História Desejos Proibidos - Capítulo 3


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Categorias Naruto
Tags Gaaino, Gaara, Ino, Inogaa, Naruto, Sabaku, Yamanaka
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Palavras 3.790
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, Balinhas de Hortelã?

Gente eu não tô me controlando nessas postagens... KKK' Meu DEUS!

PSI: Entrem NO GRUPO!

PSII: LINKS DO GRUPO E TRAILER DO LIVRO ORIGINAL NAS NOTAS FINAIS!

PSIII: AINDA NÃO FIZ O TRAILER DA FANFIC POR FALTA DE IDEIAS DE ATORES PARA USAR...

PSIV: COMENTEM! EU SOU LEGAL!


Dedicado:

~IG-LEE86 --> Sabia que te conhecia de algum lugar! É bem vinda para entrar no grupo do Facebook. Link nas notas finais e seu comentário me encheu de alegria. Sim! CAIPIRA GROSSEIRÃO + MOCINHA!!!! EU AMOOOO!!! Mas, essa mocinha aqui é bem selvagem hahahhaha!

~Lili_No_Sabaku ---> Obrigada pelo comentário! Somos apaixonadas pelo casal. Eu amo mais que todos <3 <3


~antikcius22 ---> Lá vem ela com esses comentários arrasadores de corações! Bicha seja menas! <3 <3 <3

Capítulo 3 - Posso me cuidar sozinha!


 

A primeira lembrança que Ino tinha de Gaara era de alguns anos atrás, ela tinha sete anos e ele quatorze, estava deitada em seu balanço de pneu que ficava no grande carvalho atrás da casa, fingia voar com a barriga para baixo e os braços abertos. Sorria abertamente os olhos fechados e o nariz empinado com o vento em seu rosto, ela estava voando.

 

Um barulho estrondoso fez com que ela encolhe-se de medo, seu pai dez anos mais novo vinha descendo de forma ágil as escadas da varanda, a espingarda de caça em mãos. Deu mais dois disparos em direção a floresta que se fechava em torno do lago, Ino chorava e tapava os ouvidos com as mãos, nunca sentiu tanto medo como naquele dia.

 

- Saía daí desgraçado! Ou juro que o próximo tiro vai ser no seu traseiro! 

 

O pai gritava enquanto recarregava a espingarda outra vez.

 

Então ele apareceu, com um arco pendurado no ombro direito e um coelho selvagem na mão esquerda, era menor do que os outros garotos de sua idade, talvez magro demais, mas, parecia ser ágil, estava sujo de terra e suado dos cabelos revoltos aos pés descalços.

 

- Eu não quero ninguém caçando nas minhas terras moleque! – o pai gritou mirando diretamente para o peito do garoto. – Principalmente um dos filhos do Rasa!

 

O garoto não tivera medo, nem por um segundo ela se lembrava de ter visto medo naqueles olhos azuis vidrados. Ele sustentava uma carranca mal humorada e cansada, mas, não se deixou intimidar pela arma apontada para si.

 

- Deixe o coelho aí e vá. Não serei tão receptivo na próxima vez. – Falou fechando um olho para manter a mira, dessa vez não erraria.

 

Então, como se tudo estivesse em câmera lenta Ino viu-o garoto sorrir descarado e cuspir no mato seco, depois ele virou-se e saiu correndo dali. O pai dela deu outro tiro praguejando, porém, o garoto já havia se embrenhado na floresta o suficiente para não ser visto.

 

O grito desesperado da filha foi à única razão para que Inoshi não perseguisse o rapaz floresta adentro. A menina estava branca feito papel, a boca sustentava um biquinho infantil e trêmulo, e seus olhos cor de avelã estavam mais verdes do que castanhos.

 

- Calma minha anjinha, papai vai te proteger. – Falou jogando a arma descarregada sobre o ombro aproximou-se da filha mais calmo, mas, ainda nervoso.

 

A menina levantou os olhos chorosos para o pai, não entendia do que ela precisava ser protegida afinal, o garoto não lhe fizera mal algum. Na verdade, nunca tinham visto o rapaz, ela se lembraria dele se tivesse o visto enquanto andava de mãos dadas com a mãe a caminho da igreja, do supermercado ou da escola. Mesmo com a tenra idade nunca seria capaz de esquecer aquela expressão aborrecida ou aquele olhar feroz.

