História Desculpe o transtorno, preciso falar de Xena - Capítulo 1


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Categorias Xena, a Princesa Guerreira
Personagens Gabrielle, Xena
Tags Gabrielle, Xena
Exibições 14
Palavras 536
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Hellou ♥
Então, essa one curtinha é na verdade uma espécie de carta, feita por Gabrielle, para Xena.
Houve uma época, no final do ano passado, que viralizou na internet uma carta que o Gregório escreveu para a Clarisse Falcão e eu, naqueles dias, acabei fazendo uma 'versão' Xenite.
Agora, por algum motivo, decidi postar por aqui, compartilhar isso com vocês.
Espero que gostem.
Boa leitura ♥

Capítulo 1 - Não falta nada


Desculpe o transtorno, preciso falar de Xena.

A conheci em uma clareira na floresta. Essa frase pode parecer romântica, se você imaginar um lugar iluminado pelo sol, com a grama alta e diversas flores coloridas. Mas a clareira em questão, era apenas mais uma dentre tantas outras, onde os moradores de Potédia estavam sendo mantidos prisioneiros. Pretendiam levar todas as mulheres, para nos vender como escravas mais tarde.

Enquanto todos tentavam inutilmente escapar, ela lutava. Quando sacavam de suas espadas, ela já as tirava de suas mãos. Os olhos, sempre felinos e azuis, deixavam claro que ela não estava para brincadeiras. Foi paixão à primeira vista. Só para mim, eu achava, mas depois percebi que foi para nós duas.

Passamos nossa primeira noite juntas. Xena relutou em me levar com ela, mas acabou cedendo e no amanhecer seguinte, eu acordei em meio as peles de dormir que ela havia me dado, próxima aos restos da fogueira e pude observar enquanto ela se movia de um lado ao outro no acampamento improvisado, arrumando as coisas para a partida que não tardaria.

Passamos várias noites viajando, migramos para o mundo dos sonhos, de lá migramos para Tróia, de Tróia para Ítaca, de Ítaca para o Inferno e do Inferno para a China.

Nosso amor sempre foi subentendido, Xena era mais velha e preferia as grandes batalhas, enquanto eu preferia escrever e narrar histórias, principalmente histórias sobre ela. A vida parecia começar ali. Viajamos juntas, guerreamos juntas, aprendi com Xena e ela aprendeu comigo. Ouvia quando eu contava minhas longas histórias e eu absorvia cada ensinamento que vinha da Princesa Guerreira. Vencemos mais de 50 batalhas só nós duas – acabei de contar. Sofremos com as separações que a vida nos impôs, com a morte que chegava para nós de tempos em tempos.

De dez histórias que eu escrevi, sete são sobre Xena e três, são para ela. Aprendi que tirar uma vida não é tão simples, que essa deve sempre ser a última opção de um guerreiro, que as palavras as vezes nos tiram de situações complexas de uma forma mais fácil do que qualquer guerra poderia fazer e outras coisas que o mundo não conhece, porque o mundo não teve a sorte de ser companheiro dela.

Um dia, ela morreu. E não foi fácil. Chorei mais do que imaginei que poderia chorar, senti mais do que imaginei que uma pessoa poderia ser capaz de sentir. Até hoje, não tem lugar que eu vá, sem que alguém não diga, em algum momento: “Onde está Xena? ”. Parece que, para sempre, ela vai fazer falta. Pelo menos, a gente teve uma filha, Eva. Levo ela para sempre comigo.

Essa semana, pela milésima vez, li uma das histórias que escrevi sobre ela – não por acaso, estava sobre minhas peles de dormir. Achei que fosse chorar tudo de novo. E o que me deu foi uma felicidade muito profunda de ter vivido um grande amor na minha vida. E de ter esse amor, sido com Xena, uma Princesa Guerreira, forjada no calor da batalha, cuja força, paixão e coragem, mudaram o mundo, ao menos o meu mundo. Ela foi e é, o grande amor da minha vida. Não falta nada.

 

- Gabrielle



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