História Desire - Capítulo 4


Escrita por: ~

Postado
Categorias Sean O'Pry
Tags Adulto, Drama, Romance, Sexo
Exibições 21
Palavras 2.043
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Colegial, Drama (Tragédia), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 4 - I Took a Pill in Ibiza


Capítulo IV

Voltei para o dormitório, quando cheguei, nem conseguir como Kaytie sugeriu. Liguei para minha mãe e conversamos um pouco. Era bom falar com ela. Ouvi sua voz serena me acalmava. Ela disse que estava bem melhor desde a minha partida para a faculdade. No começo, eu duvidei, mas agora, sua voz pouco tênue, me deixava mais tranquila. Queria perguntar se ela sonhava tantas vezes com Kim quanto eu. Portanto, não quis tocar neste assunto e, talvez, reconduzir minha mãe à tristeza de antes. Preferi esquecer o assunto. Julie tinha ido ficar com Brandon e só voltaria 22:00 para me buscar, já que tinha ido produzida. Ainda eram 16:15, e eu estava com tédio enorme. Até que o sono e o cansaço foram me consumindo aos poucos e meu corpo adormeceu em poucos minutos.

-Acorda, Princesinhaaaaa!!!- Ouvi a voz de Julie, porém, continuei de olhos fechados. Agora que eu não estava mesmo com vontade de sair. Estava totalmente entorpecida na cama. Desta vez, eu havia dormido muito melhor. Sem pesadelos. -Mas você não tem nada muito ousado por aqui, não é?- Abri os olhos imediatamente, quando me deparei com Julie revirando meus pertences. -Saia daí, não gosto quando mexem nas minhas coisas.- Balbuciei voltando a dormir, ela soltou um risinho abafado. -Hum, tem algum pornô seu? Ah, já sei. É um Strip com o tema de Mean Girls Jingle Bell Rock? Porque se tiver, que inveja.- Ri com a cara no travesseiro. Não me imagino fazendo esse tipo de coisa, está mais para Julie. -Vamos, cheguei mais cedo porque tenho uma intuição maravilhosa e sabia que você estaria largada na cama que nem aqueles zumbis de The Walking Dead. -Não me contive, e ri novamente. - Como sabia?- Tentei me manter seria. - Eu tenho um quinto sentido.- Ela apontou para a cabeça fazendo apologia a Karen do filme "Meninas Malvadas". -Eu não quero sair. - Enterrei a cabeça no travesseiro dando a entender que realmente não estava afim, mas Julie não desistia. Ela lutava até o fim.  Ela então suspirou e revirou os olhos, se aproximou seria mas com cara triste. - Ah, qual é, Mel. De novo isso? Já discutimos isso e você disse que iria. Além do mais, Troy vai me matar se você não for. Por favor. - Ela juntou as mãos, como numa prece. Me levantei e fui tomar outro banho. Quando saí, haviam dois modelos diferentes de combinações separadas em cima da cama. O primeiro modelo era um vestido preto tomara que caia de couro e um scarpin vermelho. E o segundo era  um vestido azul todo trançado nas costas de renda, com um salto meia pata preto. Abri minha mala e peguei meu vestido branco de alcinha e renda. Ele era justinho em cima e solto embaixo. Coloquei uma botinha baixa e Julie quase infartou a me ver tão simples. - Amiga, você sabe que vamos numa festa, não é?- Ela me olhava com uma expressão chocada, como se eu tivesse cometido o pior dos crimes. -Sim, por que?- Me fiz de sonsa. -Parece que você vai numa festa infantil.- Ela me encarou de cima a baixo. Fiz um coque frouxo no topo da cabeça e passei um batom vermelho para dar um destaque, já que estava meio " apagada". Quando fiz a maquiagem, Julie me olhou, admirada. -Que orgulho. Você está linda. Exceto por essa roupa simples. Ficaria linda no meu vestido de couro. - Jogou uma indireta para tentar me fazer mudar de ideia. Sorri e revirei os olhos. Ela me abraçou e percebi que nossa relação estava crescendo muito. A cada momento gostava mais e mais dela. Mas, eu lembrei que ela tinha mencionado algo sobre Troy e nem tinha perguntado. - O que Troy tem a ver com a festa?- Perguntei olhando em seus olhos, para me certificar de que ela não estava brincando. Ela me olhou e sorriu. Admirava seu jeito autêntico. Ela olhava diretamente me meus olhos, empolgada. - Ele está caidinho por você. Parece que ele achou " A garota perfeita".- Disse encenando um gesto de aspas no ar. -Como assim? nos conhecemos hoje. Você acha que todos estão afim de mim ultimamente...- Ela me olhou como quem quisesse dizer " Sério?" . -Sério?.- Viu?. - Não sei como não percebe. Os caras são loucos por você. O que você usa? perfumes de sedução?. - Ela sorriu consigo mesma, e prosseguiu. - Troy achou você muito bonita e legal. Ele me disse que iria a festa só para ver você. - Sorri. Que menino fofo. Troy parecia realmente ser um cara legal, mas não queria iniciar um relacionamento tão cedo com ninguém ainda mais numa escola nova. O telefone de Julie tocou. -Vamos, Brandon está nos esperando lá fora. - Fechamos o quarto e saímos.

