História Desculpa se te chamo de amor. - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Candice Swanepoel, Zayn Malik
Personagens Personagens Originais, Zayn Malik
Tags Candy Silverstone, Romance, Zandy, Zayn Malik
Exibições 157
Palavras 4.489
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


Desculpa a demora, mas como os personagens são de Em Memória, tem muita coisa que preciso terminar lá, para dar continuidade aqui! Espero que gostem e façam uma boa leitura!
<3

Capítulo 3 - The one he's breaking.


Fanfic / Fanfiction Desculpa se te chamo de amor. - Capítulo 3 - The one he's breaking.

Zayn procurou pela casa inteira, mas não encontrou um maldito cigarro. Estava indisposto desde que chegará em casa na tarde anterior e a única coisa que estava o ajudando a manter a calma era aqueles malditos cigarros.
Olhou no relógio da sala, estava quase na hora de ir para o trabalho. Pensou em ligar para o amigo e falar que não ia, mas se ficasse em casa provavelmente ele acabaria se separando e essa ideia por mais atraente que fosse não queria ter de optar.
Quando chegou depois do trabalho e da diversão que era comemorar com os amigos, – estava mais embriagado do que gostaria – encontrou sua noiva tirando todos seus pertences do quarto de música. O quarto que ela havia feito ele por seus instrumentos incluindo seu piano e as obras que ele mais gostava. Aquilo para Zayn além de ser irracional e arrogante era uma falta de respeito. Ele jamais a contestará por não gostar das mesmas coisas ou por ter feito dar seu cachorro para as irmãs porque ela dizia ter alergia – mas na verdade ele sabia que ela não gostava – ou quando ela pegou parte do closet dele para fazer de seu, fazendo Zayn ter que ir até o outro lado da casa todos os dias procurar por suas roupas.
Malik jamais brigaria com Amber por coisas estupidas. Ele a amava.
Porém seu aposento com o piano e suas músicas, era algo que ele sempre havia dito a ela que respeitasse, porque era o único canto da casa que se sentia ele mesmo.
Quando viu todas suas coisas sendo encaixotadas e sabe-se Deus para onde ela levaria, ele simplesmente surtou. E foi deselegante, porque todos os porta-retratos que tinha com ela, das viagens que tinham feito em um passado que se amavam de verdade. Ele simplesmente destruiu. Ele se sentia um lixo, por Deus, não queria que seu relacionamento chegasse a esse ponto, mas estava exausto. Não havia pregado os olhos à noite toda.
Não queria e sabia que não devia esperar muito das pessoas, ainda mais pessoas como sua noiva. Que achavam que dinheiro e poder eram tudo.
Ela mal sabia que a única coisa que ele queria era ela. E a única pessoa que conseguiu que ele mudasse completamente de ideia, era ela mesma.
Ele se levantou da varanda e foi procurar alguma roupa que não cheirasse cigarro e álcool. Tomou um banho e vestiu qualquer coisa. Sabia que tinha que optar por um terno, ele era sócio da AEDAS, mas a única coisa que queria fazer era ficar deitado na cama o dia todo.
Pensando em que momento da sua vida, tudo se tornou errado.

Quando conheceu Amber tinha vinte anos e ela dezoito. Eram duas crianças na sua opinião. Ela estava vestida com um vestidinho amarelo e seu cabelo loiro batia na cintura. Segurava livros nas mãos enquanto descia as escadas da sua faculdade com algumas amigas do lado. Ele imediatamente havia ficado bobo por ela.  E para sua sorte – era o que ele pensava anos atrás – Amber também havia ficado boba por ele.
No mesmo dia ambos esbarraram em um bar depois da aula.  Ele descobriu que ela estava apenas conhecendo o campus, mas havia se apaixonado pela universidade. Trocaram números e passaram a madrugada conversando e os dias e semanas também. Quando deu cinco meses Zayn Malik em um súbito de romance em sua vida – que ele agora se arrependia infinitamente – a pediu em namoro. Eles sequer haviam se beijado uma vez. Era tão ridículo que sentia vergonha de si mesmo.
Ele sequer havia a levado para cama. Bem, assim que Malik a pediu em namoro, as coisas se encaminharam rapidamente e por si só. Essa era uma parte do relacionamento que ele sentia orgulho. Havia sido o primeiro homem dela e único, até os dias de hoje.
A única coisa que não conseguia entender, era como aquela garota dócil que havia conversado a madrugada inteira, a mesma garota que havia divido com ele os melhores momentos da vida, tinha se tornado alguém tão fria quanto Amber era.