 

 

- Porque você não sai da janela? – a ruiva perguntou com olhos curiosos, inclinando-se para frente na mesa.

 

- Hum... – foi apenas o que Ino conseguiu balbuciar para a amiga a sua frente.

 

As duas estavam sentadas uma de frente para a outra em uma mesa junto à janela do Jubilee Diner, a lanchonete local da cidade aonde tinham ido para estudar. Karin Uzumaki era uma ruiva marrenta como muitas outras garotas criadas com vários irmãos mais velhos, hiperativa e sem papas na língua. Ino nunca precisava fingir perto dela, isso era o que tornava a amizade delas tão especial.

 

- Terra chamando Ino! – ela falou segurando o cardápio enrolado próximo à boca como um megafone. Ino tirou sua atenção das pessoas que passavam na rua e olhou para a outra. – Sério o que você tanto olha?

 

- Nada. – respondeu voltando sua atenção para o caderno de física, tentando concentrar-se nas fórmulas. – Então, um corpo em movimento tende a permanecer em movimento, e um corpo em repouso tende a permanecer em repouso... – levantou o olhar do caderno para ver se a outra estava acompanhando, mas, ela estava fitando a janela enquanto enrolava uma mecha de cabelo alaranjado entre o dedo. – Porque você não está anotando?

 

- É impressão minha ou você estava observando o... – Karin indicou com o queixo um rapaz na calçada do outro lado da rua, lavando um carro sem camisa. – Senhor Sabaku, Yamanaka?

 

 A ruiva estreita os olhos de lince, procurando no fundo da outra alguma coisa escondida, mas, não havia nada visível ali para que ela remexesse. Ino fica tensa por ter sido pega no flagra fazendo algo que ela não devia.

 

- Porque você acha isso? – falou ocupando-se em comer algumas batatinhas fritas.

 

Karin encolheu os ombros, rabiscando no caderno sobre a Lei de Newton. Todos sabiam que a família de Ino e a de Gaara não se davam nada bem, mas, para a ruiva ali na frente um romance entre os dois seria o máximo.

 

- Sei lá... – começou devagar jogando os cabelos para trás, um sorriso nada contido no rosto. – Você me chamou para vir no Jubilee quando poderíamos estudar na sua casa...

 

- Na minha casa não rola. O clima ainda está tenso entre meus pais, sabe como o velho é quando começa a resmungar sobre os filhos homens que não teve.

 

Ela sabia. As duas não guardavam segredos, conheciam-se desde meninas. Era Karin que tomava a frente em todas as brigas que Ino se metia, mesmo quando os oponentes eram maiores que as duas. Tinham uma típica amizade entre garotas, forjada a base de xicaras de chocolate quente em volta da lareira, confissões trocadas em cabanas de lençóis e desejos enterrados na Bear Creek.

 

Não era estranho elas irem até a cidade para estudar, era incomum o pedido vir da loira. Ino detestava andar pela cidade com todos aqueles olhos grudados nela, medindo-a da cabeça aos pés, seguindo-a pela rua. Esperavam que ela anunciasse um possível namoro a qualquer instante desde o dia que Sakura fora embora, todos queriam saber qual seria o escolhido para cuidar das terras dos Yamanaka e alguns rezavam para que fosse um de seus filhos.

 

- Na minha casa não dá, você sabe. Três irmãos. – Karin anunciou como se falassem sobre uma infestação de ratos, Ino sorriu. – Às vezes eu só quero arrumar uma desculpa para dormir na sua casa, e essa seria uma perfeita desculpa. – Revelou batendo com a caneta no caderno a sua frente.

 

- Não precisa de desculpa para dormir lá em casa. – suspirou voltando os olhos para a janela. –É só pedir.

 

Gaara estava encostado na parede de tom amarelo pálido que pelo tempo começara a descascar em vários pontos, na frente da oficina. Mantinha os olhos fechados enquanto tragava um cigarro entre os lábios. Ino engoliu em seco quando ele abriu os olhos e seus olhares mesmo distantes encontraram-se.

