História Desejo Imprudente - Capítulo 35


Escrita por: ~

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Categorias Big Bang, G-Dragon
Personagens D-Lite (Daesung), G-Dragon, Personagens Originais, Seungri, T.O.P, Taeyang
Tags Big Bang, Daesung, Drama, G. Dragon, Hentai, Personagens Originais, Romance, Seungri, Taeyang, Top
Exibições 1.037
Palavras 3.446
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


*abre a porta devagar pra não tomar voadora com os dois pés no peito*

OOOOOOOOOOOOOOIIII AMOOOOOREEEESSSS!!!

SEI QUE SUMI, SEI QUE DEIXEI VCS NA ABSTINÊNCIA, MAS AQUI ESTOU EU DE VOLTA COM MAIS UM CAP. \o/\o/\o/\o/\o/

UHUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUU!!!!

Bom amores, não vou falar mto pq estou postando num horario cretino e estou quase desmaiando no teclado. Quero só agradecer aos comentários e favoritos, e dizer que respondo as perguntinhas no prox. cap. ok?!


BJOKAS *3*

Capítulo 35 - É tão errado assim?!


Fanfic / Fanfiction Desejo Imprudente - Capítulo 35 - É tão errado assim?!

Me remexo, tentando fugir dos raios de Sol que entram pela janela, mas o peso de algo sobre a minha cintura faz da minha tentativa de fuga um fracasso. Abro os olhos, me acostumando com a bendita claridade e sorrio ao lembrar quem está sobre mim. Viro-me com certo custo e deparo com o rosto adormecido de Ji Yong ao meu lado, e não me contenho em observá-lo por uns segundos com seus lindos fios platinados caindo sobre os olhos e a barba rala quase por fazer.  

Muito diferente da expressão selvagem de ontem a noite e a respiração ofegante que compartilhou comigo enquanto fazíamos amor, agora sua respiração é tranquila e sua expressão tão serena quanto a de uma criança. Um lado completamente distinto do outro. E vendo-o assim, quase parecendo outra pessoa, penso que o apelido de 'Bipoyong' realmente lhe caiu muito bem. Exatamente como diz a letra de 'Good Boy': "Durante o dia, sou um pequeno hamster. Mas à noite, quando faço amor, sou um gangster"

Pois é, ele não estava mentindo quando escreveu esses versos. 

  Contando essa noite, já é a segunda semana seguida que dorme aqui. De manhã, ele sai para ir à YG e volta à noite para ficar comigo. Sua escova de dentes faz par com a minha no banheiro, assim como sua caneca de porcelana preta e os chinelos na entrada do apartamento. Sem contar algumas de suas roupas já tomam espaço no meu armário. Até parece que se mudou para cá.  

Conforme ele, tudo isso é "para facilitar as coisas", e de alguma maneira faz sentido. Eu não reclamo. Na verdade, gosto de ver seus pertences espalhados pela minha casa porquê sinto-o por perto. Se bem que, nesses últimos dias, é exatamente o que ele está. Muito por perto. E por mais que eu goste da sua companhia e tudo mais, sei que no fundo está fazendo isso por causa da minha viagem com a sua irmã para Paris, ou pior, porquê me neguei a voltar para o seu apartamento. 

Resumindo: GD está carente. 

Olho para o relógio pendurado na parede. São 7:40hs da manhã. Ainda tenho alguns minutos para enrolar antes de levantar e começar a me arrumar para trabalhar. No entanto, do jeito que Ji Yong dorme feito uma pedra e demora anos para levantar, ou acordo-o agora ou será uma batalha depois. 

Acaricio suavemente seus cabelos, tirando-os de seus olhos e chamo: 

- Ji Yong... Ji Yong...  

Manhoso, ele resmunga e me puxa mais para si. Sorrio. Toda manhã é a mesma coisa. Sempre assim. 

- Ji Yong, precisamos levantar. 

- Só mais cinco minutos... 

- Sem essa de cinco minutos. Se eu deixar, você vai fazer o mesmo e ficaremos aqui até a hora do almoço. 

- Por favor~~ 

- Não. 

Ele bufa e enfia o rosto no travesseiro. Rio da sua manha e continuo acariciando seus cabelos.  

- Vai para a loja hoje? - pergunta, com o rosto afundado entre as fronhas.  

- Não, vou para a YG.  

- Sério? 

- Uhum. 

- Vai ajudar o Xin com o conceito do Black Pink? 

- Sim. 

- Não gostei. - solta. 

Dou um tapinha na sua cabeça e rio. 

