História Descobrindo O Amor - Capítulo 7


Escrita por: ~

Postado
Categorias Once Upon a Time
Personagens Robin Hood, Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Outlawwicked, Robin Hood, Zelena
Exibições 46
Palavras 3.487
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Desculpem-me pela excessiva demora, estive muito atarefada com o trabalho e a faculdade.

Capítulo 7 - A moça que não sabia amar


― Chegamos. ― disse a rainha parando o carro na divisa da cidade ― Antes de entrarmos... ― Regina vasculhos sua bolsa retirando o bracelete de couro dela e o indicou para Zelena que franziu a testa semicerrando os olhos para o objeto, tentava se recordar de qual era a utilidade daquilo.

     ― Sério? ― reclamou lembrando-se do “garoto insolente” que conhecera há alguns anos, este havia falado de tal objeto para ela e qual era o seu uso ― Tem tanto medo assim de mim ai?

      ― Medo de você? Poupe-me Zelena. Eu sei me defender, mas os outros não, por tanto você vai usar sim. ― Zelena esticou o braço bastante relutante para a irmã que colocou o objeto e sorriu satisfeita. ― Ótimo. Já podemos entrar ― ela abriu o pergaminho dando passagem para os dois carros. Emma passou antes, sendo seguida por Regina. Logo ambas estavam no centro da cidade em seus respectivos carros. A loira desceu se dirigindo à Malévola que esperava ansiosa pra reencontrar sua pequena filha, que já não era mais tão pequena assim.

      ― Filha ― Malévola sorriu se aproximando calmamente da mulher à sua frente, esta que encolheu os ombros agindo de maneira tímida, algo que, segundo Emma, não condiz muito com a Lilly que conheceu, mas ela podia entender... Não era todo dia que se descobria ter uma mãe, ainda mais uma feiticeira poderosa que se transforma em dragão.

― Sim ― a menina sorriu não segurando a emoção e praticamente jogou-se nos braços da mãe, que alisou seus cabelos chorando pelo abraço há tanto esperado.

Perto dali a família Charming fica chocada com tudo o que lhe é relatado e com o fato de Zelena ter conseguido se passar por Marian durante tanto tempo.

― Sua irmã merece um prêmio... Enganou-nos direitinho ― comentou David olhando pelo vidro do carro a ruiva que cochilava encostada ao garoto ― olhando assim até parece inofensiva.

― Mas não é. Lembra o que ela fez com o Neal? ― Snow disse ao marido.

― Eu sei querida, mas é estranho... Ela não parece mais a mesma. ― a princesa sorriu. O jeito que o marido sempre acreditava nas pessoas, sempre via o lado bom das coisas lhe encantava, ele sempre era sua força quando o medo a dominava.

― Talvez por que realmente não seja ― Foi à vez de Robin falar com um leve sorriso nos lábios, esse que se formava sempre que ele se lembrava dos momentos vividos ao lado da ruiva.

      ― Eu vou levá-la para a delegacia ― David abriu a porta do carro calmamente, tocando no braço de Zelena que logo despertou, dando-se logo de conta de onde estava.

      ― Hello Darling ― a mulher sorriu de forma sarcástica tendo seu braço segurado firmemente por David que a tirou do carro ― cuidado com a minha roupa, querido. Não vai querer deixar a irmã da prefeita toda amarrotada ― riu.

― Que eu saiba você não se considerava tão minha irmã assim ― Regina a olhou com certo desprezo, não podia evitar, Zelena atrapalhou sua vida e a fez sofrer por dois longos meses. Tudo bem, ela havia ficado triste quando achou que a irmã tivesse morrido, mas agora, com essa de levar Robin para longe não era como se ela simplesmente fosse receber Zelena de braços abertos. Isso não!

― Nunca disse que não te considerava minha irmã, aliás, muito pelo contrário, fui eu quem me apresentei a você, lembra?  ― o tom de deboche que carregava fortemente a voz de Zelena irritava qualquer um que o tivesse direcionado para si. Robin a olhava e sinceramente se não tivesse convivido com ela por esse tempo acharia que ela fingiu tudo o que tiveram... Mas não era possível, porque aqueles sorrisos eram de verdade, os cuidados com ele, Roland e a casa eram de verdade, aqueles abraços eram de verdade e principalmente... Seus beijos eram de verdade. Zelena era capaz de transmitir tanto sentimento e agora, ali, ele podia ver que ela sempre se escondeu de trás da máscara de frieza, nunca deixou alguém se aproximar o suficiente, além dele e é claro de seu pequeno garoto.

