História Desejo oprimido - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Personagens Deidara, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Hinata Hyuuga, Ino Yamanaka, Jiraiya, Kiba Inuzuka, Kushina Uzumaki, Mikoto Uchiha, Minato "Yondaime" Namikaze, Naruto Uzumaki, Pain, Sakura Haruno, Sasuke Uchiha, Shikamaru Nara, Tsunade Senju
Tags Abo, Narusasu, Naruto!alfa, Naruto!seme, Sasuke!ômega, Sasuke!uke
Exibições 124
Palavras 2.977
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), FemmeSlash, Fluffy, Lemon, Romance e Novela, Shounen, Slash, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi, Yuri
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Drogas, Estupro, Gravidez Masculina (MPreg), Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Pansexualidade, Self Inserction, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá!
Sou nova por aqui, e essa é minha primeira fanfic com os personagens do Naruto. Não estranhem se eles estiverem OOC. Peço desculpas pelos erros, alguns sempre escapam hehe.
Boa leitura, queridos!
(SE SOUBEREM DE ALGUÉM QUE FAZ CAPAS, PRECISO URGENTEMENTE!!!)

Capítulo 1 - O começo


Konoha sempre fora uma vila calma, com poucos moradores e em sua maioria camponeses e betas.

A família Uzumaki -Namikaze era conhecida como a família real. O rei, Minato Namikaze, era conhecido por sua bondade para com o povo. O último vivo da família Namikaze, era um alfa forte e orgulhoso, que se mostrava um ótimo líder para com seu povo. Kushina era quem estava por trás de toda a bondade do rei, sendo a nata Uzumaki que era, não admitia que o marido se negasse a atender a vontade do povo. Mesmo sendo uma ômega, a ruiva sabia muito bem como manipular o marido.

Eram ótimos reis, e líderes melhores ainda, mas tinham a visão limitada pelo preconceito e tradicionalismo. Para ambos, e todo o rosto da pequena população da vila, a sociedade era organizada de tal maneira:

Alfas eram os líderes, fortes e imbatíveis. Todos deveriam sucumbir às suas vontades de prontidão e não contradizerem nada. Caso algum ômega o ofendesse, ele tinha todo o direito de exigir um apedrejamento, chibatadas ou prisão, na frente de todos, para que sua desobediência fosse usada como exemplo.

Os betas eram pouco afetados, mas mesmo assim tinham que se mostrarem submissos aos alfas. Porém, as punições não eram aplicadas a eles. Eram neutros na sociedade.

Já os ômegas eram os últimos na pirâmide social. Eram subjugados e oprimidos de todas as formas, obrigados a se prostrarem de modo submisso a todos, sejam betas ou alfas. Não tinham quaisquer direito na sociedade, e seus cargos eram sempre os mais baixos.

E, tudo bem, porque eles estavam acostumados com isso. Todos os moradores de Konoha se conformavam com seu destino trágico, e não faziam nada para mudá-lo. Seria esforço em vão.

Apenas aceitavam seu destino, e conviviam com este. 

 

 

Eram poucos os ômegas na vila de Konoha, logo, este era o motivo de sofrerem tanto. Eram a minoria. Todos submissos, a maioria mulheres e garotos indefesos. Até porque, um ômega homem era raro. Extremamente raro. E, mesmo que houvessem, não costumavam sobreviver após seu primeiro cio. Quase todo mês se via guardas recolherem corpos de ômegas mortos, esquartejados e espancados até a morte, após serem usados como bonecos durante seu cio.

E, tudo bem, porque isso era normal. Esse era o normal de Konoha. E ninguém parecia se incomodar com o quão errado era. Ninguém além de Sasuke

 

Viver com total submissão era a mesma coisa que morrer a cada segundo para Sasuke.  Tudo bem ter que aceitar os olhares maliciosos e repugnantes; tudo bem ter que abaixar a cabeça e engolir o choro e dor quando rosnavam para si;  tudo bem aceitar ser subjugado por todos a sua volta; tudo bem ser motivo de chacota por ser um ômega, homem. Mas se tinha uma coisa que não aceitava, eram os olhares e ofensas à sua mãe. Não tinham um motivo em especial para xingá-la, além da beleza e graça exorbitante de Mikoto. Não entendia como sua mãe, aquela linda beta, podia suportar todo o peso da sociedade abusiva sobre ela com seu rosto graciosamente enfeitado por seu sorriso gentil.