Quando saiu de casa pegou um de seus carros, era uma Ferrari branca que tinha ganhado dos seus pais de presente de aniversário de trinta anos. Ele se sentia um velho quando lembrava sua idade e das coisas que tinha feito na vida. A maioria delas com a noiva. Queria tirar ela da cabeça, mas em quase todos os melhores momentos da vida, ela estava junto. O que chegava a ser penoso.
Colocou Bach para tocar no caminho para o trabalho, e só não fechou os olhos para sentir melhor aquela vibração no peito que o fazia se sentir vivo porque estava dirigindo. Mas assim que chegasse a seu escritório ele fecharia todas as persianas, colocaria Bach ou Vivaldi, trancaria a porta e tiraria o dia de folga. Precisava de um tempo para a cabeça. Para o coração.
Ele não tinha vergonha de admitir. Já havia passado noites chorando por causa da noiva e de suas discussões. Zayn era um homem completo. Ele tinha todos os sentimentos que alguém podia possuir. Só que algumas pessoas preferiam esconder certas coisas, ele por mais quieto que diziam ser, se lhe perguntassem sobre o que sentia, responderia com sinceridade.
Ele a amava e estava destruído.


                                                                                        DSTCDA – CANDY.

Ela havia passado pela melhor noite da sua vida. Chegou em casa, tomou um banho quente e arrumou a mesa para o jantar esperando pelos pais. Estava ansiosa com a notícia sobre a mudança no trabalho. Nem ela conseguia crer em tudo o que estava acontecendo tão rapidamente. Nunca pensará que gostaria realmente de trabalhar na empresa. E a alegria mal cabia dentro do peito quando lembrava de Zayn.
Que coisa engraçada era aquilo. Quem poderia imaginar que ela receberia ajuda justamente dele? Não que o fato não fosse algo mais estupendo da sua vida, mas era tão inacreditável que por vezes parecia algo que ela mesma havia inventado.
Não. Nem ela poderia imaginar algo tão sublime como aquele encontro do acaso.
Ela estava encantada.
       Quando seus pais chegaram, Candy os fez sentar a mesa e os serviu. Sabia que sua mãe estava olhando desconfiada para o pai. Ou sua filha tinha aprontado ou sua filha tinha aprontado. O Sr. e a Sra. Silverstone conheciam muito bem sua garota.
– Filha, o que houve? Não foi bem nos testes? – seu pai perguntou um pouco preocupado.
Candy sorriu. Eles ficariam tão felizes quanto ela.
– Não pai! Os testes serão apenas semana que vem. – ela se sentou na cadeira de sempre, ao lado do pai, de frente para a mãe – É outra coisa.
– Arranjou um namorado? Onde ele está? – a Sra. Sophie olhou em baixo da mesa brincando com a filha.
Candy havia puxado o humor nobre da mãe. A garota revirou os olhos e seu pai escondeu um sorriso por trás do guardanapo. Benedict sempre ria das duas.
– Não, eu não achei um namorado, mãe! – mas poderia, pensou. – É melhor que isso.
– Ganhamos na loteria?
– Não. Agora subi ao cargo de secretária de uma engenheira muito requisitada. – ela não sabia se Luna Aniballe era realmente uma boa engenheira, mas queria crer que sim.
Seus pais a encararam boquiabertos. Aquela era uma ótima notícia. Candy era uma garota inteligente e eles a admiravam. Era bom saber que a filha estava tendo uma boa vida depois de tudo o que tinha lhe acontecido. Benedict orava por ela e por seu bem estar todas as noites e ás vezes durante as manhãs ou quando simplesmente queria que estivesse bem.
– Filha que noticia maravilhosa! – comemorou a Sra. Silverstone. – Estou tão feliz por você.
– Obrigada mamãe!
– Estou orgulhoso de você filha! – disse seu pai – Quem sabe possa se tornar uma engenheira também, o que acha?
Candy pensou um pouco sobre o assunto. Se ela trabalhasse sempre com Zayn, talvez a ideia não fosse tão ruim assim. Ela olhou para a mãe. Precisava contar sobre ele para ela.
Sophie Silverstone era sua melhor amiga. Candy tinha amigas na escola nova, mas nada comparado com as amigas que tinha na escola antiga – as que ela não queria ver nunca mais – as que ela não tinha mais contato. Agora sua melhor amiga e única confidente era a mãe. E ela surtaria com a filha quando soubesse da sua nova paixão.
Sua mãe vivia lhe falando que ela voltaria a se apaixonar novamente, – mesmo tendo medo que isso viesse realmente a acontecer – ela queria que a filha fosse tão feliz quanto ela e Benedict eram.