- Idiota! - digo e vejo-o dar de ombros. 

Ainda com o rosto afundado no travesseiro e os braços agarrando possessivamente minha cintura, Ji Yong resmunga como uma criança contrariada e suspira. É obvio que está me enrolando, como faz todos os dias quando precisa levantar. Típico dele. 

- O senhor não vai me enrolar, entendeu?! - falo - Então, trate de tomar coragem e levantar antes que eu te jogue para fora da cama. 

- Aish...  

Levanta de supetão e me encara. Seu rosto sonolento e o cabelo bagunçado unem-se no conjunto mais fofo que já vi na vida. 

- Chata! 

- Eu não sou chata. 

- Você. É. Muito. Chata. - diz, espalhando beijos estalados no meu rosto e fazendo-me rir - Muito chata. 

- Sou?! 

- Sim, você é. Minha chatinha...! 

Testa, olhos, nariz, boca, queixo. Ji Yong continua espalhando beijinhos por todo o meu rosto, mas assim que nossos olhares se encontram e aquele sorriso travesso e cheio de malícia surge em seus lábios, sei que esses beijos estão prestes à se tornar mais quentes do que são. 

Devagar, sua boca traça um caminho excitante até o meu pescoço, deixando pequenas mordidas e chupadas que fazem meu corpo vibrar de prazer. O toque de sua mão provoca um arrepio gostoso na espinha, assim como os beijos molhados que distribui na minha pele.  

De novo, desenhando um caminho deliciosamente torturante, GD desce seus lábios para o vale entre os meus seios, o que deixa meus mamilos ainda mais duros e sua língua molhada circula um biquinho para logo mordê-lo de leve e me levar a loucura. Aperto seus cabelos entre os dedos e ofego. Com força, suga meu seio para dentro da boca, esbanja-se com ele, enquanto seus dedos acariciam o outro sem qualquer delicadeza e fazem a excitação gotejar entre as minhas pernas. 

Tomada pelo tesão, aperto mais suas madeixas e arqueio contra a sua boca, e sua risada baixa e extremamente erótica tira-me dos eixos. Outra vez, seus lábios voltam a passear pelo o meu corpo. Beijos molhados atingem a minha barriga e cada vez mais vejo sua cabeça descendo para onde quero que esteja e acabo retraindo em ansiedade. Safado, morde meu púbis e ergue o olhar. Nos encaramos. E o brilho excitante de suas orbes castanhas leva o restante de sanidade que insistia em ficar. 

Estou totalmente entregue. 

Sem que peça ou faça alguma coisa, flexiono os joelhos e afasto bem as pernas, convidando-o para que perca-se entre elas. Ji Yong observa o centro do meu desejo por uns segundos, como se observasse a mais bela das obras de arte, e um gemido rouco escapa de seus lábios assim como um gemido sôfrego escapa dos meus quando seu dedo toca o meu clitóris inchado e necessitado de atenção. 

- Você é tão linda... - sussurra. 

Apoio-me nos cotovelos e vejo GD deitar confortável no colchão, para então posicionar minhas pernas sobre seus ombros. Novamente, esfrega meu clitóris molhado e minha cabeça naturalmente pende para trás, tamanho o prazer que sinto.  

Umedeço os lábios e volto a olhar para ele, que observa minha entrada implorando por sua boca faminta. Seu dedo sobe e desce, brinca com todos os meus sentidos, e a cada segundo parece que o orgasmo está mais perto. 

- Gosta do que vê? - pergunto. 

Ji Yong levanta a cabeça e me encara, e só então percebo o que acabo de fazer. A pergunta saiu sem querer e eu não faço a mínima ideia de onde saiu tanto descaramento para tal.  

- Ji... 

Ele sorri e aperta meu botão entre os dedos e eu grito. 

- Adoro! - morde o lábio e aperta de novo - Me deixa louco! 

Sinto seu hálito quente contra a minha umidade e me contorço, querendo que acabe com essa maldita ansiedade. 

- Já que você está tão pervertida hoje... - murmura, mexendo o polegar em círculos - Quero que peça de um jeito diferente. 

- Jeito diferente? - retruco com todo o ar que me sobra. 

- De um jeito vulgar. - umedece os lábios e sorri - Peça de um jeito vulgar e eu faço o que quiser. 

Encaro-o e logo sinto as bochechas corando. Vulgar? Mas, eu não sou acostumada a usar esses tipos de palavras. Me excita quando GD sussurra enquanto transamos, excita muito, mas jamais pensei que poderia dizê-las também. 

