História Desejos Proibidos - Capítulo 1


Escrita por: ~

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Categorias Naruto
Tags Gaaino, Gaara, Ino, Inogaa, Naruto, Sabaku, Yamanaka
Exibições 75
Palavras 2.491
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi Balinhas de Hortelã! Saudades?

Eu sei que minhas leitoras GaaIno devem tá com vontade de me matar né? Espero que ainda existam algumas leitoras de UBAC aqui! Eu sei que estava com milhares de projetos para esse ano, mas, quem me acompanha desde o começo aqui no AS sabe o que aconteceu em dezembro passado com minha conta e eu tirei esse ano para decidir se pararia ou não. Bem eu não parei, só me dei um tempo de GaaIno e do AS... escrevi SasuSaku e tive um apoio das leitoras do fandom imenso. Me senti abraçada e amada como nunca na vida. Amo todas vocês e estava sentido saudades das minhas primeiras meninas.

Quem for de UBAC e estiver aqui levanta a mão!

Capítulo 1 - Maldito anjo!


 

 

 

Gaara entrou no Gods of Monsters, um bar beira de estrada, pelo quinto final de semana consecutivo. Isso nada tinha haver com afogar as mágoas do passado com alto teor alcoólico, afinal, ele decidira alguns anos atrás que seus demônios sabiam nadar muito bem.

 

Ele estava ali por ela. Aquela loirinha jovem demais até para estar naquele lugar.

 

- Uma dose de Chivas Regal aqui! – ele pediu acomodando-se ao balcão, longe o suficiente do palco improvisado pra observar sem ser observado.

 

Ino virou-se com um sorriso doce, aproximou-se com a garrafa e encheu o seu copo com o líquido âmbar de cheiro forte e amadeirado. Ela era um maldito anjo no meio daquele inferno.

Eles trocaram um rápido olhar que Gaara logo desviou ocupando-se em beber um longo gole do copo.

O dono do local a chamou, assoviando com os dedos na boca. Ela subiu no balcão que os separava, içando seu corpo para cima com as mãos espalmadas no balcão. As pernas brancas cheias de pequenas manchas amarronzadas amostra naqueles shorts jeans surrados. Ele perguntou-se outra vez se todo o seu corpo era salpicado pelas sardas. Depois bebeu outro grande gole de sua bebida, para matar aquele pensamento malicioso que teve pela menina.

 

- Ino sua vez de cantar, menina! - O velho John falou ao microfone que ficava preso a um suporte velho em um palco no único canto bem iluminado do bar.

 

Até o nome da maldita era angelical.

 

A menina não se encaixava naquele ambiente, ela usava uma blusa xadrez vermelha e preta amarrada na cintura, com as mangas enroladas até os cotovelos e nos pés botas de cowboy gastas. O lugar era um típico bar de motoqueiros criado pelo avô do velho Jonh, passado de pai para filho como herança. Ino convenceu o velho de que a deixasse cantar no GOM e assim ela passou a cantar com aquela voz doce e melodiosa que fazia metade dos marmanjos barbados pirarem.

 

- Here we are - ela começou a cantar. Sua voz era como uma facada no pulmão dele deixava-o sem ar com toda sua graça. -And I can't think from all the pills. Hey, start the car and take me home...

 

Olhou a moça balançar, trocando o peso do corpo de um pé para o outro segurando o microfone com as duas mãos com uma avidez e caricia respeitosa. Ele só pensava em como seria ter aquelas mãos em torno de uma parte bem especial de seu corpo, uma parte que andava necessitada de atenção desde o dia em que colocou os olhos na maldita.

 

Bebeu o restante de sua bebida em um só gole, ficou girando o copo nas mãos distraído. O gelo tilintava dentro do copo vazio. Os homens a sua volta faziam todo o tipo de gracinha para a menina de dezessete anos, aquilo o irritava com uma força sobrenatural. Alguns eram bem mais velhos do que ele, mesmo assim tentavam chama-la para sair e assoviavam para ela aglomerados perto do pequeno palco improvisado.

