História Desert Rose - Capítulo 2


Escrita por: ~ e ~steampunkneko

Postado
Categorias Naruto
Personagens Chouji Akimichi, Gaara do Deserto (Sabaku no Gaara), Ino Yamanaka, Kakashi Hatake, Kankuro, Matsuri, Sai, Shikamaru Nara, Temari, Tsunade Senju
Tags Gaaino, Gaa-ino, Gaara, Hentai, Ino, Kazekage, Romance, Shikatema
Exibições 59
Palavras 3.344
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Olá pessoas lindas do meu s2
Aqui ainda continua sendo a @Tsuhina-chan (Patty)
E eu cheguei com mais um capítulo pra vocês.
Espero que apreciem!

Boa Leitura! ~*

Capítulo 2 - Convite Inesperado


Fanfic / Fanfiction Desert Rose - Capítulo 2 - Convite Inesperado

“Apesar de qualquer vestígio de atração que meu corpo possa sentir por você, meu cérebro sabe o que é melhor.”

 

Gossip Girl

 

 

 

 

 

— Boa noite Ino. Temari teve um problema então, eu mesmo vim buscá-la.

Por um momento, me senti deslocada e bem, eu não tenho mais tempo para decidir entre prender ou não o cabelo, também não vou perguntar a ele sobre isso, né? Então vai solto mesmo.

— Boa noite. — sorrio a ele ajeitando pela última vez o cabelo de uma forma que eu achasse que ficaria bonita — Tudo bem, entendo. Obrigado por ter vindo me buscar. — agradeço fechando a porta e parando ao lado dele.

— Por aqui. — ele diz mostrando-me o caminho enquanto eu o acompanho lado a lado.

Eu não sei porque mas, perto dele me sentia menor do que eu realmente era, porque afinal ele é um kage e eu uma mera kunoichi se comparada a ele. Há uma grande diferença de hierarquia aqui sem contar o fato de que nós não somos as pessoas mais próximas do mundo, né? Mas apesar dessa hierarquia que existe entre nós, ele fora bem atencioso comigo ao pedir que colocassem flores em meu quarto, aliás as flores. Não posso esquecer-me de agradecer por elas.

— Antes que eu me esqueça... Obrigada! — digo o olhando.

— Pelo que? — ele me olha de volta.

— Pelas flores. — digo sorrindo a ele.

— Fiquei sabendo que gosta de flores. — ele diz sorrindo minimamente e se eu não estivesse tão próxima a ele juro que não conseguiria identificar a expressão. Então ele sabe sorrir que bom mais uma vez me equivoquei.

— Sim, eu gosto. — digo ainda sorrindo.

— As flores que estão em seu quarto são flores únicas. São flores do deserto que é como nós as chamamos.

— Isso explica o porquê de eu nunca ter visto flores como aquelas. — sorrio sentindo minhas bochechas esquentarem e eu sei que corei então desvio o olhar — Elas são realmente muito lindas. Foi muito gentil da sua parte... Obrigada! — agradeço sem olhá-lo — Me senti em casa mesmo estando muito longe dela.

— Que bom. Como vocês vão ficar uns tempos por aqui é importante que vocês se sintam à vontade.

— Sim. — concordo com ele ainda sem olhá-lo. A ardência em meu rosto diminuía gradativamente de acordo com que andávamos.

— Chegamos! — ele anunciou e somente então eu levantei o olhar.

Olhando ao redor da sala que era muito bem decorada com lindos vasos em pequenas mesas que ficavam em cantos estratégicos do cômodo em perfeito contraste e apesar de não haver ninguém além de nós dois a mesa já estava servida.

— Venha — ele disse me incentivando a continuar a caminhar até uma das cadeiras e bem, foi o que eu fiz. o acompanhei.

 

Nos aproximamos da ponta da mesa e é claro que ele vai se sentar na ponta. Ele pode não ser o mais velho, mas ele é o kage e todo mundo sabe que o centro de uma mesa de jantar normalmente é reservado para a pessoa mais imponente do recinto que evidente que era ele. Como eu havia ficado extasiada por um momento com a beleza do local fiquei alguns passos para trás do ruivo. Ele parou a minha frente me fitando.

