História Desejo Proibido - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~Littlegirl19

Postado
Categorias Austin & Ally
Personagens Ally Dawson, Austin Moon, Personagens Originais
Tags Auslly, Romance, Sobrenatural, Vampiros
Visualizações 68
Palavras 3.695
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Sobrenatural
Avisos: Insinuação de sexo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Nova história, outras vez juntas.
Miga e eu estamos dessa vez juntas em uma história totalmente de outro mundo... Coisas sombrias, proibições e mesmo assim Auslly no meio desse universo todo.
Preparadas?
Vamos ao capítulo de estreia...
Sejam bem vindas.
💜💜💜💜

Capítulo 1 - Vidas Cruzadas


Ally Dawson

“A população humana diminuiu em cinco por cento, no mês passado e o número só aumenta a cada dia. A cada três horas morrem diversas pessoas em várias regiões de Los Angeles. Se não entrarmos em um acordo com os humanos morreremos de fome...”

-Ally, filha, precisamos... Ally! Você está vendo esse vídeo de novo?- berrou minha mãe.

Olhei para a tela do meu computador, lá estava George, um vampiro repórter, o âncora do jornal das sete. A gravação era de três anos atrás, quando os vampiros eram oitenta por cento da população.

-Esse tratado é ridículo, deveríamos está guardando sangue para transfusões, não para um ser imundo.- reclamei.

-Filha, olha, você lembra o que já te falei? Fizemos um tratado, precisávamos disso. Você sabe, vimos seu pai ser comido vivo por vampiros, não quero o mesmo destino para nós.

-Isso é ridículo.- levanto e busco minha bolsa pelo quarto.- Estou terminando a faculdade, vou achar uma cura para essa merda.- resmunguei.

-Maravilha! Boa sorte! Mas até lá, vamos doar sangue para os vampiros.

Revirei os olhos irritada e passei por ela. Olhei em meu relógio e já se passava das dez da manhã, cocei a cabeça irritada, tínhamos toque de recolher para deixarmos a cidade livre para as aberrações sugadoras de sangue, ou definitivamente você seria atacado.

-Não adianta coçar a cabeça, você perdeu cinco horas do seu dia olhando para a tela do computador.

-Tudo bem, mãe.

(...)

Sentei na cadeira em frente ao quadro, no fundo da sala meu grupo social de amigas conversavam, alto por sinal.

-Eu não acredito que você fez a doação, Melissa.- reclamou Emily. Ela era alta e com um belo corpo, seus olhos eram azuis, muito intensos, sua pele era bronzeada e seus cabelos eram loiros.

-Ah, Emy, você sabe que é necessário.- respondeu Mel. Minha amiga era delicada, eu adorava como era inocente. Seus cabelos eram pretos e ela tinha os olhos intensos. Não era tão alta, mas também não era uma nanica igual a mim.

-Eu fiz a doação.- falei e levantei, caminhando até elas.- Emy, você não fez?

-Como sempre.- resmungou Mel, respondendo.

- Olá, minhas belas damas.- falou Bennett.- Como estão hoje?

Nosso único amigo estava sorridente, ele estava tendo um caso, a garota era vampira. Como tudo é proibido, ter contato com um vampiro era proibido, ter um relacionamento então, era brincar com a morte. Mas eu não culpo a aberração, ele é um gato, tem a pele um pouco bronzeada, alto, malhado, cabelos castanhos e um belo par de olhos verdes.

-Está muito feliz.- debochou Emily.

-Estou, finalmente dormi com minha vampirinha.- se gabou.

-Como assim dormiu?- falei horrorizada.

-Do jeito mais sexy possível.- sorriu.- Vou lá do lado vampiresco hoje.

- Espera, você vai para a casa dela?- perguntei.

Ela sempre vinha vê-lo no horário dos vampiros, ele nunca precisava sair de casa.

-Sim, eu quero conhecer a casa dela.

-É muito perigoso.- falou Mel.

-Ela vai me encontrar.

-Mas como vai camuflar seu cheiro de humano?

-Mel, você sabe que não estamos vivendo no universo de crepúsculo, não é? Eles não sentem o cheiro do meu sangue, a menos que eu me corte, tirando isso, não tem a possibilidade.