― Apresentou ou me ameaçou?

― Tanto faz. ― sorriu ― Então, Charming, querido? Vamos?

― Eu posso falar com ela rapidinho? ― perguntou Robin sem dar muita atenção as reações que causava ao seu redor.

― Ela é perigosa, Robin. Tome cuidado ― advertiu Mary Margaret vendo o marido assentir positivamente. Robin apenas sorriu em direção a Blanchard e segurou o braço de Zelena a levando consigo para longe dos demais.

― O que acha que esta fazendo Robin? ― ela parecia irritada e puxou seu braço bruscamente causando uma leve dor.

― Estou falando com você, por acaso não posso mais? ― ela sorriu de forma genuína, como o ladrão conhecia e gostava.

― Claro que pode, mas não é hora pra isso. ― Robin arqueou a sobrancelha ― Nem vem. Você sabe que é assim que tem que ser!

― Eu sei, mas você vai acabar ficando presa pelo simples fato de ter me tirado daqui, sem nem ao menos ter a intenção ― por um instante Zelena desviou o olhar e para ele, nem isso passava despercebido ― Pode ir falando little witch!

― Não estamos mais em condições de ter DR. ― ela parecia confiante ― Aliás, estou convincente?

― Até demais, quase não te reconheço com aquele sarcasmo todo. ― ela ajeitou o cabelo atrás da orelha e limpou a garganta desconfortável.

― Eu não estava com problemas na minha magia... Eu queria prejudicar a Regina e usei você pra isso ― confessou.

― Você acha mesmo que aquela desculpa tinha colado? Eu não sou tão idiota. Sempre soube que você queria se vingar. Só me diga algo... O que vivemos, lá em Nova Iorque, foi real pra você? ― ela se silenciou por alguns instantes ― Seja sincera.

― Tudo bem... Foi tudo verdade, mas acabou.

― Você fala como se fosse simples esquecer tudo. Eu nem consigo encarar a Regina direito e... - a ruiva não o deixou terminar.

― Se sente culpado, é normal. Você à ama. Agora chega disso! Vou lá para a prisão e acatar o que eles me ordenarem. Chega de tentar impedir ou querer o final feliz alheio. Vou construir um pra mim... Que seja só meu.

― Vai encontrar seu amor verdadeiro? ― perguntou sentindo-se estranhamente receoso com a resposta.

― Você acha mesmo que meu final feliz depende de encontrar um homem com o qual dividir a vida? Assim você me ofende amor.

― A maioria das princesas pensa assim - argumentou.

― Você esqueceu um pequeno detalhe. Eu não sou uma princesa. Primeiro eu preciso me entender e realmente saber o que eu quero e depois eu procuro.

― Eu quero te ajudar ― a mão dele iria de encontro ao rosto de Zelena suavemente se a bruxa não o tivesse afastado.

― Você tem um amor verdadeiro para cuidar, agora volte pra ela ― a mulher se virou de costas caminhando de volta para onde os outros estavam. Era realmente estranho sentir-se triste por deixá-lo para trás, por não permitir que ele a tocasse, por querer simplesmente abraçá-lo, por desejar seus beijos com todas as forças ― Que droga Zelena! ― reclamou de si mesma, baixinho, mordendo seu lábio inferior e condenando-se por se sentir assim.

― Espera! Ainda temos o que conversar. ― Robin correu até a mulher a alcançando ― O que faremos quando o Roland acordar?

― Eu não acho que me visitar na delegacia seja bom pra ele...

― Já eu não acho que seja bom pra ele ficar longe de você. Você o cativou Little Witch, pra ele você é como uma mãe. O garoto tem todo o direito de te ver e você a ele.

