História Descobertas da adolescência - Capítulo 11


Escrita por: ~

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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Festa, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Transsexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Saudações terráquios 👀 eu venho em paz (quase)

Gentiii antes de mais nada gostaria de agradecer quem comentou no cap anterior (〜^∇^)〜 e me desculpem por não ter comentado ainda, não fazem ideia do quanto está uma correria nessas semanas, mas acreditem, agradeço do fundo do coração os comentários que recebi 😊😢 (carinha de choro pq nessas semanas to sensível ┐(゚д゚┐))
E segundo, me desculpem por ter demorado, eu estava com a cabeça perturbada em escrever e passar pro celular e ainda problemas no colégio sendo que também tem as provas(QUÍMICA DO CARALHO) ao menos meu professor de física é muito carinhoso <3
Serumaninhos, Levi vai mostrar com quem Eren tá lidando heuheuheu e Levi nem vai perceber que vai começar a mudar mais ainda depois daqui 😆
E por último, não achem que Ashley é uma garota que veio e vai embora ou que não tem importância (estão errados)

Boa leitura!!!

Capítulo 11 - Momento errado


Fanfic / Fanfiction Descobertas da adolescência - Capítulo 11 - Momento errado

Permaneci ali, parado, olhando aqueles olhos. Aquele ser cativante de se observar.  Ela me analisava sorrindo. Satisfeita por nada! Eu não entendo, não entendo nada desde que cheguei. A cada pessoa que eu conheço, cada uma me está a despertar curiosidade. Motivo? Nenhum! Ou talvez até tenha, mas por falta de organização de minha personalidade se torne difícil de dizer o que gosto, minhas opiniões, ou então, quem eu sou.

Suspirei, voltando a andar em direção ao meu quarto, eu sei que estava na mira dos olhares delas, dos cinzentos apagados aos azuis insanamente inocentes.

Abri a porta do meu quarto, ou melhor, pequeno inferno. Tudo tão impecável que, ao mesmo tempo que me dava certo alívio, me dava angústia com um extra nó na garganta. Que saco! Eu gosto de está só, mas tudo em seu devido tempo. Não entendo! Minutos atrás eu estava num carro com dois loucos, um moreno e morena de personalidades incomuns e demasiadas interessantemente idiotas, por causa disso queria voltar para este local tão reservado a mim, mas aí quando eu chego, a vontade de permanecer aqui se vai embora junto com a chegada de uma garota de olhos psicóticos e tão belos. É diferente de Eren!

Desejo sair daqui novamente!

Coloquei minha mochila em cima de minha cama quando mal a porta do meu quarto sendo aberta. Voltei-me a ver quem era, porém de qualquer forma eu sabia.

Não queria conversar com essa pessoa!

- Ei, baixinho. - aquela voz desconhecida me agradou, juntamente com a feição doce e... Falsa?!

- O que quer? - perguntei, me virando para a mochila de novo para de lá retirar meu caderno de desenho.

- Matar o tédio, apenas! - disse simples, e logo ouvi a porta sendo fechada e os baixos sons de passos. Eu a vi se sentar em minha cama, e como se já tivéssemos intimidade, ela, sem me pedir, pegou meu caderno e o abriu, analisando o primeiro desenho, e logo outro e mais outro, e assim ia no absoluto silêncio e indiferença.

- Devia pedir antes de pegar o que não é teu. - comentei, recebendo um sorriso divertido e que pouco se importava pelo que eu disse - Por que sorrir?

- Porque eu quero. - revirei os olhos, me lembrando de já ter ouvido essa resposta antes de um certo alguém.

"Aquele idiota de olhos verdes." pensei, cruzando os braços e prensando meus lábios um no outro.

- Você é fofo, sabia? - ela riu anasalado e parou num desenho, o que eu fiz um tempo atrás depois da falha tentativa em sala de aula.

Os olhos de Eren.

- Não sou fofo! - fui direto num tom grave - Devolve meu caderno.

- Esses olhos... De onde os viu? - curiosa fitou-me, com a testa levemente franzida.

"O que há com essa garota?" pensei, pegando meu caderno com suas mãos e analisando meu próprio desenho com crítica.

- Sonhei com eles. - nem menti, nem falei a verdade, meu estranho sonho com aqueles olhos veio depois de já ter desenhado, mas não é como se já não tivesse sonhado com eles. Fechei o caderno a olhando com suspeita. - Já viu esses olhos?

