História Desejo Imprudente - Capítulo 42


Escrita por: ~

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Categorias Big Bang, G-Dragon
Personagens D-Lite (Daesung), G-Dragon, Personagens Originais, Seungri, T.O.P, Taeyang
Tags Big Bang, Daesung, Drama, G. Dragon, Hentai, Personagens Originais, Romance, Seungri, Taeyang, Top
Exibições 650
Palavras 3.932
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


*Abre a porta devagarzinho no meio da madrugada*

OLÁÁÁÁÁ AMOREEEEEEEEEESS... OLHA SÓ QUEM VOLTOU MAIS RAPIDO QUE O BOLT??

IT'S ME!!! \o/\o/\o/

Ok, ok... NUm horario bem cretino, mas fazer o q ? Eu ia postar amanhã (vilgo hj mais tarde), mas num deu pra guentar :'D

Enfim... eu não vou falar mto pq tbm to morrendo de sono kkkk

Só uma coisinha. Lembram daquela musica q eu sugeri no cap anterior? Pois é, descobri uma coisa sobre ela que me deixou de queixo caido... kkkkkkkkk

Vou deixar a tradução lá nas notas finais pra vcs entenderem do q eu to falando xD

Bom, agora sem mais delongas, outro cap da novela mexicana/coreana q ta tirando o sono de mtoa gente (até o meu kkkk)

Espero q gostem >_____<

Bjokas *3*

Capítulo 42 - Eu sei fingir


Fanfic / Fanfiction Desejo Imprudente - Capítulo 42 - Eu sei fingir

Sentado diante a mesa de som, com Teddy-hyung ao meu lado, escuto Daesung repassar sua parte na música mais uma vez. Sigo o compasso com o batuque dos dedos, atento a cada timbre, mas um pequeno deslize seu no tom estraga tudo. 

Suspiro. 

- De novo.  

Solto o botão, vendo Daesung assentir e ajeitar os fones para cantar. Reinicio a melodia e meu amigo espera o sinal de Teddy para entrar na música. Assim que ouço sua voz, fecho os olhos para conseguir me concentrar melhor, mas, como vem acontecendo à uma semana, é ela que toma  os meus pensamentos e leva a minha dedicação. Sim, ela. 

Emy. Minha pequena Emy. 

Seu rosto de menina travessa invade minha cabeça e bagunça ainda mais os meus sentimentos, leva o pouco de determinação que consegui reunir para dar as caras no estúdio depois de dias e continuar com as gravações do nosso álbum. 

Essa última semana foi uma merda. Tudo sem ela é uma grande merda. 

- De novo. 

Solto o botão novamente e afundo na cadeira. A melodia recomeça.  

Com os olhos fechados e o pé batendo no mesmo compasso, tento acompanhar a sequência dos versos e prestar atenção na gravação, mas sou traído. Me amaldiçoo. Não consigo afastá-la para longe. É impossível, não adianta. Tanto as lembranças da nossa discussão como todas as outras que tivemos juntos, a maldita saudade que sinto, reviram o meu interior pior do que um furacão.  

Eu não sei mais o que fazer. Aquela discussão realmente me deixou puto da vida, mas, depois de pensar melhor e com mais calma, admito que fui duro demais com aquele "Eu vou deixar você". De longe era o que desejava dizer, mas simplesmente saiu. Quando ela soltou primeiro essas palavras, gritou com toda a sua mágoa, eu perdi a cabeça e rebati com o mesmo desgosto. 

Reconheço que a pior besteira que cometi foi ter escondido o meu casamento para Emy, sem sombra de dúvida foi uma enorme burrice, mas corri contra o tempo para conseguir o divórcio apenas para ficar com ela. No entanto, de nada valeu a droga do meu esforço. O medo de que acabasse acontecendo o que de fato aconteceu nublou minha mente e preferi ficar calado até ser capaz de contar. Só que a minha coragem veio tarde demais. 

Contudo, a questão é que aquela noite foi o meu limite. Depois de quase ter morrido de tanto sofrer, pensando que ela estava morta, nos reencontramos e eu tive a ridícula ilusão de que poderíamos nos entender. Mas, não. Ela tinha que colocar a bendita da Kiko e o nosso passado no meio do caminho. Ou melhor, a Kiko tinha que mandar mensagem e desencadear todo o problema. 