 

— Você pode se sentar aqui. — ele diz puxando uma cadeira para que eu me sentasse.

— Obrigada. — digo sorrindo a ele enquanto me sento e ele se senta também. Fiquei em silêncio, pois ainda estava meio perplexa com o que vi. Sério que ainda existe gente que faz todo esse cavalheirismo? Achei que o cavalheirismo estava extinto.

— Parece que Shikamaru está atrasado. — ele diz suavemente enquanto começa a se servir.

— Verdade. — concordo sorrindo de canto — Na verdade acho que somos os únicos pontuais Sr. Kazekage — digo divertidamente a ele vendo Chouji e Kankuro se aproximarem e se acomodarem em seus devidos lugares. Chouji, claro, não perdeu tempo e logo começar a comer, no entanto Kankuro vagou com os olhos sobre o cômodo.

— Cadê a Temari? — questionou nos fitando.

— Está ocupada. — respondeu Gaara

— Ele também ainda não veio, deve ter dormido. — digo suspirando enquanto começo a me servir calmamente.

— Ele? — questionou Gaara me olhando.

— Ele quem? — questionou Kankuro.

— Shikamaru! — exclamou Chouji de boca cheia.

— Espera ai. — diz Kankuro — Temari e Shikamaru estão juntos?

— Neste caso, eu não sei. — digo dando de ombros — A última vez que os vi foi quando Temari-san mostrou-me meus aposentos.

— Não se preocupe, ambos foram verificar algo a meu pedido. — disse Gaara calmamente.

— Acho bom que ele respeite Temari. — falou Kankuro.

 

O que ele está pensando? Que o Shikamaru é um estuprador? — penso o olhando e arqueando uma sobrancelha em sinal de indignação. Por que... “Hello”. Não vai acontecer nada que nenhum dos dois não queira. Quando um não quer, dois não fica. Pensei em me pronunciar, mas Gaara o fez antes de mim.

 

— Acho que ela já é maior de idade, Kankuro. — disse Gaara e bem, eu não consegui não sorrir com essa resposta. Era EXATAMENTE o que eu ia dizer. Não poderia ter dado resposta melhor, ruivinho. Espera aí, ruivinho? O que eu estou pensando? Que isso não passe só do pensamento porque pensa se eu o chamar desse jeito? Que constrangedor... Tenho que tomar cuidado com minhas palavras. Eu e minha mania de apelidos.

 

— Olha, vamos manter a calma, ok? — digo suavemente o fitando, tentando acalmar os níveis por ali já que ele parecia um pouco exaltado — Acho que você está se preocupando atoa. Já que é uma ordem dada diretamente pelo kazekage não é como se eles estivessem... Hmmm — murmuro pensativa se falo ou não a palavra — Namorando!

— Mas ela é nossa irmã, Gaara. Devemos protegê-la. — ele diz ainda exaltado e eu apenas suspiro em reprovação.

— Cara... — disse Chouji enquanto engolia o alimento — Você já viu o tamanho do leque dela? Ela não é indefesa, não.

Eu juro que eu tentei segurar o riso, mas não deu acabei rindo do comentário do Chouji.

— Eu concordo, Chouji. — digo assim que paro de rir — Temari sabe muito bem se defender sozinha. Até porque não vai acontecer nada que ambos não queiram. Já que quando um não quer dois não fica, né? — digo dando de ombros enquanto me alimentava.

Kankuro me olha com cara de poucos amigos, mas eu não posso fazer nada, é a verdade, eu não tenho culpa. Pensei em falar algo, mas era melhor não prolongar o assunto para não virar briga.

— Ino... — disse Gaara roubando minha atenção da comida que está maravilhosa.

— Sim. — digo o olhando.

— Enquanto Shikamaru está fora com Temari, podemos adiantar o plano da arma? — ele me questiona.