Na manhã seguinte quando foi para a escola contou as suas colegas sobre o que estava acontecendo no estágio sentiu as amigas vibrarem por ela. Candy não contava muito sobre sua vida pessoal, mas o que contava sempre tinha apoio de algumas delas.
Depois que passou no restaurante perto da empresa e recebeu alguns elogios de um dos garçons, subiu para seu primeiro dia de secretária com um frio na barriga. Estava cinco minutos atrasada.
Queria muito que Luna Aniballe gostasse dela. Queria mais ainda encontrar com Zayn.
Ela havia até passado um pouco mais de maquiagem e arrumado o cabelo. Queria conversar com ele. Ou pelo menos ver.
Candy se contentaria com isso.
Quando chegou ao escritório que a Senhora Hanna a dirigiu, abriu a porta com tudo e se deparou com uma linda mulher. Ela engoliu seco, não sabia por que, mas imaginava a Srta. Aniballe velha. Não era bem aquilo que ela estava esperando, mas sorriu nervosa.
– Oi. Meu nome é Candy vou ser sua assistente. Desculpa chegar assim, me avisaram há pouco. – ontem na verdade, mas ela estava atrasada e não queria que sua chefe achasse que ela era irresponsável.
 – Respire. – comentou a engenheira, achando graça na garota – Sou Luna.
Ela se levantou para cumprimentá-la. Candy engoliu seco tentando falar algo, mas gaguejou, derrubando alguns papeis que estavam na mesinha ao lado. Lá estava ela de novo, falando demais. Fazendo besteira demais.
Luna riu e Candy logo se afeiçoou por ela, a ajudando a pegar todos os papeis do chão.
– Eu preciso que você separe alguns projetos para mim Candy, acho que podemos começar por ai. Pode ser?
Luna Aniballe definitivamente sabia se portar como uma mulher de classe. Candy sabia disso apenas pela maneira como ela se dirigia a ela. O que a fez sentir um orgulho imediato por ser sua secretária. Ela estava disposta a não decepcionar.
– Sim, está ótimo. Qualquer coisa é só me chamar. – disse se retirando da sala, indo para sua mesa.
Nossa, ela nem acreditava que tinha uma mesa, só para si. Aquilo era surreal demais.
Candy pegou alguns projetos, os quais a Srta. Luna havia lhe falado e separou conforme as datas. Não era um trabalho difícil. Ela com certeza iria adorar fazer aquilo.

                                                      DSTCDA – ZAYN.