-Não me interessa esse mundo.- falou minha amiga.

-Legal, eu quero ir, posso?- perguntou Emy.

-Acho que sim, ela tem um irmão.- brincou Bennett.

- Ótimo, mas não quero ficar com ele ou qualquer daquelas aberrações.

-Emily!- chamei sua atenção e ela me olhou.- A namorada dele é uma vampira.

-Tanto faz, então eu posso ir?

-Não vou levar você sozinho, talvez Mel e Ally possam ir, assim o cheiro de vida será maior.- debochou.

-Idiota!- resmungou Mel, cruzando os braços.

-Ahh, meninas. Por favor, precisamos de um pouco de aventura.- suplicou Emily.

-Tudo bem. Eu sempre quis saber como era a noite deles. – falei.

- Se a Ally vai, eu também vou.

-Ótimo, isso vai ser legal.- falou Bennett empolgado.

Austin Moon

Olhava para minha menina, seus olhos tinham súplica e estavam cheios de lágrimas. Ela estava morrendo com um tiro no peito.

-Me transforme, por favor, Austin. Me transforme.

-Não posso, Nathy. Eu não posso.- insisti.

Ela havia sido acertada no peito quando foi confundida com um vampiro.

-Então, isso é um adeus.

Seus olhos pesaram e eu não tive outra alternativa, mordi seu pulso e a ouvi gritar de dor. Seu sangue era doce, mas a culpa queimava meu peito e minha língua a cada gota de sangue que eu sugava.

-Austin!- gritou Nathy, me tirando do sonho.- Você dorme demais para um vampiro.- debochou.

-Você me acordou, de novo. – reclamei e levantei, pelas películas ainda nas janelas constatei que ainda era dia.- Ainda não anoiteceu.

Ela me olhou com seus novos par de olhos castanhos cor de mel e encheu um copo com o líquido vermelho, era sangue puro. Minha irmã me encarou irritada, odiava quando eu dormia durante o dia inteiro.

Ela era minha irmã adotiva, minha mãe não queria ter outro filho, segundo ela, a dor é insuportável, papai logo teve a ideia de adotar um filho. Eu tinha cinco quando ela chegou ainda pequena demais.

Minha irmã passou a mão no cabelo quando me entregou o copo, os cabelos eram loiros, mas apenas a metade deles, as pontas e o resto eram castanhos e ela era baixinha, muito baixinha.

-Foi ver seu humano ontem?

-Sim, foi por pouco que o nascer do sol não me pegou.

-O quê? Nathalia, pare com isso, você vai acabar morrendo torrada.

-Não vou, relaxe. Ele vem hoje aqui.

-O quê?- perguntei depois que cuspi o sangue.

-Ótimo, mamãe vai te matar, você melou o cobertor novo de sangue.

-Não enrola. Como assim o seu humano vem aqui?

-Pare de chamar ele de meu humano. O nome de é Bennett. Está na hora do meu namorado conhecer minha casa.

-Ah, claro, mas não quando seu namorado é um humano.

-Por quê, não?

-Nathy, os pais dele te conhecem?- ela negou- Somos vampiros, não podemos namorar humanos.

-Queria que existisse uma cura.- falou triste.

-Vem aqui.- ela veio e eu a abracei.- De que horas ele vem?

-Antes que o papai chegue.

-Então, ele vem assim que o sol se pôr.

-Isso mesmo, será em...- ela olhou no relógio.- ...meia hora.- ela suspirou- Eu queria senti o sol no rosto sem sentir dor.

-Eu também queria.

-Você sabe quando a mamãe volta de viagem?

-Amanhã.- beijei sua cabeça.- Você pretende oferecer sangue para seu huma... namorado.

-Pensei em pedir para ele trazer algo, sinto falta de cozinhar.

-Você sabe que nem fogão temos aqui.

-Eu sei.- o celular dela toca.- Tenho que atender.- ela levanta sorrindo.- Oi, amor.

Então desaparece porta à fora. Levanto e tomo banho, me troco e saiu do quarto. Quando chego a cozinha, encontro Nathy misturando suco de laranja com sangue.

-Eca! Isso deve está horrível.

