História Desejos Secretos - Capítulo 2


Escrita por: ~

Postado
Categorias Eliane Giardini
Tags Eliane Giardini, Werner Schunemann
Exibições 77
Palavras 1.084
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Policial, Romance e Novela, Suspense

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


"Para ser um bom cirurgião, você tem que pensar como um cirurgião. Emoções só confundem. Deixe elas bem guardadinhas e de lado e adentre em uma limpa sala esterilizada onde o procedimento é simples: cortar-suturar-e-fechar. Mas às vezes você encara um corte que não se cura. Um corte que estoura e escancara os pontos…" G.A.

Capítulo 2 - Você tem que reagir!


Fanfic / Fanfiction Desejos Secretos - Capítulo 2 - Você tem que reagir!

O encontro com Soniér me deixou um pouco receoso, me senti entrando literalmente para uma espécie de máfia! O que me fez dormir muito pouco de lá pra cá, esperando a tal pessoa entrar em contato comigo como ele me explicou. E de modo particular, esta noite tive insônia e enxaqueca. Dei um profundo suspiro na cama me espreguiçando, mas sei tenho que levantar, preciso estar no hospital antes das seis horas da manhã. Graças a Deus, foi uma madrugada sem intercorrências. Não houve nenhum chamado durante a noite.

Estou um pouco exausto, mas a cirurgia é minha grande paixão. O ritual que prepara o paciente para ser entregue em minhas mãos é fascinante. Na sala de cirurgia somos vistos como heróis, semideuses. Salvamos vidas! Mas eu, como tantos outros médicos somos seres comuns, apenas com grandes responsabilidades e medos também. Se todos pudessem me ver agora, chegariam a conclusão de que não passo de um simples mortal.

Olhei para Eduarda que ainda dormia ao meu lado e pensei em como as coisas chegaram a esse ponto. Suspeitas, investigações...

Beijei sua fronte e separei algumas mechas de cabelo que recobriam sua face. Ela se remexeu na cama. Mil pensamentos tomaram contande mim, sempre fiz de tudo por ela, dei a ela uma filha! Em que momento eu deixei de ser suficiente?

Tomei coragem, levantei sem fazer barulho e fui ao banheiro, tomei um banho, me arrumei e saí sem ao menos tomar café, não daria tempo. Tenho que avaliar meus pós-operários antes das 7hs da manhã e distribuir as tarefas aos meus residentes.

Cheguei ao hospital e mal consegui entrar em minha sala quando meu pager tocou: Emergência, Sala 14.

Saí correndo para a emergência. Nesses momentos a adrenalina me mantia com um fervor revigorante e me preparava para o que estava por vir. Ao entrar na sala me deparei com um homem politraumatizado, uma de minhas residentes e duas enfermeiras. Dr. Julia, a residente que estava sob minha supervisão me passou rapidamente o caso:

- Hélio Villar, 56 anos, consciente, lesões múltiplas, sinais vitais instáveis, foi atropelado por um carro em alta velocidade. - Na emergência o jogo é muito rápido, ao mesmo tempo em que tentamos instantâneamente entender o quadro o clínico do paciente temos que executar os procedimentos necessários. Comecei o exame.

- Hélio, sou Dr. Igor e vou ajudá-lo, fique calmo! enfermeira, Ultrassom portátil aqui agora, por favor! - Tentava acalmar meu paciente que estava muito confuso e dava sinais de piora. - Sérios ferimentos na cabeça, quero uma TC de crânio e chamem Dr. César, quero um parecer da Neurologia. Vamos estabilizá-lo e levar para o centro cirúrgico. Chamem a ortopedia!

- Dr. Igor, o pulso caiu para 88. - nesse instante entrou na sala Dr. Lucas, era Traumatologista. Pegou rapidamente o prontuário que estava sendo atualizado pela enfermeira e viu os detalhes importantes. - Lucas, as veias estão em colapso, preciso de um cateter central. - disse de modo rápido, nós médicos temos que dançar conforme a música e entender os passos um do outro.

- Faço agora! - disse de forma rápida.

- Não, não, a pressão despencou! Parada cardíaca!

- Começem a massagem! - Esse é um momento crítico para um médico, quando seu paciente dá sinais de que está indo embora. - Já temos fibrilação! Apliquem um miligrama de adrenalina. Vamos lá, vamos lá!

- Desfibrilador! Carregue as pás em 300...afasta! De novo, carregue em 350...afasta! - Reaja Hélio! Reaja...

E por quase trinta minutos tentamos reanimá-lo. Mas todo nosso esforço foi em vão. Ficamos em silêncio por uns minutos. E no fim tive que dizer a frase que mais odeio: 

- Hora da morte 07:45.

Sou médico a mais de quinze anos e todas as mortes tocam de forma peculiar meu lado mais humano. Não me envolvo emocionalmente com nenhum de meus pacientes, mas as perdas me ensinam a reconhecer como a vida é importante, me ensinam sobre a brevidade das coisas.

Depois dessa manhã agitada fui para minha sala, preciso atender os primeiros pacientes da manhã. Encostei minha cabeça na poltrona, respirei fundo, antes de atender a primeira pessoa. Quando ia chamar a porta de minha sala se abre.

- Bom dia, meu amor! Por que não me acordou? teria vindo junto com você. - Eduarda tinha o dom de ser doce quando queria.

- Não quis atrapalhar seu sono, estava tão linda dormindo. - mesmo com a suspeita de uma traição, eu amava Eduarda de um jeito muito profundo. Fico louco de ciúmes só de imaginá-la com outro homem.

Ela se aproximou, sentou-se em meu colo ficando de frente para mim. Selei nossos lábios num beijo gostoso e demorado. A apertei forte contra o meu corpo. - Te amo! - disse como se essas palavras pudessem tocar seu coração e tudo o que aconteceu e estava acontecendo fosse um grande sonho.

- Idem! - ela sempre usava essa expressão, nunca ouvi as palavras " eu te amo" saírem de sua boca e se ouvi foram em ocasiões muito raras. Ela me olhou, me deu um selinho e levantou.

- Tenho uma agenda cheia hoje na Dermatologia e ainda tenho que realizar a abertura do Simpósio sobre Câncer de Pele. Tenho que ir amor! Nos vemos na hora do almoço, ok! Hoje é o seu dia de buscar a Paty no colégio!

- Pode deixar, nunca me esqueço! - lancei um beijo no ar e ela me respondeu com outro e saiu da sala.

Ao terminar o que tinha que fazer pela manhã me preparei para sair e buscar minha filha no colégio. Meu celular tocou.

- Alô!

- Dr. Igor! É Dimitri que está falando.

- Dimitri? Pois não!

- Estou ligando a mando do senhor Soniér.

- Sim, claro! Pode dizer. Achei que tivessem esquecido de um cliente.

- O senhor vai receber a visita de uma pessoa. Vai contar os detalhes e é ela quem vai auxiliá-lo.

- Quem?

- Madame Elinór!

- Madame? Espera... - desligou o telefone sem ao menos me deixar terminar a pergunta. Achei muito estranho, agora vou ter que contar minha vida para uma velha porque pelo nome é o que parece! Saí de minha sala e na recepção do andar dos consultórios havia um aviso sobre uma reunião com o conselho de admissão, o que me deixou irritado, eu fazia parte do conselho, como não fui avisado disso? Mas decidi esperar até amanhã e ver o que é. Então saí para buscar minha filha.


Notas Finais


Espero que estejam gostando. Obrigada por lerem até aqui😘😘😘


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