História Desejo Proibido - Capítulo 5


Escrita por: ~

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Categorias Eliane Giardini
Tags Anabeatriznogueira, Elianegiardini, Maitêproença, Natáliadovale, Romance
Visualizações 45
Palavras 2.160
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Ficou um pouco grandinho, mas espero que gostem!

Capítulo 5 - Capítulo 4


Fanfic / Fanfiction Desejo Proibido - Capítulo 5 - Capítulo 4

A sexta-feira amanhece ensolarada, nem parecia que chovera tanto no dia anterior. Louise desperta cedo, faz sua higiene matinal, se arruma e segue rumo à praia, como de costume. Toda sexta dava uma volta pela praia para espairecer e pensar nos passos a serem dados nos próximos dias. Distraída, não viu que um homem, também distraído, vinha em sua direção. Só percebeu ao se chocarem.

- Perdão. - Disse o homem segurando seu braço, impedindo-a de cair.

L: Me perdoe você, estava distraída e não te vi. - Olhando-o.

- Sendo assim, estamos quites. Também estava distraído. - Estende a mão a mão. - Perdoado?

L: Se me perdoar também, sim. - Aperta a mão dele, mas desfaz o gesto segundos depois. - Adeus! - Sorriu.

- Prefiro dizer até logo. - Pisca para ela.

Ambos seguem seus caminhos. Louise chega na casa da mãe e é recebida por ela. Vão para a sala de jantar quando a empregada avisa que a mesa está posta.

L: Cadê a Elisa?

E: Estou aqui. - Entrando e se sentando. - Quando vai me largar, chiclete?

L: Eu? Já te larguei há muito tempo, só achei que a cama fosse te engolir, nem foi correr comigo hoje. - Ri da careta que a irmã fez.

E: Você e seu bom humor matinal... - Servindo-se. - Espero que continue assim para os compromissos desse fim de semana.

L: Eu estarei. - Dá língua para a irmã.

F: Nossa, aqui está com cheiro forte de perfume de homem. -  Procurando com o nariz a origem do cheiro.

L: Acho que sou eu. - Se cheirou. - É, sou eu. Deve ter sido na hora que o cara esbarrou em mim na praia.

E: Esbarrou, né? Sei... - Olhava maliciosa para a irmã.

L: Não me olha assim - joga um pedaço de pão na irmã - olha as minhas roupas, são de academia e ainda estou suada. Estava fazendo exercícios físicos.

F: Há vários tipos de exercícios físicos, minha filha. - Bebendo seu café.

L/E: Mamãe! - Surpresas.

F: Que foi?  Só porque fiquei viúva não quer dizer que não sinto... Coisas. - Elas ainda olhavam surpresas para a mãe. - Não me olhem com essas caras, sou a mãe de vocês, mas antes de tudo sou mulher.

L: Ah, sei lá, mamãe.... É estranho imaginar essas coisas. - Elisa assente.

E: Vamos mudar de assunto. Então, Lô, como era o tal homem? Ao menos cheiroso ele é.

L: É gato, muito gato. - Sorrindo.

E: E o nome? - Louise deu de ombros. - Nem telefone? - Louise balança a cabeça negativamente. Nada? Ai, Louise, você já foi mais rápida. - Mãe e irmã ri do desapontamento dela.

Terminam de tomar café e vão se arrumar para irem à Búzios, onde aconteceria a sessão de fotos para a nova edição da revista. Se despedem da mãe e seguem até o helicóptero da empresa, precisavam chegar cedo.

Na casa dos Montenegro o clima ainda era pesado, não pela morte do patriarca da família. Danilo entra assoviando, causando estranheza no demais em vista do momento que viviam.

B: Viu um passarinho verde? - Devolve o beijo que o filho lhe deu.

D: Eu diria com belos olhos verde, minha mãe. - Sentando-se na mesa.

B: Humm.... Vejo que se encantou mesmo, vai sair com ela hoje?

D: Não, irei à Búzios nesse final de semana.

M: Já vai, cunhadinho turista? Nem ficou muito tempo conosco e já está fugindo?

D: Vou trabalhar, Marisa. Tenho que pagar as minhas contas.

B: Para qual revista vai fotografar agora?

D: Femme Fatale. - Bebe seu suco.

J: A melhor revista de moda do país? - Pronunciou perplexa e admirada, o que fez Marisa revirar os olhos.

H: Como conseguiu? - Heitor quebra seu próprio silêncio.

D: Tive que pestanejar, não tem nada certo ainda.

J: Mas já é alguma coisa, tio, vai poder mostrar seu talento. - Abraça o tio.