 

A garota sabia o que estava fazendo, jogava os cabelos para os lados dançando concentrada na letra, os olhos escurecidos pela maquiagem forte fechados sentindo a música um tanto melancólica.

 

- It's all because of you… - retirou o microfone do suporte andando pelo palco, a voz desejosa e em suplica. Gaara olhou de rabo de olho para ela. - Just tonight.

 

Ino andava pelo palco, trôpega, como se estivesse altamente drogada, enterrando a mão livre nos cabelos de trigo, os olhos de corça grandes e cor de avelã com um brilho único.  Ela sabia como manter uma plateia aquecida, jogava o cabelo para frente e inclinava o corpo sobre si mesma, fingia que ia pegar na mão dos bêbados, mas, só fingia. Eles iam ao delírio, sua voz abrilhantava o lugar.

 

As fracas luzes neons do palco piscavam iluminando a garota com um tom de azul pálido doentio, ela segurava o fio do microfone e girava-o em sua mão. Gaara adorava olhar para ela, sentia uma paz interior grande quando a via cantar. Uma paz que só a voz dela era capaz de fazê-lo sentir.

 

- When the light hits your eyes – ela cantou com os cabelos tapando o rosto. Gaara pode sentir quando ela procurou por alguém em meio da plateia. - It's telling me I'm right. And if I, I am through. – Seus olhos castanhos esverdeados e perdidos fisgaram os azuis elétricos dele e ela cantou apontando em direção ao fundo do bar. - It's all because of you...

 

O coração do homem falhou duas batidas e depois acelerou gradativamente. Ela estaria falando com ele? Parecia que sim, mas, talvez fosse só fruto de sua imaginação. Desejar o que nunca poderia ter era um hobbie perigoso que ele adquirira com o passar dos anos.

 

 A música de fundo acabando devagar enquanto ela repetia desesperada “It's all because of you. Just tonight”, jogando os cabelos para frente e para trás.

 

 Gaara não ouviu os gritos no recinto, porém, tinha certeza que eles pediram e imploraram por mais uma música. Os olhos dele ficaram presos aos dela, naquele rosto em formato de coração afogueado pelo momento, ela estava em êxtase descabelada e suada. Ino desviou o olhar do dele primeiro, pulando e movimentando-se pelo palco quando a nova música de fundo começou. Era outra música da mesma banda, ele reconheceu, mas, essa era mais agitada.

 

Um homem negro e musculoso juntou-se a Gaara no balcão. Ele também não estava trajado de acordo com o padrão do local. Usava uma blusa bem passada e por dentro das calças, no pulso um relógio com mostrador digital. A maioria dos frequentadores do bar vestia-se como Gaara, jaquetas de couro e jeans desgastados pela velhice, portavam barbas fartas e cabelos mal cortados pelo desleixo.

 

- A meu ver você está muito ferrado! - Kira exclamou, sentando-se em uma banqueta ao seu lado.

 

- Vá à merda você e sua boca grande. – ele rosnou para o outro.

 

- Calma eu estou falando como amigo, até por que... – falou verificando o gasto relógio de pulso. – Meu turno acabou há exatos quatro minutos.

 

Gaara arqueou uma sobrancelha na direção de Kira, avisando que não estava com paciência para brincadeiras. Ele o conhecia bem o suficiente para saber que não sairia algo que prestasse dali, mesmo assim esperou pelo disparate que estava por vir.

 

- Sabe o que é engraçado Gaara? – perguntou com um sorriso largo. O outro deu de ombros e ele continuou: - Você nunca se interessou por nenhuma mulher, nem quando nós estávamos com os hormônios à flor da pele. Ai, uma garota que mal largou as bonecas ainda aparece e... – ele bateu com o punho direito fechado na mão esquerda. – BAM!  Você arria os quatro pneus por ela. E o melhor... ela é uma das filhas do velho Yamanaka.

 

- Não tem graça nenhuma. – Ele grunhiu coçando a barda rala.

 

- Assuma você gosta do perigo! – Kira estava debochando outra vez dele.

