História Desiertos - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Suga
Tags Hopega, Yoonseok
Exibições 39
Palavras 1.467
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


queria postar logo o melhor capítulo que já escrevi na minha vida

Capítulo 3 - 3. Malditos bastardos


Eu estava completamente convencido de que havia algo errado com Hoseok, vulgo Saigon.

Principalmente porque 1) Ninguém fica perto de mim tempo o suficiente para querer voltar e aparentemente 2) Hoseok conseguiu superar essa barreira fácil. O que era bem bizarro, já que quando ele estava aqui tudo que eu fazia era folhear umas revistas enquanto tentava o ignorar falando sobre todo o tipo de baboseira. As vezes eu me pegava pensando que nunca ia entender nada do que ele falava, até de repente começar com aquele papo de estrelas e radiação que ele gostava. Aí que eu não entendia mesmo.

Sério. Mulher pelada, maconha e carros era tudo que saía da boca do cara. E aquela esquisitice de espaço sideral e aliens. Um dia ele até tentou engatar uma conversa bem tosca comigo sobre o amor. Amor – imagina só? Perguntei se ele me achava com cara de guru hippie e ele me falou que o cabelo Jesus Cristo talvez não ficasse tão ruim em mim. O bastardo riu e continuou. “é, você tá certo.”. Quer saber de uma coisa? Só Yoongi pode falar mal do Yoongi.

Secretamente (ou nem tanto assim) sua presença me deixava bem incomodado – embora não pelos motivos que deveriam. Quando Hoseok aparece… hum… eu meio que penso que vou ficar o resto da tarde ouvindo um bocado de baboseiras, mas agora parece que não soa tão ruim. Além disso é meio divertido olhar seu rosto enquanto ele fala e fala e fala sem parar. Bem melhor do que concertar tevês.

Sempre ouvi que a gente tinha que ter um sonho na vida. Construir uma casa, ter filhos, ficar rico... esse tipo de coisa. Bem, eis o problema: meu único sonho era conseguir dormir 8 horas por noite, o que eu claramente não conseguia por razões de – aparentemente – uma insônia nunca diagnosticada. Prejudicava bastante a qualidade da minha vida (se é que algum dia eu soube o que é isso), me fazia ficar cansado o tempo todo, ter umas olheiras fenomenais o tempo inteiro e (essa é meio rara), esbarrar em alguns objetos por estar cansado demais pra poder enxergar direito.

Num domingo aconteceu de ser um desses dias onde eu dormia no máximo duas horas e meia por noite e ficava pescando a tarde inteira na loja. Como nunca dava ninguém mesmo, eu gostava de jogar o boné sobre os olhos e me escorar em qualquer canto, mesmo que eu não dormisse nada. Só de ficar quieto já melhorava bastante.

Mas aí Hoseok chegou. Sabe como é, sempre com aquela entrada espalhafatosa e o sorriso assustador que ele carregava 24/7, o cara era ligado no duzentos e vinte, mesmo. Juro por Deus que as vezes achava que o seu coração bombeava redbull. Ele tinha toda a energia que me faltava e não tinha pena de esgotá-la, o que raramente acontecia. Quando ouvi sua voz quis morrer, ou me esconder em qualquer canto que não fosse perto do cara.

“Pode falar baixo por favor?” Eu pedi, quase num sussurro. Ouvi o barulho de algo sendo arrastado, e de repente as pernas de Hoseok entraram no meu campo de visão, cobertas por uma bermuda folgada e rasgada nos joelhos.

“Está tudo bem?” Perguntou, parecendo verdadeiramente preocupado. “Por que está todo encolhido?”

Até então eu não tinha percebido que eu estava usando um grosso casaco num sol de vinte e oito graus. Hoseok, por outro lado, sentiu minha febre apenas tocando em minha testa. “Você está queimando.” Ele disse, e até pensei em fazer uma piada com isso. Eu me lembrava vagamente de ter sentido que poderia desmaiar a qualquer momento, mas desde que havia me escorado no chão da loja num cantinho bem escuro, estava tudo confortável.

“Aonde está indo?” Eu perguntei, assim que o vi se afastando entre as pálpebras quase fechadas. Não obtive resposta.

Fiquei pensando num negócio que me deixou bem chateado. Parecia que eu só servia pra Hoseok se estivesse funcionando a pleno vapor, sem defeito nenhum. Jurava que ele voltaria daqui a dois dias, ou até nunca mais, mas quinze minutos depois e ele entrava na loja com uma sacola cheia de remédios. “Eu não sabia bem o que comprar, mas a moça que trabalhava na farmácia me ajudou. Tenho quase certeza que ela me empurrou uns remédios desnecessários, mas fazer o que?”

