseguiu escutar as batidas aceleradas de seu coração. As bochechas de ambos estavam coradas, o prisioneiro se mantinha de olhos arregalados e o plebeu não sabia muito que dizer naquele momento. Além do fato de Jong In se dar conta de que Kyungsoo cabia perfeitamente em seu abraço, os corpos se uniam muito bem, de forma que pareciam ser perfeitos.

- Coloque os seus pés sobre os meus. – a voz do mais velho era sussurrada.

O prisioneiro seguia as instruções. Seus pés tatearam o chão áspero até encontrarem um par de botinas de couro, nos quais ele subiu encima. A superfície destas era gelada, lisa e fazia um pequenino som quando seus pés desnudos deslizavam sobre.

- Não precisa se mover. Fique calmo. Agora uma das suas mãos fica pousada em meu ombro direito ao passo em que eu seguro a outra e a sua cintura.

Kyungsoo manteve sua coluna ereta ao mesmo tempo em que ele sentia seus dedos se entrelaçarem com os de Jong In, a palma de sua mão macia e calejada tocava a sua de modo a lhe causar uma sensação desconhecida. Ao estar ali tão junto do outro rapaz, o moreno sentia uma espécie de correntes elétricas percorrerem seu corpo, um nó era formado em sua garganta, suas bochechas ficavam mais coradas e a vontade de tocar o rosto de Jong In, de deslizar por cada feição deste para vê-lo era tamanha que o mais novo chegava a ficar ansioso.

- Agora pense em uma melodia calma, suave e que faça todo o seu corpo fluir. Deste modo vamos andar um passo para a direita, depois para a esquerda, para frente e para trás.

O mais novo começou a se mover sobre os pés do mais velho junto com este, seus olhos se fecharam e sua orelha esquerda pousou mais uma vez sobre o peitoral do segundo. Os batimentos cardíacos de Jong In eram rápidos, flutuantes e de uma melodia tão graciosa que Kyungsoo se permitiu relaxar e flutuar nos braços daquela pessoa que lhe trazia tanta paz.

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Baekhyun abriu os olhos em um rompante. Suas têmporas ainda latejavam e ele sentia o calor dos raios solares aquecerem suas bochechas. Seu corpo se ergueu de modo que ficasse sentado no chão do jardim. Sua mente ainda estava confusa, aquelas lembranças difusas lhe perfuravam da mesma maneira dolorosa que um objeto cortante. A figura daqueles dois meninos na neve lhe deixava intrigado, mas com um sentimento de dor tristeza, como se algo tivesse sido tirado de si.

O que era aquilo? Será que estas imagens faziam parte da sua infância, daquilo que ele tinha esquecido? No entanto seria um tanto estranho, já que ele sempre morou com sua irmã em uma ilha tropical. Todas essas questões deixavam Baekhyun ainda mais confuso.

Seus olhos foram em direção a sua mão esquerda, seu pulso mostrava uma marca de gelo, assim como seus dedos pareciam estar enrijecidos. Foi neste momento que a lembrança de ter congelado uma árvore veio a seus pensamentos.

Seu coração começou a bater de forma acelerada, o escravo não queria acreditar naquilo. Ele não tinha um poder, talvez sua mente tivesse lhe pregado peças. Até mesmo, porque quando tornava a olhar para a árvore não havia um indício sequer de que esta estava congelada.

Contudo, algo em seu interior parecia estar diferente. Ele parecia estar mais forte, seu corpo se tornou suntuoso, uma graciosidade caía sobre si, do mesmo modo como um ar majestoso lhe invadia. Baekhyun havia de fato assumido a postura de alguém da realeza.

- Isto não é possível. Eu não fiz isso, não fiz. – o rapaz dizia para si mesmo em negação.

Porém ao mesmo tempo em que estava sobre um estado de negação sobre suas novas habilidades adquiridas, Baekhyun também sentia uma enorme curiosidade em provar a veracidade de suas lembranças, aquilo o consumia.

O jovem então colocou a palma de sua mão esquerda virada para cima para depois a mão direita ficar sobre a primeira com a palma virada para baixo. Sua respiração se tornou calma, concentrada, uma energia forte parecia ser canalizada para seu corpo. Sua temperatura diminuía e ele sentia ficar cada vez mais frio ao seu redor. Suas mãos giravam para tão breve aquela mesma sensação de ter farpas saindo de sua pele viesse tomar conta de si.

Contudo, desta vez, Baekhyun estava com os olhos abertos. Este conseguia observar perfeitamente o gelo de um branco azulado sair de suas próprias mãos e ser moldado de acordo com os seus pensamentos. Aquela forma bruta, difusa, tornava-se lapidada em poucos segundos. Desde a uma pequena rosa a um objeto pontiagudo que poderia servir como arma. O rapaz de cabelos brancos conseguia fazer tudo com um ar impressionado, talvez até assustado.

