História Desconstruindo o futuro - Capítulo 8


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Kakashi Hatake, Sakura Haruno
Tags Kakasaku, Sasusaku, Time Travel Fic
Visualizações 68
Palavras 1.587
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


A "Morte Rubra" é uma referência ao conto homônimo de Edgar Alan Poe.

Capítulo 8 - A Morte Rubra


"Sakura-chan! Sakura-chan! Você vai continuar a história hoje?" Naruto perguntou, empolgado, enquanto ela terminava de arrumar  a sacola de dormir e se preparava para mais uma caminhada ao longo do dia.

 

 

"Sim, Naruto." Falou com um bufo irritado. Ele era tão infantil.

 

***

 

"Bem... Onde parei? Ah, sim. Hin....AI! AI Sumiko, desapareceu. -

"Porra. Eu quase deixo escapar 'Hinata'."

 Olhou para Kakashi, que parecia não ter notado o deslize e ela  suspirou  mentalmente.

 

"Ai Sumiko desapareceu. Houve várias equipes de resgate, mas nenhuma delas a encontrou. Ikuto estava angustiado. E com raiva. Murmúrios surgiram contra a doce...Ai, boatos que ela tinha fugido durante a guerra, pensando que a derrota era iminente. Ikuto odiava ouvir aquilo, porque sabia o quanto Ai se esforçara.

 

Ele odiava ouvir aquilo, porque ela era sua amiga, porque ela o apoiava, porque ela sempre foi gentil com ele, mesmo antes da guerra.

 

Ele odiava o modo que o pai de Ai imediatamente aceitou os boatos e a deserdou da família.

 

Quando semanas se passaram e as buscas tiveram de ser cessadas, Ikuto decidiu continuar a procurá-la.

 

Decidiu que, para se tornar um rei, ele deveria ser capaz de encontrá-la. Ikuto tinha um... um amigo chamado Asami. Eles tinham passado por muita coisa, mas isso é algo para outra história. Acontece que, em algum momento, Asami e Ikuto começaram a discutir muito mais do que o normal. Asami não conseguia entender esse lado teimoso de Ikuto em não querer aceitar que Ai tinha fugido, e , entre uma discussão e outra, Asami se viu tentado cada vez mais a buscar poder. Na verdade, ele sempre fora ambicioso.

 

Então, em uma das discussões, Asami declarou algo que iria arruinar a amizade deles.

 

Asami queria ser rei.

 

Naquele momento, eles estavam em público. Ikuto o olhou fixamente, primeiro incrédulo, depois, traído.

 

Esse era o sonho de Ikuto, desde sempre. E Asami sabia. Sabia e mesmo asssim... Foi egoísta.

 

Ambos marcaram um duelo.

 

Foi uma luta sangrenta e demorada. Saya, uma médica amiga de ambos, observava, impotente, a cena, junto ao seu antigo sensei.

 

Saya viu na face de seus amigos, de seus queridos garotos, que eles se matariam. Os últimos golpes.

 

Então, aconteceu. Um vulto vermelho apareceu na frente dos golpes mortais.

 

Uma espada em seu peito.

 

Uma espada em seu estômago."

 

Sakura fica em silêncio por cinco segundos, pensativa.

 

"Ikuto e Asami olharam o corpo, inerte. Ai Sumiko os salvou, entando na frente dos golpes, e o custo foi pior que morte. Ai ficara em coma."

"Em... coma...?" Naruto murmurou, aflito.

"Ikuto, Asami, Saya e todos os amigos dela, desejavam que ela acordasse. E era especialmente doloroso para Ikuto pois ele se culpava. Culpava por deixar a mulher que amava em coma. E se culpava por nunca ter percebido antes o quanto a amava. Eles queriam que ela acordasse e visse como ela tinha sido reconhecida, e que havia muitas pessoas que se importavam com ela. 

Ninguém nunca descobriu onde Ai esteve em sua ausência, nem como ela sabia sobre o duelo de Asami e Ikuto."

"Espere... Ai não acorda?" Sasuke perguntou, franzindo o cenho. 

"Acordou. 12 anos antes da guerra começar. Mas isso, isso é algo para outra história. Porque a de Ai Sumiko tal como ela era, acabou." Diz sem rodeios, vendo o choque absoluto em Naruto.

"Mas isso não foi um fim decente! Ela, ela..."

"Que tipo de história termina assim?" Sasuke resmungou baixinho, soltando um 'tsc' no fim.

"Uma com continuação, claro. Mas para isso, sensei teria que ter gostado e aprovado minha história, o que levaria vocês a concordarem em admitir sua amizade um pelo outro." Sakura fala e não pode se ajudar, mas dar um sorriso inocente com apenas um toque de malícia. Um que totalmente dizia:

"Eu ganhei. E todos vocês são minhas vão implorar por um pouco de misericórdia." 

"Eu meio que quero saber sobre o que acontece depois... Então, sim. Eu gosto de sua história mais do que das histórias deles."  O Hatake deu de ombros, aparentemente não afetado.

"Ótimo! Garotos?" A rosada falou, batendo palmas, animada. 

"Se eu apenas tivesse uma câmera para registrar esse momento!" 

"Nós nunc...!"

"De jeito nenhum..."

O grito do Uzumaki foi morrendo lentamente.

Sasuke sentiu um calafrio.

Uma aura negra saía de Sakura, se direcionando diretamente a eles.

"Sim?" Sakura perguntou, o sorriso doce nunca vacilando de seu rosto, e isso foi ainda mais assustador.

"M-melhores amigos de todos os tempos! Dattebayo!" Naruto dá um sorriso nervoso. Sasuke assente suavemente.