H: Essa é a revista só comandada por mulheres? E que ninguém sabe quem são as donas?

J: Sim, papai, e é uma das revistas de maior destaque na atualidade.

M: São é muito exigentes para o meu gosto. Sempre recusam nossas modelos, principalmente fotógrafos homens, não acho que vá conseguir alguma coisa.

B: Meu filho é talentoso, Marisa. Azar seria o dessa revista, saiba que em nossa agência sempre terá lugar para você.

D: Obrigado mais uma vez, minha mãe, mas eu declino. - Levanta-se.

H: Que novidade você não aceitar, não gosta de receber ordens. - Bebê seu café.

D: Não quando são descabidas e feitas só para inflar o ego de uns e outros. Bom, tenho que ir trabalhar, já que nunca fui o filho preferido do papai e da mamãe e por isso nunca tive nada de mão beijada, sempre tive que batalhar. - Sai dali e vai para o quarto de hóspedes recolher suas coisas.

J: Precisava, pai? Por isso meu tio não gosta de conviver conosco, vocês sempre dão um jeito de distanciar ele daqui. Já não basta quase vinte anos de internato?

B: Júlia, mas respeito conosco! - Exalta-se.

J: Não é falta de respeito, vovó, é a verdade. Você só quer o tio perto porque ele é um fotógrafo requisitado e pode alavancar a agência, mas sempre preferiu o meu pai.

B: Já conversamos sobre isso, minha neta. - Tenta manter a calma.

M: Júlia, mais respeito com a sua avó, comigo e com o seu pai. Se ela não tivesse feito o que fez seu tio não teria a melhor educação e não seria o que é hoje.

J: O que adianta a melhor educação se nunca teve o carinho da família? Não sei como conseguem viver tranquilamente sem pesar a consciência de vocês. Licença. - Sai e vai em direção ao quarto onde seu tio estava hospedado.

B: Controlem a filha de vocês, não suporto chiliques de menina mimada.

M: Eu vou falar com ela. - Sai dali.

B: Precisamos conversar, Heitor. - Fala assim que Marisa sai.

H: Sim, mamãe.

 

**No quarto de Danilo**

 

J: Oi, tio, posso entrar? - Pergunta de fora do quarto, que estava com a porta fechada.

D: Claro, Ju. - Ela entra.

J: Já vai? - Olhando as malas arrumadas. Ele assente. - Queria pedir para você ficar, mas até eu não ia querer ficar nesse hospício. - Força uma risada. - Queria ir contigo para Búzios, mas tenho os trabalhos do curso para fazer.

D: Bom, se mudar de ideia.... Me acompanha?

J: Sim, preciso sair daqui um pouco.

E assim foram para o apartamento de Danilo. Conversaram durante todo o trajeto, tinham muitas coisas em comum, inclusive o amor pela fotografia. Depois de guardar algumas coisas e pegar outras, deixa a sobrinha na casa de uma amiga e segue de carro rumo à Búzios.

Assim que as irmãs chegam em Búzios, se hospedam na mansão da revista, situada de frente para a praia e próxima a rua mais badalada da cidade. O design foi ecologicamente criado para aproveitar, ao máximo, a luz do dia e a brisa do mar, que era o charme e o ponto forte do local. Há duas suítes máster privativas e expansivas, que são das duas irmãs; tem também mais quinze suítes comuns e cinco dormitórios de serviço. Quem as recepciona é uma das assistentes.

Assistente: Bom dia, senhoras.

E/L: Bom dia! - Respondem animadas.

Assistente: Hoje só tem a entrevista com o novo fotógrafo para a sessão de fotos de amanhã. Hospedo ele aqui ou encaminho para o hotel?

L: Tem algum problema de ser aqui, Elisa?

E: Nenhum, só peça antes que ele assine o contrato de confidencialidade, já está contratado, depois o encaminhe para uma das suítes. As modelos já chegaram?

Assistente: Sim e estão na piscina.

L: Ótimo! Avise que se elas quiserem conhecer a cidade estão liberadas, mas que não abusem. Não quero ninguém passando mal amanhã. Vou dar uma volta, você vem Elisa? 

E: Não, vou resolver uns assuntos e conversar com as modelos. 

L: Sendo assim, me retiro. Beijos!

E: Juízo, viu?!

L: Não, hoje não. 

Subiu e aproveitou para descansar um pouco. Almoçou ali mesmo. Tomou um banho relaxante, pôs um vestido simples, rendado, com um saltinho baixo, sem muita maquiagem e adereço. Queria estar a mais despojada possível. Após ficar pronta, foi direto para a Orla Bardot aproveitar seus últimos minutos de anonimato. 