- O que eu sou? O que está acontecendo comigo? Eu virei uma aberração? – o tom de sua voz estava embargado. – Esse poder, essas imagens difusas em minha mente...está tudo tão confuso...Se alguém descobrir? E se Chanyeol descobrir? O que irão pensar? Não...eu não posso contar para ninguém. A partir de agora este será o meu segredo.

No entanto o que Baekhyun não esperava era que seu irmão Xiao Luhan estivesse ali perto, escondido em alguns arbustos observando toda aquela cena. Ele não conseguiu ir embora sem ver ao menos o mais velho acordar e ao se deparar com toda aquela cena, com um Baekhyun confuso, com amnésia, seus olhos se encheram de água e um sentimento de tristeza lhe invadiu.

Agora que já o tinha visto Luhan poderia partir em paz, partir com a certeza de que assim como ele, o seu irmão mais velho também esconderia esse segredo.

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Desde que seu noivado com Chanyeol fora anunciado, Suk Hee passou a morar no castelo. Afinal, esta precisava ser preparada para se tornar a esposa do futuro rei. Todavia a jovem não queria nada disso, esta se sentia sufocada de estar dentro daquele lugar sem poder sair, fazer o que quiser. Assim como ela não suportava nem um pouco o comportamento arrogante do príncipe.

Aquele início de tarde estava sendo bem atípico para a menina, Suk Hee havia conseguido permissão para sair do palácio, o que muito provavelmente fora um pedido de sua mãe a seu pai para querer vê-la, o que a deixava muito grata. Mas antes de ir para casa, ela precisava ir a outro lugar antes.

Seu coração acelerava em ansiedade, suas mãos transpiravam, seu lábio inferior era mordiscado de segundo em segundo, o brilho em seus olhos castanhos eram oscilantes. Já fazia algum tempo...ela não sabia como iria encontrá-lo, como ele estaria.

Suk Hee se encontrava agora em uma floresta, a qual tinha uma cachoeira e um enorme rio que se encontrava com o mar alguns metros depois. As folhas das copas das árvores encobriam o sol, assim como deixava a temperatura ambiente um tanto abafada, porém como já estava próxima ao rio ainda havia uma pequena brisa a quebrantar em sua face.

Aquele lugar lhe trazia tantas memórias, o alaranjado das folhas de árvore que se espalhavam por todo o solo davam a Suk Hee um sentimento saudoso, nostálgico. Seu olhar ficava melancólico ao observar tal imagem.

- Como será que ele está? Tenho tantas saudades. – o seu próprio tom vocal era triste.

Seus lábios se crisparam mais uma vez e seus pés ameaçaram dar um passo por completo, porém uma mão macia, mas ao mesmo tempo áspera como se fosse escamosa segurou a sua puxando a menina para um abraço apertado.

O cheiro de maresia era inalado por suas narinas, o tecido branco e fino da enorme camisa acariciava o seu rosto, seu corpo se moldava naquele tronco liso e esguio, as lágrimas salgadas já emolduram o seu rosto ao passo que seu coração era abastecido de uma enorme alegria.

- Você está aqui.- o tom de voz rouco, grave ecoou em seus ouvidos.

Suk Hee afastou-se um pouco daquele abraço para observar o rosto do rapaz a sua frente. Ela ficava espantada ao perceber que ele não havia mudado nada nesses meses que ficou sem vê-lo e nem mesmo de quando o conheceu no início de sua adolescência.

Os cabelos negros, curtos e espetados estavam com aquele mesmo ar bagunçado, o rosto fino, comprido e com as maçãs do rosto baixas era o que compunha todo o alinhamento dos orbes pequenos, sendo estes da cor

ônix, o nariz fino, os lábios pequenos e rosados, assim como a tez endurecida e uma expressão dolorosa era calçada naquela mesma face.

- Yi Fan.- uma lágrima deslizou por suas bochechas.

Um dedo indicador do rapaz pousou nos lábios vermelhos da menina para silênciá-los.

- Não sabe o quanto eu esperei que voltasse. Pensei que tivesse se esquecido de mim.

- Não! Nunca. Só que aquele palácio está me prendendo. Quero sair, mas eu não posso.

Yi Fan emolduram uma expressão raivosa em sua face, por breves segundos a jovem quase fitou a real face do rapaz. Alguns centímetros de sua pele ficou escamosa, seus dentes pontiagudos, mas logo ele voltou a assumir sua face humana.

- Eles não poderiam ter tirado você de mim! Eu te amo Suk Hee...Eles não poderiam ter feito isso. Com quem eles fizeram você ficar noiva?

As batidas do coração da jovem se tornaram aceleradas ao ouvir aquela pequena declaração de amor. Seus dedos agarraram a camisa do jovem com ainda mais força. Seus olhos fitaram os orbes ônix que começavam a ficar com um círculo prateado em seu interior. O seu tempo estava se esgotando, ele precisava voltar.

- Com o príncipe herdeiro Park Chanyeol.

- Park...Chanyeol. – sua mão direita se fechava em punho e um rosnado escapava de sua garganta.

