História Desejo mais infernal - Capítulo 15


Escrita por: ~

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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Connor, Desejo, Grace, Ray, Sarah, Sebastian, Todd
Visualizações 43
Palavras 2.147
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Suspense
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oie
Tudo bem
Estão esperando para saber sobre Sebastian
Vamos ver o que vai acontecer
Espero que gostem do capítulo
Boa leitura

Capítulo 15 - Mais uma chance


                     Grace

         Sebastian estava sendo transportado pela ambulância e eu estava desesperada e rezando para ele sobreviver. Não estava me importando com o sangue em mim, apenas queria saber de Sebastian. Eu não devia ter deixado ele sozinho.

           Os paramédicos estavam cuidando dele dentro da ambulância enquanto íamos a caminho do hospital. Eu segurei a mão de Sebastian e chorei por saber que foi capaz daquilo. Eu não era motivo suficiente para ele continuar vivendo. E aquilo me machucou.

       [...]

          Fiquei esperando enquanto Sebastian era socorrido, depois de ligar para Garrett e dizer o que aconteceu. Minhas lágrimas já tinham escassado, mas eu continuava chorando.

            Meu celular vibrou e eu atendi sem saber quem era. — Alô! — Por sorte, minha voz saiu. Estava sentindo um nó gigantesco na minha garganta.

            — Grace, você está bem? Aonde você está? — Era Ray.

            — Eu não quero falar. — Chorei mais ainda. — Sebastian está morrendo. — Desliguei.

           Garrett veio correndo, mas como não podia me abraçar, sentou ao meu lado. Ele também estava triste.

           — Como ele fez isso? — Perguntou.

           — Ele cortou os pulsos. — Gaguejei. — Ele perdeu muito sangue. Eu tenho muito medo, Garrett. Ele não pode me deixar.

         — Os médicos ainda não disseram nada?

         — Não. Eu tenho muito medo.

            Ele cobriu seu rosto com as mãos. — Ele vai sobreviver. Eu sei. — Ele falou.

             Não falei mais nada. Apenas chorava. Não estava conseguindo parar, pois Sebastian estava entre a vida e a morte. Eu não ia suportar perdê-lo.

     [...]

           Garrett me deixou sozinha e foi falar com o médico. Eu estava com medo de receber a notícia, por isso fiquei no mesmo lugar. Eu ainda não tinha me acalmado.

           Eu finalmente tinha parado de chorar, mas quando lembro da imagem de Sebastian no chão, sangrando, minhas lágrimas voltam. Aquilo não podia estar acontecendo.

            Ouvi passos se aproximarem de mim e quando olhei para cima, vi Ray. Eu estava tão arrasada que não podia me mover naquele momento. Como ele tinha me encontrado? Ele ia dizer coisas horríveis para mim?

               — Grace, você está cheia de sangue! — Ele falou cuidadosamente e sentou ao meu lado. — Você está bem?

              Eu me afastei. — Por favor, agora não é o momento para me colocar em baixo. — Falei entre soluços. — Eu estou muito mal. Não faça isso!

           — Não vou fazer. Eu não quero que você sofra. — Ele disse.

          — Se não quisesse, não teria feito o que fez durante toda a minha existência.

             — Desculpa, Grace. Vamos falar sobre isso depois. Agora, eu quero consolar você. Eu posso? — Ele perguntou esperando um abraço.

              — Eu não posso. Sebastian é o único homem que eu posso abraçar. — Bem, eu acho que Hugh também. Ele me abraçou e não aconteceu nada.

           — Entendo. — Ele parecia triste. Eu não estava acreditando nele. Era alguma armação contra mim.

            — Não. O senhor não entende.

            — Então me faça entender!

            — Eu só quero saber de Sebastian nesse momento.

             Garrett foi ter com a gente e se aproximou. Eu levantei para ouvir o que ele ia dizer. Limpei minhas lágrimas e olhei para ele.

              — Me diga que ele está bem. — Falei.

              — Felizmente, está. Ele foi socorrido à tempo. — Ele sorriu. — Você pode vê-lo se quiser.

              Não esperei ele dizer mais nada. Fui correndo para o quarto de Sebastian e encontrei ele dormindo. Fiquei ao seu lado e agarrei a sua mão.

            Eu pensava que ele estava desistindo dessa ideia. Eu pensei que ia tentar. Eu pedi, tentei fazer de tudo para evitar aquilo, mas não consegui. Sebastian não quis tentar.

              — Eu não sei o que dizer. — Falei mesmo sabendo que ele estava dormindo. Possivelmente não podia me ouvir.

       [...]