Incrível como até longe essa mulher tem o poder de ferrar com a minha vida. 

- De novo. 

Pauso a música e aperto a porcaria do botão, assim que uma nota estranha atinge os meus ouvidos, fazendo-me abrir os olhos. Daesung respira fundo e assente e voltamos da estaca zero. Mais uma vez. 

Sinceramente, estou perdido. Por mais que eu seja louco de amores pela Emy, enquanto ela manter a Kiko como um escudo para a nossa relação, isso não vai funcionar. Claro que não reconquistarei sua confiança da noite para o dia, porém, já tentei provar de todas as maneiras que é a única mulher que eu quero, já admiti os meus erros, mas ela insiste em criar muros entre nós. 

Aquele sexo que fizemos no chão... Ah, cara... Meu coração dispara só de lembrar. Nunca me senti daquela maneira antes. Foram tantos sentimentos de uma vez que acabei desabando sem ao menos perceber. E, no fundo, eu sei que ela sentiu tudo o que eu senti quando nos amamos tão intensamente naquele dia. Por isso não consigo entender o porquê insiste em colocar empecilhos para que fiquemos juntos. 

Caralho! Afinal, o que eu tenho que fazer? 

- De no... 

- Deasung-ah, tome um descanso. - Teddy-hyung interrompe, tirando minha mão do botão -  Daqui a pouco continuamos, ok?! 

Respiro irritado, passando a mão entre os cabelos, e afundo na cadeira. Vejo Dae pendurar os fones de ouvido e sair da cabine de gravação, sigo seus passos pelo estúdio, mas um pigarro chama a minha atenção. Olho para frente e deparo com Teddy e sua expressão nada contente. Ótimo...! 

- Qual é o seu problema? - resmunga. 

- O que? Como assim? 

- Eu sei que você é perfeccionista e tal, mas já passou dos limites. Contando essa, foi a vigésima vez que interrompeu o Daesung na gravação e pediu que repetisse tudo de novo. Não sei se reparou, mas esse trecho exige muito da voz dele, outro desses seus ataques de perfeccionismo e não me admiraria ele ficar rouco. 

Respiro fundo e consinto. Fiquei tão absorto nos meus problemas que mal reparei que estava causando outros, e pior, para quem não tem nada a ver com isso. 

- Desculpa, hyung. - digo num suspiro - Estou um pouco nervoso. 

- Já deu para perceber... - debocha. 

- Se importa se eu for tomar um café? 

- Não. Na verdade, eu iria sugerir isso. Vá esfriar um pouco a cabeça. Tome um café, fume um cigarro, e volte quando estiver melhor. 

- Obrigado, Teddy-hyung...! - sorrio fraco e levanto. 

Enfio o isqueiro e o maço de cigarros no bolso do jeans e saio do estúdio, rumo ao refeitório, largando todos para trás e sem dar qualquer explicação. Se bem que, do jeito que estou, já devem ter notado que não estou nos meus melhores dias. 

Me arrasto para o elevador, cumprimentando alguns funcionários e trainees que passam, e praticamente esmago o botão ao apertá-lo. Estou de saco cheio! Quero minha pequena de volta, mas só de pensar que vamos acabar em mais uma discussão, fico cansado e meu ânimo se vai.  

O problema de sermos ambos orgulhosos e teimosos é exatamente esse. Quando um começa, é difícil o outro parar, e logo estamos como loucos brigando e se vão bons minutos até conseguirmos nos entender. Isso quando acontece. Mas, em compensação, quando nos acertamos... Aaaahhh... Fico duro só de pensar. 

Somos tão intensos transando que não me admira termos quebrado sua cama mês passado. Foi engraçado. Gostoso e engraçado. 

As portas do elevador se abrem e volto a realidade. Cruzo o corredor para chegar ao refeitório e vou direto a máquina de café, pegar um copo bem grande e quente pra tentar espairecer e levar meu sono embora, nem que seja um pouco. Dou alguns sorrisos para o que passam e, assim que a bebida fica pronta, dou a volta e subo para a área de descanso no alto do prédio, à fim de fumar um ou dois cigarros. 