 

- Seria legal se vocês tivessem um caso né? – sussurrou a amiga em tom confidente. Recebendo um olhar chocado da outra. – Tipo uma história saída diretamente de um livro do Shakespeare.

 

A ruiva sorria abertamente mostrando mais uma vez que não tinha o juízo no lugar certo. Tão durona por fora e tão romântica incorrigível por dentro, Ino conteve um sorriso involuntário para não alimentar as ideias malucas que sua melhor amiga tinha sobre o que era um romance.

 

- Você só pode estar de brincadeira comigo. Meu pai morreria se uma de suas filhas chegasse se envolvesse com um Sabaku e depois voltaria do além, só para matar o dito cujo.

 

A outra riu descaradamente e depois tomou uma das mãos de Ino entre as suas com um olhar pidão.

 

- Vamos lá, Ino! – exclamou como se estivesse pedindo para elas irem a um show de rock com identidades falsas, outra vez. – O cara é tudo o que uma colegial pode querer... Ele é mecânico, gostoso, usa jeans rasgados e coturnos pretos, é mais velho. Isso sem contar à parte dos olhos azuis, é claro!

 

- Você é louca? – perguntou rindo nervosa. – Eu já vi meu pai atirar contra ele por muito menos que isso.

 

Não devia pensar em Gaara e tentara durante dias não fantasiar, mas, com Karin ali listando e apontando cada um dos motivos para alguém apaixonar-se por ele tudo ficou bem mais difícil.

 

- Eu até que gostaria de um pouco de ação nessa cidade, mas, se você não sente mesmo nada por ele...

 

Ino mordeu a ponta da caneta, enquanto a outra levava uma quantidade enorme de batatas até a boca. Permitiu por alguns instantes os pensamentos correrem soltos naquela ideia absurdamente tentadora, ficou chocada quando se pegou no meio de devaneios sexuais.

 

- Ele está olhando para você. – Karin anunciou olhando sem discrição alguma pela janela. – Na verdade, ele está sempre olhando para você.

 

- Pare de olhar de volta. – Ino pediu com um sussurro desesperado. – Já bastam os olhares que trocamos no GOM.

 

- Sua cadela! Você está provocando ele, não está? – Acusou em tom malicioso.

 

- Não diga provocando nesse tom, me faz parecer uma vadia ardilosa. – defendeu-se com os olhos brilhando em excitação. – Eu diria que estou jogando com as cartas que me foram entregues.

 

A loira fechou os cadernos empurrando-os de lado, enquanto a outra prendia os cabelos com uma de suas canetas para atentar-se a fofoca que estava por vir.

 

- Explica isso melhor. Você é afim dele ou não?

 

Ino suspirou desistindo da ideia de esconder de sua melhor amiga qualquer que fosse os sentimentos, porque já era difícil demais negar que o homem não invadia sua mente sempre que se deixava levar pelos pensamentos.

 

- Tem alguma coisa naqueles olhos dele que mexem comigo. Não posso mais negar que não penso nele. Não é nada como amor ou essas paixonites que você tá pensando, mas, sei lá... - ela não tinha certeza das palavras para descrever de forma coerente o que sentia. – É só que, sabe quanto odiamos quando nos olham como se fossemos crianças indefesas?

 

- Sim, como se não tivéssemos passado por todos aqueles lances. – falou lembrando-se das desilusões amorosas que tiveram há alguns meses atrás.

 

- Pois é, quando ele me olha eu não me sinto uma criança – concluiu vagarosamente. – Tem todo aquele brilho desejoso nos olhos dele e depois, ele vem e me trata como se eu realmente não passasse de uma menina inocente. É tudo difícil demais para raciocinar.  

 

- É porque você tem todo esse ar de virgem... – revelou olhando em volta, mas, ninguém parecia interessado o suficiente na conversa das duas. – Não me olhe com essa cara. É a verdade, esses seus olhos grandes e jeitinho de boneca não ajudam em nada. Sem falar nas roupas...

 

- Não fale mal das minhas roupas! – Ino disse a interrompendo.