Será que devo tentar? 

- Vamos, pequena, peça e eu faço. 

Ji Yong não desvia seus olhos dos meus e continua brincando com o meu clitóris, só esperando para devorar meu sexo. Fecho os olhos e respiro fundo, finalmente, sussurro: 

- Quero que chupe a minha boceta e me foda com a sua língua. 

Seus olhos brilham e eu mal tenho tempo para ficar mais envergonhada, pois sua língua maravilhosamente habilidosa suga o meu botão com vontade e minha cabeça inebria de tanto prazer.  

Ofego... Ofego... Ofego... 

GD segura-me firme pelas coxas, abrindo espaço, e consome o meu sexo como um animal faminto, provando do melhor mel. Mete sua língua no meu interior e move frenética, para cima e para baixo, para dentro e para fora, enquanto sua respiração forte e descompassada denuncia que o prazer, nesse momento, é de ambos. 

Ofego... Ofego... Ofego... 

Com os dentes, dá leves raspadinhas e mordidinhas no meu clitóris, chupa e acaricia com a ponta da língua, enquanto aperto seus cabelos com toda a força que tenho, friccionando-o contra a minha entrada para que faça tudo o que quiser. Para que, literalmente, me foda com a língua.  

Afundo os calcanhares no colchão e rebolo, gemendo tão alto que não duvido estarem ouvindo da rua, roçando meu ponto de prazer, mais do que sensível, na sua boca. GD crava as unhas curtas em minha carne e aprofunda seu ataque. Mete sua língua o mais fundo que consegue e acaricia o meu clitóris com o polegar, na união mais delirante que sou capaz de aguentar. Meu corpo inteiro enrijece, anunciando orgasmo avassalador que está prestes a vir, mas antes que eu possa aliviar, seu pênis incrivelmente duro que toma espaço dentro de mim.  

- Gostosa! - ele sussurra entre dentes. 

Ji Yong pega-me firme pela cintura, ergue meus quadris e estoca com força e rápido, fazendo o som dos nossos corpos e gemidos espalhar-se por todo o apartamento. Busco ar, tentando não me perder em frenesi, mas é impossível. Vejo meu louco amor morder o lábio e espremer os olhos enquanto invade-me com potência e delicia-se com o meu interior. Nossos corpos se movem com sincronia, quase como se tivessem vida própria e soubessem exatamente como agradar um ao outro, e nosso jogo erótico perdura. 

Cinco, seis... 

Vinte, trinta... 

Cem, mil... 

GD estoca intensamente e, ao soltar um grunhido profundo e seguido do meu gemido agudo, explodimos em satisfação. E, pela primeira vez, sinto seu líquido quente jorrar forte no meu interior com força e misturar-se ao meu. 

Nesse instante e para todo o sempre, eu sou completamente dele.  

Suados e ofegante, ficamos abraçados por uns segundos, mas logo Ji Yong tira seu peso e cai ao meu lado no colchão. Como sempre, sua mão procura a minha e entrelaçamos os dedos. O silêncio confortável pós-sexo invade o quarto e tudo o que escuto é o som das nossas respiração tranquilizando. Isso até sua voz surgir num sussurro, um pouco aflita: 

- Eu gozei dentro, pequena.  

Ele pende a cabeça para o lado e nos observamos, e por muito pouco não consigo segurar a vontade de rir de suas bochechas vermelhas. 

- M-me desculpe! 

- Está tudo bem. - sorrio - Eu estou tomando pílula. 

A expressão em seu rosto suaviza e eu rio. 

- Achou mesmo que eu não iria me prevenir? - indago - Depois daquelas vezes, tinha que tomar cuidado. Além disso... 

- Além disso? 

- E-eu... Eu queria fazer isso com você. 

Abaixo o olhar e o constrangimento agora é meu. Ouço-o rir baixinho e súbito sou colocada em seu peito. Seu abraço sempre aconchegante e possessivo envolve meus ombros e assim ficamos. 

- Por que você é tão fofa? - questiona. 

- Não sou fofa. 

- É sim. Muito fofinha. 

- Para com isso! 

GD sorri e deixa um beijo nos meus cabelos. Aperto meu corpo contra o seu e curto seu calor tão gostoso e único. Contudo, ao olhar de relance para o relógio na parede, quase tenho um treco ao ver que estou quase quarenta minutos atrasada. 

- Ai, meu Deus! - praticamente grito. 

Dou um pulo da cama, corro para o armário e pego a primeira muda de roupas que acho usável. 