Ela riu sarcasticamente contida, parecia que eu acabara de lhe contar a melhor piada existente. Ashley se apoiou no braço esquerdo, me analisando por breves segundos enquanto o brilho em suas íris azuis só aumentava.

- Conheço esse demônio de olhos verdes. - falou calma, suspirando para logo um bocejo um pouco longo e sorriso sem motivo.

- De onde o conheço? - fiquei curioso.

- Do inferno! - peguei-me a curvar o canto do lábio num sorriso discreto que logo tratei de desfazer.

- Hum... - peguei minha caneta de desenhar e meu lápis com a velha e pequena borracha - Pode sair?! Eu quero desenhar em paz.

- Que bela e educada forma de me expulsar! - ficou animada - Assim me apaixono por ti.

"O quê?" franzi a testa a olhando sem entender ou sequer acreditar no que ouvi.

- Como? - perguntei receoso.

- Isso mesmo o que você ouviu.

- E o que eu ouvi? - insisti.

- E eu sei lá. - deu de ombros.

"O que você quer, garota?" suspirei, revirando os olhos em tédio.

Ela espreguiçou-se a se levantar e dizer.

- Detestei essa casa idiota, quero ar agradável, o que só há no jardim.

Gostei dela!

A voz se pronunciou, me fazendo não conseguir esconder o sorriso discreto que dei, a deixando pegar meu caderno e sair do quarto sem minha resposta de que ia. Me pus a segui-la e analizei aquele ser loiro a andar a minha frente, de forma descontraída a vasculhar, mais uma vez, meu caderno.

Ela era estranha. Ashley Brückner era estranha, tal como Hanji, Kenny e Eren. O olhar dela dizia  muito, mas ao mesmo tempo nada.

Eren é do tipo rebelde, alguém da qual a alma não se doma, não obedece, não abaixa a cabeça e vive por si, depende de si, faz tudo o que quer quando quer. Um anjo caído de olhos verdes.

Hanji é do tipo alegre, feliz e de muitas palavras, alguém que não tem medo de ser o que é. Sempre divertida e sincera demais, brincalhona e, no oculto canto de seu ser, alguém tão misteriosa sem explicação.

Kenny se define em estranho, um ser que, de um jeito impensável acabei por saber que era meu tio, que descobri ser um dos seres mais inexplicáveis que conheci desde que cheguei aqui. Ele é como um tipo de chefe. Um pai de todos... Um lider de anjos caídos.

Eu acharia devaneios demais caso fosse o eu antes de chegar aqui, não estaria perdendo tempo a pensar tais merdas, enquanto isso, estaria a dar meu milésimo sorriso durante uma partida qualquer de  jogo qualquer com meu amigo - senão irmão - Farlan. Mas não, eu estava aqui, conhecendo a cada dia uma pessoa peculiar, tal como Kenny, tal como Hanji... Tal como Eren.

Ashley, Ashley Brückner. De olhos infantis e psicóticos, não posso dizer muito dessa loira, não sei muito sobre si, só que seu rosto e expressão me fascina, uma bela arte de olhos insanos de criança.

Detesto crianças!

A voz disse, me fazendo sorrir quando, ao chegarmos no jardim gramado, a vi se sentar debaixo da árvore imensa dalí, cruzou as pernas e abriu o caderno em uma folha totalmente branca, o que logo me deu uma ansiedade imensa de preenchê-la com traços de leves à fortes.

- É algo irresistível, não acha? - ela me perguntou a logo em seguida me puxar pelo pulso para logo está sentado ao lado dela.

Demasiado perto...

- Sim! É... - peguei o caderno, virando-me um pouco para o lado oposto da qual ela estava.

- O que pensas em desenhar? - se inclinou para o meu lado.

- Não sei...

- Hum. - olhei-a de soslaio, a vendo pensativa a acariciar o queixo com o dedo indicador - Que tal...

- Você? - a interrompi com minha pergunta, recebendo um olhar curioso, para, então, ela sorrir e pular em cima de mim o que deixou paralisado de surpresa sem saber o que fazer.

Ela me abraçou... Aquele abraço que se encontrava nos braços de minha avó/mãe, de meu avô/pai e meus irmãos Isabel e Farlan. Ashley me deu aquele tipo de abraço.

Caloroso.

Sincero!


Franzi a testa, voltando a olhar a garota nos olhos acabando por me lembrar de Isabel. Talvez elas duas se dessesm bem.

Ou não...