Sento no primeiro banco vago e largo o copo de café só para acender o cigarro e dar a primeira tragada, soltando a fumaça junto com um suspiro longo. Dou um gole rápido na bebida, mesmo que ainda esteja fumegando, e trago o cigarro mais uma vez. 

Olho para o céu. Mais um gole, mais um trago. Hoje o dia está relativamente nublado, não faz tanto frio, mas não dispensei a jaqueta já que, sinceramente, eu não suporto uma brisa mais gelada que seja.  

Meto a mão no bolso e pego o celular, o qual desbloqueio e logo surge nossa foto no papel de parede. Eu lembro perfeitamente quando e como tiramos essa foto. Acho que foi a única vez que Emy e eu saímos juntos de casa, bêbados, sem dar a mínima importância para que pudesse ver. E ficamos como duas crianças brincando no parquinho à algumas quadras do seu prédio. 

Não cheguei a comentar com ela, até porquê eu mesmo achei muito estranho naquele momento, mas enquanto brincávamos nos balanços, a ideia de que tudo ficaria ainda mais perfeito se houvesse uma criança entre nós, rondou a minha cabeça e, reconheço, tomou meus pensamentos por alguns dias.  

Foi estranho, muito estranho, mas estranhamente agradável. 

Um bebê? Será que ela gostaria de ter um filho comigo algum dia? Honestamente, eu adoraria segurar uma outra pequena Emy nos braços, tão fofa quanto a mãe, e talvez um pouco teimosa também, mas igualmente linda. 

Uma menininha nossa...  

- Sorrindo para o vento, Ji Yong?  

A voz de Taeyang chama a minha atenção e só então percebo que estava sorrindo feito um idiota. Pigarreio, vendo-o sentar ao meu lado no banco. TOP-hyung e Daesung também aparecem e tomam o banco da frente.  

- Só pensando. - respondo. 

- Naquela sua namoradinha com cara de estudante do colegial? A Emily? - TOP- hyung indaga, com um sorrisinho debochado - Ainda estão brigados? 

- Sim.  

- Pensei que já tinha superado. 

- Oi? - franzo o cenho - Como assim? 

- Indo à festas quase todos os dias, distribuindo sorrisos e marcando presença nos eventos que os amigos te chamam. Isso não me parece costume de quem está "sofrendo por amor", Ji Yong. 

Solto um riso abafado e viro o restante do café. Dou o último trago no cigarro e o encaro enquanto apago a bituca. Então digo: 

- Eu sou um ótimo ator, hyung. Eu sei fingir e muito bem. 

Seung Hyun balança a cabeça minimamente e fica quieto. É, talvez não esperasse por essa resposta. Um breve silêncio nos ronda, até Daesung quebrá-lo. 

- Se você realmente ama a Emily, por que ainda não foi atrás dela?  

- Eu fui a semana inteira, até mesmo nos dias em que estive naqueles eventos idiotas. Fui ao prédio dela e fiquei parado que nem um imbecil na frente do apartamento, no meio da madrugada, tentando engolir o meu orgulho e apertar a maldita campainha. Mas, só o que consegui foi gastar a sola dos sapatos. 

- Nossa, que deprimente. - Young Bae lança. 

- Pois é... - bufo - A última vez que eu fui até lá foi ontem de madrugada. 

- Agora entendo esses óculos enorme enfeitando o seu rosto. 

- Isso sem contar quando fiquei com o carro parado na frente do prédio. 

- Cara, faz anos que não te vejo assim por causa de uma mulher... 

- Pelo amor de Deus, Ji Yong, qual o problema em ir logo resolver isso? - TOP se pronuncia outra vez - Noites mal dormidas, um ânimo insuportável, olheiras que nem os óculos estão escondendo e, pior, está infligindo sofrimento a si mesmo. Se você ama realmente essa mulher, dá pra largar essa porcaria de orgulho e ceder? Não estou dizendo para voltar com ela, mas, pelo menos, tente explicar toda a história do seu casamento e assim, quem sabe, conseguir que se entendam. 

- E você acha que eu já não tentei fazer isso? - retruco - Foi a primeira coisa. 

- Não, não foi. Eu sei muito bem como você funciona. Quando entra numa briga, quer ser sempre o dono da razão, e quando explode, desiste e vira as costas. 

