História Desejo - Capítulo 10


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Assassinato, Ciumes, Desejo, Medo, Namoro, Obsessão, Ódio, Paixão, Perseguição, Sequestro, Suspense, Vingança
Exibições 112
Palavras 4.336
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Comédia, Famí­lia, Festa, Lemon, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Violência, Yaoi
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiee... trouxe um capítulo um pouco maior hoje, espero que gostem
boa leitura :)

Capítulo 10 - Revelação


POV NARRADOR

- Foi incrível hoje! Inesquecível!– Sorridente, uma garota de cabelos pintados dizia a outra.

- Sim, saiu melhor do que imaginávamos – Responde.

Tinham terminado de apresentar uma peça teatral em um grande famoso teatro da cidade.

- Quer uma carona? – A morena pergunta. As duas estavam indo ao um estacionamento perto do teatro. Cansadas, mas orgulhosas do trabalho feito.

- Olha amiga, adoraria aceitar, mas tenho que ir ao banco sacar dinheiro – Assim trocam um rápido abraço – Tchauzinho.

A morena acena com as mãos.

Volta a caminhar agora sozinha. Pega o seu celular para ver as horas.

- Já é uma e meia da madrugada? – Abre a boca em espanto. O tempo passou rápido demais.

Olha para os lados não vendo ninguém por perto, um completo vazio. Volta agora a caminhar mais rápido. A iluminação naquela área estava péssima. Ao longe se via grandes prédios luxuosos e empresariais com uma avenida cortando ao meio, naquela área em que estava se concentrava mais parques, alguns estabelecimentos e apartamentos de 3 a 5 andares não deixando também de ser luxuosos mesmo sendo uma área valorizada a iluminação deixavam a desejar.

Finalmente chega ao estacionamento.

- Pelo menos aqui está mais claro – Avista o seu carro ao longe. Procura as chaves dentro da bolsa – Mas cadê?

Não acha, continua procurando, mas para imediatamente ao escutar um som de passos.

Olha ao redor não vendo ninguém.

- Ah achei! – Chega ao seu carro. Destranca, mas antes de abri-lo leva um susto ao ver pela janela do carro, um homem atrás de si.

Vira-se com as mãos no peito.

- Que susto! Você quer me ver tendo um enfarte é? – Suspira agora mais aliviada ao reconhecê-lo.

O outro não esboça nenhuma reação.

 - Deveria ter avisado que iria vim – Sua grossa voz ecoa pelo local – Assisti sua apresentação.

A outra parece se animar.

- Fico tão feliz! – Gostaria de ir abraçá-lo, mas sabia que o outro não gostava desse tipo de afeto – Você mal fala comigo, nem te vejo direito mais, parece estar sempre escondido.

- Você sabe bem o porquê – Revira os olhos, sempre mantendo sua face inexpressiva.

- Infelizmente foi essa vida que você decidiu seguir, Spoke – Tenta chegar mais perto – Aliás, Spoke é um nome horrível, poderia ter escolhido um melhor.

- Você sabe que não precisa me chamar de Spoke sempre quando me ver... E não me arrependo de nenhuma decisão tomada.

- Eu sei disso, Sean – Olha em seus olhos – Eu só sinto falta de antes, sinto falta do velho Sean...

- É passado, Avril – Tem a sua fala cortada – Acostume-se – Dita frio.

- Como me acostumar? – Estava abalada internamente pela frieza do outro – Se o meu maninho mais velho decidiu fazer parte do crime? – Foram criados quase juntos, amigos desde a infância, irmãos de consideração. Avril sabia de tudo sobre Spoke. Era a única que ainda tinha um pouco de afeto e atenção por sua parte, mesmo que ele não demostrasse.

- Não comece – Tinha pouca paciência, se fosse outra pessoa ali não daria um mínimo de atenção.

- Você se tornou um cubo de gelo – Vira-se e abre a porta do carro – Veio de carro? Vai querer uma carona? Por favor, entra – Insiste.

O outro não recusa, assim também entra dentro do carro preto.