— Claro. — sorrio — Sem problemas.

— E Kankuro... — ele agora fitava o irmão — Você já terminou o que eu te pedi?

— Não, ainda não. — respondeu Kankuro ainda com a cara fechada.

— Termine isso... Sim? — pediu Gaara gentilmente e o moreno assentiu com um acenar de cabeça.

— Cavalheiros. — digo um pouco mais alto chamando atenção de todos — Se me permitem vou me retirar. Obrigado pelo jantar, estava maravilhoso. — digo direcionando meus olhos a Gaara com um pequeno sorriso.

— Posso acompanhá-la até seu quarto se quiser. — ele disse retornando o olhar.

— Não, tudo bem, não precisa. — digo suavemente — Não quero te incomodar.

— Não é incomodo algum. — ele diz se levantando — Meu quarto fica próximo. É caminho para mim.

— Bom, então sendo assim, será um prazer. — digo sorrindo a ele.

— Vamos? — questionou-me enquanto puxava a cadeira gentilmente para trás para que eu me levantasse.

— Obrigado! — agradeço corada parando a seu lado.

— Boa noite. — disse Gaara fitando os presentes.

— Boa noite, Chouji! — digo fitando-o e depois rolando meus olhos até Kankuro — Boa noite, Kankuro!

— Tchau, Ino — disse Chouji meio desinteressado já que ainda comia.

— Boa Noite. — disse Kankuro emburrado. Um dos dois é fato ou ele não gostou de alguma coisa que eu disse ou ele não foi com a minha cara, mas fazer o que, né? Não se pode agradar todo mundo.

— Chouji vê se não come demais e depois passa mal, ok? — alerto-o olhando porque só eu sei como ele tinha esse costume e sempre sobrava pra mim depois.

— Vou tentar. — ele diz sorrindo.

— Tentar? — digo rindo

— Sim, é porque isso aqui está muito bom. Não tem como parar de comer. — ele dizia se servindo de mais uma porção.

— Você não tem jeito. — digo rindo — Se estiver pronto... Podemos ir. — digo fitando Gaara.

— Então vamos. — ele diz apontando-me o caminho com o braço e começamos o caminho de volta para o quarto. Durante todo o percurso eu fiquei em silêncio. Não sabia o que falar ou se devia falar, então na melhor das hipóteses ficar quieta é a melhor solução. Pouco tempo depois chegamos a nosso respectivo destino e ele parou a frente da porta de “meu quarto”.

— Está entregue.

— Obrigada. — agradeço-lhe sorrindo.

— Então, amanhã nos vemos às 8h00min? — questionou-me olhando.

— Claro. — assinto.

— Podemos tomar café da manhã juntos, o que acha?

— Ahm... — murmuro pensativa — Sim, combinado — digo concordando mais uma vez.

— Passo aqui então.

— OK. — sorrio — Vou espera-lo.

— Até amanhã, Ino-san.

— Até amanhã, Sr. Kazekage. — digo fazendo uma breve reverência — Boa noite e bom descanso. — digo-lhe sorrindo.

— Boa noite... — ele diz sorrindo quase que imperceptivelmente, pois é aos pouquinhos eu estou conseguindo arrancar dele alguns mínimos sorrisos dele.

 

 

Adentro para o meu quarto indo direto para o banheiro tomando mais um banho e me vestindo adequadamente para dormir: um baby doll da cor preto. Soltando os cabelos indo direto para a cama me deitando e fitando o teto.

O engraçado era que por incrível que pareça o ruivo não saia da minha cabeça. O modo como ele agiu hoje comigo, eu não sei explicar. O modo como ele fez eu me sentir, não consigo dizer. Foram sensações estranhas para mim. Mas ele me fez sentir especial hoje de algum modo.