Respiro fundo uma e outra vez, desviando o olhar para os sapatos. Ok, tenho que reconhecer esse meu defeito, mas não dá para segurar. Assim como somos dois amantes, somos dois rivais muito fortes no que se refere à quem tem o orgulho maior. 

- Eu estou cansado, hyung. É tão difícil entender? - solto. 

- Você precisa ter paciência com ela. 

- Só Deus sabe o quanto de paciência eu tive durante esses meses, Seung Hyun. - passo a mão entre os cabelos, suspirando - Só que cheguei no limite. 

- Tudo por causa daquela história da Kiko que nos contou? - Taeyang indaga. 

- Exatamente. 

- Mas, que eu bem me lembre, você disse que não dava a mínima. 

- Pois é, eu realmente estou pouco me lixando. Mas a Emy não. E todas as vezes que nos reencontramos, acabamos discutindo por isso. É frustrante. 

- Só que você precisa entender uma coisa, Ji Yong. Para a Emily, a Kiko é uma pessoa realmente importante. Pelo o que nos contou, elas são amigas desde criança, e aceitar que está apaixonada pelo namorado da sua melhor amiga não é lá algo fácil de se fazer. A Emily carrega a culpa de estar envolvida com você. E, se antes já era complicado só por você ser o namorado, imagina agora que ela sabe que eram casados?! 

- Isso é verdade, hyung. - Daesung continua - A pobre Emily deve se sentir horrível, principalmente agora que sabe de toda a verdade. Sei que esse casamento foi um erro e que você já o corrigiu pedindo o divórcio, mas não espere que para a Emily seja simples aceitar tudo de uma vez.  

Desvio o olhar novamente para os meus sapatos e outro suspiro me escapa. Eu sei que não está sendo fácil para ela, tanto quanto não está sendo para mim. Na verdade, para Emy deve ser mil vezes pior, já que se trata da sua amiga de infância. 

Claro que me passou pela cabeça o quão egoísta eu estou sendo ao "exigir" que ela esqueça essa história de amiga. Quando o mesmo aconteceu comigo e o Xin, foi muito fácil e até hoje somos amigos, o fato da Kiko ter preferido ficar ao meu lado não abalou a nossa amizade. Se bem que eu sempre soube que Xin não dava a mínima para aquele namoro e por isso não ficou puto. 

Mas no caso da Emy, a situação é outra. Ela realmente se importa com a Kiko. Tanto que sofre por tudo o que nosso relacionamento resultou à amizade delas. E, por mais que tudo tenha acontecido, ela continuou dizendo que me ama. Ela sacrificou tudo para ficar ao meu lado, até mesmo o orgulho que tanto disputamos. 

Sim, eu sou um egoísta. Um maldito egoísta. 

- Uma hora ou outra, alguém terá que ceder - a voz de Seung Hyun me faz erguer a cabeça - Se não for ela, será você. Isso é, se ainda existe amor entre vocês. 

- Claro que existe! - exclamo. 

- Ei, calma - solta um sorrisinho - Depois desse grito, eu não duvido. 

- Idiota...! 

- Vamos lá, hyung. O que custa dar o braço à torcer e ir atrás dela? - Dae fala. 

- E se ela não quiser mais ouvir? Depois do que eu disse, não me surpreenderia se ela não quisesse mais olhar na minha cara. 

- Hyung, se ela te ama do mesmo jeito que você a ama, tenho certeza de que irá ouvir o que tem a dizer.  

- Será? 

- Você anda bem inseguro, hein?! - Young Bae debocha e eu o fuzilo. 

- Cale a boca! - olho para Daesung - Você acha que devo tentar? 

- Acho não, tenho certeza. Assim como colocou um "final" em tudo, tenha coragem para resolver. A Emily está confusa em relação aos sentimentos dela por você e pela Kiko. Mostrar que está ao lado dela é a melhor forma de conseguir que o relacionamento de vocês funcione. 

Fico pensativo, mas Daesung tem razão. Eu deveria ser o apoio dela e não o contrário. Ao invés de ajudá-la com as minhas exigência, eu apenas estraguei tudo. 

Sou muito idiota! 

- E aí, o que pretende fazer? - TOP-hyung questiona. 

- O óbvio e o que eu estou louco para fazer desde que sai de lá. 

Os três sorriem para mim e acabo sorrindo também. 