-Não está.- ela tapou o copo e sugou o canudo.- Arg, tudo bem. É horrível. Com o suco de morango é melhor. Pedi ao Bennett que trouxesse chocolate para mim, vou misturar com sangue.

-Você é louca.

-Não sou, você deveria provar.- falou e tomou mais do suco.

-Pare de tomar isso, achei que fosse ruim.

-É ruim, mas quero me acostumar com o gosto. Prova?

Revirei os olhos e provei um pouco da mistura absurda.

-Isso é horrível. Talvez se você por um pouco mais de sangue fique melhor. -abri o copo e despejei mais um pouco de sangue, mexi e provei logo depois. – Viu só? Ficou melhor.

-Você pode ir buscar o Bennett?- perguntou, pegando o copo da minha mão.

-Achei que você iria.

-Posso até ir, mas...

-Vamos junto e ponto.- falei e sai da cozinha.

(...)

Caminhávamos fazia uns vinte minutos, tínhamos carro cada um, mas a gente adorava andar. Minha irmã sempre me abraçava, era super protetora, odiava o jeito que as garotas me olhavam e como não parecíamos ser irmão e irmã, sempre me abraçava e olhava feio para as garotas.

-Assim nunca vou ter uma namorada vampira.

-Essa é a intenção.

Paramos em um ponto de ônibus que pertencia aos humanos, Nathy olhou ao redor, mas nem sinal do seu humano.

-Foi aqui que marcou?

-Sim.- ela ainda procurava.- Ele está atrasado.

-Tem certeza? Talvez ele esteja com medo de nós.

-Claro que não, ele sabe que eu me controlo e já deixei claro que você também.

-Se controla?

-Ouvi o coração dele diversas vezes e senti o pulso dele, não ajudou muito.

-Sinto muito.

-Não sinta, eu já...

-Me solte, sua aberração imunda.- gritou alguém e logo em seguida ouvimos o grito agudo de uma garota.

Corri seguindo o grito, Nathy vinha logo atrás. O cheiro de sangue era forte, maravilhosamente forte. Ali próximo tinha uma beco sem saída. Havia três pessoas em pânico, eram humanos.

-Bennett! Austin, o Bennett.- falou minha irmã desesperada.

-Ei, deixem eles, vocês sabem que é crime. – gritei.

Uma garota caiu, seu pescoço estava coberto por sangue. Ao meu lado, Nathy encarava aquilo tudo chorando, mas suas presas estavam para fora. Era a primeira vez que ela ficava perto de sangue fresco.

-Deixem eles, não conto ao meu pai.

Os homens sorriram.

-Você acha que tenho medo de você? – debochou um dos homens.

-Somos filhos de Mike Moon, vocês vão queimar no sol.- gritou Nathy.

-Mike Moon?- o cara pareceu apreensivo.- Olha só, eles têm regras para não saírem...

-Isso não dá direito a vocês saírem os atacando.- falei calmo.

-Nós vamos embora, nunca mais ouvirão falar de nós.- prometeu.

Apenas assenti e eles começaram a caminhar. Nathy não chorava mais, mas seu olhar era raivoso.

-Ei, voltem...- a segurei pela gola da camisa, fazendo ela parar bruscamente.- Me solte, me deixe entregar eles ao papai.

-Seu humano, ele iria sofrer as consequências por está fora de casa a essa hora.

-Merda, o Bennett.

Ela correu até o beco, aparentemente ela estava mais tranquila. O grupo apavorado e todos tinham sangue escorrendo. Uma baixinha, a coisa mais linda, se agachou, então eu vi mais uma pessoa, ela era a única que não tinha sangue.

-Vocês estão bem?- perguntei e todos olharam para mim, na verdade nós.

-Monstrinho.- falou o único homem e andou em direção a Nathy.

Ela se encolheu, seus ombros caíram. Minha menina parecia ter medo, muito medo. Parei o cara antes que ele se aproximasse mais.

-Não chegue tão perto.- pedi.

A garota, incrivelmente linda, me observava e eu já estava preso ao seus olhos redondos. Ela não parecia assustada, o que era ótimo.

-Monstrinho, por favor, me olhe. Você já se controlou tanto por mim, pode fazer isso de novo.- minha irmã o olhou, dessa vez não estava com medo de perder o controle. Ela tirou minha mão da frente e o abraçou.

