História Desconexo - Capítulo 2


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Categorias Originais
Tags Adolescente, Amor, Depressão, Drama, Esperança, Solidão, Tristeza, Vida Quotidiana
Exibições 4
Palavras 647
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Magia, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Na multidão de pensamentos me afogo nos alheios a tal ponto de não poder seguir os meus, me deixando, me esquecendo, me apagando...

Capítulo 2 - Como eu sou


Fanfic / Fanfiction Desconexo - Capítulo 2 - Como eu sou

Aquela vontade terrível de não levantar da cama, se sentir o perfeito rebelde sem causa, ou só o cara atoa que ainda não sabe o que quer. Há dias que quero me apaixonar perdidamente, e geralmente acontece quando resolvo colocar aquele belo Caetano Veloso para tocar, e há dias que estou enlouquecidamente fixado na minha solidão. Rolo de um lado para o outro, me lembro de alguns rostos, cabelos, estaturas e abraços... No fim, todos tão passageiros. Tenho que me levantar, o mundo não espera a minha epifania passar. 

Outro dia fatídico de trabalho seguido de faculdade, sou só mais uma criança que foi bem educada e agora orgulha os pais, mas também sou o cara orgulhoso que não gosta de ser contrariado. Volta e meia me pergunto como fui parar em uma faculdade federal e ter a cara de pau de cursar administração, quando eu poderia fazer aquele excelente curso de desenho, investir em arquitetura e me mandar para a Europa nos intercâmbios da vida. No fim, tudo depende do quanto você quer pagar por seus sonhos, e quando digo pagar, estou me referindo à porcentagem de esforço que você exigiria de si mesmo para chegar a alcançar um objetivo. Sendo sincero, eu sou só mais um preguiçoso que gosta de sonhar alto e reclamar da vida.  O total oposto de uma velha amiga de infância que estudava de segunda a domingo para passar em medicina, e passou. As vezes tento tirá-la do sério com piadas como "você deveria ser cardiologista, assim poderia concertar o meu coração que você vive partindo". Ela ri, fica vermelha e me chama de idiota. Revira os olhos, joga os cachos castanhos para trás. É uma garota bonita, por dentro e por fora, e se soubesse mesmo disso, não daria moral para 90% dos otários que jogam cantadas de cardiologista. 

Lá vou eu pelos corredores do campus, e toda essa gente me faz pensar que eu não estou sendo interessante o bastante, e então me lembro das seções de tortura para apagar as velhas tatuagens das quais enjoei, e do cabelo ridículo que não decidiu crescer. São todos propagandas enganosas de si mesmos. Falando sério, isso me incomoda, porque eu sei que vai ser muito mais interessante saber da sua história de vida, dos seus problemas semelhantes aos meus, das torturas diárias de ser um jovem adulto. Sei que poderíamos falar de livros, música, pintura e arte, sei que talvez a menina de cabelo vermelho prefira um piano à esse baixo que desgasta seus dedos, e que o cara de Letras possa entender muito mais de poemas e lições de vida do que de gramática, mas parece que o mundo não colabora, estamos tentando nos encaixar na coisas que amamos, mas não do jeito certo, porque antes de nos agradarmos, estamos preocupados com o que os outros vão achar, se vou poder sustentar minha família escrevendo poemas, se uma orquestra vai dar bola para uma maluca de cabelo artificial. É injusto, você não acha? 

Estou aqui sentado de olhos bem vidrados em um senhor de meia idade que parece não gostar do que ensina, e como ele, estou tentando me convencer de que gosto desse curso. Estou insatisfeito, mas não o bastante para pagar o preço dos meus sonhos. 

Volto para casa, as vezes sem ter comido nada durante o dia, movido a café, abro a porta do apartamento escuro e silencioso. Sinto saudades de casa, do que eu era, da minha mãe gritando comigo, e me dou conta de que quando eu tinha tudo isso, ainda me sentia como me sinto agora... incompleto.  Eu sei que disse que a partir de hoje iria procurar por novos caminhos, por algo que preenchesse o meu vazio, mas por ora, vou me jogar no sofá e me permitir ser consumido pelo duplo vazio, o da fome e o da vontade de continuar vivendo. 

 


Notas Finais


Faz o urro e deixa o up!

Conte-me, que injustiças a vida anda lhe impondo?
Até mais!


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