E aí eu comecei a rir, e ri tanto que Hoseok me acompanhou, mesmo sem entender sobre o que eu estava rindo. É que aquilo tudo nem parecia ser real. Eu podia jurar que Hoseok era um sonho e eu sentia sempre que estava prestes a acordar à qualquer momento ou minuto. Eu tomei um bocado de pílulas que Hoseok me falou que era pra tomar, e logo após ouvi algo como “acho que hoje também não vai ser a noite da cerveja” e eu disse que também achava que não antes de apagar em cima do meu balcão e acordar numa cama confortável demais pra ser a minha.


 


 


 

Algo muito engraçado aconteceu e de repente eu estava acordando com muita luz do sol no meu rosto, o que era bem peculiar por que não me lembrava do meu quarto possuir janelas. Também batia uma brisa gostosa, daquelas que você pega quando sai bem cedinho pra comprar café ou pão. E falando em café, o cheiro de café recém feito invadiu minhas narinas e me fez gemer satisfatoriamente. Vi uma camisa que não era minha do meu lado, em uma cama que com certeza também não me pertencia, e, ao levar bem próximo do meu nariz deduzi ser de Hoseok, junto com o resto do local em que eu me encontrava.

Levantei inspirando o ar bem forte. Eu me sentia bem melhor, embora sentisse que a minha cabeça estava a ponto de explodir. Encontrei um banheiro logo em frente ao quarto e me arrastei preguiçosamente até a pia, só pra jogar um pouco de água no rosto. Hoseok estava na sala, sem camisa. E perdi uns bons segundos só olhando como o sol parecia lhe vestir sob medida.

“Bom dia, luz do dia.”

Droga.

O bastardo sorriu e me ofereceu uma xícara de café, como se soubesse que eu acordaria naquele minuto. Me sentei ao seu lado no sofá e vi que na sua tevê passava Bastardos Inglórios, e eu deduzi que Hoseok tinha o dvd, porque não achava que a tevê local exibisse algum filme do Tarantino.

“Tarantino, huh?”

“É. Você gosta?”

“Um pouco.”

Tomei um gole de café e amaldiçoei-o por fazer um café tão bom. Subitamente quis um cigarro, porque achei que cigarros combinavam com café feito mel combinava com panquecas de maçã, mas percebi que nunca tinha comido panquecas de maçã, então não saberia realmente dizer. Au revoir, Soshana, dizia a tevê. Tarantino e suas falas icônicas.

“Quer me dizer por que estou em sua casa?”

Ele sorriu enquanto bolada um baseado. “Você apagou lá na loja, e aí eu meio que surtei porque achei que tinha feito algo de errado. Chamei um amigo e levamos você pra cá, e esse amigo também é enfermeiro, então ele me disse que você só tinha dormido porque os remédios eram meio pesados.”

“Amigo?”

“É” Lambeu a ponta do papel para selar o cigarro. “Taehyung é uma boa pessoa...” Parou e pensou. “Hum, na maior parte do tempo.”

Meu palpite? Acho que Hoseok e esse tal de Taehyung tinham uma história. Algo que realmente parecia complexo demais, talvez um assassinato escondido, quem sabe? Mas minha mente acabou indo bem longe. Hoseok me ofereceu um baseado e eu aceitei, pensando em minha cabeça que Hoseok não era uma companhia das melhores.

Resumidamente, ficamos tão chapados que estávamos rindo das cenas mais violentas do filme, como quando um dos caras americanos disfarçados pede três copos e ele faz o sinal errado e de repente tudo vira uma bagunça de tiros e todo mundo morre menos a garota, rimos da hora em que a mensagem de Soshana aparece na tela e tudo explode matando os nazistas filhos da puta, e quando o filme acaba ainda estamos rindo, até que de repente sinto a urgência se subir no colo de Hoseok e começamos a se beijar como eu nunca beijei ninguém antes e porra, não existia coisa melhor.

Eu não sabia porque estávamos fazendo aquilo, ou o que me fez ter a idéia de subir em seu colo, mas as mãos de Hoseok em minha costa nua não me deixavam pensar direito e seu beijo me sugava a alma, mas que – ao contrário do que eu pensei – era uma coisa boa, e ficar desalmado era incrivelmente prazeroso. Quando nos afastamos fiquei olhando em seus olhos vermelhos, e ele sorria levemente pra mim, com nossos narizes encostando. “Queria fazer isso a um tempão.”

Queria que Hoseok tivesse feito isso antes.


 


 



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