- Até que esta fazendo um calor, não é? – Tenta puxar assunto – Vou colocar o ar frio.

Desiste de puxar assunto ao ver o outro a ignorar completamente. Liga o carro e começa a dirigir em direção à saída do estacionamento.

- Sean – O chama – Por quanto tempo irá ficar em Mirror Spring? – Dirige pelas ruas pouco iluminadas daquele bairro.

- Irei ficar de vez – Encurta sua resposta.

- Por que mudou de ideia assim do nada? – Ao mesmo tempo em que dirige tenta olhá-lo. Sabia que o outro não iria respondê-la, assim adivinhando a resposta – Não me diga que é por causa daquele garoto, Sean? – Não podia acreditar nisso.

- Não é assunto seu.

- Pelo amor! – Solta – Sean, eu conheço ele.  Já o vi na clinica veterinária de sua mãe, Luke é um doce de garoto. Por isso mesmo peço para que esqueça ele – Amava Sean como um irmão, mas sabia o estrago que ele fazia por onde quer que passe, Sean fazia parte do crime não era para Luke, com certeza iria sofrer consequências em suas mãos. Tornou-se infelizmente uma pessoa ruim e extremamente perigosa.

- MAS QUE MERDA! – Sua paciência tinha se esgotado – O que você não entendeu de que isso é ASSUNTO MEU?  Que você tem nada a ver com isso? – Sua voz saiu muito mais pesada. Seus olhos demostravam toda sua raiva contida ali – Não se meta, ou você vai se arrepender.

Avril assustada quase se encolhe em seu banco. Ele estava a ameaçando?  Não conseguia acreditar, realmente o seu Sean morreu dando lugar a esse monstro sentado ao seu lado.

Tenta engolir o soluço que quase escapa.

- Pare aqui mesmo. Já estou perto, eu vou andando.

- S-sean, eu...

O outro lhe lança um olhar frio.

Recua, parando o carro. Sean abre a porta, fechando com força.

Avril o observa se distancia cada vez mais.

Precisava fazer algo e a primeira pessoa que veio em sua mente foi Charles.

--

Luke deita-se de costas em sua cama, com o celular em mãos trocando mensagens com Emma.

“Finalmente, essa piscina foi consertada hein, quando a gente vai poder ir?”

Ontem tinham marcado de ir tomarem banho de piscina na casa dos gêmeos, mas a piscina acabou dando outro problema e tiverem que tendo que desmarca.

“Hoje mesmo J”

“Já falei com Lunna e ela já avisou para David e Raven”.

“Ok. Vou perguntar pra Alex e o meu irmão se vão querer ir”.

“Novo casal é?”.

“Acho que sim haha”.

Continuaram conversando por mais alguns minutos, até que a fome bate e Luke se despede.

Chega a cozinha e vai logo indo ao congelador procurar pelo seu pote de sorvete.

- Não era fome, e sim vontade de tomar sorvete – Ri de si mesmo, botando uma grande quantidade de sorvete na boca.

- Olha aí, o viciado em sorvete mais uma vez em ação.

Vira-se a tempo de ver Caleb chegando à cozinha.

- Querido, é sorvete de flocos, quem resiste? – Aponta para o pote em mãos.

- Certo. Só não é normal uma pessoa tomar sorvete quase todo dia, por isso que você tem essas bochechas gordas...

Luke olha para o pote e automaticamente coloca uma mão na bochecha.

- Nada a ver seu urubu, sempre tive bochechas um pouco... Um pouco grandes, você sabe disso.

- Tão distraído com o sorvete que nem fechou a porta da geladeira.

 Só agora nota um frio batendo nas suas costas – Ainda bem que a dona Karen não está aqui.

- E ela só reclama comigo...

- Seu fosse eu já tinha te botado na rua...

Caleb ri da maneira que o outro falou.

- Tu não coloca nem uma formiga, tampinha.

Luke revira os olhos ignorando com apelido dado.

- A piscina foi consertada... De novo, vai querer ir ou não? – Muda de assunto.

