História Desejo Imprudente - Capítulo 43


Escrita por: ~

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Categorias Big Bang, G-Dragon
Personagens D-Lite (Daesung), G-Dragon, Personagens Originais, Seungri, T.O.P, Taeyang
Tags Big Bang, Daesung, Drama, Hentai, Personagens Originais, Romance, Seungri, Taeyang, Top
Visualizações 1.811
Palavras 2.959
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


OLÁÁÁÁÁÁÁ MEUS AMOOORREEEEEEEEEEESSS....


OLHA QUEM VOLTOOOOOOOOOOOOOOOUUU??? A UNNIE!!!

*FOGOS DE ARTIFICIO*

Bom, vcs devem ter visto o meu avisinho (pra quem não viu) dizendo que estava mto atolada no trabalho e por isso não consegui postar cap novo, mas q estava tdo bem.

HJ EU CONSEGUI UM TEMPO E ESCREVI UM NOVO CAP \o/

E, assim como todos os outros, esse cap tá recheado de treta xD

Vamos ver se a senhorita Emily vai aprender a parar de ser besta kkkkkkkkkkkkkkk

Bom, espero q gostem do cap. e tbm vou tentar voltar mais rápido no proximo (tomara \o/)

BJOKAS *3*

Capítulo 43 - Certinha demais


Fanfic / Fanfiction Desejo Imprudente - Capítulo 43 - Certinha demais

Olho para o celular mais uma vez. Nada. Solto um suspiro, devolvo o aparelho ao bolso e volto a arrumar os manequins, sem animação alguma. Talvez eu esteja um pouco ansiosa ao verificar de cinco em cinco minutos o celular, mas, levando em consideração que já passaram dois dias, creio que essa ansiedade é totalmente normal. 

Será que ele não respondeu por não reconhecer o meu número novo? Não, não, eu assinei com o meu nome justamente para não ter esse problema. Então, por quê Ji Yong não responde as minhas mensagens? Será que está tão chateado à ponto de não querer escutar o que tenho a dizer, ou pior, de não querer resolver a nossa situação? Ok, eu até esperava que não fosse dar o primeiro passo. Mas, poxa, eu tomei a iniciativa de procurá-lo, demonstrando que desejo nossa reconciliação, e ele não dá a mínima importância para isso? 

Sinceramente, estou começando a me arrepender por ter jogado o meu preciso orgulho fora. 

- Não, Emily! Não e não. Sem arrependimentos! 

Repreendo a mim mesma e balanço a cabeça, tentando espantar essa sensação para bem longe. Não vou voltar atrás. Por mais que a história da Didie não esteja completamente resolvida e, de longe, ela quer resolvê-la já que também não respondeu as mensagens que enviei, eu sei que errei com o GD aquele dia e estou disposta à admitir e tentar solucionar o meu erro. 

Dei o primeiro passo, agora seguirei adiante. 

Eu o amo, não posso e nem quero mais negar isso. Amo Kwon Ji Yong e não suporto mais estar brigada com ele. E no fundo, sei que tem razão ao dizer que ajo como uma covarde, pois de fato eu sou.  

Declarei aquela noite em Jeju que escolhi o nosso amor, me entreguei à ele, sendo que na verdade ainda tinha dúvidas rondando a minha cabeça e, quando Kiko apareceu e tudo veio à tona, minha convicção desabou. O meu lado culpado falou mais alto e todo o belo discurso de amor foi por água abaixo.  

E por quê? Porque eu sou certinha demais. 

Não sei dizer se é um defeito ou qualidade, mas eu sempre fui assim, certinha demais, boazinha demais. Sou incapaz de simplesmente ignorar os sentimentos dos outros, ainda mais quando sei que de alguma forma estou envolvida neles, e talvez esse seja o motivo por trás dos meus problemas. 

