História Desejos Proibidos - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Naruto
Tags Gaaino, Gaara, Ino, Inogaa, Naruto, Sabaku, Yamanaka
Exibições 55
Palavras 2.166
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Hola, caramelos de menta! ( sim, to mexicana hoje)

Eu fiquei SUPER FELIZ com a aceitação da história e prometo que ela vai estar no meu ver melhor em muitos aspectos que Pensamentos Proibidos, eu cresci muito como escritora nessa história.

Quem me conhece sabe que os capítulos são sempre dedicados a quem comenta.

Então, não esqueçam de comentar.

PSI: Não esperem que sai mais de um capitulo por semana. É uma exclusividade da primeira semana.

PSII: Essa história é postada como Original na plataforma de Wattpad de minha autoria, sem plágios.

PSIII: Existe um grupo no facebook chamado Balinhas de Hortelã para as leitoras, as pessoas que acompanham ou gostam do meu trabalho. Lá tem videos, spoilers de capitulos ainda não postados e muito mais.

PSIV: LINKS NAS NOTAS FINAIS.

PSV: A fanfic ainda está sem trailer, mas, por enquanto deixarei o trailer da Original nas notas finais.


Dedicado à:

~antikcius22 --> Obrigada por embarcar comigo nessa. Amo-te por isso, agradeço por dar uma chance a essa nova história e acompanhar meu trabalho como escritora amadora.

~manie28 --> Eu sou super GAAINO, fico extremamente feliz que esteja gostando do modo como narro a estória. Mesmo que os personagens não sejam tão parecidos assim com os do mundo Kishimoto.

~mverner - Clan Fantasy --> Obrigada por dar uma chance a essa nova história.

~Srt-Nikolaevich --> Bem vinda! Espero que goste do meu trabalho e vire assim uma das minhas Balinhas. <3

~IG-LEE86 ---> Eu acho que nos conhecemos de algum lugar do mundo AS, né nom? Era leitora de Um Bebê a Caminho? Bem vinda!

Capítulo 2 - Promessas


 

 

O cheiro de café fresco, salsichas fritas e ovos mexidos misturavam-se na cozinha da grande casa dos Yamanaka quando ela tomou seu lugar à mesa redonda. Seu pai encarou-a por cima do jornal local.

 

- Onde você estava ontem à noite mocinha? – perguntou com uma carranca, dobrou o jornal ao meio para estuda-la melhor.

 

Ino engoliu em seco. Não conseguiria mentir para aqueles olhos, ela não era Sakura, sua irmã mais velha que sempre encontrava um modo de dobrar o velho a suas vontades.

 

- Por ai – deu de ombros, como se não importasse realmente por onde ela andou na noite passada.

 

Recebeu um olhar repreensivo da mãe quando ela colocou duas gordas salsichas em seu prato. O pai fez uma de suas caras feias, a que deixava três grandes rugas em sua testa morena pelos anos ao sol cuidando do gado e do plantio. Ela escutaria pela resposta mal criada, sabia que sim.

 

- Espero que o por ai não seja o que estão falando na cidade, mocinha. – resmungou bebericando o café, suas narinas estavam dilatadas sinal de que ele sabia e não aprovava em nada o que estavam falando por ai.

 

- Não sou criança papai!

 

- Ino... – disse sua mãe em tom de aviso.

 

Noriko não queria uma discussão à mesa do café, na verdade tentava evitar ao máximo discussões dentro de casa e até fora dela, principalmente quando a briga envolvia o marido e uma das filhas.

 

Naquela manhã não foi assim, a sempre apaziguadora e amorosa mãe não conseguiu contornar o vendaval que estava por vir. Por que na cidade só se falava de uma coisa, a filha mais nova dos Yamanakas era a promiscua que cantava no bar do velho John.