- O Alex vai? – Pergunta com expectativa.

- Já estão tão juntinhos assim? – Da um sorrisinho.

- Por mim já estaríamos – Sorri desanimado.

- Ah maninho, você tem que ter calma. O último namoro dele o fez muito mal...

- O que houve?

Ficou em dúvida se contava ou não.

- O namorado dele era muito... Controlador – Tenta escolher as palavras certas – Ciumento demais, quase chegou a agredi-lo...

- O QUE! – Seu desanimo logo dar lugar a fúria.

Luke pula do lugar com o susto.

- Caleb! – O repreende – É o que você ouviu, mesmo após o termino do relacionamento, ele vivia o perseguindo, até que os pais dele decidiram mudar de endereço... Não adiantou muito tentar processá-lo, já que ele era filho de um empresário poderoso aí... Enfim, depois que se mudaram Alex finalmente parou de ser perseguido.

Caleb estava indignado, com raiva e ódio.

- Que desgraçado, como alguém pode ter coragem de agredir um ser tão delicado assim – Bufa com uma carranca no rosto.

- Sim Caleb, esse é o seu momento de mostrar que você se importa verdadeiramente com ele, se você gosta mesmo dele, mostre isso ...

- Irei fazer o possível e impossível – Pega o seu celular – Eu vou falar com ele e pergunto se ele vai querer ir.

Luke acena positivamente

- É para estarmos lá às 3 horas...

- Ok...

--

- Oi tia karen, cadê o Luke? – Raven, Lunna e David, tinham acabado de chegar. Iriam todos juntos.

- Está lá no quarto com o Alex, que acabou de chegar – Olha para cada um – Para onde vocês vão?

- Iremos pra casa da Emma nadar de piscina. Já me imagino lá super linda, dando lindos mergulhos deixando todos com inveja – Raven joga seus cachos para o lado.

- Amiga, nem é pra tanto. Da última vez que você foi nadar engoliu quase metade da água e teve que ser socorrida as pressas – Lunna se lembra desse fato ocorrido.

- Ehh também nem é pra tanto – A olha de cima pra baixo – Só engoli um pouquinho, tá.

Karen abafa um riso.

- Olha vão lá pra cima, que vocês estão ocupando muito espaço – Começa a expulsar todo mundo.

- Tia, você está nos expulsando? – David se finge de ofendido.

- Vão logo!

--

- Eu tenho vergonha, me sinto exposto assim – Alex desabafa com Luke.

- Seu bobo, e você vai nadar de roupa é? – Luke tira uma mecha cinza que estava sobre a sua testa.

- Eu também sou péssimo nadando – Aceita o carinho vindo do outro.

- Que mentira, que eu ainda me lembro que na quarta série quando teve aquele campeonato, você mandou super bem nadando.

-Mas eu tenho um corpo de menina!

- E daí? Já olhou o meu? – Levanta-se da cama e da uma virada – Aliás, não sei se você percebeu, mas o professor de educação física estava quase babando em cima de você – Senta-se novo.

- Que horror! Nem me lembre disso – Faz uma careta – É casado e ainda tem a cara de pau de dar em cima dos alunos, e agora cismou comigo.

- Uii Alex! Seduziu o professor – Luke sorrir largamente.

- Quem seduziu o professor?  - Raven como sempre, nada discreta chega ao quarto jogando-se de barriga na cama.

- O de educação física...

- Aquele coroa tarado? – Lunna bota sua mochila no chão – Minha gente, eu já peguei uma revista pornô na banca dele.

- Nem me fala – David tira os sapatos – Uma vez eu passei mal durante a aula dele e ele fez questão de me acompanhar até a enfermaria, durante o caminho ele ficou tentando apertar a minha bunda, nem discreto conseguia ser.

Todos começaram a rir.

- Coitado do nosso inocente Alex – Lunna o abraça de lado.

Raven olha para Luke que olha para David que acaba olhando para Lunna e Alex.

- Então, o que estamos esperando? – Raven pergunta.