Eu poderia ser mais egoísta, né?! Sim, eu poderia, mas não consigo. Sou daquelas que acredita que tudo o que faço de ruim, uma hora ou outra, voltará para mim. Essa é uma das razões pelas quais quero fazer tudo certo em relação ao Ji Yong e nosso relacionamento.  

E também, depois de tudo o que passei no meu país natal, o que menos quero é me tornar uma pessoa que não dá a mínima para o sentimento próximo. Eu vivi na pele o que é ser desprezado e, enquanto puder, me nego a desprezar alguém.  

Aaaahhh... Realmente, eu sou certinha demais. 

- No mundo da Lua de novo, dongs?!  

A voz de Soo Jin-unni chama a minha atenção e saio dos devaneios. 

- Eu?! - pigarreio - No mundo da Lua?!  

- E onde mais seria? Ah, eu sei! - estreita os olhos e sorri - Pensando no namorado, certo?! Não negue, seu olhar diz tudo. 

- Eu só estava concentrada, unnie, só isso. 

- Mentirosa...! 

Sorrio fraco e suspiro. É, está tão óbvio que nem vou me dar ao trabalho de tentar inventar uma desculpa melhor do que essa. 

Pego o lenço de seda cheio de bordados e enquanto amarro ao redor do pescoço do manequim, resolvo mudar de assunto, e pergunto: 

- Quando a Dami-unnie volta de viagem?  

- Acho que daqui à uns dois ou três dias. Por quê? 

- Por nada, só quero agradecê-la pelo celular. 

- Hum... - mede de cima à baixo - Só por isso? 

- E pelo o quê mais seria? - indago, soltando uma risada. 

Soo Jin-unnie também sorri e bagunça gentilmente os meus cabelos. Diz: 

- Estou brincando, dongsaeng. Sei como você é. Não vai sossegar até conseguir agradecer a Dami, certo?! 

- Pois é... - sorrio constrangida. 

- Bom, eu vou voltar ao trabalho antes que a preguiça fale mais alto.  

- Ainda arrumando o estoque?  

- Sim. 

- Quer ajuda? 

- Não se preocupe, estou quase terminando. - consinto e ela continua - Como só faltam esses manequins, se quiser tirar seu café depois, fique a vontade. 

- Ok, vou tirar. Preciso de um chá bem gelado. - rio. 

Soo Jin sorri como sempre faz e caminha em direção a escada do estoque, deixando-me sozinha com os manequins e a ansiedade de antes. Tento me conter, mas pego o celular só para conferir, e de novo minhas expectativas são quebradas. Assim como imaginei. Torno a guardar o aparelho, no mesmo ritual que segui ao longo do dia, e tomo vergonha para continuar o meu trabalho. 

Ajeito as últimas peças de roupa, alguns acessórios, e finalmente está pronto. No relógio da parede marca 16:25hs, horário perfeito para ir atrás do meu querido chá gelado, então guardo as peças que sobraram e deixo na prateleira dos fundos. Ponho o cartão de crédito no bolso do jeans e saio rumo a cafeteria que faz minha alegria, talvez um grande copo de chá me faça relaxar, nem que seja um pouco.  

Com as mãos enfiadas nos bolsos, faço o pequeno trajeto até a loja, cogitando se devo enviar mais uma mensagem ou não, mas um tumulto logo a frente chama a minha atenção. Vejo algumas luzes, pessoas andando de um lado para o outro, além dos curiosos e gente que simplesmente quer passar. Será alguma gravação? Bom, tendo em vista que aqui é Gangnam, não me surpreenderia, afinal isso sempre acontece. 

Dou de ombros e sigo o meu caminho. Prefiro deixar que façam seu trabalho e ir atrás do meu sonhado chá gelado. Cruzo entre as pessoas, sem dar muita importância, mas detenho o passo ao vê-la ali, sendo o centro das atenções, como sempre foi. 

Minha garganta seca. Minhas mãos tremem. 

