História Desconhecido T2 - Capítulo 6


Escrita por: ~

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Palavras 2.085
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 6 - Casamento


Fanfic / Fanfiction Desconhecido T2 - Capítulo 6 - Casamento


Eu e Kyung caminhamos até ao carro,pedi-lhe muitas vezes para ele me deixar levar alguns sacos mas ele nem me respondeu.

A viagem de volta foi bastante calma, falámos bastante do B-bomb e do facto de Kyung querer viajar com ele durante um tempo. Estava feliz por eles mas ao mesmo tempo triste porque aparentemente todos iam viajar. Ukwon e Ann de lua de mel, Taeil e a namorada e agora Kyung e B-bomb. Vou ficar sozinha com o Jae durante um tempo, tenho medo do que possa acontecer entre nós, tenho medo de não conseguir resistir ás suas provocações. No fundo eu sei que sinto alguma coisa por ele, mas também sinto que estou a trair Pyo de alguma maneira.

Todos os dias penso neste assunto, afinal se ele estivesse vivo já estaria de volta. Será que se ele soubesse que eu estava acordada não me visitaria. Secalhar o que sinto por ele é mais forte do que o que ele sente por mim, afinal não passámos assim tanto tempo juntos, apenas uma semana. Mas com Jae tudo é diferente, ele conhece-me á mais de um ano, foi todos os dias ao hospital e estava lá quando eu acordei, aliás ele tem estado comigo desde que fomos para a Noruega. Cada vez que ele me toca eu sinto algo diferente, não apenas aquele desejo carnal que sentia por Pyo, mas algo que eu não consigo explicar.

Á um ano atrás tudo estava diferente, Jae odiava-me, não me posso esquecer do dia em que ele me bateu, senti-me bastante mal nessa altura mas agora ao lembrar-me deste acontecimento apenas me dá vontade de rir.

-Terra chama Mary.- a voz de Kyung interrompeu todos os meus pensamentos.

-Hah? Desculpa não estava a ouvir.

Ele soltou uma gargalhada baixa antes de olhar para mim.

-Então já pensaste se vais dar uma oportunidade ao Jaehyo?

-Eu não sei Kyung.

-Nós procuramos-o durante meses sabes- percebi de imediato que estávamos a falar de Pyo -só há duas hipóteses, ou ele morreu naquele sítio ou simplesmente não quer ser encontrado.

Lágrimas começaram a escorrer pela minha cara involuntariamente.

-Desculpa se fui muito direto, apenas não quero que fiques com medo de viver por causa dele. Magoa-me ver-te triste. O Pyo sempre teve muitas mulheres, praticamente uma em cada semana, não sei se alguém já te tinha dito isto, ele nunca disse que amava ninguém, sempre foi uma pessoa fria.

-Ele disse que me amava, uma vez.

Os olhos de Kyung arregalaram-se assim que eu disse isto.

-Wow...realmente tu mudaste muita coisa desde que aqui chegaste. O Pyo, o Taeil e o Jae.

Revirei os olhos.

-Não te esqueças que o Jae me odiava.

-Oh ele não te odiava.- disse enquanto sorria mostrando os dentes.

-Como assim?

-Vou deixar que seja ele a explicar-te isso. Chegámos, ainda tens tempo de ir falar com ele e amanhar-te para o casamento.


Saí do carro enquanto Kyung agarrava nos sacos.

-Vale a pena pedir para te ajudar? - perguntei eu.

-Nope. Vou por os sacos no quarto do Jae, assim pode ser que ele te dê uma ajuda a vestir.

-PARK KYUNG!!!

Ele olhou para mim e mostrou a língua de uma forma infantil.

De seguida abriu a porta, assim que chegámos á sala estavam lá todos, Ukwon estava com o fato vestido a olhar-se ao espelho, parecia bastante feliz com o resultado, o meu olhar dirigiu-se logo a Jae, este estava sentado a mexer num baralho de cartas completamente perdido nos seus pensamentos. Comecei a caminhar até ele mas antes que lá chegasse Taeil pôs-se á minha frente.

-Ei Mary, espero que tenhas comprado um vestido da cor do meu fato, para irmos a combinar, cor de vinho.

-Desculpa Taeil mas o vestido é branco.

O seu rosto parecia desanimado, mas um sorriso depressa apareceu.

-Oh não faz mal, também fica bem.

Eu sorri e voltei a olhar para Jaehyo, pisquei-lhe o olho e afastei-me de Taeil.

-Preciso de falar contigo Jae.- disse-lhe.

-Fala.

-Preferia que fosse a sós.

-Ah então vamos para o quarto.

Caminhamos até lá em silencio, Kyung tinha acabado se sair de lá porque foi deixar a roupa. Passou por nós com um sorriso enorme no rosto mas não disse nada.