- O que 'tá fazendo? - perguntei, mirando nos azuis insanos contido que me sorriam tal como os lábios finos.

- Você me lembra alguém quando mais novo. - ela sorriu de novo, parecia só saber sorrir e me olhar.

- Isso é bom? - não ia deixar que aqueles azuis intensos me tirasse a concentração.

- Não! Não é... - senti sua mão mansa em meus fios negros agora bagunçados por sua causa - Isso me lembra momentos chatos.

- Entendo. - a afastei com calma para, enfim, respirar com mais tranquilidade, já que sua aproximidade excessiva me deixava desconfortável - Então somente não me olhe.

- Mas por quê? - cruzou os braços descontraída.

- Você disse que é chato.

- E é, mas mesmo assim tens um rosto belo de se observar.

- Mas é estranho! - comentei, escorando minhas costas na árvore e começando alguns traços dos olhos dela.

Eles expressavam tédio, porém também divertimento, sinceridade e arrogância. Olhos de criança.

Está a ficar bom!

Diz a voz, me fazendo sorrir de lado de forma discreta e sincera.

- Levi, você namora? - me surpreendi com a pergunta, a olhando com confusão explícita, e, estranhamente meus pensamentos recaíram no moreno de olhos verdes.

Eren...

Suspirei, voltando a desenhar um pouco impaciente. Céus, será que esse garoto não vai sair da minha cabeça nem sequer meia hora? Credo, chega a ser irritante a forma como ele invade meus pensamentos.

Culpa dos olhos!

Diz a voz de forma satisfeita.

Fechei de leve os olhos a abaixar a cabeça e voltando a desenhar para, novamente, esquecê-lo.

- Pra quê quer saber? - disse, cansado a tentar acalmar o pequeno nervosismo.

"Por que penso nele?"

- Curiosidade! - se sentou melhor na grama pegando meu lápis para ter minha atenção somente para si - E então, namora?

- Não! - revirei os olhos a fitando, percebendo sua expressão surpresa.

- Não? - insistiu, me fazendo suspirar de novo, já cansado daquele assunto.

- Não! - reafirmei, tomando meu lápis dela e voltando ao que fazia antes.

- Mas por quê?

"Nem eu sei... Talvez porque nunca amei ninguém." pensei, tão confuso quanto ela.

Eu então porque ninguém nunca te amou.

Disse a voz, me deixando mais distante da realidade e, de certa forma, ela fazia muito sentido na minha mente. Realmente ninguém nunca me amou.

- Sei lá... - dei de ombros, arrancando uma risada dela e senti seu braço em meu ombro direito.

- Como não sabe? Você é gay? - perguntou mais ainda, me dando um nó na garganta.

Talvez...

Ouvi a voz dizer brincalhona, me deixando um pouco embaraçado no que iria responder.

- Não sei... - meus pensamentos voltaram a Eren, mas, estranhamente, o imaginei de uma forma nada comum.

"Só posso está enlouquecendo."

- Vai saber. - assegurou-me.

"Assim espero."

Não sei o que me deu, qual insentivo principal me fez ter essa curiosidade - ou talvez até saiba - mas eu estou disposto a descobrir.

- Uma pessoa que conheço nem sonhava que nos dias de hoje estaria apaixonado por amigo.

- Hum... Quem é? - franzi o cenho continuando os rabiscos.

- Não precisa saber quem ele é, só precisa saber que ele é o último ser humano que vais querer conhecer.

- E por quê? - parei de desenhar, a olhando nos olhos com curiosidade e interesse.

"Ela nem desconfiava..."

- Porque ele vai transformar tua vida num inferno.

"...que só aumentou minha curiosidade."

- Não vai. Eu não o conheço. - tentei a assegurar disso a dar de ombros e voltar a desenhar.

- Mas ele já te conhece.

Engoli seco, parando, novamente, o que fazia.

- E ele quer brincar contigo.

Senti-me ser observado, mas ao redor de nada tinha. Não havia ninguém além de nós dois, mas o frio na nuca era inevitável e sem explicação. Era uma sensação estranha, de ser a presa em vez da caça. A sensação de está sendo seguido.

E, bem no fundo do meu ser eu ouvi, algo discreto, aquela voz, tão medonho e, de certa forma, insana a dizer que, tudo aquilo era tão...

Interessante.


°°°°°°


Depois do episódio das perguntas de Ashley me fez no jardim, não consegui parar de pensar o quanto eu não me conheço, o quanto eu sou um completo desconhecido para mim mesmo.