- Você é criança sim! – ele alteou a voz, perdendo as estribeiras. Não era para menos, escutara coisas horríveis sobre sua menininha na loja de ferragens às cinco da manhã. –Uma menina que pode levar um corretivo a qualquer momento e nesse momento você está merecendo muito um.

 

- Inochi! – a mãe exclamou com os olhos claros arregalados pelas palavras do marido.

 

- Não se meta nisso mulher! – ele virou-se para sua esposa, furioso. Apontando o dedo em riste na direção de seu rosto completou: - Isso é culpa sua. Não educou suas filhas como deveria e agora olha o que elas são...

 

Ino remexeu-se na cadeira de madeira desconfortável, não queria que a mãe fosse o alvo de uma fúria que deveria ser só dela, mas, era sempre assim. Quando a irmã decidira ir embora para Washington sua mãe também levou a culpa.

 

- Oras seu... seu... – a mulher mais velha começou a procurar palavras para defender-se das acusações. O pai estava inchando como um balão, vermelho pela cólera.

 

- Seu o que? Diga logo mulher!

 

Inochi Yamanaka era um homem nervoso como todos os outros que foram criados com os pés na terra e o sol na cabeça. Na sua casa o que ele dizia era lei. Não que ele fosse bater em sua mulher como alguns dos caipiras faziam, o cinto de couro marrom que mantinha pendurado atrás da porta do escritório era guardado especialmente para as filhas. E mesmo assim, o cinto era uma lenda para Ino, pois ele só fora usado uma vez e fora em Sakura. 

 

- Seu grosseirão! – recrutou a mulher com firmeza, porém, ela não poderia enganar ninguém com aqueles olhos bondosos. Amava-o incondicionalmente.

 

- Não me venha com essas suas frescuras mulher! – disse tirando um lenço do bolso de sua camisa de botões e enxugando o suor na testa. – Se você tivesse parido dois filhos homens não íamos ter que passar por essas humilhações que suas filhas nos fazem passar!

Noriko levantou-se da cadeira com brusquidão, sentia-se magoada e humilhada sempre que ele voltava para aquela conversa de não terem um filho homem como se fosse culpa dela. Se ela pudesse teria tido dez filhos, todos homens para calar seu marido.

 

- Não briguem por minha causa. – Ino implorou, mas, a mãe já havia saído da cozinha com o rosto manchado pelas lagrimas.

 

Inochi que havia ficado de pé quando a mulher se levantara voltou a sentar-se na sua cadeira, ainda mais irritado depois da pequena troca de farpas com a esposa. Com ela se entenderia depois, primeiro iria conseguir todas as informações que precisava da filha, sabia que as pessoas gostavam de aumentar em suas histórias, mas, nunca inventavam algo sem nenhum fundo de verdade.

 

- Porque você tem que falar sobre isso? – Ino disse esfregando o rosto em frustração. – Não sabe que a magoa?

 

- Não se meta nos meus assuntos com sua mãe mocinha. – falou o outro nervoso, empurrando para cima os óculos que escorregavam pelo nariz. – O problema aqui é você!

 

Não, era a verdade. O problema era que nenhuma das duas meninas tinha a mínima vocação ou desejo de manter a tradição da família. Sakura fora a primeira a nascer e simplesmente não se encaixava na vida rural, era como uma bonequinha de porcelana jogada na lama não fazia o menor sentido. Então, assim que pode fez as malas e mandou-se dali.

 

Isso prejudicara tanto a pobre Ino, mesmo que a outra não tivesse essa intenção. A egoísta, mas, Ino admitia que se tivesse a chance de ser a primeira a rebelar-se faria a mesma coisa que a irmã e isso foi o suficiente para que a amizade entre as duas mantivesse intacta.

 

- Você sempre lamenta por não ter tido um filho homem como se nós duas não fossemos o bastante pai! – acusou-o. – Quem garante que um filho homem amaria tanto a vida de fazendeiro em Friendsville?

