História Desejos de uma Via Láctea - Capítulo 8


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Desejos De Uma Via Láctea, Drama, Luna, Violeta, Yuri
Exibições 11
Palavras 1.980
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ecchi, FemmeSlash, Orange, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá de novo~

Acho que meu ânimo com essa história voltou e bem forte, haha'

Boa leitura!

Capítulo 8 - Minha Casa


Violeta sacrifica seu dia de aula, cedendo ao desespero, voltando para casa, pegando o carro ao invés de voltar de ônibus.


Sem demora, ela pega o seu telefone fixo e tenta ligar para Luna.


— ........Eu não sei do número dela.


Violeta é possuída pela raiva, jogando violentamente o telefone na parede. Só sobram pedaços, além de uma marca na parede. Ela vai para seu quarto, se joga na cama e esmurra o seu travesseiro até cansar, ficando largada na cama e pegando no sono logo depois.


(...)


— É, ela deve estar muito cansada.


...


— Melhor ela descansar um pouco mais. Olha a cara dela. Deve estar estressada. Acho que foram os trabalhos.


Os olhos de Violeta se abrem lentamente. Ela se depara, assustada, com o céu radiante: espaço sideral. Ela percebe que estava deitada num campo de flores brancas, e se levanta.


Ela se depara com Luna, vestindo um belo e sóbrio vestido branco. Incontrolavelmente, ela corre atrás da garota, cujo semblante era vazio. A moça tenta alcançá-la. Luna, mesmo sem se mexer, se afastava conforme Violeta se aproximava, até sumir repentinamente.


— L-Luna!


— Ahuhu~ — ri, aparecendo de novo atrás dela.


— Luna, por favor, vamos esquecer tudo isso!


A garota de cabelos cacheados apenas sorri, começando a voar.


— C-como você consegue voar?!


— Como consegue ficar nua na minha frente? — diz Luna sem mexer seus lábios, sorrindo.


Violeta olha para seu corpo, despido. Ela tenta escondê-lo, mas Luna se afastava, era mais importante não deixar a garota sumir, passando a correr atrás.


— Eu sei que eu errei. Eu te enganei, na sua vida não mais me meterei.


Luna se afasta e some do nada. Violeta se cansa de correr, ficando desolada. Ela percebe que voltou pro campo de flores brancas.


 Você tá num planetinha, percebeu? O qual você sempre quis viver.


Violeta fica sem reação.


— Vi.  sussurra Luna.


— Não, para.


— Vi?


— Aaah, que foi?


(...)


— Vi? — sussurra Luna.


Violeta acorda, assustada. Para piorar seu susto, ela se depara com Luna sentada na cama dela. A moça dá um salto na cama.


— O-o-o que você tá fazendo aqui?!


— Vamos almoçar! — sorri.


— C-como você veio parar aqui?!


— Hoje, umas 11 horas, eu fui na faculdade entregar um atestado... E encontrei Daniel e implorei pra ele me levar pra sua casa.


Violeta fica sem reação.


— Eu vim te pedir desculpas por tudo.


...


— ...Pelo fake, pelo beijo, por encher seu saco...


Violeta fica paralisada por um tempo.


— Me desculpa. — sussurra Violeta, cabisbaixa.


— Por?


— Nós duas erramos. Você se desculpou por me enganar. Me desculpo por te tratar mal, de novo.


Violeta estende sua mão para Luna.


— Vou te dar mais um voto de confiança. — diz vaziamente, como de costume.


Luna, ao invés de apertar a mão de Violeta, a abraça, sorrindo. A moça não reage, de maneira alguma.


— Vem, vamos almoçar! Eu trouxe sua comida favorita!


— Qual?


— Ravioli.


— Oh... O Dani te contou, não foi?


— Não! Eu perguntei se ravioli era sua comida favorita e ele respondeu que sim.


— Ah.


— Hehe!


— Ravioli é sua comida favorita, né?


— Ahm?  — Luna se assuta. — Ahm... É.


— É.


Violeta se levanta e vai à cozinha sem esperar Luna, que anda bem devagar.


— Sua casa é grande. — sorri Luna, inocente.


— Sim, é.


(...)


Não demora muito de Violeta acabar de comer. Ela observa que o prato da garota de cabelos cacheados ainda está na metade. A moça observa a garota comendo bem devagar, mordendo pedaços pequenos.


— Como você come devagar. — reclama a moça.


— Que? Ah, comer rápido demais me faz mal. Haha!


— Nossa, como você é lenta.


— Nossa, como você é chata. — Luna começa a rir.


Ela pega um pouco de sua comida com o garfo e estende até o rosto da moça.


— Você quer? Eu sei que você ainda tem fome.


— Que porra você tá fazendo, Luna?


— Hihi! Eu não estou com fome.