- Eu fiquei com tanto medo de te atacar, seu sangue é ainda mais cheiroso.

Me afastei deles, ela não perderia o controle com ele. Fui até a garota sentada no chão, ela gemia de dor. A menina dos olhos lindos se aproxima.

-Ela foi mordida.- senti a voz dela estremecer.- Emy odeia os vampiros, vai odiar virar um deles.

-Vocês estão sangrando também, foram mordidos?

-Não.- ela mostrou os braços, haviam sidos cortados profundamente. Inspirei sem querer, ela recuou e eu quase quis me bater.

-O cara ali foi mordido?

-Eu não sei, estava preocupada com Mel. Ela conseguiu se esconder no escuro, atrás de nós, se ela poderia se salvar, ajudaria.

Tirei meu casaco e entreguei para ela.

-Enrola no seu braço.

Ela aceitou com relutância.

-Está muito ruim para ela?- Perguntou a garota intacta, Mel.

-Ela foi mordida.- falou olhos lindos.

Pov Ally

— Vamos para minha casa. Precisamos cuidar de vocês.

E era exatamente onde estávamos agora. Na sua casa. Ou melhor, mansão. As paredes da sala eram todas de vidro, dando vista para o jardim. O loiro carregava Emily no colo enquanto a namorada de Benny entrava logo atrás com meu amigo ao seu lado. Austin, como ele foi chamado pela irmã, me olhava diferente desde que chegou ao beco. Seus olhos para meu rosto me instigava, odiava vampiros. Não tinha medo, pois apesar de tudo, esse assunto sempre me fascinou.

— Nathy, você cuida do seu humano. – humano? — Eu vou lá pra cima com as meninas. Me sigam. – ele começa a subir as escadas, sigo com Mel.

— Ela vai ficar bem? – pergunto assim que chegamos ao que acho ser seu quarto. Era azul e arrumado.

— Defina bem. – ele cruza o olhar com o meu enquanto a deitava na cama — Não tem como reverter uma mordida de vampiro, ela já está sendo transformada... Mas vai ficar bem. O importante agora é o seu braço.

— Não tá mais doendo tanto. Eu... Ouch. – sinto meu braço queimar com o seu singelo toque. O pano do casaco que o envolvia já estava encharcado.

— Esse cheiro... Droga! – recuo um passo com medo. Ele parece me olhar arrependido. — Desculpa, minha menina. Eu não vou te machucar. Eu sei me controlar há anos. Mas precisamos cuidar de você, vem comigo.

— Para?

— Não discute. Melissa, não é? - olha para minha amiga — Não tem muito o que fazer, mas tem um kit de primeiros socorros no banheiro. Você pode limpar os cortes, ela vai gostar de acordar sem sangue. Isso não demora para acontecer. E antes que pergunte, não precisa se preocupar, ela não vai te machucar. A gente já volta.

Tento hesitar, mas já estava sendo levada por ele para fora dali.

— Austin, espera. Eu não quero deixar a Mel sozinha e... eu posso me cuidar sozinha.

— Não pode não. Você é tão pequena. Vamos para meu quarto. Para o seu bem e bem do seu doce e mais perfeito aroma de sangue.

Mais uma vez ele falava de sangue. Meu sangue. Ainda não acreditava que ele era filho de Mike Moon. Um dos meus piores pesadelos, o responsável pelas regras e domínio da cidade. Finjo não escutar a sua última observação sobre meu sangue e ignoro.

— Eu pensei que aquele fosse seu quarto.

Ele para em frente a uma escadaria no final do corredor.

— Não levo todo mundo para meu quarto. – pegando minha mão — Vem.

(...)

— Bem vinda. Senta quietinha aqui que eu já volto. – aponta para uma poltrona em frente a janela. Seu quarto tinha uma varanda e paredes também de vidro.

— Aqui é lindo... – sou interrompida da bela vista da noite que iluminava o quarto quando ele passa um algodão com um líquido que arde no meu corte e eu gemo de dor. — Cuidado.

— Continua se distraindo com a paisagem lá fora, isso ajuda. Tem sorte de não ter sido mais profundo ou precisaria de pontos.