Queria ser como sua mãe. Queria saber aceitar; ouvir e se manter calado; abaixar a cabeça e se curvar; suportar as ordens e ser um bom ômega.

Mas não era.

Ah, Sasuke era tudo, menos submisso.

O Uchiha caçula era, com toda a certeza, o ômega mais teimoso que Mikoto já tinha visto.

Se lembrava de sofrer com sua teimosia e orgulho desse que aprendera a falar. Ou até mesmo antes disso.  Sasuke se mostrava um garoto orgulhoso e de gênio forte desde que nascera.

Mikoto tinha certeza de que seu filho seria um beta, e Fugaku teimava que este seria um alfa. No fim, Itachi ganhara a aposta. Seu otouto era um lindo ômega, teimoso e orgulhoso.

Conforme crescia, seu gênio se tornava cada vez mais forte, e levada vez mais os pais tinham a certeza de que o filho mais novo sofreria pelo resto de sua curta vida, que eles tinham esperança de durar até o primeiro cio do garoto. Porque esse era o normal de Konoha.

Mas Itachi não. Via em seu otouto algo que os outros, cegos pelos rótulos, não viam. Via determinação. Força de vontade. Esperança.

Sabia, desde que pegara Sasuke no colo pela primeira vez e a mão gordinha se agarra em seus cabelos; desde a primeira vez que o chamou de nii-san; desde a primeira vez que Sasuke tentara enfrentar um alfa. Sabia que seu otouto seria tudo, menos subjugado e oprimido por aquela sociedade.

Sasuke tomaria as rédeas de sua própria vida, e Itachi tinha fé de que seu otouto encontraria a felicidade no meio de todo aquele caos.

 

 

Sasuke viveu feliz como pode até seus quinze anos.

Seus pais estavam felizes e com saúde, e ele e Itachi conseguiam ajudar nas despesas como podiam. Eles eram felizes, do modo como podiam, sendo uma família pobre com betas e um único ômega.

Tudo foi de pernas pro ar quando Sasuke entrou em seu primeiro cio. Estavam no meio da feira, comprando o que podiam de alimentos com o pouco dinheiro que tinham.

Seus olhos ardiam e as narinas queimavam, havia um desconforto em seu baixo ventre e Sasuke sentia algo em si latejar e pulsar.

Não demorou muito para o suor começar e os delírios também, e logo o Uchiha caçula choramingava e se contorcia, tentando em vão se livrar da incômoda sensação que parecia queimar seu corpo.

Seu cheiro se tornou mil vezes mais forte no mesmo instante, e logo seu pai e irmão o rodeavam. Demorou menos ainda para alfas se aproximarem, rosnando e impondo presença contra os dois betas. Não demorou para a briga começar, também. E quando não só um, mas todos os alfas começaram a se impor contra os dois, rosnando e berrando com suas vozes de alfa, Sasuke chorou, e chorou e chorou. E então Fugaku fez o que nenhum beta se atrevia a fazer.

Ele desobedeceu a um alfa. Não só um, como todos ali presentes. E Itachi fez o mesmo.

Demorou menos ainda para a chegada dos guardas.

E Fugaku foi rápido em sua ação, carregando o filho e entregando ao mais velho. Puxou sua esposa, mandando-a segui-los. Agarrou firme o braço do filho ao olhá-lo.

"Cuide de Sasuke, Itachi. E da sua mãe também. Vocês me trouxeram muito orgulho a cada pequena coisa que faziam, e hoje sou o homem mais realizado e feliz que qualquer um poderia ser. Cuide do seu otouto, meu filho. Aishiteru."

 

Não era como se fosse possível um diálogo muito comprido. Logo o Uchiha mais velho era cercado por guardas, e Itachi forçou as lágrimas a se manterem escondidas.

 

"Aishiteru, otou-san."

 

Não demorou a Itachi também ser caçado e tirado de sua família, tendo como castigo chibatas e apedrejamento. Foi mantido prisioneiro por um ano, e logo após isso se tornou soldado. Não de livre espontânea vontade, é claro.