Confesso que as atitudes dele me surpreenderam bastante. Eu fiquei até parecendo uma idiota com tudo isso. Reviro os olhos com esse pensamento, mas é a verdade. Eu realmente pareço uma idiota sem saber como agir, portar e falar claramente. Não estou preparada pra isso. Mas apesar de tudo nem que seja por uma fração de minutos, ele fez eu me sentir especial pra ele de algum modo.

 

— Opa... Opa... Peraí — digo me sentando na cama e fitando as flores — Será que? — arregalo os olhos parando para pensar por um momento e rindo poucos segundos depois — O que eu estou pensando? Isso não faz sentido nenhum. Vê se acorda garota! Ele é um kage, porque se interessaria em você? Não viaja e vê se dorme — repreendo a mim mesma por pensamentos tão idiotas me virando para dormir.

 

 

Acordei no outro dia com os raios solares incomodando meus olhos. Os abri com certa dificuldade levando a mão à frente do rosto para ter alguma visibilidade e confesso que a minha vontade era de permanecer na cama, mas infelizmente eu não poderia olhei o relógio e já estava quase na hora dele vir me buscar. Sai da cama ainda meio dormindo, indo para o banheiro em meio alguns tropeços, faço minha higiene matinal e agora com o rosto devidamente lavado, finalmente acordei.

Olhei para a minha bolsa pensando no que vestir. Eu devia ter trazido mais roupas, suspiro pesadamente e olho as flores. Sorrio abobada por um momento e caminho até elas efetuando os cuidados necessários. Após isso, torno a fitar minhas coisas: o que vestir?

Opto pela mesma roupa da noite anterior. Estava quente, precisava de algo refrescante e essa foi uma das poucas “decentes” que eu trouxe. Ainda estava me arrumando quando ouço batidas na porta e em um gesto automático a abri e era ele.

 

— Bom dia. — ele diz me olhando.

— Bom dia. — digo sorrindo lhe e enquanto ainda dava um jeito no cabelo.

— Estou muito adiantado? — ele diz me analisando já que eu ainda estava me arrumando — Se quiser eu espero.

— Não, tudo bem. — digo sorrindo e saindo do quarto fechando a porta — Já estou pronta!

— Senhorita... — ele diz me estendendo o braço gentilmente e lá vamos nós de novo. Isso até parece coisa de filme.

— Dormiu bem, sr. kazekage? — o questiono suavemente enquanto coloco minha mão sobre seu braço para prosseguirmos.

— Dormi bem sim. — ele dá aquele típico sorriso dele, aquele que você só percebe se estiver próximo — E a senhorita?

— Dormi bem também. — digo enquanto começamos a caminhar lado a lado.

— Que bom. As flores ainda estão frescas? — ele me questiona e eu achei isso muito fofo.

— Sim, estão. — sorrio — Dei os devidos cuidados a elas antes de sairmos.

— Ah, é verdade. Eu esqueci que você sabe cuidar de flores como ninguém.

— Sim. — rio um pouco em tom baixo — Definitivamente elas não vão morrer.

— Estão em boas mãos.

— Hai — assinto voltando a minha atenção ao percurso que por sinal já havíamos chegado e eu sequer notei algo durante o percurso nos sentamos frente a frente.

— Planejei de olharmos o plano da arma agora de manhã. Tudo bem pra você? — ele me questiona fitando-me.

— Sim... Sem problemas. — digo retribuindo o olhar nos olhos. É difícil não olhar nos olhos dele quando ele está olhando diretamente pra você. É como um imã.

— À tarde você estará ocupada? — ele me questiona mais uma vez e eu não consigo não estranhar a pergunta, mas respondo normalmente.

— Não. — nego o olhando curiosa — Por que?

— Gostaria de conhecer Suna?

— Claro. — sorrio abertamente — Adoraria!

— Então, depois de descansarmos do almoço nós iremos. — ele diz começando a se servir.

— Combinado. — assinto também começando a me servir. A manhã fora bem agradável durante todo o café mantemos uma conversa tranquila, fluente e amena.

— Vamos ao escritório. — ele diz se levantando após terminarmos.