— Você tem sorte... As paredes... A vista todos dias em uma casa no alto de LA. As famosas montanhas. É lindo.

— As janelas ficam com cortina a maior parte do dia. Eu trocaria tudo por uma casa em frente a praia.

— Eu tenho uma casa em frente a praia. – confesso tão naturalmente. Ele sorri para mim. Estava conversando com um vampiro, era para eu me repreender. Ele era um Moon, o que tornava tudo mais errado. Mas o papo fluía tão fácil com ele.

— Ah, é? Me conta mais.

— Minha vida não é um livro aberto. Eu não te conheço. E só pra constar, eu... Eu odeio seu pai.

— Odeia?

— Suas regras. Suas ordens. Você sabe o quanto de sangue humano é desperdiçado com as doações?

— Ele protege vocês. Você preferia ser atacada com o modo que os vampiros conseguem sangue realmente?

— Eu preferia minha liberdade. Sair à noite. Eu adoro a noite. Ai! – mais uma ardência.

— Olha, eu não quero discutir, minha menina. Eu não sou meu pai e eu posso garantir que ele também não é um monstro e qualquer vampiro. – ele parece se atentar ao meu machucado e o silêncio se instala entre a gente, não querendo insistir ou piorar o assunto.

— Austin, obrigada pela ajuda. Eu não sei se conseguiríamos se não tivessem aparecido. – quebro o clima tenso, eu não podia negar o que tinha acontecido. Era grata por isso.

— Tudo bem. Vocês são amigas do humano... Namorado da minha irmã.

— O Benny fala muito bem da...

— Nathy. – complementa.

— Nathy. Iríamos nos conhecer de qualquer forma. Desculpa, mas... Ela não parece... Sua irmã.

— É por que não é geneticamente. Tinha cinco anos quando ela veio bebê. Foi transformada há algum tempo.

Não perguntaria o porquê dela precisar da transformação.

— Vai demorar muito?

Ele sorri novamente.

— Você é dengosa. Eu não sabia.

— Eu sou cientista, tá? Você que é um bruto.

— Jamais, eu não te machucaria, pequena.

— Eu não sou sua pequena. Nem menina também.

— Você não me disse seu nome.

— Ally.

— Ally. – ele repete. — Sonoro. Bom de se ouvi e falar. Combina com você. E pronto, terminei.

— Austin. – Nathy invade seu quarto — Austin, o papai. Ele tá subindo de carro. E agora?

(...)

— Aqui vocês ficarão seguros. – estávamos no sótão que ficava naquele mesmo andar, no final do corredor do quarto do Austin. Não parecia aqui um sótão, pelo contrário, era um lugar com TV, mesas de jogos e vários estofados. — Só não façam barulho, a gente já volta. Nathy, você desce comigo.

— Eu não vou saber encarar o papai, maninho.

— Você quer que ele desconfie? - ela já sabia a resposta e vai derrotada — A gente já volta. – a porta se fecha e eu enfim encaro Emy, já acordada.

— Eu sou agora um deles, é isso? – ela não parava de se analisar.

— Emy, a gente já explicou, você não precisa ser um monstro. Ainda é nossa amiga.

— É fácil, você falar. Você foi protegida. Eles queriam seu sangue, Melissa, não o meu. Custava ter aceitado beijar aquele vampiro que se interessou por você no caminho? Se tivesse aceitado, ele não teria instigado o grupo a nos atacar. Me atacar!

— Emily, chega. Você está com raiva e não vou te deixar descontar na Mel por causa disso.

— Ah, claro. Sua melhor amiga queridinha. Pobre Melissa. Perdeu a mãe na infância, um padrasto difícil... Eu não tenho culpa se ela é coitadinha.

— Chega, Emily! – Bennet toma vez — Foi um acidente, você escolheu vim comigo, sabia do perigo. A Mel não teve culpa se logo você foi atacada. Atacá-la tão covardemente não muda nada. E eu não vou deixar.

— Outro protetor. Minha nossa!

— Emy, para. O que foi que eu te fiz, amiga?

— O que foi que fez? Eu cansei de você receber atenção. Não tem vergonha, não? O Benny só ficou e namorou com você por pena! Pena ,ouviu? Não é à toa que terminou.