Imóvel, observo-a posar para as câmeras, sorrindo e esbanjando toda a sua imponência de modelo, agindo como se nada pudesse atingi-la, enquanto eu sinto o peso do mundo cair em minhas costas. Justo aqui, justo agora, nos reencontramos. 

- Pausa de trinta minutos! - alguém grita. 

Desperto e pisco algumas vezes para voltar à tona. A multidão começa dispersar aos poucos e então, ela e eu, ficamos frente a frente. Didie arregala os olhos ao me ver e eu não consigo expressar mais do que o meu remorso. Por segundos, apenas nos encaramos, e posso sentir o quão desgostosa está comigo. Sua frieza gela os meus ossos. 

Respiro fundo. Do jeito que me olha, está óbvio que não quer contato nem um, mas eu não posso perder essa oportunidade, não quando essa chance está tão propícia. 

Chego mais perto, mas nem tenho tempo de dizer seu nome, pois ela vira de costas e me ignora. No entanto, não me dou por vencida, me aproximo ainda mais e grito: 

- Didie! 

Ela para, mas não vira. Minha apreensão começa a falar mais alto. Sei que ainda deve estar muito chateada e que talvez o que eu lhe diga vá piorar ainda mais a nossa situação, mas precisamos resolver logo esse problema, é o melhor para nós duas.    

- Didie, por favor, vamos conversar. 

Num movimento rápido, Kiko se aproxima e para diante mim, com uma expressão nada boa, beirando a repulsa. Nada espantoso. 

- Vamos para o trailer. - diz. 

Concordo e a sigo para o trailer da produção. Assim que entramos, uma staff serve um copo de café gelado para Kiko e acabo aceitando um também.  

- Vou deixá-las à vontade. - a garota diz e sai. 

Sozinhas, a última coisa que ficaremos é à vontade de presença uma da outra. Tomo um pouco da bebida enquanto observo Didie fazer o mesmo e, em nenhum momento, seus olhos se direcionam a mim. O clima é pesado, muito pesado. 

- Você recebeu minhas mensagens? - pergunto, querendo quebrar o silêncio. 

- Sim. - responde seca e fica calada. 

Balanço a cabeça, demonstrando entender, e bebe mais do café. O clima ruim continua. Eu preciso prosseguir. 

- Por que não respondeu? - indago - Bom, do jeito que você deve estar ocupada, eu imagino que... 

- Eu não quis responder. - interrompe - Simples. 

Fico quieta. Eu sei que Didie é fria quando quer, só não esperava que tanto.  

- Didie... 

- Primeiro: não ouse me chamar por esse apelido ridículo outra vez. - solta, me encarando de cima a baixo - E segundo: diga logo para o que veio porquê estou ocupada. 

Consinto, engolindo seco. Pois é, não vai ser fácil. Nada fácil. 

- Di... Kiko, eu... Eu gostaria de pedir desculpas por tudo o que estou lhe fazendo passar. Sei que foi um choque me encontrar com o seu ma... Seu ex-marido daquele jeito e ainda mais porquê trai sua confiança e a nossa amizade. Realmente, eu... 

- Não quero suas desculpas. Para mim, não servem de nada. - interrompe. 

Suspiro. Se continuar assim, não terei nem chance de falar. 

- Eu sei que está brava e não quer minhas desculpas. Realmente, entendo isso - continuo - Mas, para mim, é importante dizer que... 

Kiko ri debochado e bebe mais do café, deixando o copo de lado. 

- Vamos poupar tempo, Emily, e ir logo ao que interessa. Certo?! - interrompe mais uma vez - Já disse que suas desculpas não servem pra porcaria nenhuma. 

Respiro fundo. Sei que não estou em posição de ficar brava, mas esse lado da Kiko sempre me estressou e agora não é diferente. Então, resolvo ser prática. 

- Por que não me contou? - questiono - Sobre o seu casamento com o Ji Yong. 

- Se eu tivesse contato, faria diferença? Não duvido que teria se esfregado nele de qualquer maneira. 

