História Desconexo - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Tags Adolescente, Amor, Depressão, Drama, Esperança, Solidão, Tristeza, Vida Quotidiana
Exibições 9
Palavras 614
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Olá, cá estamos novamente!
Espero poder contar com a sua presença. E vamos torcer para que a autora que vos fala não tenha nenhum bloqueio criativo até o final.
Sem mais delongas...

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Desconexo - Capítulo 1 - Prólogo

Mais uma noite em claro afogado nos meus dilemas diários, esperando por um milagre que mude a minha vida por inteiro, que ocupe os meus vazios, que me leve para bem longe da pessoa que sou agora. 

Fecho meus olhos enquanto mais uma onde de desgosto toma o meu corpo, quando os abro tudo que vejo é um quarto meio escuro, com paredes verdes e uma janela desnecessariamente alta, que por outro lado, é perfeita para admirar estrelas, o que eu já não fazia há tempos. Aos poucos tudo foi perdendo a graça, a cor, a graça,  razão e sentido, mas eu não sei explicar como consegui chegar a esse ponto. Talvez a culpa seja das garotas que já amei e me menosprezaram, ou dos grandes projetos de vida ridicularizados pelos mais velhos, talvez seja culpa da família barulhenta que jamais se entende, ou minha mesmo, por ter me deixado ser prisioneiro das coisas que sempre me colocavam no chão. 

Algumas vezes subo até o terraço do meu prédio a noite, só para ver as luzes lá de baixo, ou encarar um horizonte iluminado por cores que não eram suas, tão semelhante a mim e às minhas escolhas. Cores impostas, cores cabíveis, cores que todos julgavam me servir muito bem, só não me coloriam. O vento sempre sopra frio nessa hora e por dentro eu estou exatamente igual.Frio. As vezes sinto que  vou chegar a um ponto que deixarei de me importar com os outros, que não vai ter mais amor aqui dentro, ás vezes eu só me sinto incapaz. incapaz de corresponder às expectativas,à toda a atenção, amor, cuidado... E quando penso nas poucas pessoas que se importam comigo, eu sinto que vou quebrar aqui dentro, então me lembro daquelas que fazem questão de me ver destruído, e tudo que me vem à mente é um desejo incontrolável de ser feliz, só para mostrar que não me deixarei derrotar tão facilmente.. 

Com esse pensamento vazio começo a colecionar futilidades como os meus cortes de cabelo, ou a barba sem aparar, uma tatuagem ou duas, músicas barulhentas que ativam minha adrenalina, algumas poucas vezes, bebidas das quais eu sequer gosto. Essa porção de tentativas inúteis de me auto preencher que nunca dão certo. Amigos dizem "Você precisa de uma namorada", meus pais dizem "que tal ocupar sua cabeça e estudar mais?", eu digo, já fiz tudo que pude e ainda dói aqui dentro. 

Eu olho para os meus amigos, dizendo serem diferentes da maioria, mas todos seguindo um padrão social definido entre essas tribos subsociais.  Todos iguais pensando serem diferentes, matando suas vontades, fugindo dos bons amigos, deixando seus próprios conceitos de certo e errado, tudo pela tal da aceitação. Eu acho que já passei dessa fase de querer ser aceito, na verdade hoje, isso pouco me importa. 

Antigamente eu gritava "I don't care if you don't care" como se fosse o meu mantra sagrado, hoje eu realmente não me importo. Mas isso não me deixa mais feliz, só me faz perceber que estou perdendo a essência, a vontade de questionar, mudar, amadurecer. Tenho deixado meus sonhos e vontades morrerem, tenho entregado de bandeja uma vida toda planejada para o desânimo, para a preguiça e a falta de esperança, ou mesmo fé em mim mesmo.

Hoje, depois dessa noite, vou procurar por um novo sentido para a minha vida... preciso preencher meus vazios. 

O cabelo vai crescer novamente, as tatuagens estão sendo apagadas, não preciso mais me esconder atrás dessa barba, talvez eu esteja me permitindo voltar ao tempo de adolescente onde a minha maior preocupação era saber se meu moletom com capuz estaria seco. Bem, hoje ele está... talvez eu só precise recomeçar. 

 


Notas Finais


Se estiver lendo, deixa aí o seu "up" de vez em quando, só para eu saber quem tem andado por minhas terras de palavras.
Até mais!


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