- Boa escolha. 

Com um sorriso, acendo mais um cigarro e ofereço a Seung Hyun, que não nega. O silêncio novamente paira sobre nós. 

- Mudando um pouco de assunto - Taeyang diz - Quando o maknae volta? 

- Para onde ele foi fazer mesmo? - Dae questiona.  

- Foi para as gravações daquele programa na China. 

- Bom, acho que amanhã. Mas como pediu folga, só o veremos depois de amanhã aqui para as gravações. 

Young Bae consente e fala: 

- A propósito, reparam que ele anda meio estranho ultimamente? 

- O Seungri sempre foi estranho. - Seung Hyun lança e todos rimos - Mas, agora que disse, tenho que concordar. Ele anda estranho mesmo. 

- O que será que está acontecendo? Algum problema de família? 

- Não sei. - dá de ombros - Tem alguma ideia, Ji Yong? 

- Não.  

Trago o cigarro e volto a olhar para o céu. Essa conversa sobre o Seungri, não sei porquê, mas me deixou inquieto. Eu também percebi que ele anda esquisito por esses dias, porém, não faço ideia do motivo.  

Espero que não seja nada relacionado a Emy... 

- Bom, acho que já passamos tempo de mais enrolando. - digo, cortando o assunto - Melhor voltarmos para o estúdio. Quanto mais rápido formos, mais rápido podemos ir para casa e descansar. 

Todos concordam e, ao apagarmos os cigarros, TOP-hyung e eu seguimos os demais escadas a baixo. 

Com a cabeça um pouco mais leve e minha decisão tomada, o dia parece correr mais rápido. Consigo, enfim, focar totalmente na gravação e pouco antes das oito, o nosso trabalho do dia está terminado. 

Troco mais algumas palavras com Teddy-hyung sobre o que podemos fazer para melhor um arranjo aqui e ali, e depois de me despedir dos outros, pego a bolsa e saio em direção ao estacionamento, onde entro no Lamborghini as pressas.  

Meu coração palpita forte e meus dedos coçam ao redor do volante. Eu quero muito ir até o apartamento dela agora, mas estou tão cansado graças às outras noites em claro e a gravação que tomou o dia inteiro, que posso acabar estragando a nossa reconciliação por conta disso. Se eu esperei todos esses dias, acho que posso esperar mais um. Vamos sem pressa. Quero fazer tudo certo para que dê certo.  

- Vou fazer dar certo dessa vez, pequena, você vai ver. 

Com um bom humor que não tenho à dias, dirijo de volta para o meu apartamento, e assim que paro no farol, a vitrine da joalheria que geralmente frequento toma a minha atenção. E súbito tenho uma ideia; dou a volta do quarteirão e estaciono na rua de trás. Visto a máscara e o boné, enfio o celular e a carteira nos bolsos, e saio em direção a entrada da loja. 

Assim que entro, sou reconhecido e bem recebido, como sempre. Não perco tempo e peço para que uma vendedora me leve até a seção de pulseiras e braceletes. Conhecendo Emy como conheço, ela deve ter ficado tão irritada, que descontou nas pulseiras que lhe dei. Bom, agora vou lhe dar algo que não possa quebrar com tanta facilidade. 

Escolho um bracelete de ouro com alguns pingentes, sendo dois deles as iniciais dos nossos nomes, e outros que me lembram ela. Peço a vendedora que embrulhe a caixinha e logo tenho um bonito pacote em mãos. Pago e então saio.  

Se Emy souber o valor desse presente, com certeza me fará devolvê-lo. 

Chego em casa e deixo o pequeno embrulho cuidadosamente sobre o criado-mudo ao lado da minha cama, e parto para o banheiro. Tomo uma ducha rápida e sem roupa mesmo, me jogo sobre o colchão e puxo os lençóis para cobrir a cintura. 

Alcanço o embrulho e o pego. Observo por uns segundos e acabo sorrindo, imaginando que logo terei minha pequena de volta e lhe entregarei esse pequeno mimo. Aquelas pulseiras eram fáceis de quebrar, assim como o nosso laço, mas agora isso será diferente. Da mesma forma que esse bracelete de ouro é impossível de quebrar, o nosso laço também será.  

.  