 

- Não estou falando. – Karin deu de ombros verificando mais uma vez se o perímetro estava limpo o suficiente, com a voz mais baixa e os cotovelos sobre a mesa ela inclinou-se para mais perto da outra. – É só que eu tenho certeza que foi esse seu estilo que fez você ser o alvo daquela aposta...

 

- Isso foi a mais de dois anos e Sebastian era um idiota. Sem falar que naquela época eu realmente achava que casaria com ele... – balançou a cabeça para afastar as lembranças ruins. – Não tenho mais quinze anos Karin!

 

Karin não insistiu na conversa, aquilo ainda machucava as duas. Elas tinham apenas quinze anos naquela época e ainda não sabiam se existia um lugar lá fora, os sonhos resumiam-se apenas a pacata cidade de Friendsville. Sentavam lado a lado no intervalo do colégio planejando um futuro não tão distante onde casariam e engravidariam quase na mesma época, até que Shin e Suigetsu apareceram e destruíram tudo.

 

- Merda!

Ino praguejou levantando-se de repente e assustando a ruiva, algumas pessoas dentro do restaurante lançaram olhares desaprovadores em sua direção, não era esperado que as moças da cidade falassem palavras como aquela e isso a irritava profundamente.

 

- Que foi?

 

- O Sai tá multando o meu carro... – ela falou enquanto pegava sua mochila e jogava sobre um ombro. – Espera aí.

 

Correu para o ar abafado da tarde, o céu estava em um tom de azul anil sem nenhuma nuvem e as ruas cheias de pessoas que passeavam por ali com sorvetes em mãos e seus bonés de caminhoneiros. Sentiu o calor do asfalto através do solado do sapato, seguiu pelo estacionamento em frente à lanchonete até uma caminhonete Ford azul e enferrujada, o modelo era do inicio dos anos cinquenta, mas, era o único veiculo que ela tinha permissão de dirigir.

 

Um homem vestido com farda e quepe pretos de policial estava abaixado na traseira do carro, verificando alguma coisa nas rodas. Aproximou-se pisando duro e cruzou os braços em frente ao corpo, irritada.

 

- Qual é o problema Sai? – perguntou com desprezo na voz.

 

- Seu pneu esquerdo está mais seco que os outros três. Vou ter que multa-la.

 

Ele sorriu com um leve desdém enquanto retirava um bloquinho amarelo do bolso de sua camisa, anotando rapidamente com uma caneta que trazia atrás de uma das orelhas. Ino bufou irritada, sabia que ele estava tentando provoca-la por causa de suas intrigas do passado. Sai era veterano em sua escola há dois anos e fizera parte da aposta cujo qual a virgindade dela estava em jogo, sempre que podia implicava com a garota para descarregar a magoa de ter sido rejeitado.

 

- Você vai mesmo fazer isso?

 

- Eu já fiz. – ele arrancou a folha do bloco com um sorriso de pura satisfação na cara, empurrando-o em direção ao peito dela. – E se não arrumar isso logo terei que mandar guinchar seu carro...

 

Ela bateu o pé no asfalto do estacionamento com ódio de sua vida, amassando o papel com as mãos e jogando-o no chão. Estava furiosa e farta de tudo aquilo, ele não parecia disposto a esquecer de nada do que tinha acontecido naquela época e continuava a atormenta-la por toda a eternidade. Ninguém nunca se esquecia de nada naquela merda de cidade.

 

Gaara observava tudo de dentro da sua oficina, torceu os lábios a contragosto quando o homem inclinou-se relaxadamente apoiando o cotovelo na lateral do carro. Ele estava perto demais, invadindo o espaço pessoal da garota que parecia prestes a ter um ataque de raiva.

 

- Você não precisa ser um babaca estupido Sai, já se passou muito tempo e eu só quero esquecer essa merda e seguir em frente! – ela estava visivelmente irritada, os braços tensos esticados ao lado do corpo, os punhos fechados com força.

 

- É você está certa... – começou pegando uma mecha de cabelo loiro dela e enrolando nos dedos, ele estava perto demais. – Eu não preciso, mas, é sempre tão divertido.