 

Os dois olharam para o palco apreciando a jovem mulher, ela abaixou-se pegando entre os dedos delicados o queixo de Paul, acariciando-o com uma audácia absurda. Gaara ficou horrorizado, o homem era seis anos mais velho que ele e definitivamente um dos sujeitos mais asquerosos da cidade.

 

- For the lives that I fake, I'm going to hell – com uma leve tapinha na bochecha do marmanjo, ela voltou a ficar de pé, as pernas afastadas e os cabelos jogados para frente do rosto. - For the vows that I break, I'm going to hell.

 

A menina era uma artista, sabia como deixar o seu publico com um gostinho de quero mais e cantava sem nenhum pudor. A forma como ela jogava os cabelos, passava a mão pelo corpo e olhava por entre os cílios alongados, estava deixando o lugar ainda menor do que era.

 

Gaara rosnou mostrando os dentes como um animal enlouquecido, o som era gutural e profundo. Seus olhos estavam escurecidos de desejo e raiva.

 

Ela passou a mão pela parte interna das coxas puxando o short já curto um pouco mais para cima quando cantou:

 

- For the ways that I hurt, while I'm hiking up my skirt… - Gaara fez menção de se levantar sendo impedido pelo braço de Kira. As orelhas dele ficaram vermelhas de raiva. - I am sitting on a throne. While they're buried in the dirt…

 

Aquilo era tão errado. A música que ia contra tudo o que ele sabia que ela era. Gaara conhecia aquela garota desde o dia em que ela nasceu à vira passear pela cidade de mãos dadas com a mãe ou o pai, a caminho da missa de domingo. Maldita, mil vezes maldita.

 

 

- Cacete Kira! – exclamou com raiva. Nunca permitiu que garotas tomassem conta de sua mente, na maioria das vezes em que ele fez sexo foi por vingança, namoradas traídas ou filhas querendo irritar os pais. Elas o usavam e ele as usava. Era justo.  – A ninfeta é bonita, mas, não é tudo isso não... Além do mais, deve ser só mais uma virgenzinha querendo irritar o papai. Não faz meu tipo!

 

Kira gargalhou descaradamente o que fez o outro fuzila-lo com os olhos.

 

- Uma virgem que você está louquinho para comer desde o dia que viu o traseiro dela rebolando ali em cima não é?

 

Gaara deu de ombros. Sempre que não tinha o que falar essa era sua saída mais simples. Tornara-se sua marca registrada desde a adolescência.

 

A verdade era que não sabia o motivo de tanta raiva, não era nada para Ino Yamanaka e ela não era nada para ele. Porque se importava com o que aquela menina fazia ou não nas noites de sexta feira ainda era um segredo para ele. E por mais que sonhasse com a sua pele sardenta, desejando saber se era macia como parecia, com seus lábios rosados e pequenos que pediam para serem beijados da forma mais rude que ele pudesse, com seus cabelos loiros que pareciam trigo reluzindo sobre o sol da manhã. Nunca admitiria que sentisse uma puta excitação na menina.

 

 

- Oque manda Kira? – Ino perguntou passando por cima do balcão.

 

Os dois amigos entreolham-se desconfiados. Não haviam percebido que ela havia terminado a música e estava de volta ao balcão, Kira pergunta-se mentalmente se ela ouviu alguma coisa que não devia.

 

- Eu acho que vou querer uma cerveja. Sabe como é né? – ele perguntou, mas, não esperou uma resposta. – A patroa come meu fígado se eu chegar cheirando a algo mais forte em casa.

 

Ino sorriu, mostrando os dois dentes superiores um pouco grandes e infantis. Gaara deu um rosnado baixinho para o amigo.

 

- Aqui! – exclamou abrindo a garrafa e entregando a ele. Kira agradeceu com um sorriso e a menina virou-se para limpar o balcão com uma flanela velha.

 

- Ino eu sei que não é da minha conta mais o seu velho já sabe que você... trabalha aqui no John? – Kira perguntou dando grandes goles em sua cerveja, diretamente do gargalo.

 

A moça sorriu abertamente para os dois, os olhos dela pararam-nos de Gaara por um instante e ele encolheu os ombros abaixando a cabeça.