— Hai — assinto e o vejo afastar minha cadeira gentilmente para que eu pudesse me levantar.

— Obrigada. — agradeço parando ao lado dele e novamente. Ele me estende o braço e com suavidade o aceito e partimos em direção a sala dele. Não demorou muito até que finalmente chegamos e ele logo se prontificou, abrindo a porta para mim.

— Senhorita! — ele disse dando espaço para que eu entrasse e eu corei enquanto passava por ele. Isso é muito surreal, mas apesar de tudo é realmente muito bom confesso que estou adorando toda essa atenção.

— Pode se sentar. — ele diz apontando para uma das cadeiras próximas a sua mesa e assim eu o faço caminho até a mesma me sentando graciosamente enquanto jogo meu cabelo todo para o lado direito por cima dos ombros passando os dedos sobre eles cruzando as pernas.

 

Logo, ele passa por mim sentando-se à minha frente e abrindo o pergaminho que Tsunade-sama havia nos dado. Me aproximei um pouco mais da mesa para ter melhor visibilidade enquanto o ouvia atentamente. Havia acabado de terminar as explicações e o modo como fora explicado supriu toda e qualquer duvida minha. Eu não sabia o que perguntar então permaneci em silêncio por mais algum tempo apenas analisando a planta.  Ele se levantou deu a volta na mesa parando ao meu lado.

— Eu acho que poderíamos efetuar a mudança que a hokage quer nesta área. — ele diz apontando para uma das áreas da planta na qual eu apenas acompanhei com o olhar atento.

— Verdade. — concordo analisando o desenho.

— Então... — ele diz abaixando-se ao meu lado ficando na altura do meu ouvido — Assim podemos inserir o reator.

— Concordo. — digo virando meu rosto para olhá-lo. Tremendo erro da minha parte. Quando me virei nossos rostos ficaram a centímetros de distância e tive uma visão mais clara da sua pele alva, dos seus olhos verdes, dos cabelos avermelhados que caia perfeitamente sobre seu rosto. Eu não posso nem vou negar ele era, é realmente um homem muito sexy e bonito. Ele estava com uma mão sobre a mesa próxima ao projeto e a outra apoiada no encosto da minha cadeira. A voz dele soava calma e rouca muito próxima a mim. Devido a isso eu senti arrepios percorrer por toda a extensão do meu corpo. Aquela proximidade repentina estava começando a me desconcentrar.

 

Foco, Ino, mantenha o foco. Me repreendi mentalmente recuperando a compostura, analisando o projeto mais uma vez.

 

— Só não podemos esquecer de igualar o peso no lado oposto para que não fique desproporcional. — digo mostrando o lado oposto e novamente o fitando.

— Tem razão. — concorda analisando — Mas precisamos mantê-la leve também. — ele diz virando o rosto para mim e nossos olhos se encontraram, ficamos cara a cara — O que sugere?

 

( ♫ ) O meu corpo me deixa confusa

Quando o seu olhar com o meu se cruza

E do nada um simples gesto nasce

Dentro e volta tudo, tudo muda ( ♫ )

 

Coisas — Ana Carolina ♫

 

Meus olhos vagaram inconscientemente para os lábios dele e eu não sei porque, mas me senti tomada por um desejo irracional de beijá-lo.

Beija-lo? O que e eu estou pensando? Céus, não! Controle-se, Ino! Coloque-se em seu devido lugar.

 

— Hmm... — murmuro desviando o olhar. Não posso mais olhá-lo se não eu vou acabar fazendo coisas fora do contexto que estamos abordando aqui — Talvez se nós mudássemos o material de produção possa ajudar.

— Sim, pode ser uma saída... — ele diz ainda me olhando.

— Sim, pode, mas aí teria que realizar testes para ver se a material irá suportar o peso — estava tentando soar o mais profissional possível, mas as coisas que se passava na minha cabeça eram de longe profissionais.

— A senhorita tem ótimas ideias. — ele me elogia e eu coro.