 

Gaara levantou-se rapidamente indo em direção à calçada, queria escutar o que os dois discutiam do outro lado da rua. Nunca havia visto os olhos de Ino com tanto ódio antes, ela parecia em ponto de ebulição quando afastou a mão do policial de seu rosto com uma tapa. Não gostava nenhum um pouco do olhar que o outro lançava a ela, conhecia o suficiente de caçadas para saber quando alguém estava espreitando e coagindo uma presa.

 

- A única pessoa que saiu prejudicada nessa história fui eu. – a loira revirou os olhos com desprezo, encarou Sai. – Será que seu ego é tão frágil assim?

 

- Leva na esportiva boneca... – ele zombou, segurando no queixo de Ino.

 

- Oh! – lamentou esquivando das mãos dele. – Porque eu ainda perguntei... Seu ego estupido deve está muito machucado só porque levou um fora.

 

- Escuta aqui garota... – Sai segurou o pulso dela com força, puxando-a para perto.

 

No momento em que Gaara viu a cena não conseguiu controlar o impulso e atravessou a rua a passos largos, a raiva fazia seu estômago borbulhar como se estivesse cheio de acido, deixando-o cego de todos os sentidos, a única coisa que via a sua frente era a pressão dos dedos de Sai em volta do pulso pequeno de Ino.

 

- Me solta... – ela rosnou entredentes com os olhos fixos na mão dele.

 

- Para de fazer cena Yamanaka. Eu sei que você é fácil...

 

- Solta ela.

 

A voz de Gaara soou seca e vazia como um eco, porém, foi o suficiente para fazer com que recebesse um olhar cheio de ódio do policial. Ino movia os olhos como um personagem de desenho animado, de um lado para outro, sem parar. A cena era tão inusitada quanto uma chuva de meteoritos, as pessoas começavam a andar o mais devagar possível só para olhar o que estava acontecendo, algumas paravam em frente às vitrines de lojas do outro lado da rua.

 

- Não tem nada pra você aqui, Sabaku! – cuspiu em cima do outro. – Estou fazendo o meu trabalho!

 

Gaara passou a mão esquerda pelo pescoço, sem jeito. A verdade atingindo-o devagar agora, não tinha motivo algum para defender Ino, ela era sua inimiga comum desde que nascera. Se ela estava encrencada com a polícia devia assistir de camarote e apenas aplaudir, contudo, algo em relação a ter outro homem perseguido e chateando ela, deixava-o maluco.

 

- Claro o trabalho da policia local é assustar menininhas agora? – Sai paralisou sobre a voz dele, Ino abriu a boca para se defender, mas, não falou nada. – Solte-a.

 

 

- Acho melhor você ir embora, Sai. – Karin falou como a voz cheia de autoridade. Ino tinha certeza que ela assistiu toda a cena da janela do Jubilee e esperou que Gaara se aproximasse como em uma das cenas dos livros do Nicholas Sparks, que ela tanto gostava de ler.

 

- De um jeito no carro ou eu vou mandar um guincho. – Ele escreveu em outra vez no bloco de anotações e colocou na mão de Ino, ela estava rubra de raiva e vergonha. – Nos vemos por aí Yamanaka.

 

O policial se afastou do estacionamento irritado, Gaara coçou a barba enquanto acompanhava o trajeto do mesmo até a viatura preta e branca do outro lado da rua. Ino e Karin estavam em uma troca de olhares mudos e cheios de significado, o que afirmava que não era a primeira e nem a ultima vez que aquilo acontecia.

 

- Ele nunca vai esquecer isso... – afirmou em um sussurro para Karin, seus olhos lacrimejantes e a mão massageando o pulso que fora apertado.

 

- Que é que vocês tão olhando? – Karin gritou para duas senhoras que estavam em frente à floricultura. – Não tem o que fazer não? – Recebeu olhares duros, mas, as senhoras logo voltaram a suas tarefas. Ela virou para a amiga com um meio sorriso, ignorando completamente o homem de jeans rasgado e camisa jogada sobre o ombro ao seu lado. – Vai ficar tudo bem, um dia ele esquece. Quer ir para casa?

 

Ino afirmou com a cabeça. Tinha medo de falar e acabar chorando no meio da rua, na frente de Gaara. Seu pai não a perdoaria se ela chorasse na frente de um Sabaku.

 

- Vou pagar a conta e pegar nossas coisas. Espere um segundo.