         Garrett estava falando com Sebastian quando ele acordou. Eu não. Eu não queria falar com ele ainda. Não depois do que ele fez, mas eu tinha que fazer aquilo. Ele já estava mal por saber que não poderia andar novamente, não queria que ficasse mais ainda.

            Ray sentou ao meu lado e me entregou uma garrafa de água. Eu não quis receber, mas estava com muita sede. Bebi tudo e olhei para ele.

            — Porquê ainda está aqui? — Perguntei.

            — Você ainda está coberta de sangue. Vá tomar um banho.

            — Você não manda em mim.

            Ele suspirou. — Você ligou para mim hoje a tarde. Quando eu ouvi seus gritos, passaram milhões de coisas na minha cabeça.

             — Você não gosta de mim. Porquê está fingindo ser um pai preocupado?

            — Grace, eu mudei.

            — Eu não sei se devo acreditar em você.

            — Eu sei. Vai tomar um banho. Eu levo você.

            — Eu não quero ficar longe do Sebastian. — Falei.

            — Então tome o seu banho no hospital. Está bem? Eu vou buscar alguma coisa para você vestir. 

              Ele levantou e caminhou na direção da saída. Eu olhei para meus braços, minhas roupas e inclusive o meu cabelo e tinham sangue de Sebastian.

             Ray tinha razão. Eu tinha que tomar um banho. Fiquei sentada esperando ele voltar. Garrett saiu do quarto de Sebastian e se despediu de mim.

       [...]

         Ray comprou um vestido verde, que eu usei depois de tomar banho. Eu ainda estava desconfiando do seu estranho comportamento. Ele não gostava de mim. Porquê aquilo? Pena?

           — Você precisa comer. — Ele tinha voltado com comida. O cheiro era agradável, mas eu estava sem apetite.

           — Não. Eu não quero comer.

           Ele colocou as sacolas ao meu lado e tirou o seu paletó. — Eu esqueci de comprar um casaco para você. — Ele estava me entregando.

             — Eu estou bem. — Falei, mas estava com frio.

             Mesmo assim, ele colocou o seu paletó nos meus ombros com cuidado e se afastou para olhar para mim. Não olhava como antes. Era um olhar diferente.

             — Você não tem sono? Faltam alguns minutos para a meia noite.

            — Estou bem.

            — Grace, você precisa comer e descansar um pouco. Por favor! — Não respondi. — Faça o que estou mandando!

            — Você diz como se fosse meu pai.

            Seus olhos ficaram encharcados, mas as lágrimas não caiam. Podia ser tudo mentira. Eu não sabia.

         — Eu sou seu pai, Grace!

         — Um pai cria, cuida e ama seus filhos. Você fez isso comigo? Nunca. Pelo contrário! Você só me tratava mal. Logo, você não é meu pai.

              Eu tirei seu paletó e levantei para entrar no quarto onde Sebastian estava. Deixei Ray sozinho. Eu não quis ser tão dura, mas não podia fazer outra coisa.

             Vi Sebastian olhando para o teto quando entrei. Eu me aproximei dele e mesmo assim não olhava para mim.

             — Você está bem? — Perguntei.

             — Você não podia me salvar. Essa decisão não é sua. — Aquilo me machucou muito. Não importava o que eu fazia, havia sempre alguma forma de acabar machucada.

              — Você queria me deixar sozinha? Sem você, sofrendo? — Minhas lágrimas caíram.

              — Você tem seu irmão, sua mãe e Mónica.

            Será que ele já não queria mais nada comigo? O que eu tinha feito de errado? Eu estive com ele esse tempo todo. Eu não fui como Sarah, que dizia amá-lo, mas não tinha visitado ele desde que parou de andar.

            — Sebastian, eu tenho algo a dizer. Depois do que vou dizer, a gente nunca mais toca nesse assunto, entendido?

            — Está bem.

            Suspirei. — Eu pedi para você ficar comigo e parar de pensar em morte. Você disse que estava fazendo isso. — Eu continuava chorando. — Desde que você me deixou, há três meses atrás, eu duvidei do seu amor por mim. Eu não digo que agora eu duvido, mas depois do que você fez, eu sei que você não me ama como eu pensava. Não o suficiente para que no momento em que colocou aquela lâmina no seu pulso, pensasse em mim. Eu não o censuro. A gente teve algo apaixonante enquanto você ainda era casado, mas foi por pouco tempo. — Limpei as lágrimas. — E depois você me deixou. Eu entendo. A gente não esteve juntos tempo suficiente para você me amar tanto assim, por isso não faz mal. Apesar disso, eu amo você mais do que a mim mesma. Você foi o primeiro que me sentir coisas maravilhosas. — Ele olhou para mim. — Você me ensinou a amar. Não me importo com a nossa diferença de idades, eu só quero saber de você. Eu te amo tanto, tanto! Você não imagina o que eu faria por você. Eu quis pedir para você se colocar no meu lugar, mas não. Não vou fazer isso. Se você não quer fazer isso por mim, faça por você. Tem de haver alguma coisa que te motive a viver, porque já percebi que eu não faço isso. — Falei sentindo uma dor profunda. — Algo ou alguém, não sei. Sei que existe um motivo para você continuar. Pense nisso! — Suspirei. — Não vamos mais falar sobre isso. Nunca mais. É muito doloroso para mim, Sebastian.

