História Desejando Um Harém! - Capítulo 7


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amor, Anti-herói, Aventura, Ecchi, Fantasia, Harem, Hentai, Magia, Mistério, Originais, Original, Sobrenatural
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Palavras 1.636
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Ecchi, Fantasia, Harem, Hentai, Lírica, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Seinen, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 7 - Segundo obstáculo parte 1


– Eu fiquei todo animado antes, mas eu ainda não saí desse maldito lugar! – gritei para o vento irritado.

Ainda não descobri uma forma de sair dessa floresta. Acredito que já se passou duas ou três horas desde que eu acordei. Continuo caminhando para dar de frente com as mesmas árvores.

Mal dá pra perceber que horas deve ser. Se já é de manhã, de tarde ou se já anoiteceu. As malditas árvores obstruem tudo.

Andando por mais alguns minutos enfim vejo algo novo; uma clareira. Caminho até o seu centro e olho para o céu. A clareira formava um círculo com diâmetro de 15 metros.

Quando olhei para cima, o sol permanecia imponente no céu azulado, com poucas nuvens cá ou ali. Acredito que deve ser de tarde ainda. Tenho que sair daqui antes que anoiteça.

Se eu conseguisse escalar essas árvores, eu poderia checar o quão longe estou da saída dessa floresta. Eu já havia tentando previamente escalar uma dessas; impossível. Não havia pontos de apoio o suficiente. Essas árvores deviam chegar a mais de 10 metros de altura.

E quando eu achei que as coisas não poderiam piorar, ouço o som de passos. Se já não bastasse o som vindo de um só local, começou a vir de todas os locais. As folhas menores se debatendo contra corpos e sendo esmagadas; o musgo e o chão fofo parecia tremer quando era pisado.

Eu continuei imóvel no centro da clareira, olhando de um lado para o outro, procurando algo, ansiando algo. Uma sensação fria se apoderou em minha nuca e se espalhou para meus braços.

Talvez eu conseguisse derrotar um. Talvez eu conseguisse derrotar dois. Talvez, este já com muito esforço e fortuna, conseguisse derrotar três. Mas cinco seria impossível.

Cinco monstros me cercaram; eles eram semelhantes ao urso negro que eu matei antes. Pele escura como carvão, olhos afiados e garras carmesins, como se já refletissem as entranhas da vítima.

Não havia por onde fugir. E derrotá-los parecia ainda mais irrazoável. Eu olhava um lado; havia dois se espreitando em minha direção, famintos. Do outro lado três, famintos também. Havia apenas as laterais para tentar uma fuga, mas ficaria somente na tentativa.

Esses ursos podem parecer lentos, mas tenho certeza que pelo menos um desses cinco me pegaria no ato.

Se fugir é impossível, mesmo lutar que é quase impossível parece o mais apropriado. Eu não posso morrer ainda.

Fitei meus braços. Fazê-los parar de tremer soava impossível; minhas pernas também. Pensei naquelas manoplas negras que me fizeram sobreviver previamente. Precisaria delas novamente, mais cedo do que eu esperava.

Respondendo meus pensamentos, as duas manoplas negras se materializaram nos meus braços. Elas guarneciam até o cotovelo. Duas gemas vermelhas estavam incrustadas em cada manopla. Não sei exatamente a função delas, mas eu tinha certeza que, quando usei a minha única habilidade [ Augment ], uma delas brilhou. Talvez seja uma espécie de “catalisador”?

Bom, não é hora para ficar absorto. Eles estão se aproximando, em passos lentos e com certo cuidado que apenas os animais ágeis e de puro instinto possuem.

Cerrei os punhos com força, mostrando minha determinação para os ursos negros. Faltava entoar a habilidade.

Quando fui gritar o nome dela, ouvi o ruído estridente de tripas e sangue sendo esmagados e condensados. Vinha das minhas costas. Hesitei em olhar. Pelo som eu já havia imaginado que era pavoroso o suficiente para não querer olhar, por isso eu hesitei. Por que eu achei que não tinha como piorar; e sim, havia piorado.

Talvez por curiosidade, ou por algo mais sinistro, eu olhei.

Esse aí sim faria jus ao nome “monstro”. Imitava a aparência de um urso; mesmo andando à quatro patas, media mais de 5 metros de altura. Era quase o dobro de tamanho se comparado à esses ursos negros.

Sua pele era escura como breu, mas possuía veias carmesins por todo o corpo como se estivessem se debatendo para sair. Seus olhos também pulsavam de vermelho; um vermelho intimidador e cruel.

Esse mesmo urso – vou apelidar carinhosamente de urso vermelho-preto – esmagou os dois ursos negros com um simples movimento de sua pata dianteira, com suas garras protuberantes brilhando sob a luz do sol. Um simples golpe de lado levou os dois ursos duma vez; eu só ouvi o estrondo estarrecedor das tripas sendo rasgadas.

O fedor nauseante já começou a se espalhar pela clareira. Havia tripas e sangue pelo chão quase formando uma poça de água carmesim e restos do intestino.

Eu tinha que inclinar meu pescoço para enxergar por completo o urso vermelho-preto à minha frente. Eu – que tenho 1,80 metros de altura – já me achava alto; eu não era nada para esse monstro à minha frente.