- Ah é – Luke acorda do transe – Esperando o Caleb.

- E cadê ele?

- Sei lá, vou ver – E quando já ia abrir a porta, Caleb aparece.

Entra no quarto ignorando todos, indo direto a Alex.

- Oi meu gatinho cinza, estou louco para te ver de sunguinha – Sussurra em seu ouvido.

- EU OUVI! – Raven grita com a boca na mão.

- Escandalosa – David pega a sua mochila saindo do quarto sendo acompanhado pelos outros.

Todos saem, só ficando os dois.

- Me desculpa meu gatinho, te deixei envergonhado? – Senta-se ao seu lado, deixando um leve beijo em seu testa.

- Só um pouquinho. – Faz um pequeno espaço com o dedão e o dedo indicador.

Caleb solta um baixo riso.

- Vem, vamos. – Se levantam de mãos dadas – Trouxe algo coisa?

- Sim, tá na mochila de Lunna...

Chegam à sala com todos reunidos.

- Luke, a casa deles não é muito distante não né? Quero andar muito não – Raven fingia-se de cansada.

- Fica aí então preguiçosa, vamos gente. – Faz sinal com a mão e um por um começa a sair.

- Estava brincando, eu hein...

--

Depois de alguns quarteirões, chegam à casa de Emma.

Luke aperta a companhia duas vezes seguida.

- Apertar mais...

- Calma, Raven...

Depois de mais alguns segundos, uma mulher também ruiva abre o portão da casa.

- Olá, vocês devem ser os amigos de Emma – Destranca e da espaço para todos entrarem.

- Ela está não é? – Luke.

- Sim, querido. – A mulher o analisa de cima para baixo – Você deve ser o Luke certo?

- Sim sou mesmo.

- Prazer – Apertam as mãos – Sou a mãe de Emma e Andrew... Este que não para um segundo de falar de você.

Luke faz uma expressão se surpresa

- Ele fala de mim, é? – Da um sorriso bobo, não se dando conta da pergunta que fez.

- Bastante, suponho que sejam namorados, certo?

Luke parece acorda desfazendo o sorriso.

- N-não, qu-que isso, s-o-somos só amigos mesmo – Tropeça nas próprias palavras.

A ruiva sorri.

- Claro bons amigos – Finge acreditar – Venham todos, podem entrar.

- Mal vejo a hora de poder nadar – Raven mostrava-se bastante animada.

Todos atravessam o jardim, entrando na enorme casa, podendo ver o seu interior.

- Sua casa é linda, dona...

- Elisa, me chame de Elisa – Sorri – Irei chamá-los, já volto – Faz um sinal com as mãos.

--

Elisa entra no quarto do seu filho, vendo a enorme bagunça em que se encontrava.

- Que horror, Andrew – Pasma, diz – É assim que você quer que o seu namorado veja como você é arrumado?

Andrew revira-se em sua cama ficando de costas – Namorado? Como assim? – Sua voz estava mais rouca e sonolenta.

- Luke está lá em baixo com os seus amigos.

Em um único pulo, Andrew levanta-se da cama.

- O-o que? Ele está aqui?

- Esqueceu que Emma os chamou para vim tomar banho de piscina? – Fala de maneira obvia.

Abre a boca em surpresa.

- Eu esqueci...

- Estou vendo – O analisa – De um trato nesse seu quarto e em você mesmo, estou vendo um enorme volume na sua bermuda – Assim sai e fecha a porta do quarto.

Andrew se constrange. Sai em dispara ao banheiro, precisava ficar no mínimo apresentável ao seu Luke.

--

- Estou tão feliz que vocês tenham vindo – Emma e Luke agora estavam na cozinha conversando. Os outros já tinham se acomodado. Pela enorme janela da cozinha dava para ver a enorme bagunça que os seus amigos faziam

- Claro que iriamos vim, e me desculpe pela bagunça, eles são um bando de baderneiros – Ri sendo acompanhando.

- Estou adorando tudo isso. Você não vai nadar? – Pergunta – Ah sim, está esperando o Andrew...