E Sasuke nunca mais foi feliz. Não havia como, de qualquer modo. Seus voos eram sempre traumáticos e ele vivia trancado em seu quarto, tentando fugir da sua própria realidade.

Seu pai estava morto, porque tentara salvá-lo, e seu irmão era um guarda, forçado a viver de um modo que não achava certo. Sua mãe andava pela vila sempre cabisbaixa ou chorando silenciosamente, acometida pela morte do marido e pelo filho feito de prisioneiro. E, Sasuke sabia, pela sua morte. Nenhum ômega homem havia sobrado para contar história, de qualquer modo.

 

 

"São 400 ienes, gracinha"

 

A voz rouca e asquerosa escorreu por seus ouvidos como pregos. O ômega tirou a quantia do bolso, vendo que aquilo não era o suficiente para o pagamento. Grunhiu, revirando os bolsos e não achando nada. Olhou para a sacola a sua frente. Não podia sair dali sem aquele pacote.

Suspirou, olhando incerto para o homem gordo e careca a sua frente. Um beta. Pelo menos não era um alfa.

Não precisou de muito para o homem entender qual era o problema. Coçando sua careca oleosa, olhou porcamente para Sasuke e não fez questão de esconder a malícia que escorria por suas palavras:

 

"Problemas com o dinheiro, docinho?"

 

Sasuke engoliu em seco. Estava acostumado com aquilo. Era o único ômega homem da vila, o único adulto pelo menos. Estava acostumado com abusos verbais e físicos.

 

"E-eu... Não! Quer dizer, não, sem problemas."

"Não é o que parece." Seu sorriso sujo ainda estava lá, medindo Sasuke dos pés à cabeça. "Nós podemos acertar isso de outra forma. Com... Outro tipo de pagamento." 

 

Sua respiração trancou. Franziu o cenho, enojado e ofendido com a insinuação do homem.  Não pensou muito no que fazia antes de abrir a boca.

 

"Seu velho asqueroso!"

 

Seu rosto virou abruptamente, sentindo a bochecha quente e o estalo do tapa ecoar em sua cabeça.

 

"Nunca mais ouse falar assim comigo, gracinha."

"Ah, vá se danar!"

 

Segundo erro do dia. Não pode visualizar muito a cara de raiva do homem, já que logo estava correndo com a sacola de alimentos, agora roubados, em sua mão.

Terceiro erro do dia.

Chegou em casa como um furacão, colocando com muito custo as verduras e legumes que sua mãe havia lhe pedido. Deu a volta na mesa, beijando a bochecha da mulher.

 

"Bom dia, okaa-san."

"Bom dia, querido."

 

E lá estava ele. O mesmo tom monótono, sem vida, fraco.

 

 "Trouxe o que me pediu."

 

Dessa vez ganhou um sorriso. Se aproximou da matriarca e lhe beijou a testa desta vez, a ajudando com a comida. Aproveitou um momento de distração da mãe para ir até seu quarto, guardando o dinheiro não usado ali. Ninguém havia percebido seus furtos de qualquer maneira. Ninguém fora o velho gordo. Suspirou. Isso não o traria problemas, estivera sustentando a ele e a mãe durante todo esse tempo que seu irmão estivera fora.

 

"Sasuke, por que há guardas na porta..?"

 

Seu corpo travou. Sua mãe não sabia sobre sua nova mania de roubar coisas. Mas não era como se tivessem condições de comprar algo. O dinheiro curto e suado que ele ganhava olhando as crianças da vizinha era pouco, e sua mãe não ficava muito à frente cozinhando num pequeno quiosque na praça central. Mesmo que tivesse dezoito anos, não podia arranjar bons empregos, diante da sua situação como ômega.

Mesmo com medo, tentou se acalmar. Não era a primeira vez que era pego. Nunca haviam realmente conseguido provar, e ele era um bom corredor, sempre conseguia escapar.

Mas, daquela vez não deu certo.

Foi com pesar que viu os olhos de sua mãe marejarem conforme os guardas anunciavam que seu menino era um ladrãozinho. Mikoto negava, mas não adiantava. Até porque ela não sabia da verdade.