- Por culpa sua, vou atrasar. - esbravejo ao ouvi-lo rir. 

- Foi por uma boa causa, não?! 

Olho para trás e o fuzilo. Se não fosse verdade, eu iria matá-lo. 

Sem querer dar trela para o idol preguiçoso na minha cama, disparo para o banheiro e pulo dentro do box. Tomo um banho rápido e saio vestida do banheiro. O cheiro do café começa a crescer no corredor e eu logo sou atraída por ele.  

Mesmo sem tempo, sento para o café da manhã, o qual devoro num piscar de olhos e só então pego a bolsa e jogo tudo o que preciso dentro. Ji Yong me acompanha até a porta, e depois de ganhar mais um de seus beijos apaixonados, desço direto para o estacionamento do prédio. 

Encaro o Hyundai HB20 vermelho que peguei na semana passada e feliz da vida tomo o lugar do motorista. Saio para a rua com alguma pressa e pego a via principal para conseguir chegar mais rápido na YG e, quem sabe, com sorte chegar apenas dez minutos atrasada. 

Essas transas com Ji Yong, literalmente, me faz perder o senso das coisas.  

 
 

Estaciono o carro numa vaga disponível da agência e suspiro aliviada. Consegui chegar no horário. Pego a bolsa e as pastas, como de praxe, e saio em direção a entrada do prédio. Mais uma consultoria com o Xin, mais um dia visitando o prédio da YG.  

Graças à essa ajuda que estou oferecendo a mando da Dami, o CEO, o tal Yang Hyun-suk, liberou minha entrada e até pediu que me entregasse um crachá provisório para que eu possa entrar e sair sem toda aquela burocracia desnecessária.  

Bendito Yang Hyun-suk! 

Cumprimento as meninas da recepção e vou direto para o elevador. Diferente das vezes anteriores, Seung Ho pediu que eu fosse para o estúdio de um tal produtor chamado Teddy, pois a sala que geralmente usamos para trabalhar estará ocupada durante a manhã. Não me opus, já que esse produtor também está ajudando no debut do Black Pink e dessa forma não iremos atrapalhá-lo com a nossa falação. 

Ando pelo corredor e paro diante a porta do único estúdio do terceiro andar. Olho através do vidro, querendo fazer um reconhecimento de campo, e vejo um homem de boné e moletom sentado de frente para o Mac e a mesa de som.  

Será o tal Teddy? 

Entro sorrateira e paro ao lado da porta. O som está tão alto que o cara nem reparou na minha presença e duvido que vá reparar; me aproximo e toco seu ombro de leve, mas é o suficiente para que dê um salto da cadeira e me olhe assustado. 

- Me desculpe. - digo. 

- Quem é você? 

- Eu sou Emily Kojima. Assistente da Dami Kwon, irmã do GD, e estou ajudando o Xin com o visual do novo girlgroup.  

- Ah, então é você?! - levanta, ajeita o boné e estende a mão - Muito prazer, eu sou Teddy. Produtor do Black Pink. 

- O prazer é meu.  

Nos cumprimenta brevemente e ele diz: 

- O Seung Ho vai demorar uns minutos para chegar, então, pode ficar a vontade. 

- Ah, ok. 

- Pode sentar ali no sofá e, se quiser beber alguma coisa, tem água e refrigerante ali no frigobar. 

- Muito obrigada. 

Deixo que Teddy volte ao trabalho e sento no sofá de couro preto. Observo o lugar por uns segundos e o que mais chama a minha atenção, além dos vários figures espalhados, é o poster da Janet Jackson pendurado na parede. 

Minutos se passam e nada do Xin aparecer. Troco uma ou outra palavra com Teddy, mas ele parece tão ocupado que prefiro não incomodá-lo. Mando mensagem para Seung Ho, perguntando onde está, e só o que recebo é um "estou chegando". Pelo jeito, todos na YG hoje estão bastante ocupados. 

- Se importa de ficar sozinha por um momento? 

- Oi? - solto. 

- Se importa de ficar sozinha por um momento? Eu preciso ir ao outro estúdio acertar algumas coisas. 

- Por favor, fique a vontade.  

Teddy meneia levemente a cabeça e sai. 

Sozinha no estúdio, tento me distrair com o joguinho idiota do celular e por uns minutos até consigo, mas assim que a porta do estúdio é aberta, minha atenção é tomada pelo homem que entra por ela. 

- Seungri?! 

- E-Emy-chan...?  