- Que... Não estou não...

- Assim eu fico triste, você não veio me ver? – Andrew aparece na entrada da cozinha fazendo uma carinha de cachorrinho triste.

- Andrew para de drama que o Luke já não aguentava mais de esperar tanto aqui...

- Ei! – Luke dá uma tapinha em seu braço.

- Ué, estou mentindo? – Olha de um para outro - Vão fica ai parados que nem árvores? – Aproxima-se de Andrew o puxando pelo braço, fazendo o mesmo com Luke. Deixando um perto do outro – Agora sim, vou indo, podem se agarrar bastante aí – Sai da cozinha deixando os dois sozinhos.

Um Luke vermelho e um Andrew sem saber o que falar.

- É bom te ver aqui, vamos poder passar um bom tempo juntos – Andrew fica de lado. Luke faz o mesmo.

- Sim – Olha em seus olhos.

O mais alto levanta a mão, acariciando lhe a bochecha. Luke suspira fechando os olhos com o carinho recebido. Decidi ser um pouco ousado.

- E então, quando você vai colocar a sunga? Quero muito ver.

- Ah seu danadinho – Para a caricia, coloca uma mão na mesa que estavam encostados e outra em sua cintura – Eu também quero ver você de sunga – Andrew responde mordendo o lábio.

- Não vou usar sunga – Coloca suas duas mãos em seu peitoral largo.

- Ah não? Vai ficar peladinho? – O puxa para mais perto – Se for, tem que ficar só para mim– Abaixa-se selando um pequeno beijo nos lábios do baixinho.

- Seu pervertido, vai que você tente me estuprar? – Finge uma expressão de medo.

- Não seria uma má ideia – Abaixa-se mais uma vez – Te pegaria, amarraria suas mãos e seus pés, o levaria para o meu quarto e o abusaria de todas as formas possíveis – Diz bem perto do seu ouvido.

Por um segundo Luke sente suas pernas fraquejarem.

Andrew ri vendo o outro sem jeito algum.

- Gostou de ideia? – Dá uma forte chupada em seu ouvido.

- Ahhh, And-andrew, não...

O outro estava totalmente mole em seus braços, aproveitando esse momento, pegou na parte detrás de cada uma de sua coxa e a circula na sua cintura.

- O que você vai...

Não teve tempo de terminar, o outro atacou os seus lábios com fome. Um beijo forte e urgente onde tinha sua boca sendo explorada de todas as formas.

Luke geme ao ter seu lábio inferior preso nos dentes de Andrew. Que simplesmente não o poupava, o chupava deixando-o bastante vermelho e inchado.

- Andrew, ahhh...

- Parece que terei que marcá-lo de novo – As marcas que antes tinha deixado no pescoço de Luke enquanto estavam no vestuário tinham sumido.

Luke parece acorda, tenta usar suas mãos para afastar o outro, reunindo toda a força que conseguiu, mas o outro permanecia estático, não se movendo um centímetro.

- An-andrew, não... Meu pai viu as marcas e não gostou nem um pouco, sorte que sumiram... – Seu peito descia e subia. Ainda tentava impedir uma aproximação maior do outro, mas falhando.

- Não tem problema, é só me chamar um dia para ir à sua casa e eu falo com o seu pai.

- QUÊ! Falar o que hein? – Luke estava quase o estapeando.

- Que você é meu, ora bolas... E eu posso marcá-lo onde eu bem quiser.

- Andrew – Coloca suas mãos em cada lado de seu rosto – Não é bem assim não, e eu não sou seu...

Andrew para, ficando estático.

- Não é meu como assim? – Sua voz saiu mais grave que o normal. Luke encosta-se a parede, ainda em seu colo.

- Ahh... Ehh... Quer dizer, é...

Não teve tempo para continuar, mais uma vez seus lábios foram atacados. Agora o beijo era diferente, selvagem e possessivo, Andrew queria mostra que sim, Luke era seu.