- Isso é mentira! Sabe que eu sempre te respeitei e, mesmo com todas as besteiras que fez em relação ao Ji Yong, apoiei o namoro de vocês. Se tivesse me contado sobre o casamento, eu nunca... 

- Não teria mudado absolutamente nada! - corta. 

- Por favor... 

- Quer saber mesmo porquê nunca te contei sobre o meu casamento?! - lança, junto a um olhar cheio de raiva. 

- Sim, eu quero saber. 

- Porquê você é certinha demais. 

- O que? Como... 

- Aquele homem já deve ter contado que nosso casamento era, além de escondido, "aberto". Eu queria manter o Ji Yong para mim, mas também não queria ficar presa, então propus essas condições para o nosso casamento. Poucas pessoas sabiam porquê... Pra variar... Ninguém entenderia nossa relação e você, querida Emily, é uma dessas pessoas. 

Permaneço calada, perplexa, e ela continua: 

- Você sempre tentou dar uma de protetora, boa moça, a amiga perfeita que vivia me "aconselhando" sobre como devia tratar o Ji Yong e nosso relacionamento, e blá blá. Se eu tivesse contado, óbvio que teria sido contra, me encheria ainda mais o saco. E, convenhamos, eu já estava no limite de aguentar esse seu bom senso barato. 

Boquiaberta com tudo o que acaba de dizer, pisco algumas vezes, tentando fazer minha ficha cair. Encaro minhas 'sabe-se lá o quê' e murmuro: 

- Eu sempre quis o seu bem, Kiko, e... 

- Meu bem uma ova! Eu sei que sempre agiu assim só pra alimentar o seu ego. 

- Mentira! - rebato - Tudo o que fiz foi por que me preocupo com você, Kiko, não pense o contrário. Você é minha amiga desde que éramos crianças e eu te considero uma pessoa muito importante na minha vida.  

- Tão importante me apunhalou pelas costas ao ter um caso com o meu ex-marido. O homem que eu sempre amei e você, mais do que ninguém, sabia muito bem disso. 

- Sim, eu sei. Assim como você sabe que eu nunca achei certo o que fazia com o Ji Yong, mas sempre fiquei ao seu lado, por pensar que ainda existia amor. Mas Kiko, você também errou ao estar tantas e tantas vezes com outros homens. 

- Indiferente. - faz um gesto com a mão - Ainda sim, o Ji Yong sempre foi o amor da minha vida e era o meu marido. 

- Sei que errei ao me envolver com o Ji Yong, mesmo sendo o seu "namorado" e estarem separados. Mas, estou arrependida. Nossa amizade é muito importante, acredite. 

Súbito, o silêncio nos ronda. Estranho. Kiko mexe no canudo da bebida e, assim que nossos olhares se encontram novamente, sinto um arrepio tenebroso na espinha. 

- Está mesmo? - indaga e um sorriso incomum enfeita seus lábios. 

- O que? 

- Está mesmo arrependida? 

Pondero por uns segundos, e digo: 

- Sim, eu estou. 

Kiko remexe os cabelos curtos, assim como os meus, e me encara. 

- A ponto de largar o Ji Yong se eu pedir? Pela nossa amizade? 

Arregalo os olhos. Onde ela quer chegar com isso?  

- Kiko... 

- Eu te perdoo, Emy. Perdoo e voltaremos a ser melhores amigas, mas, com a condição de que não ficará mais com o Ji Yong. 

- Se quer saber, eu não estou mais com o Ji Yong. Desde aquele dia, eu... 

Repentinamente, sua gargalhada alta corta as minhas palavras e eu fico sem entender. Observo Kiko rir, quase escandalosamente, e prefiro ficar quieta. 

- Eu sabia. - fala, secando as lágrimas dos cantos dos olhos.  

- Sabia do que? 

- Você é ridícula, Emily! 

- Hã? 

Ela levanta e começa a caminhar no espaço apertado do trailer, até parar e recostar na pequena penteadeira do canto. Ainda confusa, observo cada movimento, até seus lábios se abrirem e aquele arrepio estranho me acertar de novo. 