– Sinceramente não acho que Amber seja o amor da sua vida. – comentou o melhor amigo tirando da sua mão um copo de vodka e abrindo as persianas do escritório.
Zayn havia lhe contado sobre a briga com Amber durante a última noite.
– Vocês acostumaram a conviver um com o outro. – continuou ele – Não sei Zayn, mas creio que a ideia não é correr atrás de quem amamos e sim andar ao lado.
Ele suspirou fundo. Tinha se dado conta por fim que seu amor por Amber simplesmente havia se desgastado. Que era bem provável que ela já sentia isso também há muito tempo. Como ele podia ter deixado sua vida chegar a aquele ponto? Já não era mais jovem, se arrependia amargamente de tudo o que havia perdido por conta dela.
Ele se levantou aos tropeços. Não devia perder mais tempo. 
– Você está certo. – comunicou ao amigo – Não sinto nada por Amber, a não ser repulsa. Não faço ideia porque estou com ela.
– Porque você é homem demais para honrar com seus compromissos, porém precisa pensar um pouco mais em você e menos nela. Eu adoro a Amber, mas ela está diferente, não é a mesma garota que conhecemos. É gananciosa, calculista. Não te faz feliz, faz?
Liam tinha razão em cada palavra.
– Há muito tempo que não.
O amigo segurou ombro com firmeza em uma tentativa que ele absorvesse cada palavra que dissesse.
– Se eu pudesse te aconselhar e dizer o que é melhor eu faria, mas a única coisa que te digo é faça o que seu coração mandar. Não pense nas consequências. Só viva.
Jamais escaparia daquela mulher se ela o preservasse. Quando conheceu Amber ele nunca pensou que terminariam, ela era o amor da sua vida. Mas agora, muita coisa havia acontecido, mudado totalmente como cada um via a vida. Ele não queria mais ela. Ele queria sua vida de novo. Ele queria viver de novo.
Estava cansado dos jantares nas casas dos amigos que só sabiam conversar sobre como haviam gastado seu dinheiro ou como Catarina tinha ficado estranha depois da centésima cirurgia plástica. No começo do relacionamento, Zayn não conseguia pensar em sua vida longe de Amber e por mais que se envergonhará de saber que era como ela no passado, não se reconhecia mais. Era como se ele fosse outra pessoa e sua noiva não. Agora ele não conseguia ficar perto dela. Sabia que estavam juntos pelo motivo errado. Porque depois de tantos anos, sabia que um não pertencia ao outro.
Zayn suspirou fundo, tomando uma decisão que mudaria sua vida para sempre.
Meu Deus, ele sentia o coração bater na garganta. Era a coisa mais estúpida e sensata que ocorrera em sua mente em um piscar de olhos.
Ele não a queria mais. Ele não queria mais aquela vida.
– Obrigado cara, você é meu melhor amigo por isso, você sabe. – disse dando um abraço singelo em Liam, seu confidente há dez anos. – Preciso fazer algo, não me espere.
Zayn não sabia se ia voltar. Não tinha certeza de como as coisas iriam se encaminhar. Mas quando voltasse. Voltaria outra pessoa.