Os três ursos negros restantes que agora estavam atrás de mim estavam imóveis e aterrorizados assim como eu. Aqueles olhares famintos e de ameaça que eu vi antes se transformaram em medo e desespero em um simples instante.

Eles não esperaram muito mais; assim que o tempo de ficar perplexo se dissipou em suas cérebros guiados pelo instinto, os três ursos negros prontamente adentraram na mata. Só se ouvia o som de passos apressados e amedrontados se distanciando daquela clareira. Agora só havia eu e o adorável urso vermelho-preto ali.

Alguns podem pensar que a situação mudou à meu favor, mas isso seria um grave engano. Só porque a luta mudou de 1 contra 5 para 1 contra 1 não significa que eu ganhei a chance de ganhar. Até porque esse urso vermelho-preto não valia por 1 e sim por 10.

Ele começou a se aproximar, prudente como os outros, passos curtos e lentos. A luz solar incidia sobre sua pele enegrecida e de algumas linhas carmesins e emitia um brilho estranho.

Fiz uma postura de ataque, com os dois braços na altura do tórax. Eu ainda estava ferrado.

Corri. Corri em direção ao urso, sem pestanejar. Meu corpo havia parado de tremer. Flanqueei-o e tentei um soco lateral. A manopla negra da esquerda pareceu ter socado aço; um ruído surdo ecoou pela clareira.

Eu soquei pele ou aço? Não tenho certeza…

O urso vermelho-preto uivou de raiva. Uma brisa veio da minha direita, avisando que algo perigoso vinha junto. Pulei para trás quase que naturalmente, e apenas um vento suave passou por mim.

– Droga… essa sua pele é pele mesmo ou tem algum metal escondido embaixo aí!? – chiei para o urso. Óbvio que ele não entendeu, soltando apenas um ruído enquanto mostrava suas presas salientes.

Tentei mais uma vez. Dessa vez pelo flanco oposto. Soquei-o com minha direita, e nada aconteceu, apenas um som abafado. Não foi como o urso negro anterior; não senti o barulho de tripas remoendo por dentro. O meu ataque havia parado na pele, não perfurou o suficiente para derrotar esse monstro. Soquei com a esquerda; nada também. Cada tentativa resultava em uma dor pequena nas minhas mãos.

Eu não havia ativado a habilidade [ Augment ]. Ela aumentava minha força; não sabia exatamente como ela funcionava, mas tinha certeza que ela me deixava mais forte. Todavia, havia um motivo para eu não conseguir usá-la, nessa situação de vida e morte.

Meus Pontos de Mana não eram o suficiente. Pelo que parece eu usei 70% para ativar a habilidade quando lutei contra aquele urso negro. Quando eu chequei o painel de status minutos atrás, eu tinha 30%. Não era o suficiente.

Decidi tentar uma abordagem diferente. Antes que o urso vermelho-preto pudesse reagir aos meus dois ataques – nesse aspecto eu era mais ágil que ele – eu tentei um golpe por cima, após saltar firmando os dois pés no chão.

Surpreendentemente o meu pulo foi mais alto que eu pensava. Conseguia ver quase que perfeito a clareira, e o meu alvo principal. O dorso do urso vermelho-preto, exposto, parecia que me chamava para golpeá-lo.

Estava prestes a colidir com minha manopla negra. Contudo, frustrando por completo minhas expectativas, ele se moveu para o lado, de forma rápida e precisa, como se todo o peso do seu corpo sumisse por um instante, e já se preparando para um contra-ataque.

Não tive como reagir. Eu sou um idiota mesmo. Após aterrissar no chão e ter falhado em acertar o golpe aéreo, o urso vermelho-preto que havia se esquivado investiu incisivamente. Eu só pude estender meu braço direito inconscientemente na direção que vinha.

Parecia que eu havia me desligado do mundo por um milésimo de segundo. E quando eu despertei sangue escorria por todo lado; uma chuva escarlate.

Meu sangue. Sem dar uma segunda chance ou hesitar, o urso vermelho-preto abriu sua boca, me mostrando suas presas afiadas e salientes, e no próximo instante sua boca já havia feito o movimento inverso, com um som desagradável de carne e sangue – tudo junto – sendo mastigado.

A extensão de seu corpo era tanta que ele conseguiu engolir o meu braço até o meu cotovelo. Recuando após ter ingerido meu braço, o urso parecia se divertir ao ver minha expressão de desespero e dor aparentes em meu rosto pálido.

Eu ainda não compreendia o que havia acontecido nos últimos segundos. Mas ao ver o que sobrou do meu braço, e o sangue que escapava em períodos intermitentes, eu tive que acreditar. Eu havia perdido meu braço direito. Sobrou apenas o ombro e um pedaço inútil mais abaixo.

O fedor nauseante me fazia querer vomitar; as tripas dos ursos negros mortos anteriormente me fazia querer vomitar; a dor lancinante que eu sentia no lado direito do meu corpo me fazia querer chorar. Minhas pernas suplicavam para eu correr. Minha garganta parecia entalada e seca. Meus olhos fitavam o vazio.

Naquela clareira banhada pela luz solar, o único som que se ouvia além do vento vespertino agitando as copas das árvores, era o som do urso vermelho-preto mastigando e digerindo prazerosamente o meu braço – sua deliciosa refeição.



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