"Não faça movimentos bruscos." Ele olha para Naruto, aflito, e  o loiro acena cuidadosamente. Depois olha novamente para a garota. Um leve engolir em seco do Uchiha.

"Droga. Ela está parecendo mamãe quando está realmente prestes a fazer algo muito, muito mal."

"Ah, se não são meus bons garotos! Vocês finalmente estão se entendendo!" Ela declara, por fim dissipando a aura negra que a encobria.

"Eu quase senti pena desses garotos." O mais velho pensa, uma gota de suor nervosa e uma memória não muito agradável de uma Uzumaki ruiva com a mesma expressão.

"Tal como S-Sarada-chan..." Naruto suspira de alívio, sabendo que o pior não aconteceria.

"Ok, então eu vou continuar... Mas antes..."

***

"Pausa para o almoço!" Sakura exclama, subitamente. Os dois menores a encaram de modo irritado, quase suplicantes. Kakashi se perguntou por quê ele deu essa ideia de "contar uma história" pois Sakura simplesnente não acabava aquela história e isso o deixava ansioso.

Uh. Como ela ousava ser tal boa contadora? E, então, havia o início da história.

"O que ela iria dizer? Hin...Hin, o quê? Poderia ser...?" 

Kakashi a observou pelo canto dos olhos. Seus cabelos médios presos em um coque, enquanto ela começou a preparar uma fogueira e retirar de um pergaminho utensílios de cozinha. Ela estava concentrada, quase tensa.

"Poderia ser Hinata?"

Kakashi descartou essa possibilidade imediatamente.

"Viagem do tempo?"

Ele quase deixa escapar um sorriso nervoso por tal pensamento estúpido. Viagem no tempo era impossível, certo?

"Certo?"

Ele olha Sakura novamente, com mais intensidade. Ele se lembra de como ela sequer piscou quando seu clone foi despedaçado. A quase ansiedade que ela emanava ao se deparar em uma situação de morte, alheia à névoa e a intenção assassina entre ele e Zabuza. A postura imparcial e rápida ao verificar Sasuke, que parecia tão morto com tantas agulhas perfuradas em seu corpo. O comportamento dela, em si, era de alguém acostumada a vida shinobi.

"Não só acostumada. É quase uma necessidade. A adrenalina, as regras,  o risco. Ela realmente... parece sentir falta disso. Mas é impossível. Porque não se pode sentir falta de algo que nunca aconteceu. Ela jamais esteve em uma missão desse nível antes..." Kakashi decide, em negação. Ele se recusava a acreditar em algo miraculoso como viagem no tempo.

"Além disso..."  Ele sorri.

"Está pronto!" Ela fala, o cheiro da comida se propagando. Os menores se reúnem  a sua volta. Um brilho naqueles olhos verdes vibrantes. Ela o olha e um sorriso radiante emoldura seu lábios. Talvez ele estivesse sendo tendencioso- eles eram sua primeira equipe, e ela era a primeira garota que treinava- mas ela era uma pequena mocinha realmente encantadora.

"Além disso, alguém que consegue expressar tanta felicidade em um olhar não pode ter passado pela vida ninja completamente. Existe muita inocência, muita pureza, naqueles olhos."

"Vai se juntar a nós, Kakashi-sensei?"

Lá estava. Aquele tom meio brincalhão, familiar, como se tudo estivesse em ordem, como se todos eles fossem uma grande família. Kakashi gostava. Caramba, ele realmente gostava. Pensou, olhando as três crianças com um semblante brevemente confuso, em realização.

Sakura notou. Claro que notaria. Leitura facial e corporal não precisava de nada além da mente, e as informações estavam intactas.

Mas, provavelmente, ela teria notado mesmo se ela era um civil.

Kakashi parecia uma criança desajeitada que queria muito algo, mas não tinha certeza se deveria. 

"Kami amaldiçoe seu completo senso de tato social. O que há com esses prodígios, para serem todos de alguma forma atrofiados em formar vinculos?" Ela pensa com um franzir de cenho e olhando brevemente para Sasuke, corando brilhantemente.

"Vamos, Kakashi-sensei, sabemos que quer isso. Afinal, como todo bom velhinho, o senhor apenas precisa estar perto da geração mais nova. Somos os netinhos que o senhor sempre quis ter."

Uma carranca se aprofundou.

"Eu definitivamente não sei o que me deu na cabeça para pensar que uma criatura como ela pode ser encantadora, inocente ou pura."

"Não. Eu vou comer só." Ele falou e Sakura sorriu com humor, quase podendo ver o beicinho que ele estava fazendo.

O prateado lançou um olhar venenoso naquele estremecimento de vitória que ela deu.

"Ela e pureza não se encaixam na mesma frase. DEFINITIVAMENTE."

 "Vamos, sensei." Ela insistiu, parando com a brincadeira, mas ele já tinha se afastado, com um apostura indiferete, fria e um leve franzir de cenho concentrado. Ela sentiu seu rosto ficar momentaneamente quente e um suave rubor em sua face antes de suspirar em desgosto.

"Maldita seja minha fraqueza pelo charme da atitude indiferente."

Sakura balança a cabeça se reprovando.

***

"Continua!Continua!Continua-cont...!"

"Shannaro!" Um soco acerta o topo da cabeça do loiro.

"Ai, Sakura-chan, isso dói! Por quê fez isso?"

"Você está seriamente perguntando? Depois de três malditas horas falando sobre o mesmo assunto?"

"Mas se você continuasse a hist..."

"TÁ, EU VOU CONTINUAR!" Ela exclamou e pôs as mãos nas têmporas, respirando fundo.

***

"Por 16 anos, eles queriam que Ai acordasse. No 17° ano, ninguém desejava estar acordado."

"Nani? Por quê?"

"Porque o mundo foi contaminado pela Morte Rubra."

 

 



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