História Desculpem o transtorno.. - Capítulo 2


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LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Fantasia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas da Autora


Eu sei que demorei, e muito para falar a verdade, porém não estava sendo verdadeira com o meu personagem e resolvi ser verdadeira com ele. Me perdoem a demora.

Capítulo 2 - Desculpem o transtorno, mas preciso falar dele.


Fanfic / Fanfiction Desculpem o transtorno.. - Capítulo 2 - Desculpem o transtorno, mas preciso falar dele.

Ele era tão bom sendo médico como era sendo pai, só que melhor do que tudo isso ele era escritor. Um escritor de romances baratos que apenas eu lia e passei a amar.

Ele desde pequeno era devoto aos pais, devoto a tudo que eles falavam e julgavam ser o certo, para falar a verdade ele nunca contestou uma decisão deles sobre o seu futuro e nunca chegou a cogitar outra coisa que não fosse medicina, como os pais queriam que ele fosse médico ele foi, só contestou uma vez quando encontrou no Português, sua matéria preferida da escola, uma forma de transformá em palavras seus sentimentos por Dona Clarice de Alfane, sua primeira namorada. Porém eu agradeço aos céus que ele tenha virado médico, porque assim eu o conheci.

Criado em Salvador, na Bahia, nascido no Hospital de São Rafael em plena noite de folia baiana. Nasceu com um espírito festeiro, romântico até, desde pequeno se mostrou arteiro na Escola de Santa Fé enquanto em casa obedecia os pais com devoção sem saber o que o futuro lhe esperava nas ruas corria a jovem criança que tinha alma de pipa avoada.

Quando criança pensava em ser atleta, viajar o mundo, já pensou em ser pintor como os grandes mestres da arte que ouvia falar na escola, porém pobre menino mal sabia que viraria médico a pedido dos pais e se mudaria ao Rio de Janeiro, depois a Uberlândia em Minas Gerais, para só então com um sorriso largo faceiro de uma alma de criança nunca abandonada poder escrever e eternizar seus amores em livros. A Bahia, sua terra amada, e sua família que seu destino havia traçado na infância enquanto ainda pensava em ser atleta.

Quando jovem teve vários amores, dos mais variados, desde a filha da cozinheira a quem lhe enchia de carinhos até a filha de Marieta de Alfane, Dona Clarice, a quem declamava seus amores em cartas que jurava eterniza-la se algum dia se largasse a medicina e virasse poeta.

Porém, quando completou a mocidade e influenciado pelos pais desde cedo, viu que a medicina era o certo e que ser poeta não teria jeito. Então, dos 16 para os 17, viajou ao Rio de Janeiro para entrar na Escola de Medicina e se torna o médico que deveria ser e honrar o nome da família, mesmo que ainda fosse menino arteiro que aprendeu sobre a vida na marra da cidade carioca enquanto conhecia copacana e desbravava a lapa.

Dos 16 aos 17 conheceu o Rio, suas ruas e seus amores, enquanto conhecia a cidade se apaixonou várias vezes por diversas mulheres que nunca chegou a amar realmente. Dos 17 aos 18 estudou fervorosamente a ponto de ser o primeiro da classe, que chegou a esquecer os amores e a poesia, quando finalmente completou 25 anos se formou em medicina sendo o orgulho da família.

Porém, enquanto ainda era jovem, conheceu uma moça que lhe ensinou a cozinhar de tudo para poder sobreviver aos anos da faculdade sem precisar comer todos os dias em uma lanchonete perto da Praia do Flamengo, que era longe da faculdade mais perto de onde ele morava, e então ele começou a se aventurar na cozinha e tomou um amor enorme por preparar carnes que, seja bem vindo aos céus, passou a preparar todos os temperos inimagináveis para elas. E além de bom médico se tornou cozinheiro, ele era melhor cozinheiro do que médico.

Diferente dos amigos não via as pessoas como pedaços de carne a serem fatiadas, não conseguia ver elas assim, ele as viam como seres que precisavam de atenção e cuidados porque seres humanos são eternas crianças, para sempre!

E foi com isso em mente que, depois de ficar dois anos trabalhando como residente no hospital do Rio, se mudou para Uberlândia e em seu primeiro dia conheceu a mulher que ele não sabia ainda, mais o destino sim, seria a mulher que o faria mudar o faria pensar em larga a medicina para virar poeta.

Porém não a largou.

Durante várias vezes em que ela visitou o hospital, duas para ver o doutor antes dele se torna o médico das crianças, ele a galanteava mesmo que imaginasse que fosse casada e seu inconsciente lhe alertava isso, mais parecia não ligar pois viu que ela não vinha acompanhada. Primeiro achou que o pai das crianças era ocupado de mais para vir, depois achou que ele não ligava para elas e que as escondia da família até que, em um dia de desabafo, descobriu que sua amada era viúva de um advogado importante da cidade.

E foi assim que a amizade e o amor aflorou entre nós. E mesmo após tantos anos, tantas brigas, tantas confusões e desejos continuamos juntos.

E me desculpe você, caro leitor, mais eu não pude falar sobre nós como ele falou em sua primeira carta pois, diferente dele, nunca fui uma boa escritora e peço, por favor, que me desculpem o transtorno mas eu precisava falar dele.



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