Ataco. Dou um belo tapa na cara dela. Minha mão ficou registrada.

— Repete para você ver.

— Você me bateu? – seus cabelos loiros estavam para cima da testa — Essa idiota me transformou num monstro e você me bateu?

— Se ousar falar mais uma besteira dessa tua boca, eu mesmo bato a próxima. E não ligo de ser uma mulher.

Emily vai para o outro canto daquele quarto e senta aborrecida. Mas tinha conseguido, minha amiga tinha ficado sentida.

— Ei, não liga pra aquela doida. Sabe como a Emily sempre teve inveja da minha amizade com você, florzinha. - Benny tinha Mel num abraço de lado.

— Eu não ligo, Benny. Ela só tá com raiva e com razão.

— Melissa, para. Ela não tem razão alguma. Você nunca foi coitadinha, e nunca vai ser. É minha amiga dramática e forte.

— E minha amiga linda. Muito linda. - sussurra o moreno, a fazendo sorri — Viu só, florzinha? Consegui a fazer rir. Vamos jogar sinuca e aproveitar aquela mesa maravilhosa? Tem Just Dance também.

— Vai lá primeiro, quero ficar com a Ally um pouco.

— Ok. -ele se afasta.

— Você vai me contar que ainda gosta dele, não é? - ela entrelaça meu braço e me puxa para a lateral do sótão.

— Não é isso, terminamos há mais de um ano.

— E você ainda gosta dele. - repito o óbvio.

— Para, amiga. Benny tem namorada. Eu só... O que a Emy falou só confirmou o que eu já pensava. Ele é mais velho, se tornou meu melhor amigo quando chegou aqui e sempre me tratou desde sempre como sua menininha.

— E ele te beijou naquele lual como mulher. Eu tenho certeza que ele não pensou em você como uma menininha quando te beijou daquele jeito e a pediu em namoro um dia depois.

— Sabia que você é uma péssima conselheira? Não vale ponderar e favorecer as coisas para o meu lado por ser minha melhor amiga. - sorrio.

— Amigas irmãs, lembra? Não consigo não te proteger. Esquece esse assunto.

— Tudo bem... Amiga, e seu braço? Não deveria ter me protegido daquele jeito. Dói muito?

— Não dói tanto, eu vou sobreviver.

— O irmão da Nathy pareceu preocupado com a senhorita. Mais um namoro entre humanos e vampiros na família?

— Nem brinca com isso, amiga. - falo sério — Ele foi generoso em ter nos salvado, mas ainda é um vampiro. E o pior, um Moon. Meu pai...

— Eu sei. Desculpa. Sei que não gosta de tocar e lembrar desse assunto.

— Meninos? - Austin retorna e fecha a porta.

— Deu tudo certo com o seu pai? - Bennett pergunta e procura pela namorada que não voltou.

— Deu sim. E tenho duas notícias. Uma boa e uma ruim, qual preferem primeiro?

— Uma boa, pelo amor de Deus. Já bastou atrocidades por hoje. - Emy fala.

— Meu pai já saiu de novo, só veio buscar uma coisa que esqueceu. Ele passa à noite fora.

— Graças! Não aguento mais ficar aqui.

— E a ruim? - pergunto, ignorando o mau humor de Emily.

— Vocês vão ter que passar à noite aqui.


Notas Finais


E então? O que essa noite com todo mundo junto vai dar, hein??? Palpites? Aceitamos todos.
E sim, eu e little estamos na história. Gostaram?? Ficção no meio é claro, mas teremos muitas coisas para aprontar juntas literalmente na história para e com vocês.
Nathy, Mel. Nathy e Austin. Ally e Mel. Austin e Ally é claro. O que acharam? O resto da cambada também...
Quase esqueço a divisão... Kkk.
Início com pov Ally até pov Austin com os meninos sendo atacados no beco, Little linda.
Ela arrasou demais. Muito mesmo. #Monstrinho #MelhorApelido
Pov Ally de novo com eles já na casa dos Moons até o fim do capítulo, euzita.
Esperamos vossas opiniões... E até o próximo.
Bjs.
Tchauzinho.


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