- Sabe onde eu estou louco para marcá-lo? – Interrompe o beijo, sussurrando roucamente em seu ouvido. Luke mais uma vez sente seus pelos se arrepiarem.

- On-onde?

- Bem aqui – Então aperta fortemente suas nádegas sem pudor nenhum.

Luke geme pela surpresa e a dor do aperto.

- And-andrew... Alguém pode aparecer...

- Não me importo – Seus olhos estavam até mais escuros – Diga que é meu – Sussurra em ouvido.

- E-eu s-sou seu, só seu – Totalmente vencido, diz.

- Ótimo – O põe no chão, mas ainda o segurando fortemente para que não caia de tão mole que estava.

- Filho, eu... – Elisa para no meio do caminho ao ver o estado de Luke.

- Meu deus! Andrew o que você fez com ele? – Espantada, aproxima-se puxando Luke, que ainda mal conseguia manter-se de pé.

- Nada demais, ué – Sorri safado.

- Oh querido, ele pegou pesado demais com você? – O pergunta, mas Luke não entende o sentido da pergunta.

- C-como assim? – Tenta ajeitar os seus cabelos.

Acena a cabeça negativamente.

- Andrew vá para piscina, que eu vou cuidar desse pobre garoto.

- Opa! Espere um pouco – Coloca-se na frente de Luke roubando-lhe um beijo – Agora sim.

Observa os dois se distanciarem.

Olha para o volume no meio de suas pernas.

- Antes vou ter que dar um jeito nisso aqui...

--

Foi um dia divertido, agitado e também cheio de fotos. Passaram a tarde inteira na piscina se divertindo, quando começou a escurecer todos se recolheram.

Agora estavam na sala, comendo várias caixas de pizzas, que Elisa tinha pedido por telefone.

A campainha toca pela segunda vez naquele dia.

- Eu atendo.

- Quem será que é? – Emma pergunta ao irmão. Andrew acena a cabeça em forma de negação e volta a dar pizza na boca de Luke, que não parava de reclamar consigo.

- Oi gente – Uma moça morena aparece na sala.

- Avril, quanto tempo! Bom te ver de novo – Emma levanta-se para lhe dar um abraço.

-Bom também te ver – Devolve.

- Você – Luke afastasse de Andrew levantando-se em seguida.

Avril vira-se e seu sorriso murcha na hora.

- Luke! – Exclama surpresa.

- Vocês já se conhecem? – Elisa pergunta cruzando os braços.

- Ah sim, Elisa é uma das clientes da clinica veterinária da minha mãe, já nos encontramos lá – Luke explica.

- Não sabia...

- Sim querida – Avril estava nervosa, não esperava por isso – Sabe a minha cachorrinha? Então ela quebrou a patinha e ficou por um tempo na clinica da mãe dele – Tenta soar natural.

- Mas então, o que você faz aqui? – Luke pergunta curioso.

Avril olha nervosa para Elisa, esperando sua pronuncia.

- Bem, eu tenho algo para contar para vocês – Elisa junta as duas mãos – Eu e a Avril estamos juntas – Solta de uma vez.

O silencio paira sobre a sala, ninguém fala nada. Achavam que era alguma brincadeira.

- Como assim juntas? – Emma pergunta.

- Andrew, Emma – Olha para todos os outros que estavam ali, mas não tinha vergonha de contar a todos – Nos duas estamos juntas, namorando. Eu e o pai de vocês nos separamos por que já não estava dando mais para mim, já não aguentava mais me esconder e fingir algo que eu não sou. Eu casei com o seu pai de vocês mais por pressão da minha família que queria que eu me casasse e tivesse filhos, acabei tendo vocês – Sorri para Andrew e Emma que permaneciam estáticos – Eu os amo muito, assim como o seu pai... Que foi um grande amigo para mim e que me ajudou nas horas difíceis – Avril se pôs ao seu lado pegando em sua mão – Mas sinto que já passou da hora de eu finalmente ser quem eu realmente sou.

Sorri, uma lágrima desce de seu olho.