Não deveria ter se surpreendido. E, no entanto, se surpreendeu. Cada dia que passava Zayn já não sabia com quem vivia em baixo do mesmo teto. Quando chegou em casa para ter uma conversa definitiva com Amber, lá estava ela com algumas amigas – que ele não fazia questão de conhecer – mostrando o quarto de música, que agora estava vazio, falando que ali seria seu mais novo closet já que o seu não supria mais suas necessidades.  
Ele estava enganado quando pensou que um dia as coisas mudariam. Agora tinha plena certeza que sua autoridade não existia mais e isso há muito tempo. Ele não estava nem um pouco interessado na conversa das mulheres e muito menos preocupado por nem ao menos cumprimentá-las. Estava com a paciência esgotada e queria muito que umas das amigas de sua noiva tivessem cérebro para notar isso e irem embora logo.
Não se importava se o achassem arrogante, queria que elas sumissem dali. Quando finalmente Amber percebeu que algo estava acontecendo, pediu licença para as amigas e foi até o noivo, que tentava inutilmente não ser grosseiro com ela ou cuspir todas as coisas que estavam entaladas em sua garganta como ácido.
– Aconteceu alguma coisa no trabalho? – perguntou ela docilmente o fazendo curvar o cenho, como se sua voz fosse uma faca cravada no peito.
– Quero terminar. – disse ele simplesmente.
Não tinha porque falar mais nada, além disso. Não tinha porque esconder das amigas dela, que estavam logo atrás dele, que ambos viviam felizes.
Amber o encarou chocada e depois riu abafado, puxando ele pelo braço escada acima. Ela achava que seu noivo só podia estar louco. Ou usando drogas.
– Zayn, o que disse? – perguntou confusa assim que chegaram ao quarto.
Ele deu de ombros cansado. Estava se sentindo péssimo, meio bêbado e o pior era que não conseguia tirar o sentimento de culpa do peito. Embora Amber tivesse procurado por aquele momento durante anos.
– Amber eu sinto que não somos, mas nós. E sim você.
Ela piscou.
– O que está dizendo?
– Estou querendo dizer que não estamos na mesma sintonia. Você quer algo que eu definitivamente não quero.
Essa era a pior parte na opinião dele. Ter de explicar a ela o que era nítido. Eles não eram mais um casal. Eles haviam terminado há muito tempo.
– Zayn, não comece com histórias para cima de mim. – disse ela, andando de um lado para o outro – Vamos jantar na casa dos meus pais hoje e esquecer aquela história de ontem e seus brinquedos.
Ele a encarou estupefato. Não acreditava que ela tinha mencionado seu piano como um brinquedo. Amber sabia desde o dia em que se conheceram – incrivelmente porque ela havia falado primeiro sobre música – que ele era absolutamente apaixonado por música clássica. Não se passava apenas de um brinquedo. Seu piano era parte do que ele era.
– Brinquedos Amber? Pelo amor de Deus, pode me ouvir uma vez na vida?  – sua voz se alterou e ele não se importava se as mulheres no andar de baixo podiam o ouvir – Eu não quero mais. Eu não quero viver mais com você, não quero me casar com você nem ter uma vida ao seu lado, será que consegue entender isso?
– Você tem outra! Meu Deus! – ela parou de súbito gritando. – Como pode?
Zayn bufou irritado. Era seu pior pesadelo se tornando realidade. Será que ela era cega demais para achar que ele teria coragem de um dia traí-la? Ele se orgulhava do homem que era. O que o deixava mais irritado ainda.
– Eu jamais traí você. E pelo amor de Deus, pare de se fazer de inocente Amber. Acabou está bem? Você não me respeita não me escuta, não está preocupada com o que eu sinto. Eu estou perdendo minha vida com você.
– Não, não. Cale a boca. – disse ela andando de um lado para o outro como uma louca. Totalmente perturbada com tudo aquilo.
– Vim pegar minhas coisas. Meu advogado entrará em contato com você.
– Zayn, pense bem no que está fazendo!
Ele queria dizer para sua ex noiva que já estava pensando a tempo demais sobre aquele assunto. Que na noite anterior, enquanto ela dormia plenamente, ele havia passado a madrugada inteira acordado pensando justamente no relacionamento dos dois. Que enquanto devia estar trabalhando estava se embebedando porque simplesmente não conseguia parar de pensar nela. Neles. Juntos. No passado.
Agora a única coisa que queria fazer era pegar suas coisas, qualquer coisa que pudesse durar uma semana e sumir o quanto antes. Não queria mais ver aquela cena, ou ouvir a voz dela. Ele queria a sua felicidade. A felicidade que ela havia o roubado há tantos anos.
– Zayn me ouça, por favor. – Ela foi ao lado dele o abraçando com força, ele sentiu um aperto no peito, mas estava decidido. Não cairia em tentação – Eu... Eu sei que não sou perfeita e que fiz a coisa errada em tirar seu piano da sala de música, mas se ele é tão importante para você, nós podemos achar um lugar para ele.
Malik riu de lado. Céus, ela era realmente uma figura. Não sabia por que só agora havia notado isso. Estava noivo de uma mulher totalmente desiquilibrada.
– Vou passar a noite fora. – disse para amenizar a situação.
Por mais que seu ego quisesse que ela se ajoelhasse implorando para ele ficar, seu cavalheirismo falava mais alto. Nenhuma mulher deveria se ajoelhar diante de um homem. A não ser em uma única ocasião. O que na verdade ele nem lembrava mais como era.
Zayn balançou a cabeça.
– Amanhã conversamos melhor. Por hora me deixe em paz.
Amber assentiu ficando vermelha de irritação. Não ia contestá-lo, as amigas ainda estavam lá em baixo e seria melhor que eles conversassem outra hora mesmo. Sozinhos.
        Zayn deixou a casa com um alívio no peito. Por mais que tivesse falado para Amber que conversariam no dia seguinte, ele estava disposto a nunca mais por os pés lá. Assim que saiu foi direto atrás de um apartamento. Um de solteiro.
Talvez de um solteiro libertino.
 