            — Também é doloroso para mim estar nessa situação, Grace.

            — Eu sei.

            — Você não sabe. Antes era muito mais fácil. Eu era feliz.

            — E durante esses dias você não foi feliz comigo?

            — Você acha que isso que está acontecendo comigo vai afastar a tristeza? Você me faz feliz, Grace, mas eu não posso. Não posso prometer que não voltarei a fazer.

           — Deve haver alguma coisa que eu possa fazer. Por favor!

            — Não há. — Ele respondeu sem emoção. Doeu muito.

            — E se a gente tiver um bebé? — Perguntei. Ele olhou para mim congelado depois olhou para a minha barriga.

              — Você está grávida, Grace?

             — Responda a minha pergunta, Sebastian! — Eu falei. Não queria falar sobre aquilo.

             — Nesse momento eu estou tão mal, Grace, que não sei de mais nada.

            Não posso negar que aquilo machucou. Mesmo eu não estando grávida doeu. Eu me enganei muito. Ele não me amava tanto assim.

             — Você está grávida? — Ele perguntou novamente. Eu não quis responder.

         Eu saí do quarto e fechei a porta antes que ele dissesse alguma coisa. O que eu vi, só aumentou a minha dor. Ray estava conversando com Hugh.

             — Eu tenho muito orgulho em você, meu filho. — Falou Ray.

             Não consegui evitar uma lágrima. Os dois olharam para mim e Hugh se levantou.

             — Grace, papai me disse o que estava acontecendo e eu decidir aparecer aqui.

             — Muito obrigada. Isso é muito bom. — Falei e olhei para Ray.

             Ele me olhava com cautela e eu podia jurar que ele estava realmente preocupado comigo. Meu coração estava despedaçado quando soube que ele não me amava, ficou pior quando Sebastian me deixou e quando Cecília disse que eu não era mais sua filha, ficou ainda mais destruído quando soube que Sebastian não podia mais andar, quebrou quando vi como Ray amava Hugh e agora, depois de tudo aquilo, ele deixou de existir. Eu não aguentava mais.

          Eu caminhei para fora do hospital rapidamente e deixei todos para trás. Parar de chorar era impossível. Eu precisava ficar sozinha por algum momento.

         Eram demasiadas coisas para aceitar. Eu caminha perdida nos meus pensamentos, me afastando daquele hospital, mas decidi ir para o meu apartamento. Não queria ficar ali.

         O elevador parou no oitavo andar e eu saí para entrar no meu apartamento. Deitei no sofá e fiquei olhando para o teto. Possivelmente era uma da manhã.

        Me aconcheguei no sofá e caí num sono profundo.

       [...]

           Acordei quando ouvi o barulho na estrada e meu celular tocou em seguida. Eram três da manhã. Ray estava me ligando, mas não atendi.

       Levantei do sofá e fui espreitar pela janela. Havia um camião na estrada e dois carros quebrados por ele, a ambulância, era muita confusão. Então me lembrei que deixei Sebastian sozinho no hospital. Provavelmente, Ray e Hugh tinham ido embora e ele estaria sozinho.

        Fui para o quarto trocar de roupa. Tirei a roupa que Ray comprou para mim e vesti uma blusa azul, uma saia branca e um casaco marrom. Fiz um rabo de cavalo e calcei os meus sapatos.

        Peguei nas minhas coisas depois de chamar um táxi e saí do apartamento. Ainda estava com sono, mas apenas ia dormir quando chegasse no hospital. Ia dormir com Sebastian.

           O elevador continuou descendo e parou no piso térreo. Eu saí e esperei o meu táxi. Estava com frio mesmo com casaco e me estômago pediu comida. Devia aceitar comer quando Ray disse para o fazer.

       Fiquei esperando o maldito táxi, mas não aparecia. Estava fazendo muito frio e era tarde demais. Eu não queria deixar Sebastian sozinho.

           Senti uma presença atrás de mim e me virei. Seus olhos me assustaram e meu medo era palpável.



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