― Faça como achar melhor, Robin... Eu realmente quero vê-lo ― antes que o homem pudesse responder eles estavam de novo em frente à todos ― Podemos ir, encantado ― diferente do feito anteriormente Robin apenas indicou a direção que ela deveria seguir e ela o fez, sendo acompanhada de perto por David. Sem olhar para trás um segundo se quer a ruiva caminhou cabisbaixa até a delegacia, afinal já conhecia o caminho e não tinha muito a dizer.

― Você esta estranha. Nem parece a mesma Zelena ― comentou o encantado abrindo a cela para que a mulher entrasse.

― Estou como sempre estive, mas se fala da minha falta de assunto, talvez seja porque eu não costume trocar receitinhas com meninos ― riu sentando-se naquela mesma cama que já conhecia de alguns meses atrás.

― Realmente. ― o loiro dirigiu-se até um armário que tinha por ali pegando mais algumas cobertas, abrindo a cela e as entregando para a mulher ― Tem feito muito frio aqui.

― Obrigado - ela permitiu se revelar ao príncipe, por instantes, aquele brilho no olhar, velho conhecido de Robin, apareceu e não passou despercebido aos olhos de alguém que estava acostumado a ter longas conversas com almas perturbadas e grandes heróis. Talvez fosse a sua fé nas pessoas e na capacidade que elas tinham de mudar, ele pensou que talvez o seu jeito de ver o melhor lado estivesse atrapalhando seu julgamento, então simplesmente afastou seus pensamentos bondosos a respeito da bruxa má se retirando da cela ― espero que não deixem aquele velho maldito tentar me matar de novo.

― Não se preocupe Zelena. Rumple nãos esta exatamente em condições de te oferecer perigo.

Enquanto David trocava algumas poucas palavras com Zelena, Roland acordava já deitado em sua cama e sendo observado por Robin e Reina. ― Papai. Tia Gina ― a mulher sorriu passando a mão no rosto do garoto. Realmente gostava muito do menino e tinha certeza que ele dela.

― Como você esta little man? ― Robin estava preocupado com o que viria à seguir para ele. Quando Roland perguntasse pela mãe ele teria que explicar que não a veria sempre e teria que falar de uma forma que ele entende-se e que o agradasse para não assustar o filho. Por outro lado Regina ouviria tudo e poderia não gostar muito.

― Bem. Cadê a mamãe? ― o garoto perguntou inocente olhando para os adultos à sua frente.

― Querido, sua mãe... Ela...

― Não é isso Regina. ― o arqueiro pôs a mão sobre o ombro da Mills ― Sua mãe não vai mais morar com a gente, filho.

― Mas... Eu quero ver minha mãe! Onde ela esta? ― se agitou tentando descer da cama, porém Robin fora mais rápido o pegando e colocando sentado sobre a perna.

― Calma, ela está bem e você vai poder vê-la sempre que quiser, só não vai mais morar conosco como lá em Nova Iorque. Filho... ― disse vendo a face de choro no menino ― Não fica assim.

― Ela cansou de mim? Não me ama mais? Ela foi embora como a mamãe Marian? ― Robin o abraçou apertado. Regina quase chorava os observando, mesmo que sem entender.

― Não é nada disso filho. Ela te ama, muito, só que fez algumas coisas ruins no passado e vai... Ficar morando em outro lugar até pagar por isso.

― Eu não entendo... Ela é boa! Cuidou da gente pai ― Regina estreitou os olhos limpando as lágrimas e passou à ouvir atentamente os relatos do menino.

―Deixa eu te contar uma história? ― Roland ― Era uma vez uma moça boazinha que sofreu muito até se tornar má, essa moça nunca soube o que era o amor, até que ela encontrou um príncipe pequenino que lhe mostrou o quão legal era amar e ser amado e a moça passou à amá-lo muito, mas muito mesmo. Contudo ela ainda havia feito coisas feias e foi chamada pela justiça pra pagar por essas coisas, e foi, mas ela continua amando o garotinho a cada momento.

― Essa moça é a mamãe? ― o garoto parecia curioso e razoavelmente melhor.

― Sim e o pequeno príncipe que a ensinou à amar é você. ― ele bagunçou os cabelos do filho ― Amanhã eu levo você para vê-la, mas por enquanto coma esse lanche que a Regina preparou pra você e tente dormir mais um pouco. Você deve estar cansado.