 

Fora um tiro no pé falar aquilo. A situação já estava ruim o bastante sem que ela colocasse mais lenha na fogueira e mesmo assim lá estava ela, não só colocando mais gravetos como abanando o fogo também.

 

- Eu garanto. – ele esbravejou contra a filha, mas, a menina não se deixou intimidar, puxou isso dele. - E pare de mudar de assunto garota.

 

Ela era doce como à mãe todos diziam, mas, tinha o jeito casca grossa do pai. Pelo menos tentava desesperadamente ter.

 

Depois de uma troca penetrante de olhares idênticos, rostos vermelhos e contraídos em raiva, ela por fim suspirou desistindo da batalha e disse:

 

- Sim.

 

Ele enrugou sua testa outra vez, só que desta vez mais curioso do que qualquer outra coisa. Cruzou as mãos entrelaçando os dedos sobre a mesa, inclinou-se um pouco mais para perto da filha, sondando-a com o seu olhar felino.

 

- Sim o que?

 

- Sim. Eu estou trabalhando no GOM pai.

 

Ela saboreou a sensação de alivio após soltar o peso que era carregar aquele segredo, mesmo sem saber que ele estava pesando. Não era uma boa mentirosa, essa era outra grande verdade na vida de Ino Yamanaka, só tinha o dom de esquivar-se das perguntas certas e isso a ajudava na hora de ocultar coisas que precisavam ser escondidas. Como suas fugas nos finais de semanas.

 

- Como você pode fazer uma coisa dessas com a sua mãe?

 

Decepção seria uma palavra minúscula para definir Inochi Yamanaka naquele momento, os olhos amendoados dele continham um brilho envergonhado que fez com que Ino encolhesse em seu lugar. Ela sentiu que se tivesse dito a ele naquele instante que estava vendendo drogas atrás da igreja, teria sido bem melhor.

 

Bufou, irritada. Porque as coisas nunca eram como ela queria, mas, alguma vez alguém lhe dissera que seria fácil lutar pelas suas convicções? Não.

 

- Eu só vou lá para cantar pai. – afirmou passando as mãos nas pernas da calça, limpando o suor.

 

- Cante na igreja. – ele esbravejou. – Onde é o lugar de uma boa esposa e não em um bar fedorento frequentado por aqueles motoqueiros fedidos.

 

- Eu não sou uma criança pai! – retrucou rápida e geniosa, porém, birrenta como uma criança de cinco anos.

 

Ele levantou-se abruptamente da mesa, a cadeira de madeira fez um barulho seco ao cair no chão. Ino levantou-se também, pronta para bater o pé se fosse necessário. A cozinha ficou pequena para o gênio forte dos dois, mesmo que ela soubesse que por esse caminho não conseguiria nada com o pai. 

 

- Então pare de agir como uma! – ele gesticulava com as mãos, gritando nervoso. – Pare de fugir na calada da noite para um bar onde só o bom Deus sabe o que acontece e pare de tentar ser quem você não é menina!

 

- Eu só quero cantar! Sentir como é está em um palco de verdade e ter uma plateia que me ovaciona!

 

A verdade nas palavras dela estava tão nítida quanto seus olhos cheios de lagrimas. Ela queria aquilo mais do que a própria vida e não abriria mão de ter pelo menos um pouco do sentimento, mesmo que o palco do God of Monster fosse um tablado velho e caindo aos pedaços e que a sua plateia fosse composta por velhos barrigudos e fedorentos.

 

E tinha Gaara.

 

Com seus olhos azuis elétricos e cheios de desejo, sua barba rala e bíceps amostra, seus grunhidos e rosnados pré-históricos.  

 

Mas, não diria isso em voz alta.

 

Não para seu pai, não se pudesse esconder. Porque eles eram como os Montéquios e os Capuletos odiavam-se da mesma forma que um cão odiava um gato. Por puro instinto, por motivos que ninguém sequer lembrava, era hereditário passado de pai para filho.