- Ah mãe – Emma com os olhos lacrimejando a abraça fortemente – Você é a mulher mais importante da minha vida, agradeço por tudo que fez por mim e por Andrew, e não importa a situação sempre vou estar ao seu lado – As duas sendo tão sentimentais começam a chorar juntas.

- Gente, mas que babado – Raven coloca a mão na boca.

- Que lindo! – Lunna também não se segurou e chorou com a cena a frente.

As duas se separam com os choros já cessados.

Andrew permanecia em seu lugar.

- Andrew – Sua mãe o chama.

- Bem – levanta-se – Já que vocês revelaram isso, eu também tenho algo a relevar.

- Diga meu querido – Agora mais leve e confiante pega nas mãos de Avril, uma sorri cúmplice para outra.

- Eu e o Luke estamos namorando – No segundo seguinte palmas são ouvidas por toda a sala.

- FINALMENTE! – Caleb, Alex, Raven e Lunna batiam fortemente suas mãos. David já tinha caído no sono, sendo acordado pelas palmas.

Luke pega o travesseiro mais próximo e enfia sua cabeça lá.

- Não era segredo para ninguém – Emma diz tomando o travesseiro da mão de Luke – Vai lá da um beijo em seu príncipe encantado.

-Emma, por favor – Luke nunca se sentiu tão constrangido em toda sua vida.

- Fico feliz por vocês – Elisa dá um beijo em cada um dos seus filhos.

- Eu percebi que vocês estão bastante arrumadas, irão sair? – Emma pergunta curiosa.

- Iremos sair e não voltaremos tão cedo – Elisa passa o seu braço no de Avril.

- Hmmmm! – É ouvido por toda a sala.

- Pessoal, não iremos fazer nada demais – Avril ri. Assim as duas saem da sala, mas antes lança um olhar para Luke.

- Amor, eu percebi que você ficou bastante surpresa ao ver Luke – Comenta.

Engole em seco.

- Nada demais, querida. Só foi surpresa mesmo...

--

 Já era dez de noite. Todos já tinham ido embora, mas por insistência de Andrew, Luke permaneceu.

Agora estava sentando em sua cama esperando o mesmo procurar por seu gato.

- Gatinho, aparece. Olha trouxe ração – Fazia barulho com a ração, mas nenhum sinal do gato.

Luke deita-se na cama, não ia esperar mais pelo outro.

Andrew desiste de procurá-lo, fecha a porta do quarto e caminha até a cama.

Estranhou, o outro estava muito calado.

- Luke, por que está tão quieto?

Luke senta-se mais uma vez na cama.

- Por que você disse que estávamos namorando? – Pergunta seriamente.

Andrew por um segundo, sente seu coração parar.

- E-e- eu pen-pensei que – Pela primeira vez estava gaguejando em sua frente.

- Pois pensou errado. Eu não me lembro de ter recebido nenhum pedido de namoro, então eu ainda continuo solteiro.

Andrew sorri, suspira aliviado.

- Ah então você quer um pedido formal? - Coloca-se em sua frente na cama, ajoelhando-se e pegando delicadamente em sua mão.

- O que voc...

- Meu lindo príncipe Luke, você aceita ser o meu namorado?

Luke sente suas bochechas corarem violentamente, sorri mostrando todos os seus dentes.

- Oh belo cavalheiro Andrew, é claro que eu aceito o seu pedido – Nem teve tempo para pensar, quando se deu conta, Andrew já estava em cima de si dando vários beijos em seu rosto.

Sente cocegas em sua barriga.

- An-andrew, NÃO! Pare – Tentava parar o outro, mas não conseguia.

- Lhe farei muito feliz, meu príncipe – Para as cocegas e dão um beijo apaixonado. Mas Luke aproveita o momento para morder o seu lábio inferior.

- Ai Luke! – Coloca a mão na boca.

- Bem feito, você deixou o meu lábio todo inchado.

Andrew o olha desafiador.

- Ah é... Prepara-se para mais cocegas...

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Notas Finais


Postarei o próximo capítulo amanhã, bjs


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...