 

Então ela saiu e deixou os dois a sós.

 

Gaara esperou que ela falasse primeiro, estava desconfortável por seus atos impensados e não sabia como reagir aquilo, Ino abriu a porta do carro e jogou a mochila no largo banco de couro velho, sentou-se em seguida encostando a cabeça no volante enquanto perguntava a si mesma o porque ele não ia embora.

 

- Precisa trocar o pneu.

 

- Está se oferecendo para o serviço? – ela perguntou, ainda com a cabeça entre os braços escondendo os olhos cheios de grossas lágrimas.

 

Gaara sorriu com a esperança na voz dela, como ela podia ao menos cogitar que ele trocaria seu pneu. Aquilo o enchia de ironia, talvez até um pouco de empatia ou piedade.

 

- Não. – Respondeu voltando ao seu tom rude. – Estou afirmando. Minha cota de boas ações do ano foi paga quando coloquei o bostinha do Mitaro no lugar dele.

 

- Eu não preciso da sua caridade Sabaku. – Ino falou baixinho.

 

- Mas que surpresa, você é uma merda mal agradecida, não é? – perguntou com um sorrisinho tímido.

 

 Ino limpou o rosto com as mãos virando-se, encarou-o nos olhos por alguns segundos, então notou que ele estava sem camisa, com pele amostra. Ele não pareceu se incomodar com o olhar dela e cruzou os braços em frente ao peito. O rosto dividia uma carranca mal humorada e um leve divertimento por notar que ela estava ruborizando outra vez.

 

- Eu não pedi sua ajuda – falou passando umedecendo os lábios pequenos com a ponta da língua. – Posso cuidar dos meus problemas sozinha.

 

 - Estou louco para ver. – Resmungou grosseiro. – Vamos desça daí. – Falou acenando com a cabeça, os cabelos castanhos brilhando oleosos no sol. – Troque o pneu boneca.

 

Ela escorregou do banco do carro para o asfalto quente outra vez, ia mostrar para ele que não precisava de ajuda mesmo que não soubesse como trocar um pneu. Não devia ser difícil, já havia visto seu pai fazer aquilo algumas vezes. Pegou uma maleta vermelha embaixo do banco e seguiu até o lado do pneu que precisava ser trocado, limpou as mãos suadas na saia florida de seu vestido. Aquilo não era roupa para se trocar um pneu de caminhonete, ela tinha certeza.

Gaara sorriu internamente quando ela posicionou e acionou o macaco com habilidade surpreendente, parecia que realmente sabia o que estava fazendo com aquela determinação nos olhos, só parecia. Ele deixou que ela fizesse tudo errado, estava divertindo-se demais para sentir qualquer tipo sentimento de ajuda.

 

- Mais que merda! – ela exclamou, enquanto tentava afrouxar os parafusos. Sempre que ela tentava girar os parafusos para retirar a calota, a roda do carro girava junto. – Por que essa droga não fica parada!

 

Gaara estava encostado sutilmente em um gol preto ao lado do carro dela, ele claramente estava curtindo o espetáculo enquanto tragava um cigarro. Ele não pode conter uma gargalhada quando ela caiu sentada no asfalto quente.

 

- Que você tá fazendo? – Karin perguntou com os braços cheios de livros.

 

- Trocando o pneu! – Ino retrucou com raiva, ela estava suada devido ao esforço e tinha o rosto sujo de graxa onde passara a mão para enxugar o suor. – Por que demorou tanto?

 

- Amiga você está fazendo errado, primeiro você tira a calota e depois eleva o macaco.

 

A loira lançou seu olhar mais ferino para Gaara, que mantinha uma expressão de puro deleite junto a um sorriso irônico. Ino sentiu o fogo queimar em suas veias, e desejou mata-lo com requintes de tortura.

 

- Porque não me avisou? – rosnou para ele, furiosa.

 

Gaara deu de ombros, alargando o sorriso cínico.

 

- Você pode cuidar dos seus problemas sozinha.

 

Ele jogou o cigarro no chão e amassou-o com a ponta da bota, virou-se indo embora com as mãos nos bolsos e um sorriso satisfeito na cara.

 

 


Notas Finais




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