 

"S-Sasuke  meu filho, isso é verdade?" Seus olhos ardiam, as pernas tremiam e a presença de tantos alfas ali o deixavam desnorteado.

 

Apenas olhou de soslaio para sua mãe, a cabeça baixa de vergonha pela humilhação que a fizera passar.  Mikoto não precisou de confirmações verbalizadas. Suas mãos cobriram sua boca em descrença, arquejando conforme via o filho derramar algumas lágrimas, tremendo no aperto do alfa em seus punhos.

 

"Sasuke, oh meu querido..."

"Creio que a senhora saiba o procedimento para tal delito." A voz grave titubeou pela casa pequena e velha, fazendo a beta tremer e chorar enquanto negava desesperadamente.

"Não! Por favor, não! Eu imploro, não o levem! Não levem meu Sasuke, ele é tudo o que me resta, não posso perdê-lo! Fil-"

"Calada!"

"Me deixe apenas despedir-me dele."

 

O guarda pareceu analisar a situação por minutos a fio. Por fim, bufou.

 

"Sejam rápidos."

 

Se apertaram num abraço, sua mãe chorando em seu ombro e lamentando por não ter sido boa o suficiente para mantê-los, e então não estariam naquela situação agora. Sasuke a confortou, limpando suas lágrimas e dizendo que tudo bem. Tudo ficaria bem. Beijou sua testa e arrumou seus cabelos, sorrindo com carinho.

 

"Desculpe-me okaa-san. Por toda a vergonha que fiz nossa família passar. Por ser fraco e inútil. Deveria ter agido, eu nã-"

"Shh, esqueça tudo querido. Eu te amo. Compreendo seus motivos e razões. E me orgulho de você, filho. Ah, Sasuke, se soubesse como você é meu orgulho..."

"Aishiteru, okaa-san."

"Aishiteru, Sasuke."

 

Se abraçaram novamente, e logo um guarda os afastava. Mikoto beijou-lhe a testa, e logo foi afastada bruscamente, batendo o corpo frágil na parede.

Sasuke se retesou. Sua mãe chorou mais conforme o alfa rosnou para ela, se encolhendo e abaixando a cabeça em respeito.

Não!, pensou consigo. Não ia interferir. Não faria sua mãe passar mais vergonha por seu filho ser um ômega inútil e rebelde. Aprenderia a aceitar e se submeter, como um ômega. Seria como um boneco, sem vida, sem vontade própria.

 

"E pare de chorar, vagabunda!"

 

Ele nunca cumpria o que impunha a ele mesmo, de qualquer maneira.

Grunhindo, se soltou do alfa atrás de si e não exitou em acertar um soco no nariz do alfa.

Os guardas arquejaram em surpresa, os olhos arregalados. Congelados. O guarda que antes o segurava agora se encontrava paralisado como os outros. Sua mãe o olhava com um misto de alívio, orgulho, surpresa  e agradecimento. Porém, quando o homem acertado se colocou de pé, Sasuke não pensou duas vezes. Correu. Correu como nunca tinha corrido.

Mas, infelizmente, ele era um ômega. Não tinha muitas forças. Não demorou a tropeçar e cair ao chão, se dando conta que estava na praça central. E que, por acaso, bem naquele maldito dia, a família real estava desfilando.

Sentiu seus braços serem presos numa corda de forma rápida, e logo seu corpo era levantado. O alfa atrás de si grudou o corpo no seu, respirando fundo em seu pescoço.

 

"Hm, que cheiro delicioso! Quem sabe não o guardo só pra mim, hm? Afinal, não é todo dia que vemos um ômega tão rebelde assim, hm?"

 

Se debateu, tentando inutilmente escapar das mãos daquele guarda. Foi jogado com força no chão, sendo chutado e socado por um tempo. Seu corpo inteiro doía quando foi levantado do chão, sendo arrastado até o pequeno palco de madeira da praça. Foi preso lá, enquanto se debatia e tentava a todo custo gritar.

 

"Quieto!"

