História Desde sempre - Capítulo 13


Escrita por: ~

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Palavras 972
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela, Slash

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 13 - Vamos na lanchonete?


Eu estava certo em desejar não ter ido para a escola.

Ele estava comigo na entrada, quando seu amigo chegou.

-Ei, você não voltou aquele dia e faltou ontem, pensei que tinha morrido!

-E mesmo assim não me ligou nenhuma vez kkkkkk.

-É eu deveria ter feito isso - ele disse batendo na cabeça.- E aí, como q estão as coisas com a Amanda??

-Ah bem... 

-Ei cara, vem aqui!- uma voz chamou seu amigo que nem se preocupou com o que ele tinha a dizer, apenas saiu.

-Entao, o nome dela é Amanda? - eu perguntei.

-É... Ciúmes?

-Nao, por que seria?

-Você fez uma pergunta completamente desnecessária só para tocar no assunto.

-Eu queria confirmar.

-Aham.

Na mesma hora o sinal tocou e ele me deixou na minha sala.

Quando saímos pro intervalo, eu fui ao encontro dele na sua sala, mas alguém estava falando com ele na porta, era uma uma garota, e pelo o que pude ver, uma muito bonita.

Por mais que eu quisesse saber qual era o assunto, me virei e segui em direção o refeitório, se ele quisesse, sabia que eu estaria lá.

Foi o que aconteceu, depois de alguns minutos ele apareceu no refeitório e veio na minha direção.

-hum... Oi?

-Oi

-O que aconteceu?

-Nada.

-Por que a cara feia então?

-Era a Amanda, o que ela queria?

-Era sim, me chamou para sair hoje.

-Hum.

-Mas recusei, disse que estava cansado.

Eu me sentia realmente aliviado agora.

O problema ocorreu na saída, estávamos passando pelo portão da faculdade quando a garota chegou até nós.

-Eii, você vai andando não é?- ela falava com André- Tem uma lanchonete no caminho, por que não vamos lá? Bem...- ela olhou para mim com um pouco de incomodo- Nos três podemos ir juntos.

Ele ja estava pronto para recusar quando algo incomum aconteceu, eu aceitei a provocação, e antes que ele disesse algo:

-Seria ótimo- Eu respondi.

Ele me olhou pasmo.

-Tem certeza? esses dias foram corridos você também deve estar cansado.

-É no caminho, não tem problema.

-Tudo bem então.

Na mesma hora a garota sorriu e deu um pulinho para caminhar ao lado dele. Ele estava no meio, eu a sua direita e ela na esquerda.

Quando eu caminhava com ele era calma e tranquilo, trocavamos uma ou duas palavras que sempre eram divertidas. Mas aquela garota não parava de falar.

-E entao, qual o nome do seu amigo?- ela se referia a mim.

-Thomas. - eu mesmo respondi 

-Cursa engenharia não é? 

-Sim.

-Ah desde criança quero ser médica, e você André o que sempre sonhou em ser??

-Astronauta.- Eu ri.

Ela me olhou feio por eu ter dado risada do que ele disse até parece que ela sabia de algo.

-Com certeza conseguiria, por que escolheu medicina então?

-Meu cachorro morreu, achei interessante poder cuidar, mas em pessoas.

-Ah claro.

Ela falou mais meia dúzia de besteiras, mal sabia ela que o sonho dele era ser cozinheiro, passava o dia todo em casa, mas era mais para aprender receitas com a minha mãe, dizia que se tornaria um grande chefe, mas escolheu medicina pelo seu pai, ele havia falecido após o divórcio, alguns dizem que foi a nova mulher dele, mas ninguém sabe ao certo, ele queria saber, por isso a medicina.

Quando chegamos na lanchonete eu me sentei ao lado dele em um dos bancos e ela na nossa frente.

Pedimos a comida, e em alguns momentos ele colocava a comida em minha boca, o que parecia realmente incomoda-la, coisa que me agradava muito. Até que em um momento ela conseguiu entrar no assunto entre o tamanho de nossas mãos, e pediu para compararmos colocando então sua mão junto a dele, depois de rir por ter uma mão pequena ao invés da garota solta-lo entrelaçou seus dedos e colocou as mãos agora juntas sobre a mesa, na mesma hora que as mãos encostaram na mesa ele a soltou, fazendo-a se sentir desconfortável. Na mesma hora eu senti que precisava revidar.

Disse então que estava realmente com sono, e que devia te-lo escutado sobre o cançaso, depois disso, deitei minha cabeça em seu ombro, ele então me envolveu com um braço, e entrelacei a minha mão com a mão dele que estava no meu ombro, de forma bem visível para ela.

Mesmo assim ela não desistia, e continuava conversando com ele, até que a posição em que eu me encontrara agora era tão confortável que fui fechando os olhos e adormecendo.

-Ei, acorda- ele disse depois de beijar minha testa- nos já vamos embora.

Droga, eu perdi tudo o que eles conversaram, mas eu ainda estava no ombro dele, então... Nada aconteceu certo?

Era o que eu tentava me convencer no caminho de volta.

- O que vocês conversaram?- eu não aguentei 

- ela passou meio ano falando da vida dela, e dela, não escutei nem metade. Mas acho que ela nos fez bem.

- Por quê?

-Você sempre foi relutante em se aproximar de mim na frente de mais pessoas, só algumas poucas exceções se abriam quando eu estava triste, e dessa vez, eu não estava.

-Eu não gosto daquela garota, mas por que mentiu sobre você?

-Ah, meu sonho de criança? Não queria que ele soubesse tanto sobre mim.

Eu apenas sorri, não para ele, para mim mesmo.

Quando chegamos em casa eu fui para o banho e deitei na minha cama, minutos depois ele batia na minha porta.

-Seria mais rápido se você apenas entrasse.

-Claro- ele entrou rindo.

Se aproximou e deitou na minha cama, de forma que minha cabeça estava em seu peito e ele me abraçava.

-O que acha de... Comprarmos uma cama de casal, aí o outro quarto fica vago, tem várias coisas legais para fazer.

-Fala isso pelo espaço vago, ou o interesse é na cama mesmo?

-No espaço vago claro- ele disse num tom irônico.

-Pode ser, um quarto vago não é má ideia.- eu disse me virando de forma que agora meu rosto estava de frente com o dele.

-Com certeza não é- ele disse se aproximando e me beijando.

Por mais que eu soubesse que ele não estava interessado na garota, sentia que ela seria um grande problema.
















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