– Senhorita Aniballe! – disse quando viu a mais nova contratada da empresa.
Tinha ido até a AEDAS novamente para contar a novidade para seu melhor amigo.
Ela o encarou curiosa e depois sorriu. Luna era linda. Mas Zayn sabia que era do seu amigo.
– Sr. Malik. – disse ela cordialmente.
Zayn a segurou pelo braço de leve se sentia um pouco atrevido. Nunca chegará em uma mulher daquela maneira. Eles caminharam pelo corredor para onde ficava a sala dela. Ele pigarreou antes de falar. Precisava pedir desculpas a ela. No dia anterior não havia dado atenção direito e nem a parabenizado pelo novo emprego.
– Sinto muito por aquele dia, – disse dando de ombros – estava tão extasiado pela notícia que acabei sendo rude.
Ela sorriu sincera. Ele sabia que tinha agido de modo estranho. Mas estava tão perturbado com tudo que não notara.
– Não se preocupe. Foi um momento de vocês, eu que não deveria estar lá.
Zayn sorriu com a língua no meio dos dentes, fazia isso quando queria provocar Amber, mas essa não era ela e estava longe de ser alguém que ele gostaria de provocar. Zayn balançou a cabeça negativamente. Ainda estava meio bêbado.
– Posso acompanhá-la até sua sala?
– Claro.
– O que achou desse dia? Não está propício para ter novas ideias? Estou meio animado para novos projetos. O clima me inspira. – disse tentando puxar assunto.
Não tinha mais prática com isso, mas queria treinar com uma garota a altura que não tinha possibilidade alguma de acontecer algo.
– Acho. Gosto de dias ensolarados. Eles realmente inspiram também. – concordou ela totalmente alheia a aquela conversa estranha.
Zayn abafou um riso, ele estava sendo um babaca, mas ela era muito delicada para falar isso. Ele sabia.
Quando pararam em frente à porta do escritório dela, uma garota loira estava vermelha como se algo tivesse lhe acontecido. Zayn logo se adiantou.
Era seu cavalheirismo falando mais alto.
– Você está bem?  – perguntou preocupado.
Ela sorriu amarelo se abanando.
– Me afoguei com a água. – respondeu dando de ombros.
Ele assentiu se afastando de Luna.
– Candy nós conversamos depois. – disse Srta. Aniballe a garota – Zayn, obrigada por me acompanhar.
– Imagina. – disse ele, curvando levemente. A garota loira, que agora ele achava que se chamava Candy ou Nandy, ele não havia entendido direito parecia que ia desmaiar. Ele se curvou perto dela um pouco preocupado.
– Tem certeza que está bem? – perguntou ele de novo com desconfiança.

                                                         DSTCDA – CANDY.