— Não, eu não — digo o olhando novamente agora que já me sentia composta o suficiente, sorrindo levemente — Nós dois temos — digo tocando o ombro dele gentilmente.

— Vou pedir ao projetista para revisar o projeto com um material mais leve.

— Hai. — assinto sorrindo-lhe e novamente aquela sensação, aquela vontade de beijá-lo... Ai meu Kami-sama... Assim não dá... Fica difícil trabalhar... — Só temos que lembrar que apesar de leve tem que ser resistente já que o reator é pesado.

— Uhum. — ele murmura apenas assentindo.

— Vai ser difícil. — digo desviando meus olhos dos dele e olhando o projeto novamente mordendo o lábio inferior — Teremos que correr, o tempo vai voar.

— Não se preocupe, vai dar tudo certo — ele me acalma suavemente, eu apenas sorrio — Senhorita Ino? — ele me chama suavemente roubando minha atenção que mantinha-se no projeto.

— Sim? — murmuro o fitando.

— O que acha de irmos jantar fora hoje? — ele questiona apoiando-se agora somente sobre a mesa.

 

Por um momento fico sem saber o que pensar ou dizer várias perguntas se passavam na minha cabeça.

 

Eu havia ouvido direito?
Ele falou mesmo NÓS?
Isso estava mesmo acontecendo?
Ele estava mesmo me chamando pra sair?
Só nós dois?
Será que era um jantar romântico ou profissional?

 

Ai, que saco. Ele me deixava cada vez mais confusa. Meu cérebro demorou um pouco para entender a informação passada a mim e eu não esperava por isso nem em um milhão de anos... Bom, eu não posso dizer não a ele... Na verdade a palavra não sequer passou na minha cabeça. Tudo que eu queria e me permitir dizer foi.

 

— Eu aceito! — sorrindo-lhe.

— Tem um restaurante que a senhorita vai gostar. — ele sorri daquele jeito único dele — Ele fica na muralha e tem uma bela vista do deserto para se apreciar a noite e a decoração... Eu tenho certeza que será a seu gosto, mas aconselho levar um casaco já que estaremos às margens do deserto evidentemente fará frio. — ele aconselha.

— Ok. — sorrio a ele — Eu vou me lembrar disto. Obrigada!

— A conversa e a companhia estão ótimas, mas se me permite... — ele diz pegando o pergaminho — Vou levar isso ao projetista.

— Claro. — digo me levantando passando as mãos sobre a roupa arrumando-a e jogando os cabelos para trás enquanto me direciono a porta.

— Te encontro às 18h00min? — ele me questiona parando ao meu lado com a mão no trinco da porta.

— Claro... Combinado! — digo sorrindo-lhe.

— Então, até mais tarde. — ele diz abrindo a porta para mim saindo logo depois.

— Bom, então é aqui nos separamos — digo me virando para ele fazendo uma leve reverência — Obrigada pela companhia.

 

Nos olhamos por mais alguns instantes até que por fim eu decidi sair e deixá-lo seguir seu caminho.

 

♣  ♣

 

• Escrita por: @Tsuhina-chan 


Notas Finais


Eu não preciso dizer que eu estou imensamente feliz por estar postando está história né?
Mas vou falar mesmo assim eu estou realmente muito feliz por estar postando-a.
Agradeço de coração a todos que estão lendo e favoritando a fic. Arigato ♥
Estou muito animada e ansiosa com a fic.
Mas antes que eu me esqueça deixem o comentário ou opinião de vocês
Tudo é bem vindo desde que bem educado ^-^
Até o próximo capítulo que também é por minha conta õ//
2BEIJOS! ~*

—> Link's <—

1. https://ap.imagensbrasil.org/image/pboQ9y —> Roupa de dormir.
2. https://www.youtube.com/watch?v=3cG9PS94p_M —> Coisas — Ana Carolina ♫ — Música que usei neste Capítulo *-**
3. https://ap.imagensbrasil.org/image/pU6uL6 —> Roupa do Dia-a-dia Ino.


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