― Tá bom papai. ― ele comeu os biscoitos que Regina fez e bebeu o leite que ela havia trazido e voltou a se deitar ainda pensando na história que seu pai contara ― boa noite papai. Boa noite tia Gina ― ambos sorriram se despedindo do menino e desceram.

― Acho que você me deve algumas explicações ― Regina se sentou no sofá cruzando as pernas enquanto Robin sentou-se em uma poltrona próxima.

― Não há muito a dizer...

― Como assim você diz que não há muita coisa? Vocês estiveram fora por quase três meses e seu filho voltou amando a Zelena. De repente a história que ela contou de você não estar ciente de nada não me parece mais tão boa ― Robin sabia que a rainha não cairia naquela história por muito tempo, mas pelo menos esperava ter tido ao menos um dia para se preparar para tal conversa.

― Tudo bem Regina... Eu sabia há pelo menos um mês e meio que a Zelena era ela mesma e o Roland... Bem, ele sabia desde há primeira semana.

― E porque você não me ligou? - ela parecia irritada.

― Eu não tinha mais seu numero e você havia me dito que não poderíamos retornar ― o homem tentou argumentar, mas a rainha parecia não lhe dar ouvidos e a cada palavra sua raiva aumentava.

― Me diz uma coisa Robin... Aconteceu alguma coisa entre você e a Zelena? ― Sinceramente, desde a primeira palavra havia um conflito interno instaurado dentro dele, não sabia se contava, não sabia se calava. Resolveu que por hora o melhor era evitar o assunto, afinal não queria magoar Regina.

― Falamos sobre isso outro dia. Hoje eu realmente estou muito cansado da viagem e de tantas emoções - a prefeita passou por ele como se fosse um furacão. Forte e impiedoso, pois não dirigiu seu olhar a ele por um segundo se quer. Saiu da casa do mesma batendo a porta com força e fazendo o Hood suspirar. Quantos problemas ele ainda teria? Com esses pensamentos ele se dirigiu a seu quarto tomando um longo banho saiu colocando uma cueca e bermuda pretas e caminhou até o quarto do filho para verificar se o garoto havia dormido mesmo com a breve discussão. ― Roland? ― quando Robin entrou no quarto teve uma grande surpresa, pois a cama encontrava-se vazia. Seu filho tinha sumido.

Não muito longe dali Zelena Recebia uma surpresa. Se esgueirando pela pequena abertura que havia na porta da delegacia -- feita, provavelmente, para o cachorro do falecido xerife Graham passar -- Roland entrava . Zelena que ainda estava acordada, assustou-se.

- O que faz aqui meu amor? - a mulher se desenrolou das cobertas descendo da cama se aproximou das grades calçando apenas suas meias.

- Mamãe! - o menino disse animado - Eu vim cuidar de você. Lembra que você tem pesadelos longe de mim ou do papai? Eu prometi que não te deixaria sozinha e eu nunca minto - ele sorriu chegando-se para mais perto da mulher.

- Você não pode ficar aqui filho. Esta muito frio, você vai ficar doente e  duvido que seu pai saiba disso. - a mulher tentou argumentar. Realmente o frio estava terrível naquela noite e as cobertas extras que David lhe entregou cairiam muito bem.

- Mas eu vou ficar! - Zelena vendo que era uma discussão perdida olhou para o garoto e para sua cama. Com toda a certeza não havia maneira de trazê-lo para dentro, mas ela poderia dar as cobertas à ele e assim ela fez. Pegou quase todos os cobertores e passou pelo espaço entre as grades ordenando que Roland se enrolasse nelas. Sem poder discutir o menino fez. A ruiva havia dito que essa seria a condição para que ficasse.  Do outro lado Zelena já tremia de frio enrolada em apenas um cobertor e sentada no chão perto do filho. Apesar disso podia dizer que estava feliz de tê-lo ali, mesmo que preocupada, tudo o que poderia fazer era esperar que amanhecesse para que David o levasse para o pai.

 Robin correu até a casa do Charming, acordando David pelo celular, afim de que fosse com ele até a delegacia, pois tinha certeza que o menino estaria ali. ― Obrigado por sair comigo essa hora, cara ― falou Robin entrando na caminhonete do amigo.