— Mas você precisa comer, olha como você tá seca.


— Eu não ando com fome esses dias. Vamos, abre a boquinha. Aaaaaa~


— Puta merda, isso é ridículo.


Luna apenas ri e come o que estava no garfo, logo repetindo o que fez antes.


— Anda, não quer?


— Esse garfo entrou na sua boca.


— É, assim como a sua boca.


— Não quero me lembrar sobre isso. Anda, para de enrolar e come.


Luna obedece Violeta, não conseguindo conter suas risadas silenciosas e baixas.


(...)


— Anda, vou te levar pra casa.


— Quê?


— É, venha.


— Mas...


— Aqui não tem remédios pra suas dores amenizarem.


Luna não consegue responder nada, apenas segue Violeta. Subitamente, ela se apoia na moça, parando de andar.


— Quê que foi?


— Q-que? Ah, eu, nada. Haha!


Violeta não tem tenhuma reação. A garota tenta andar novamente, mas Luna faz força em seu ombro, parando-a.


— Luna. Qual o problema?


A garota não responde.


Violeta, com um pouco de brutalidade, pega-a pelas pernas e pelas costas, a carregando até a garagem. Luna, novamente, nada responde. Apenas é possível ver no rosto da garota um sorriso discreto, mas fofo.


— Pronto. Chegamos no carro. — Violeta se aproxima dele e abre a porta do passageiro, pondo Luna com um pouco de cuidado. Rapidamente ela dá a volta e entra no carro.


— Poxa, você tem um carro muito muito fofo. Que carro é esse? — pergunta, inocente de novo.


— É só um Fiat 500. E irei vendê-lo.


— Poxa vida, por que?


— Feminino demais pro meu gosto.


— Oh, tudo bem, garoto com peitões.


— Eu deveria ter te largado no chão.


— Poxa, que má você. É só por isso que vai vender?


— Não, é que ele já tem tempo demais.


— Tadinho... É tão fofinho...


— Pois é. — Violeta liga o carro.


(...)


— Você está estranha hoje. — reclama Violeta. Luna, mais uma vez, não responde nada.


Ao parar num congestionamento, após chegar na cidade, ela olha para o rosto da garota, e percebe que ela dormiu, o que explica a forma boba e infantil de Luna observar.


— Luna, acorda. — a moça balança Luna.


— O... O que...? — Luna gemia e bocejava.


— Aonde você mora?


— .....................Ah! Aonde eu moro. Você passou. Hihihihihi!


— Ugh, por que você... — Violeta interrompe a si mesma ao olhar para Luna, que olha inocentemente para a moça e ria de uma forma bem fofa.


— Oh, okay... Aonde é, Luna? — pergunta Violeta, num tom mais calmo.


(...)


Depois de darem a volta, Violeta chega rápido na casa de Luna. Ela mora num prédio relativamente pequeno, no último andar. O apartamento é bem pequeno. Violeta carrega a garota como antes.


— Pronto. Cadê sua mãe?


— Mãe? Ela tá trabalhando.


— Oh sim. Onde é seu quarto?


Luna apenas aponta a direção, e Violeta entra no quarto da garota. Ele é bem menor que o de Violeta, porém a organização do quarto é impecável, tendo em vista a bagunça diária de Violeta.


Violeta põe a garota na sua cama.


— Pronto.


Luna apenas sorri.


Violeta sente uma alegria ardente e alívio de Luna.


A moça se senta no chão, olhando para baixo.


(...)


— ...Como está se sentindo? — pergunta Violeta.


— Com dores. — responde Luna tranquilamente.


— Se eu não perguntar, você não abre a boca, né?


— Haha... — Luna vira a cabeça para a parede.


— Assim não dá pra te defender. — Violeta se levanta. — Que remédio você toma? Aonde ele tá?


— Hm... Ele está aqui no meu quarto. A cozinha é super fácil de achar.


Violeta pega um copo de água e o remédio e dá para Luna.


— Eu espero que melhore.


— Obrigada. — diz, de forma fofa.


— De nada...


— Ei ei, na geladeira tem um bolo de chocolate.


— Um bolo?


— É, um bolo. Pega um pedaço pra mim?


— ...Okay.


(...)


— Aqui. — Violeta estende o pratinho com o bolo para ela. — Se senta.


— Me sentar? Não, é pra você comer.


— Eu não quero.


— Prova pelo menos.


Violeta tira um pedaço do bolo.


— Anda, senta.


— Hm... Tá.


Luna com dificuldades se senta.


— Abre a boca. — diz Violeta, estendendo o garfo para Luna.


Ela abre a boca e come.


— Hehe. Agora sua vez.


— Que?


— Te peço por favor.


— Não.


— Prova o bolo! Deixa de ser chata! — diz Luna, dengosa.