 

- Eu não contei... – falou colocando a flanela molhada sobre o ombro esquerdo. – Mas, me surpreende que ele não saiba a essa altura, não morando aqui em uma cidade com apenas três dígitos de habitantes.

 

Gaara soltou um grunhido irônico atraindo para si a atenção dos dois.

 

- O que foi cara? – Kira parou a garrafa perto dos lábios com a sobrancelha levantada de modo sugestivo.

 

- Acha mesmo que o velho Yamanaka não sabe de tudo o que se passa nessa merda de cidade criança? – Ele cuspiu o “criança” como se fosse acido em sua boca. Queria irritar a garota por que ela o irritava. – Só prova o quão inocente você é.

 

Ino sentiu-se desconfortável com as palavras dele. Gaara era o típico “garoto problema” de cidade pequena, as mães alertavam as filhas para trocarem de calçada quando ele aparecia com suas botas de luta e bíceps a mostra. Porém, ela não era a porra de uma garotinha inocente, tinha quase dezoito anos completos.

 

E estava cansada de ser tratada como tal.

 

- Eu não sou nenhuma criança. – disse pressionando os lábios um contra o outro com força.

 

- Para mim é. – ele falou dando de ombros e girando o copo vazio outra vez. – Uma patricinha teimosa que gosta de chamar atenção no meio de um bando de bêbados loucos que só querem entrar na sua calcinha.

 

Eles trocaram olhares fixos e raivosos.

 

Kira ficou calado sorvendo sua cerveja, aprendera a ler sinais faciais para quando fosse necessário e se considerava bom em ler as pessoas. Sabia que ia encontrar fogo quando via fumaça. Naqueles dois as labaredas já estavam altas.

 

- Você vai querer mais alguma coisa ou só vai ficar aí dando palpites na minha vida? 

 

As palavras saíram arrastadas e carregadas de uma fúria selvagem que a garota não parentava ter. Recebeu um olhar compadecido de Kira e um leve grunhido do outro, incrivelmente ela entendeu que ele não falaria mais nada.

 

Ino deu as costas por alguns segundos e quando voltou para perto dos dois trazia outro copo de uísque com gelo. Colocou-o nas mãos de Gaara retirando o copo vazio de seus dedos, ela ainda tinha os lábios franzidos em raiva. As pontas dos dedos dela roçaram de leve nas mãos dele ao fazer o movimento e leves ondas de calor emanaram por ele.

 

Não vá por esse caminho, idiota. Ela é a porra de uma criança e você um homem feito. Gaara ralhou consigo mesmo. O que ele estava pensando quando saíra de casa? Deveria parar de ir naquele lugar. Aquela garota estava-o atormentando há dias e parecia saber disso. Sempre o rondando, sempre procurando ele com os olhos enquanto cantava músicas insinuantes.

 

A maldita estava brincando com todos ali. Ele deveria saber conhecer uma armadilha quando via uma, mas, mesmo assim continuava a seguir em direção à cilada que era a filha mais nova do velho Yamanaka.

 

- Cara você tá tão ferrado. – Kira comentou quando a garota afastou-se outra vez.

 

- Queime no inferno você e ela. – rosnou grosseiro entredentes.

 

De longe ele via a loira rebolando entre as mesas, seu uísque desceu queimando pela garganta. A adolescente sabia que ele olhava para ela, sentia o olhar fixo em si há dias, queimando-a por dentro. Provoca-lo era o mesmo que brincar com fogos no quatro de julho, excitante e errado. Ela sabia que a qualquer momento iria fazer uma queimadura feia, mas, mesmo assim continuava atiçando, querendo provar para os outros e para si mesma que podia lidar com isso.

 

 O caipira grosseirão da cidade um clichê que ela estava disposta a não cair, mas, mesmo assim olhou por cima do ombro diretamente para ele. Tinha algo naquele olhar que mexia com a menina doce que ela estava tentando matar dentro dela.


Notas Finais


Foi isso por enquanto! Obrigado a todos e não esqueçam de me falarem o que acharam!


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