A loira demonstrou ser alguém muito... Peculiar. Dos gostos de música a estilo de se vestir, a forma de ver as coisas ao seu redor ao jeito de agir. Não eram somente os olhos dela que eram insanos.

A alma também o era!

De seguida das perguntas sem respostas certas, ela me falou várias coisas sobre desenhos e cursos, até mesmo sobre curso de letras que também se tornou bem interessante de se falar com ela. Ela, de toda certeza, é uma garota bem caixinha de surpresas.

Ela gosta do Poe, tanto que tem todos os livros, contos. Diz gostar de The Neighbourhood, o que me deixou muito satisfeito também. Odeia a cor rosa e melação romântica, o que me fez rir quando ouvi. Eu realmente - estranhamente - ri.

Quando sentimos fome, eu fui para a cozinha como ela sempre atrás de mim. Não me incomodei, até porque a conversa estava muito boa. Lola logo fez algo para comermos e ela gostou de Ashley - o que foi estranho pois a loira ficou demasiada meiga de um segundo para outro - com um tempo fomos para o quarto e lá ficamos mais um pouco, mas umas horas foram possíveis para que ela acabasse por dormir em minha cama, até parecia um anjo se eu já não a tivesse conhecido.

O que eu notei foi o fato de, quanto mais horas se passavam, ela mudava. No início estava simplista e sorridente, mas ao longo da tarde e começo da noite ela se tornou mais sincera demais, indiferente e sarcástica demais.

Igual aos olhos!

No final, acabei por dormir no canto da cama a madrugada toda, mas não me importei, não é como se me movesse muito durante o sono, contudo, das várias vezes que me acordei durante a noite, ou era um pé, ou era a mão dela sobre mim.

- Lê, está demasiado pensativo. - comenta Hanji a estacionar seu carro a frente de um apartamento, ao menos era o que parecia - O que tanto pensa?

- Em bobagens. - suspirei abrindo a porta do carro para, enfim, respirar a brisa agradável do lado de fora.

Era um bairro vizinho, bem calmo no horário da manhã pelo visto. Não quis ir para o colégio, até porque, mesmo assim eu ia, mas ao por os pés fora daquela casa, vi o conhecido carro negro próximo ao portão da casa e uma morena a fumar escorada na porta do veículo, toda minha coragem arranjada para ir ao colégio se foi quando entrei no carro.

- Não pense no Eren, querido. - disse ela a sorrir sarcástica.

- Eren não é bobagem, só um idiota. - andei calmamente para próximo dela.

- Um idiota que eu amo. - fiquei um pouco surpreso com o que ouvi dela, não era sarcasmo, era, realmente, sinceridade.

Ela jogou o cigarro no chão, pisando no mesmo a ir ao portão e o abrindo, segui ela e entrei, e sim, era um apartamento de seis simples casas, três embaixo e em cima. Havia uma escada na lateral esquerda da qual subimos e, nossa, a vista era até bem bonita, mesmo simples. A brisa bem mais agradável me fez sorrir confortável, apreciando aquele lugar com calma, porém algo que me tirou do pequeno transe de paz momentâneo foi Hanji a me puxar pelo pulso.

- Voltando a realidade, Levi. - sorriu descontraída, voltando a andar comigo a segui-la, agora, sendo puxado.

Detesto quando me fazem isso, entretanto a não gostar, eu não me senti incomodado com Hanji, me fazia tratar esse gesto com normalidade até.

"Ela não me incomoda tanto." sorri mais leve, calmo. Talvez eu até ajudasse Eren a me desenhar, a eu me descobrir um pouco.

Não queria ter vindo, mesmo que tenha o dito que iria vir. Não é problema meu que ele tenha ficado de coma, não é problema meu ter que suportá-lo por uma tarde inteira. Que droga! Só queria ficar na minha, no meu hospício a desenhar trivialidades, ou quem sabe, banhar as linhas do meu caderno com palavras depressivas e, de certa forma, mórbidas. Mas não, e aqui estou eu a ter que servir de babá para um idiota que, ao Hanji abrir a porta, ele estava aos beijos com um loiro no sofá.

Enjoei-me e virei o rosto, desejei desaparecer ali mesmo pois, pelo visto, ele já tinha companhia para tarde.

"Pelo visto, chegamos num momento errado."




 


Notas Finais


Serumaninhos, vamos admitir, Eren fez merda kkkkk obrigado por lerem até aqui, mas me digam, gostaram? Está bom? Ruim?


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