-Nem sequer imagines isso Kyung. -disse-lhe mas ele não me respondeu apenas se riu bastante alto.

-Eu não percebi o que acabou de acontecer. - disse Jaehyo.

-Também não precisas.

Quando finalmente chegámos ao quarto eu sentei-me na cama.

Ele deitou-se em cima de mim e agarrou-me nos braços impedindo-me de me mexer.

-Tens a certeza que só queres falar? Se fizermos isto rápido temos tempo que sobre para nos arranjar-mos.

-Eu não gosto de fazer as coisas rapidamente Jae. - enquanto dizia isto cruzei as minhas pernas nas suas costas puxando-o mais para mim, sinceramente não sei o que estou a fazer mas também não me importo.

Ele aproximou a face do meu pescoço e eu comecei a sentir a sua língua naquele sítio, o que me deixou arrepiada.

-Jae...a sério...eu só quero conversar.

-Não parece.

Eu pus as minhas mãos no seu peito e afastei-o para o outro lado da cama.

-Tu deixas-me louco Mary.

-Eu gosto de te ver assim sabes.

Levantei-me e fiquei de frente para ele.

-Tenho que te perguntar uma coisa.- ele assentiu com a cabeça incentivando-me a continuar. - O Kyung disse-me que tu não me odiavas, tipo quando nos conhecemos e tu fostes lá a casa para me bateres, ele disse-me que não era ódio. Podes explicar?

Ele sorriu e levantou-se ficando á minha frente.

-Mary, eu estava irritado contigo pelo simples facto de me estar a apaixonar por ti, eu amo-te mais do que tu imaginas, eu esperei um ano que acordasses e vou esperar o tempo necessário para ficares comigo. Eu nunca te odiei, apenas não compreendia o que estava a sentir.

Fiquei completamente atordoada com o que acabei de ouvir. Demorei algum tempo a responder.

-Eu quero dar-te uma oportunidade, eu juro, só que sinto que estou a trair o Pyo. Preciso de mais algum tempo, até saber se ele está vivo.

-E se ele estiver tu vais a correr para os braços dele, e eu fico como?- o seu rosto parecia abatido.

-Jae eu não sei o que te diga...

- Não precisas de dizer nada, vai-te vestir para irmos andando para o casamento. Não te esqueças que a Ann ainda não sabe que acordas-te, ela vai ficar feliz, tenho a certeza.

Depois de dizer isto deu-me um beijo na testa e saiu do quarto.

Fiquei ali a pensar no que ele tinha dito, será que se Pyo voltar eu sou capaz de voltar para ele, depois de tudo o que aconteceu com o Jaehyo.

Isto são demasiadas perguntas para a minha cabeça. Decidi começar a vestir-me e preparar-me.

Dirigi-me á casa de banho e tomei um duche rápido, sequei o cabelo e arranjei-o o melhor que pude, completei o penteado com o gancho dourado.

Maquilhei-me de uma forma simples e vesti o vestido calmamente. Quando olhei de novo para o saco vi uma caixa desconhecida, abri-a e vi que continha lá um par de sapatos brancos bastante bonitos, não vi o Kyung a comprar isto.

Depois de estar pronta voltei para a sala e todos me olharam.

Taeil tinha a boca aberta e Kyung um enorme sorriso no rosto. Enquanto isso Jaehyo olhava para mim enquanto mordia o lábio, ele estava bastante bonito o seu fato era preto e simples mas ficava-lhe bastante bem, eu aproximei-me dele, agarrei o seu colarinho e puxei-o contra mim.

-Gostas do que vês?

-Isso nem se pergunta.- respondeu ele rapidamente.

Larguei-o e pisquei-lhe o olho de seguida.

-Eu juro que a tensão sexual entre vocês é algo incrível, não sei como é que o Jae ainda não agarrou em ti e te levou para o quarto.

Assim que B-bomb disse isto Kyung deu-lhe uma palmada na parte de trás da cabeça.

-Au, só digo verdades.

Eu corei de imediato e escondi a cara no peito de Jae.

-Ei podemos parar com estas coisas, temos de ir andando, eu vou casar daqui a uma hora. - disse Ukwon.

-Estás a suar bastante Ukwon, tens a certeza que estás bem? - perguntou Taeil.

-Estou nervoso okay, deixem-me.

-Okay vamos parar com isto e vamos embora. - disse Kyung. - Eu vou no carro com o B-bomb, o Taeil vai com o Ukwon e o Jaehyo com a Mary. E Taeil por favor não deixes o Ukwon conduzir, ele tem que chegar vivo ao casamento.


A viagem até lá foi bastante rápida porque Jae conduzia que nem um louco, durante toda a viagem ele tinha a mão em cima da minha coxa, eu não me queixei até ele começar a levantar o meu vestido.