― Sem problemas, por onde quer começar a procurar seu garoto? ― o loiro ligou o carro começando a dirigir atento.

― Na verdade, eu sei onde ele esta. Ele esta na delegacia com a Zelena ― Charming estranhou, mas resolveu acatar o que o amigo havia dito e rumou para a delegacia ― Será que ele está lá fora passando frio?

― Não creio. Ele é pequeno, deve ter entrado pela abertura na porta, mas mesmo assim a delegacia é bem fria à noite. Eu até deixei mais cobertores para bruxa malvada ― eles já haviam chegado e como não tinha nem sinal de Roland fora da delegacia Robin torceu para que seu little man realmente tivesse usado a entrada na porta. David abriu a porta e Robin entrou apressado para dentro do local, David entrou também apressado, logo depois do amigo.

― Já viu ele? ― Perguntou para um Robin Hood parado com um sorriso bobo nos lábios.

― Eles estão dormindo ― falou baixo apontando em direção à cela. David olhou vendo a cena que lhe parecia estranha apesar de o gesto ser realmente bonito. De um lado estava Roland, enrolado com vários cobertores tendo apenas seu rosto e pequena mão para fora do “abrigo” que os cobertores haviam formado ao seu redor, do outro lado estava Zelena encostada as grades, com uma das mãos pra fora da única coberta remanescente sobre si, o corpo dela parecia tremer um pouco pelo fio intenso.

― Vou acordá-la. Você pega o Roland ― David começava à caminhar quando sentiu a mão de Robin segurar seu braço ― O que foi?

― Não a acorde. Ela costuma ter fortes pesadelos se não dorme perto de mim ou do Roland... Deixa que eu a coloque na cama. Pega o meu filho e põe ele no carro ― David entregou a chave da cela e pegou o garoto das cobertas, as deixando ali espalhadas pelo chão. Robin, por sua vez juntou-os abrindo a cela e arrumou a cama da ruiva, em seguida a pegando no colo e depositando sobre o móvel delicadamente, contudo ela acordou ― Pode voltar a dormir. Só vim buscar o Roland ― ele a cobriu sentando no chão próximo à mulher.

― Eu senti falta do seu abraço... ― disse sonolenta, o fazendo sorrir e acariciar seu cabelo.

― E eu senti falta de te abraçar ― David entrava na porta quando Robin se aproximou beijando a testa de Zelena carinhosamente e tocando seu rosto enquanto esperava a mulher dormir. Com a experiência que tinha, em ter visto tantos amores, David logo reconheceu a faísca de uma forte paixão, ou até mesmo um amor. Em toda sua vida ele só tinha olhado, beijado e cuidado de uma mulher como viu Robin cuidando de Zelena, isso o preocupava, pois pensava em Regina e o quanto ela sofreria se perdesse seu amor verdadeiro mais uma vez. Talvez o certo fosse alertar a amiga, talvez se calar, ele não sabia dizer ao certo, porém decidiu que era por bem calar-se... O amor é algo que foge do convencional, do explicável, ele traça linhas desconhecidas, ele pode ser tão forte a ponto de ser capaz de mudar a história de seus amantes. A rainha má e o príncipe dos ladrões estavam destinados, tinham suas estórias entrelaçadas, mas quem pode prever o amor? Ele tem caminhos que a razão desconhece e surge das mais variadas formas, dos mais diversos lugares. “Talvez eu não tenha cérebro, talvez eu seja um sábio, mas você me fez ver com outros olhos. De algum modo eu caí no seu encanto e de algum modo eu sinto que é subindo que eu caio. Cada momento enquanto você for minha eu acordarei meu corpo e compensarei pelo tempo perdido. Digamos que não aja futuro para nós como um par.
Eu sei, eu posso saber, eu não me importo. Se só por esse momento, enquanto você for minha, venha ser quem você deseja e veja o quão forte nós brilhamos. Pegaremos emprestado o brilho da lua até que tenha acabado e saiba que eu estarei aqui te abraçando enquanto você for minha”.

 

 


Notas Finais


Espero que tenham gostado. Não esqueçam de deixar as suas opiniões sobre o capítulo, isso me ajuda muitíssimo <3


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...