A mão de Suk Hee fora de encontro a uma das bochechas gélidas de Yi Fan, ele estava um pouco irritado e ela precisava controlá-lo. A menina não queria  se lembrar do príncipe fútil, ela só queria aproveitar o seu pequeno tempo que tinha com o rapaz a sua frente. Este a fitou com um olhar ferido, magoado, saudoso, ao passo que Suk Hee deslizava seus dedos pela extensão de pele exposta, ficava na ponta de seus pés para aproximar o seu rosto do dele e este quando percebeu se abaixou um pouco enlaçando ainda mais a cintura da jovem logo em seguida. Não demorou muito para que os lábios de ambos se tocassem por breves segundos em um beijo casto, puro e que acalmou Yi Fan por total.

- Eu também te amo Yi Fan.- seu olhar apaixonado para com o outro era tão intenso que o jovem sem nem pensar duas vezes a puxou para mais um beijo, desta vez bem mais intenso que o primeiro.

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Baekhyun andava sem rumo pelo palácio desde que despertou no meio do jardim. Ele tentava esquecer os acontecimentos, mas de algum modo estes pareciam ter-se fincado em sua memória. Além das diversas perguntas que lhe a cometiam. Quando o rapaz pensava estar tranquilo aquilo vinha lhe assombrar mais uma vez.

Baekhyun nem se deu conta de que estava caminhando em direção ao Abraço quente de Park Chanyeol. Sua mente só pareceu sair do seu estado letárgico quando inalou a fragrância que o quimono do príncipe exalava, do mesmo modo que a coleira em seu pescoço começou a dar sinal de vida. Porém não era nada que fizesse o rapaz de cabelos brancos desmaiar mais uma vez.

- Estou cansado de tentar te procurar, você sempre some. – o tom de voz grave de Chanyeol invadia os ouvidos de Baekhyun como um calmante.- No entanto você sempre retorna para mim.

O servo achava no mínimo curioso aquelas palavras do príncipe lhe afetarem tanto, pela primeira vez este não lhe dirigia palavras rudes, irônicas. O seu tom de voz era calmo, zeloso, era como se ele se importasse, ficasse preocupado. Aquilo causou uma reviravolta interior em Baekhyun, o rapaz ficou desarmado por completo, seus braços apertaram a cintura de Chanyeol, os dedos de suas mãos apertaram ainda mais o tecido de seda do quimono.

Uma risadinha escapou dos lábios do príncipe em resposta.

- Sentiu tanto assim a minha falta?

- Por favor, não diga nada. – seu rosto estava enterrado no tecido.

- Aconteceu algo? – desta vez Chanyeol começou a se mostrar preocupado.

Baekhyun nada disse, sua resposta fora apenas apertar o príncipe ainda mais em seu abraço e começar a chorar baixinho. Tudo aquilo estava revirando a sua mente de um modo que o enlouquecia, que quanto mais tentava entender mais confuso ficava. No entanto o calor do corpo do príncipe, as mãos que tocavam a sua cintura, o coração palpitante pareciam lhe acalmar. Era como se não existisse mais nada além do príncipe herdeiro.

- O que está acontecendo? Porque está chorando? – Chanyeol erguia o rosto de Baekhyun para fitar o seu. – Alguém te destravou? Porque se o fez eu quero punição de cinquenta chibatadas.

Os olhos escarlate do mais velho estavam ali a deriva, mostrando todos os sentimentos do jovem para o rapaz dos orbes azuis. Chanyeol se importava com ele e Baekhyun conseguia sentir aquele sentimento amoroso a lhe invadir. Seu coração frio se abria para o calor incessante do outro, ele absorvia todos aqueles sentimentos para começar a retribuí-los.

Naquele momento o servo encontrava beleza naquela face de expressões calcadas, definidas e de uma altivez tamanha. Contudo, a altivez era rebaixada, a condescendência se mostrava, a humildade se erguia e os batimentos cardíacos de ambos pareciam se unir como um só.

Em um ato impensado a mão direita de Baekhyun pousou na bochecha de Chanyeol acariciando com seu dedo indicador o perímetro de pele exposta, seus olhos ainda fitavam aquela face com uma expressão deveras confusa, seus lábios se entreabriram para murmurar as seguintes palavras:

- Tão...lindo.

No átimo de segundo seguinte, como se todas as chamas de Chanyeol derretesse o gelo interior de Baekhyun, este selou seus lábios nos do príncipe em um beijo ávido e intenso.

 

 


Notas Finais


Geeeeennnnte, o que foi este capítulo? Não sei descrever hahahaha.
Quais são as previsões de vocês agora?
E esse Chanbaek? E esse Kaisoo?
Então, como eu havia dito no vídeo de avisos eu irei fazer uma participação especial em uma fanfic. E esta fanfic nada mais nada menos é Inside da diva da KimSeuk <3. Irei participar nos dois próximos capítulos e eu espero que curtam bastante <3. Eu amei demais fazer uma participação na fic <3.
Agora eu preciso ir, porque tenho que voltar a estudar para a minha prova da faculdade.
Vejo vocês no próximo capítulo :3
Kisses
Misakihime


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