Andando pela Orla, as lembranças do dia anterior vieram com força em sua mente, assim como as perguntas sem repostas. Sabia pouquíssimas coisas sobre ele e sua família, preferiu manter distância para se recuperar - ou ao menos tentar. Parou em um dos bancos e ficou a contemplar o mar. Por ser uma mulher bonita, não passava despercebida e, por isso, recebia os gracejos dos homens que passavam. Estava tão entretida com a vista e em seus pensamentos que nem se ligou que haviam sentado ao seu lado.

Cedendo ao impulso de conhecer melhor a tão famosa orla em homenagem a Brigit Bardot, Danilo, após sair da reunião que daria uma guinada em sua vida, decidiu comemorar mais essa mudança em sua vida. Esperou muito por esse momento. Sentou em um dos bancos para apreciar o pôr-do-sol, como todos ali. Quando tirou os óculos, reconheceu a mulher sentada ao seu lado. Riu da ironia do destino, o que chamou a atenção dela.

D: Olha se não é a distraída?! - Ela franziu a testa. - Não está me reconhecendo?

L: Deveria? - Tentando reconhecer o homem a sua frente.

D: Não sei, quer aparentar mais idade do que aparenta ter? - Ela riu.

L: Seu rosto não me é estranho.

D: Costuma esquecer quem você derruba pelos caminhos? - São interrompidos pelos aplausos dado ao pôr-do-sol por todos ali presentes. Bateram palmas também.

L: Acho que me lembrei.

D: Do que? - Virando para ela.

L: De onde te conheço. - Ela ri.

D: Então diz.

L: Você esbarrou em mim mais cedo e me trouxe problemas em casa.

D: Que problema?

L: Um interrogatório por causa do seu perfume que ficou impregnado em mim. - Riu se lembrando.

D: Seu marido brigou contigo?

L: Talvez brigaria se eu tivesse um, mas foi só minha mãe e minha irmã implicando comigo. - Se levanta.

D: Já vai? - Também se levanta.

L: Não, está cedo. Apenas vou seguir caminho. - Apontava para a rua em direção a Rua das Pedras, uma das mais badaladas e famosas de Búzios. - Conhece a Rua das Pedras?

D: E quem não conhece? - Ela riu. - Posso tentar te surpreender? - Seguiram caminhando.

L: Tenta, ué. Mas vamos andando, gosto de caminhar.

D: Você tem cara de quem conhece isso aqui como a palma de sua mão... Já foi ao Pátio Havana?

L: Não, você tem razão em dizer que conheço bem a cidade, mas nunca fui ao Pátio Havana.

D: Por quê?

L: Sei lá, nunca tive interesse. - Ficaram em silêncio por um momento. - Você faz o que?

D: Sou fotógrafo e você? - Estavam chegando ao destino proposto.

L: Também sou fotógrafa, trabalho mais precisamente com o mundo da moda, mas faço outros tipos de fotografia. E você?

D: Só com o mundo da moda. Chegamos! - Param em frente ao local. - Vamos? - Louise hesita um pouco, mas se deixa levar. O local é lindo, bem ornamentado com móveis de madeira e com áreas subdivididas. Decidiram ficar na área central, onde tem um palco com um som de jazz tocando ao fundo. Ficaram no balcão bebendo um pouco.

L: Não sabia que era tão grande e lindo aqui. Só passava por fora, mas não prestava muita atenção. - Um grupo de músicos começou a tocar clássicos da música caribenha.

D: É bem divertido aqui, não é uma Privillège, mas... - Vendo alguns casais indo para a pista de dança. - Quer dançar? - Aponta para a pista de dança e ela olha em direção para onde ele apontava.

L: Não sei dançar.  - Ainda olhando as pessoas dançando como o ritmo pedia.

D: Eu te ensino. - Sussurra no ouvido de Louise que se arrepia toda. - Vem.

Danilo a conduz sem esperar qualquer resposta dela. A pista estava razoavelmente cheia, os casais faziam suas performances seguindo o ritmo da dança. Começou a ficar mais animado e mais cheio. Ela novamente diz que não sabe dançar esse ritmo e ele sussurra novamente em seu ouvido. Os músicos tocam uma música lenta, Danilo aproveita e vai para trás de Louise. Pôs as mãos em sua cintura, aproximando-a, e começou a conduzi-la seguindo as batidas da música. Ela se deixou levar por aquele jogo de sedução que se tornou a dança ao som da música que era tocada.

D: Estou com vontade de te beijar. - Sussurra enquanto deslizava sua mão pela lateral do corpo dela.

L: Está esperando o que? - Se vira.



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