 Ai meu Deus, ela ia desmaiar a qualquer momento.
Estava tão concentra nos últimos acontecimentos – ela jurava que alguma coisa estava acontecendo entre a Srta. Luna e o Sr. Liam – que não percebeu que Zayn caminhava de braços dados com sua chefe.
Era errado desejar ser outra pessoa? Podia ter se enganado e todo esse tempo quem estava flertando com Luna fosse ele. Seria ruim demais se ela perdesse o encanto por Aniballe? Era óbvio que Zayn tinha notado a nova contratada deles. Ela era uma engenheira e se não fosse por ela, Candy ainda serviria café. Ou seja, ele jamais a notaria. Silverstone não sabia se a agradecia por esse fato ou se morria de ciúmes, porque agora, ambos caminhavam conversando amigavelmente em direção a ela.
Luna a olhou de forma desconfiada e sentiu seu rosto pegar fogo. Não queria ter sido pega em flagrante, mas por Deus, o mundo seria muito injusto se ele tivesse flertado com Luna bem na sua frente.
Quando eles notaram que algo estranho estava acontecendo com a garota, definitivamente ela enumerou todos os bons motivos que seria morrer aos dezessete anos. Ele não podia ter ficado de boca fechada? Ela estava hiperventilando e ele queria saber se estava bem. Era óbvio que responderia a primeira asneira que viesse a sua mente. Ela sequer tinha um copo de água sobre a mesa.
Quando Luna se despediu de ambos, Candy olhou fixamente na mão dele. Não sabia por que tinha deixado passar aquilo. Ele tinha tatuagens sobre as mãos. Ela engoliu seco, pensou que fosse desmaiar se ele continuasse ali, a fitando de um jeito estranho.
– Tem certeza que está bem? – ele perguntou de novo e ela piscou algumas vezes.
– Estou sim, obrigada.
Candy assentiu. Ou melhor, quis assentir. Não soube ao certo se conseguiu.
– Ótimo. – falou ele baixinho – Até breve.
Ela levou uma das mãos até a têmpora quando ele virou de costas. Por Deus, aquilo tinha sido extremamente vergonhoso. Ele não lembrava dela.
Não. Era pior que isso.
Ele havia a ignorado completamente. Não tinha explicação. Não tinha como fingir que não lembrava. Nossa, ela devia aprender que nem tudo era um filme da Julia Roberts.
Que vexame.
        Não sabia o que sentir. Droga, nem mesmo lhe passara pela cabeça que isso poderia acontecer. Havia fantasiado tanto na noite anterior como eles se veriam de novo que não tinha se preparado para não acontecer absolutamente nada.
Ela deixou escapar um suspiro. Se sentia patética.
– O que houve? Estão te escravizando? – perguntou Mellanie saindo do corredor, parando em frente a sua mesa, com papeis nas mãos.
– Ahm... – Candy pigarreou, estava aborrecida, mas não queria que ela soubesse – Estou só pensando.
Ela deu de ombros e Mellanie assentiu como se importasse com algo.
– Adivinha quem acabei de encontrar! – disse ela empolgada.
– Quem?
– O Senhor Malik! – respondeu ela de pronto – Está tão gostoso.
Candy revirou os olhos. Não podia crer que Mellanie estava lhe perturbando com aquilo. Queria ter uma amiga que pudesse contar o que estava sentindo, mas sabia que se falasse para ela sobre a carona que havia ganhado de Zayn e sobre como ele havia a ignorado ainda há pouco, provavelmente faria a colega de trabalho parar no hospital de tanto rir da sua cara.
– Você está ouvindo o que eu disse? – perguntou ela irritada.
– O que? Me desculpe.
Mellanie a encarou com cara feia.
– Estava falando que dormiria com Zayn se ele quisesse.
Ela paralisou.
– Zayn?
– Sim garota. Que mundo você está hoje?
Candy deu de ombros ignorando a pergunta de Mellanie Subalski.
– Quem é Zayn? – perguntou como se não o conhecesse.
Mellanie sentou sobre a mesa de Silverstone, tirando uma lixa de unha do meio dos peitos. Candy não entendia como ela fazia aquilo.
– Ele é como se fosse o dono da AEDAS também. O Sr. Malik é um desses tipos de homens ricos que compram uma parte da empresa. Você sabe? A maioria das funcionarias sonha em transar com ele. Mas infelizmente ele tem uma cobra enroscada no pescoço. A Srta. Amber. Uma pomposa com cara de iguana.
Candy engoliu em seco, desejando que aquilo não fosse tão difícil de ouvir. Ora, pelo amor de Deus, de tantos homens que podia se apaixonar subitamente, ela havia escolhido justamente um que estava totalmente fora do seu alcance.
Era tão nítido como ver o fundo do mar em Krabi que ele a ignoraria hoje. Afinal Zayn Malik, era dono da empresa que ela trabalhava. Uma mera garota que havia entrado trabalhar ali como estagiária.
Minha nossa, ela havia aceitado carona do chefe. E ele ainda era noivo.
Era quase engraçada sua má sorte.
Quase.


 


Notas Finais


Oii amores, espero que estejam gostando! Logo tem mais, prometo que o próximo será MUITO breve.
Podem entrarem contato no tt @karitavalle
Amo confabular com vocês, beijos <33


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