Nos encaramos por um instante e, estranhamente, um clima pesado paira sobre nós. E arrisco-me a pensar que seja por causa do nosso último encontro, onde se confessou para mim. Bom, acho que qualquer um ficaria um pouco encabulado depois disso, não é?!  

O silêncio perdura e eu não sei o que fazer. Penso em falar algo, a coisa mais idiota que seja, mas o semblante de Seungri não está ajudando muito para que eu tome a iniciativa e por essa razão prefiro continuar calada. Entretanto, talvez ciente de que o ambiente não é dos melhores, ele pigarrei e acaba sentando ao meu lado.  

- Você... Veio ajudar o Seung Ho-hyung com o visual do Black Pink? - pergunta, quebrando a mudez. 

- Sim. 

- Hum, legal. 

De novo, o silêncio.  

Nossa, eu nunca pensei que estaria numa situação tão constrangedora como essa, ainda mais com Lee Seung Hyun, o homem mais "alegre" que conheço. Quer dizer, poxa, se é apenas a questão de eu ter rejeitado a sua confissão, acho que não é para tanto. Afinal, mesmo concordando com os nossos encontros, eu jamais dei brecha de que poderia acontecer algo à mais entre nós. 

Será que for por essa razão que não me procurou mais? Não ligou ou mandou mensagem? Um sinal de fumaça que fosse? Eu pensei que éramos amigos e não que sua única intenção comigo era "me levar para a cama".  

Incomodada com todo o seu silêncio e essa postura, no mínimo, desnecessária, respiro fundo para começar uma conversa franca com o membro do Big Bang sentado ao meu lado. Porém, antes que eu possa abrir a boca para dizer um 'a', ele se adianta e solta: 

- Sei que não é o melhor momento e nem o melhor lugar para conversarmos sobre isso, mas... - nos encaramos e ele continua - Estou remoendo isso à dias e preciso falar. 

Sem entender essa explosão repentina, concordo. 

- E o que seria? - indago. 

- Por que você está com o Ji Yong-hyung? 

A pergunta me pega de surpresa e eu não sei o que responder. O que ele quer dizer com "você está com o Ji Yong-hyung"?  

- Seungri, o que... 

- Por favor, não se faça de desentendida. Foi isso mesmo o que eu perguntei. 

- E como você sabe? 

- O próprio me contou. 

- O que? - arregalo os olhos - E-ele contou? Como? Quando? 

- Isso não vem ao caso agora, Emy-chan.  

Respiro fundo. Estou entre ficar brava com o jeito que Seungri fala e o fato de GD ter aberto a bocona para contar o que não devia. 

- Desde quando estão juntos? - questiona. 

Penso. Será que devo continuar essa conversa? Eu não tenho que dar explicações do que faço ou deixo de fazer e isso inclui o Seungri. Contudo, visto que ele já sabe do "mais grave", eventualmente esse assunto acabe voltando e eu terei que falar de qualquer maneira. 

- Sei lá, acho que alguns meses. - respondo. 

- Meses? - surpreende-se. 

- Pois é. 

Seung Hyun recosta-se no sofá de couro e suspira. Parece realmente incomodado, porém, eu não estou com os melhores ânimos também. Novamente, permanecemos quietos. Ele, muito provavelmente, tentando digerir a informação. 

- Você sabe que é errado, não é?! - lança - O que está fazendo. 

- Como assim? 

- Sua relação com o Ji Yong-hyung é totalmente errada, Emy-chan. 

Desacreditada, eu o encaro. Seungri, sem alterar a expressão contrariada, sustenta o gesto e por segundos nos enfrentamos. 

- É tão errado assim?! - rebato - Amar alguém lhe parece tão errado assim?!  

- Quando esse amor te fará sofrer, sim, ele é errado. 

- O que quer dizer? Como assim me fará sofrer? 

- Pense bem, Emy-chan, ele é o namorado da sua melhor amiga e, se estão juntos sem problemas, só posso deduzir que a Kiko não sabe de nada. Mas, e quando ela souber, o que vai acontecer?  

Seungri coloca as mãos nos meus ombros e, de tão pasma com o rumo que estamos tomando, nem tenho forças para afastá-lo. 

- A verdade é que essa relação está fadada ao fracasso, Emy-chan. E você, melhor do que ninguém, sabe muito bem disso. Por isso, como amigo, te aconselho a dar um fim nisso e seguir a sua vida bem longe do Ji Yong-hyung. Antes que acabe sofrendo, termine esse relacionamento sem sentido que começou com ele. 

 

Só por que Ji Yong foi o namorado da minha melhor amiga, é tão errado assim amá-lo?!



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