-Jae. -repreendi-o.

-Pronto desculpa parei, sabes que eu não te consigo resistir, ainda para mais vestida dessa maneira, eu queria que hoje fôssemos nós em cima daquele altar.

Sorri-lhe com resposta, simplesmente não conseguia aguentar Jae, sei que mais tarde ou mais cedo eu não vou ser capaz de lhe resistir.


Quando finalmente chegámos eu admirei aquele sítio, o casamento iria passar-se num jardim, sem muitas demoras subi para o quarto onde estava Ann, ela ficou confusa quando me viu mas depois correu para me abraçar.

-Oh Ann não chores.

-Não acredito que acordás-te a tempo do meu casamento, olha o que me estás a fazer, vou estragar a maquilhagem.

Abraçamo-nos de novo e assim ficámos durante algum tempo. 


Jaehyo on


Não acredito no que estou a ver. Caminhei na sua direção e olhei-o com bastante raiva, neste momento só me apetecia bater-lhe.

-O que é que estás aqui a fazer Pyo?

Ele pareceu surpreso pela maneira como estava a falar com ele 

-Respeita-me Jaehyo.

-Oh não me venhas com essas conversas, tu já não mandas em mim. Agora responde-me, o que é que fazes aqui.

-Preciso de ver a Mary.

-Durante um ano inteiro não a visitas-te uma única vez e agora achas que tens o direito de impor condições sobre ela?

O seu olhar tornou-se mais ameaçador.

-Ela não é tua, ela é minha.

-Tens razão, ela não é minha, mas também não é propriedade de ninguém. Agora sai daqui.

Ele assentiu com a cabeça.

-Se é assim que queres Jaehyo. Mas aviso-te, eu vou estar com ela ainda, quer tu queiras quer não.

Depois de ter dito isto foi embora.

Eu caminhei lentamente para onde o casamento ia decorrer, já estavam lá quase todos, sentei-me imediatamente ao lado de Mary.

-Estás bem? - perguntou ela.

-Claro. Porque perguntas?

-Estás estranho.

-É impressão tua.

Depois desta conversa começou a ouvir-se a música de entrada e Ann chegou.

Mary começou a chorar e eu encostei o seu rosto ao meu peito, enquanto lhe dava beijos na cabeça e fazia carícias na sua face.


Ukwon on


Estava super nervoso. Era fácil dizer isso assim que olhavam para mim. Sentia que ia desmaiar de tanto nervosismo a cada segundo que passava. “aguenta-te Ukwon, vais casar com a mulher da tua vida, não sejas maricas agora, já quase foste alvejado e agora tás com medo disto” eu pensava isto para mim mesmo. Passado um bocado, ouvi um barulho, é ela. Ann estava longe de mim, vinha na minha direção. O seu sorriso era maravilhoso. Enquanto a observava a caminhar para o pé de mim para finalmente selarmos o nosso amor, todos os momentos que passei com ela vieram-me à cabeça, tudo o que eu senti, o nosso primeiro beijo, a nossa primeira vez, a maneira como ela fica fofa quando se ri e quando se chateia comigo por eu às vezes ser demasiado chato. Ri-me enquanto a olhava. Eu amo-a tanto… simplesmente nem palavras tenho para descrever o que sinto, só quero poder dizer oficialmente que ela é minha mulher, que ela é minha, e que eu sou dela, apenas dela e de mais ninguém.


Ann on


As minhas mãos estão a suar. Disseram-me que estava na hora, respirei fundo e agarrei o braço do meu padrinho. “está tudo bem” disse-me ele. Era bastante visível o quão nervosa eu estava, provavelmente iria desmaiar devido ao nervosismo. Avisto Ukwon de longe, ele estava lindo com aquele fato preto, simplesmente perfeito como ele é e sempre foi. Só tinha olhos para ele naquele momento, só o conseguia ver a ele e apenas ele. Nunca pensei que fosse sentir isto por alguém, mas a partir do momento em que o vi há minha porta, eu soube que ele ia mudar tudo. Lembrei-me de alguns momentos por que passámos, quando descobri o que ele fazia… tive bastante medo que o viesse a perder devido a tudo. Pensei em desistir de nós… deixar de lutar por nós, mas simplesmente não o conseguia fazer. Tudo o que eu sentia por ele parece que a cada dia é mais intensificado, não consigo explicar a forma como me sinto. Reparei no sorriso que ele exibia à medida que eu me aproximava cada vez mais dele. Eu estou feliz e ninguém me pode tirar essa felicidade, eu amo-o, apenas a ele e a mais ninguém.





  


Notas Finais


Espero que gostem e desculpem qualquer erro ;))))


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