Calço os tênis com pressa e confiro, pela milésima vez, se o embrulho está dentro da bolsa. Ajeito os cabelos que teimei em pintar outra vez de preto e dou-me por satisfeito, agarro as chaves do carro e disparo para o elevador.  

Estou ansioso. Sei que faz apenas uma semana desde a nossa briga, mas, não sei se é por causa da saudade, parece que faz tanto tempo. Ficar longe da Emy tornou-se uma tortura para mim. Posso ter dito aquelas benditas palavras, porém, deixá-la é algo que eu realmente não conseguiria fazer. Eu amo aquela garota como nunca amei ninguém antes, nem mesmo aquela com quem me casei achando ser por amor. 

Não demoro a dar a partida no Bentley e sair para a avenida, rumo ao prédio dela. Sei que está um pouco cedo, mas do jeito que ela é, certeza de que está acordada. Acho que é um bom momento para conversarmos, afinal, só tenho gravação na parte da tarde e dessa forma poderemos falar com calma.  

Olho para a bolsa que abriga o presente e sorrio. Pode ser um pouco exagerado, principalmente o pingente de menina que acabei comprando no impulso daquele pensamento de ontem, mas creio que vá gostar. Combina com ela. 

Alguns minutos se vão e finalmente chego ao seu prédio, e sou obrigada a estacionar uns metros antes da entrada por não ter vaga. Observo a fachada e o nervosismo me invade. Respiro fundo. Não voltarei atrás agora, não quando uns bons sermões e a coragem finalmente me acertaram. Eu quero a minha pequena de volta e não será essa droga de orgulho que irá atrapalhar os meus planos. 

Pego o embrulho de dentro da bolsa e respiro fundo mais uma vez. Destravo a porta, mas assim que vejo-os juntos, saindo do prédio e aos risos, meu corpo congela. Com os olhos vibrados, acompanho os dois cruzando a rua e parando ao lado do Jaguar preto, e ele abre a porta como o grande canalha que é, exalando seu "arzinho" sedutor, e ela sorri. Deus, ela sorri como se nada estivesse acontecendo. 

Aperto o embrulho em minha mão e continuo observando. Seungri circula o carro, ostentando aquele sorriso vencedor e entra, segundos depois dá a partida e sai rua a fora. Deixando-me para trás, mesmo sem saber. Engulo seco a minha raiva, minha tristeza e tudo mais o que posso sentir, as tolas ilusões que tive como um adolescente apaixonado, e atiro o pacote com toda a minha força contra o para-brisa. 

Era isso. No final, todo o joguinho de sedução do Seungri realmente funcionou e ele conseguiu o que mais desejava, ter a Emily para si. 

Como eu pude ser tão cego? 

Como eu pude ser tão idiota? 

Eu deveria ter percebido que toda a sua estranheza tinha uma razão e essa razão era ela. O pior é que, foi só eu virar as costas e dizer que não queria mais nada, que ela correu para os braços dele. E eu aqui, um completo otário, pensando que nosso amor era mais forte do que tudo, pensando que ela sentia o mesmo que eu. 

De novo, estou errado. De novo, sou um grande trouxa. 

Encosto a cabeça no banco e fecho os olhos. As lágrimas que tanto não quero derramar vem como um vendaval. Levando o pouco que sobrou de mim. 

Choro, como à dias venho fazendo. Eu apenas choro. Olhando para o pequeno embrulho agora amassado e o aperto com mais força, descontando toda a minha mágoa, querendo quebrar essa porcaria que pensei ser inquebrável. 

Eu não posso mais. Não posso mais sofrer pela Emily como tenho sofrido. Não importa o que eu faça ou o que eu tente, esse amor só demonstra ser uma verdadeira maldição. Talvez a Kiko não seja a verdadeira razão para que não esteja dando certo. Acho que simplesmente não vai funcionar, por mais que me empenhe, está claro que não teremos futuro. 

Amo a Emily e amo mais do que qualquer coisa, mas assim como eu disse para o TOP-hyung, eu sou um bom ator. Eu sei fingir e muito.  

Então, eu vou fingir que não amo mais essa mulher.


Notas Finais


Essa é a tradução da musica amores

https://www.letras.mus.br/the-oral-cigarettes/amy/traducao.html

Leiam e me digam o que acham :)


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