 

Novamente aquela voz. A tão temida e controladora voz de alfa. Seu peito se apertou e doeu, assim como sua cabeça e ouvidos. Choramingou enquanto fechava os olhos com força. As mãos passavam maliciosas e aproveitadores por seu corpo enquanto fingiam amarrá-lo. Deveria estar acostumado. Não era a primeira vez que aquilo acontecia. As passadas de mão discretas, os olhares, as frases maliciosas soltas como se não fossem nada.

Mas por que era tão difícil para ele, e fácil para os outros?

Foi quando se viu preso no tronco de madeira, amarrado pelos pés e mãos, de frente ao público que antes via a realeza, agora se concentrava nele. Viu os olhos escuros de sua mãe na multidão. Quis chorar. Mas não se deu ao luxo. Apenas levantou a cabeça e esperou.

Foi com vontade e prazer que o guarda o anunciou como um ladrão. Acusando-o de coisas que nunca fizera, e que nunca saberiam a verdade. O público vibrava a cada xingamento, e berravam chacotas e maldições para ele.

Aceitou de cabeça erguida as primeiras chibatadas contra o abdômen. Não demorou para o tecido da camiseta velha romper.

Grunhia a cada novo toque, sentindo ânsia.

O guarda contava alegre e prazerosamente cada chibatada, lambendo os lábios com prazer conforme o sangue escorria do garoto. Entre um golpe e outro, aproveitou para passar-lhe a mão pelas pernas fartas e o torso nu ensanguentado.

Sasuke chorava em silêncio, querendo o fim logo. Se era a morte seu destino, que ela viesse logo.

Foi virado de costas e tudo se repetiu. Quando achou que tinha acabado, e que finalmente poderia morrer em paz, foi colocado de joelhos. As mãos para trás, o rosto levantado com força pelas mãos ásperas.

Sentia seu sangue banhar seus joelhos, as feridas arderem e a cabeça latejar, uma tontura o tomando como se fosse desmaiar.

 

"Que lindo ômega temos aqui, não, Konoha?" A plateia ofegou em surpresa, se agitando ainda mais com tal notícia. Ora, um ômega homem? Que surpresa adorável! "Pena ser um ladrãozinho."

 

O apedrejamento estava prestes a começar, e Sasuke já se preparava para a morte. Até a desejava. Com tantos traumas e feridas por dentro, pouco importava seu estado físico agora. Só queria que tudo acabasse.

Foi quando a primeira pessoa levantou a mão, que uma voz grave e rouca titubeou pela praça.

 

"Parem!"

 

E, por mais que Sasuke estivesse acostumado a sentir a forte presença que os alfas emanavam, simplesmente aquela voz o fez tremer.

O guarda franziu o cenho, puxando Sasuke pela nuca para que se levantasse. Mas ele não tinha forças para tal coisa.

 

"M-mas senhor..."

"Eu mandei parar!"

 

E lá estava a voz de novo. Sasuke sabia que não era aquela sua voz de alfa, mas era a voz de um alfa. Tinha certeza. Os olhos inchados não o permitiam ver muito, nada fora o sangue que neles era presente.

Um cheiro forte o invadiu junto com aquela presença forte, como se alguém estivesse lhe dando um susto.

O Uchiha se encolheu.

 

"A festa está acabada por aqui, podem se retirar, por favor."

"Mas príncipe..."

"Pain, por acaso está surdo? Quero todos fora daqui, e isso inclui o povo, você e seus guardas. Quero todos bem longe daqui, agora!"

"Este garoto é um ladrão, precisa ser punido devidamente, ou o povo verá brechas e começará a procurar por elas."

"Já lhe disse e não vou repetir, Pain. Fora daqui, agora!"

 

Ouviu passos ecoarem no chão de madeira e o cheiro e presença se tornarem mais próximos. Arquejou de dor quando mãos quentes foram postas em suas costas.

 

"Não se preocupe, querido. Vou cuidar de você..."

 

Aquilo foi tudo o que ouviu antes de apagar.

 

 

 

 


Notas Finais


Há buracos suuuper perceptíveis, lacunas na estória. Coisas explicadas por cima e com poucos detalhes. Mas eu juro que é proposital. No decorrer da estória tudo será devidamente explicado, mas é preciso que seja aos poucos.
Obrigada por lerem, queridos!


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