- Vou te contar um segredinho, querida Emily - morde o lábio e sorri - Eu sabia que esse seu "bom senso" resolveria todos os meus problemas. 

- O que? 

- Você é tão certinha, Emily, sente tanta culpa, que eu não precisei pensar muito para ter certeza de que acabaria largando o Ji Yong por puro remorso. Por isso não fiz nada, pois sabia que você mesma acabaria se boicotando. 

Dá mais alguns passos e apoia os braços na mesa, me encarando profundamente. 

-  O Ji Yong não significa mais nada para mim. 

- O que? 

- A verdade é que nosso relacionamento já estava uma merda e depois desses dias e do nosso divórcio, percebi que o melhor que tinha a fazer da minha vida era me livrar dele. Mas, uma coisa é querer liberdade, e outra é te dar o gostinho da vitória.  

- Kiko, você... 

- Eu nunca te daria a chance de ser feliz as minhas custas, não mesmo. Então, preferi fingir que estava magoada. Eu sabia perfeitamente que você faria o favor de estragar o seu "casinho" com o Ji Yong e, conhecendo-o como eu conheço, tenho certeza de que ele já deve ter cansado de bancar o trouxa com você. Sabe, ele pode ser persistente, mas quando desiste, não tem quem o faça voltar atrás. 

Aturdida com suas palavras, mal consigo encontrar as minhas para responder. Então quer dizer que, sabendo o quanto eu presava nossa amizade, a consideração que eu tinha e a culpa, ela deixou que eu sofresse enquanto ria da minha cara? 

Sinceramente, eu poderia suportar muitas coisas. Sua mágoa, sua frieza e suas farpas. Mas esse é o limite. No fundo, eu sempre soube e tentei muito fingir que estava enganada, porém, a verdade é que Kiko nunca amou o Ji Yong assim como a nossa amizade só era valiosa para mim. Eu fui, por todos esses anos, uma grande tola! 

- Você nunca o amou, não é?! Assim como nunca me considerou uma amiga de verdade, mesmo depois de tudo o que fiz ou sacrifiquei por você. 

Ela sorri debochado e dá de ombros. Eu não preciso de mais do que isso para ter a resposta que queria. Realmente, tanto eu quanto GD, fomos grandes idiotas. 

Largo o copo de café pela metade e fico na mesma posição que ela, com as mãos apoiadas na mesa para encará-la melhor. Com a decepção entalada na garganta, eu falo: 

- Já que você contou o seu segredinho, Audrie, também vou contar o meu - inclino o corpo para frente, chegando bem perto do seu rosto - Eu amo o Ji Yong!  

Vejo seu rosto contorcer em desgosto, mas não dou a mínima. Continuo: 

- Se eu não fiquei com ele até agora, não foi por falta de vontade ou por não haver amor entre nós, e sim porquê eu tinha consideração pelos seus sentimentos. E, admito, me dói perceber que nossa amizade não passou de uma grande merda para você durante todos esses anos. Mas, quer saber...  

Inclino mais e estamos a centímetros de distância, tanto que sinto sua respiração irritadiça contra o meu rosto. Mas seu olhar raivoso e sua postura fria, pela primeira vez, não surtem o mesmo efeito de antes. Se ela está brava, eu estou mil vezes mais. 

- Muito obrigada por ter aberto os meus olhos. Agora, eu posso ir até o homem que eu amo sem o remorso de estar magoando uma amiga. 

- Você não se atreveria... 

- E você não me conhece. 

Volto a postura normal e nem espero por sua resposta. Dou-lhe as costas, abro a porta do trailer de supetão e saio para a rua, sob o olhar de toda a produção. Escuto sua voz chamar o meu nome com raiva, mas pouco me importo, apenas continuo andando. 

A Emily certinha demais, assim como nossa amizade, acaba de ficar para trás.



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