Violeta só encarava Luna com o seu habitual olhar sério.


Ela hesita uma vez. Duas vezes. Olha para o bolo e para Luna. A garota, por sua vez, encara a moça e começa a rir.


— Hahahaha, você é teimosa.


Violeta, de repente, come um pedaço do bolo. E se surpreende.


— Puta que pariu...


— Que foi, mulher?


— Esse bolo tá muito muito bom! Onde comprou?


— Comprar? Eu que fiz. — sorri Luna.


Violeta olha espantada para a garota.


— Mentira.


— Um dia farei outro melhor, pra você provar. — sorri.


— Oh, okay.


(...)


— É engraçado que você não aceitou eu dar comida na sua boca, quando você fez o mesmo. — observa Luna.


— Hein?


— E ainda come do garfo que eu comi, haha.


— Isso não importa.


— Não foi o que você falou mais cedo.


Violeta apenas encara Luna.


— Hihi, que contraditória você, italiana.


— Italiana? Que merda você tá pensando?


— Haha, seu nome aparenta ser italiano, gosta de comida italiana, eu acho que seu carro é italiano... Qual seu sobrenome? — Luna faz um semblante curioso.


— Sobrenome?


— É, ué.


— Ah, é Verena.


— Oh, que estranho, e legal.


— O que? Que não é um nome italiano?


— Não... Ele soa como se fosse italiano, mas ainda por cima é igual ao meu, haha!


— Eu não acredito. Cadê seu RG?


— No meu guarda roupa.


Violeta acha o RG de Luna bem fácil. Sua gaveta é bem organizada.


— Puta vida, é Verena mesmo. Luna de Almeida Verena. Que bizarro... Só falta você ter nascido na China.


— Por que China? Eu nasci aqui.


— Ah, é mesmo. — Violeta olha para o RG e quase começa a rir, mas segura o riso.


— Sua foto aqui tá muito engraçada.


— Aaaaaaaah! Essa foto! Eu era pequena e tava com raiva, hahahahahaha!


— Ué, por que?


— Eu nem lembro. Mas eu sempre rio dessa foto, hahaha! — Luna começa a rir, fazendo a fria Violeta sorrir discretamente.


(...)


— Bem, eu vou pra casa. — Violeta se levanta, depois de estar um tempo sentada no chão.


— Vai...?


— É, eu vou.


— Oh... Tudo bem...


— Você vai ficar bem?


— ...É... Eu vou. — suspira Luna.


— Hm, okay.


Violeta se retira do quarto sem dar qualquer despedida. É ouvido por Luna a porta do apartamento se fechando.


A garota permanece deitada, olhando para o teto. Pensativa. Meio sentida, mas por algum motivo, inspirada.


A moça começa a cantarolar lentamente fragmentos de alguma música, fora de ordem, algo bagunçado. Ela começa a organizar a tal melodia: estava compondo.


— Que música é essa? — Violeta observa.


— A-ah, Vi...


— Você canta?


— Não, minha voz é infantil demais...


— Oh. Se você diz... — a moça se aproxima e senta na cama de Luna.


— Achei que iria embora sem dizer tchau... — suspira.


— Eu também. Mas, eu vi que você não ficaria bem sozinha em casa. Então só fui tirar o carro do sol.


Luna apenas sorri, e Violeta volta a se sentar no chão, do lado de Luna.


(...)


— Eu me admiro com sua organização. — observa Violeta, olhando para o quarto da garota. — Não sei como consegue ser assim.


Tudo era muito bem arrumado com muito cuidado, tudo no seu lugar. Havia um belo e macio tapete rosado, e papel de parede rosa com nuvens numa parede. Algumas coisas não eram nada convencionais, até estranhas, como ter almofadas arrumadinhas no chão, ter estrelas, aviõezinhos e tsurus de papel pendurados por barbante numa parte do teto, e um armário enfeitado com adesivos fofinhos, mas sem portas ou gavetas. Mas todas essas peculiaridades davam um ar único e confortável no quarto de Luna. O que podia ser um quarto mal acabado, ela o fez algo requintado e confortável.


— Como consegue ser tão...


Violeta percebe que a garota de cabelos cacheados havia dormido, de barriga para cima.


Cuidadosamente, da forma que Violeta raramente fazia, ela ajeita Luna, pondo-a para deitar de lado, colocando um travesseiro entre suas pernas para deixá-la mais confortável. Ela se levanta, liga o ventilador e volta a sentar no cantinho, desta vez sentada numa almofada.


Violeta sentia uma alegria prazerosa dentro de Luna, logo pegando no sono junto com a garota, sentada no cantinho, bem perto dela. ×


Notas Finais


Eu gostei de escrever ele, achei mó fofo, haha'

Até a próxima~


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...