 

 

- Você não pode está falando serio... – aproximou-se da janela da cozinha, tremendo e nervoso. Ino ficou ali parada olhando para as costas do pai ruminando o tom amargo e triste de suas palavras. – É isso o que quer para sua vida? Largar seus pais e suas responsabilidades como sua irmã fez?

 

Ela pensou por alguns minutos, não podia negar a verdade estava implícita nas atitudes que tinha tomado nos últimos dias. Suspirou abraçando-se em uma tentativa de autoproteção ridícula e infantil.

 

- Eu quero cantar papai e se o senhor me deixasse fazer isso eu seria mais feliz aqui. É só o que eu quero no momento.  

 

- E depois? – perguntou coçando a garganta, os olhos dela encheram-se de lágrimas. Ele estava cedendo, podia sentir no modo como sua voz mudou de entonação. – Vai sair por aquela porta e cuspir em nosso nome?

 

- Eu já falei que não, papai. – Ino afirmou com a voz trêmula. – O que o senhor quiser que eu faça, eu farei. Só me deixe cantar...

 

O velho Inochi sorriu com as palavras da filha. O que ele quisesse? Oras, ela poderia cantar no bar de sexta a domingo enquanto ainda era solteira. Depois disso seria responsabilidade de seu marido lidar com o gênio forte que carregava. A proposta não era nada mal, mas, precisava ser analisada.

 

- Promete? – ele virou-se a fitando nos olhos. Procurando pela veracidade nas palavras que ela pronunciaria. – Promete que não vai sair por aí como uma bezerra desgarrada que renega as tetas que lhe alimentaram?

 

- Vai parar de me tratar como criança? – ela perguntou revirando os olhos.

 

Ino estava outra vez usando táticas de evasão, ela prometeria o que ele quisesse só para ter a liberdade de ir e vir da pequena cidade para a fazenda, porém, não deixaria que o velho soubesse disso. Não enquanto pudesse adiar.

 

- Vou! Claro que vou! – A alegria que contagiou o sorriso dele deixou um gosto amargo na boca de Ino, ela engoliu a bile e forçou-se a sorrir de volta para ele. – Se isso vai fazer com que você fique aqui aonde é o seu lugar. Pode cantar naquele inferninho...

 

- Papai! – ela repreendeu-o chocada.

 

- Pode cantar. Tem a minha permissão.

 

Ino correu até seu velho rodeando-o com os braços, beijando-lhe a face. Ela tinha conseguido, ganhara do pai pela primeira vez na vida. Apesar da sensação desconfortável de ter prometido algo que não tinha certeza se iria ou não cumprir, afastou os pensamentos para longe enquanto saboreava a pequena vitória, disse para si mesma que tentaria não pensar nisso. Não, até que fosse extremamente necessário.

 

- Você pode ser razoável, papai! Eu sempre soube que era o melhor do mundo! – falou entre beijos com alegria.

 

- Só não faça com que eu me arrependa disso, menina. – Inochi bagunçou os cabelos da filha com a mão livre, a outra rodeava os ombros estreitos da menina. - Eu estou apostando todas minhas fichas em você.

Isso eu não posso prometer pai!  

 

Olhos azuis dilatados por desejo rondam sua mente e ela contém um suspiro bem a tempo.

 

 Pare de pensar nele! Pare! Pare! Pare já!

 

Rosnou para si mesma, usando a tática mental que havia inventado quando criança, de que se ela repetisse mentalmente, dez vezes todos os dias uma coisa e ela conseguiria realizar tal proeza.

 

- Não vou decepcionar pai. Fui muito bem educada. – resmungou, enquanto repetia mentalmente pela quinta vez.

 

Eu não vou pensar em Gaara. Não vou pensar nos seus olhos desejosos.

 

E assim, ela vinha fazendo há algum tempo, mas, ainda não estava funcionando.

  


Notas Finais




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