Brandon estava nos esperando lá fora em um conversível preto. Olhei para o carro, surpresa. Meu sonho era andar em um daqueles. Assim que entramos, Julie o cumprimentou com um beijo breve. -Oi meninas. Vocês estão muito gatas. Acho que terei que bancar o segurança. -Ri no banco de trás. -Não precisa, não vou dar trabalho.- Ele sorriu com as mãos no volante indo em velocidade média. Olhei para a janela e encostei a cabeça no vidro. Logo comecei a pensar em Tyler. Como será que era a sua história? seu passado parecia envolver muitos fatores, dos quais eu queria muito descobrir. Pensava em seu sorriso. Lindo. Lembrei do incidente com o café e ri baixinho. Quando saí do meu transe, percebi que estávamos quase dentro de uma floresta, e de uma penumbra profusa. Até que, dentro de alguns minutos comecei a ouvir um som alto e ver luzes psicodélicas girando pelo espaço. Estacionamos atrás de um carro azul marinho. -Chegamos! Amiga, essa festa vai ser Fabulosa. Vou te apresentar ao pessoal. -Pegou minha mão e me conduziu pela festa. Era um tanto variado os estilos dos convidados. Haviam desde Reginas George's, até  emogoticos que só ouviam Evanescence. Paramos no grupo em que Kaytie estava, quando nos encontramos, nos abraçamos. -Você está maravilhosa!- E conversamos um pouco. Fui com as meninas para a pista de dança. Julie encontrara sua amiga, Dusty. Gostava dela, era animada como Julie. Formavam uma amizade perfeita. Enquanto dançávamos ao som de "I Took a Pill in Ibiza" do Mike Posner. Uma mão tocou meus ombros, e me virei rapidamente.

Era Troy. E como ele estava bonito. Oi dorminhoca. -Ele sorriu. Sorri de volta, estava um pouco sem graca depois que soube de seu vasto interesse por mim. -Oii. O que está achando?- Passou as mãos em volta da cabeça. -Na verdade, chato. Mas, você está linda.- Abaixou o olhar, como se estivesse tímido. Sorri pela gentileza. Troy era interessante. Ele era bonito e legal ao mesmo tempo, algo muito difícil de encontrar em um garoto. -Obrigada. Você também está bonito. Adorei a camisa. - Olhei para sua camisa com estampa de abacaxi. Ele riu. -Minha mãe me fez usar. Eu nunca saio para festas, e quando resolvo sair ela me faz usar as roupas que me dá de natal. Eu nem gosto de abacaxi. - Gargalhei alto e meio esganiçado. Ele era muito divertido também. -Abacaxi e meninos que não gostam de abacaxi fazem a combinação perfeita.- Disse em meio aos pequenos risos, tentando me recuperar da piada feita por Troy. -Eu, vou pegar uma bebida. Você quer alguma coisa do bar?- disse, já se afastando. -Um suco de laranja, por favor.- Ele sorriu. -Ela é saudável.- Rimos e ele foi ao bar. Só então vi que as meninas tinham sumido do meu campo de visão. Continuei dançando, desta vez, ao som de " Let me Love you" do Dj Snake com o Justin Bieber. Eu amava aquela música e me entreguei aos movimentos com o corpo. Uma vez me disseram que eu dançava bem, mas nunca acreditei. Tenho certeza que falavam só para me agradar e não me ver com uma cara de desapontada ao dizer : " Desculpa, mas você dançando parece um boneco de posto.". Estava empolgada  a cada batida. Quando senti um toque novamente. -Ah, obrigada..- Mas não era Troy. Um menino de cabelo castanho e meio cumprido. Me puxou para ele. -Olá.- Respondi sendo educada diante daquela ação subitamente inesperada. Me virei e continuei dançando. Ele me cutucou mais uma vez. -De onde você é?- Interveio,sorrindo na tentativa de sedução. Ele era muito alto, parecia ter 1,80, pois tinha que olhar para cima para lhe responder. -Santa Mônica, Califórnia e você?- Retruquei para não parecer taciturna. -Sério? Eu moro em Malibu. -Trocamos sorrisos. Ele me puxou pela cintura e tentou me beijar. Olhei ao redor para ver se encontrava Julie ou Troy. Mas parece que o lugar estava ainda mais cheio. -Para!-Me debati. -Me solta.- Pedi com precisão, escondendo o medo na voz para não dar poder e força a ele. O cara não me largava e segurou meus pulsos. -Me beija, linda.- Arfou, sorrindo. Como se estivesse se deliciando com meu estado de desespero. Eu estava perplexa. Não iria beijar ele a nenhum custo. -Você é doente, me solta agora.- Comecei a gritar na tentativa de chamar a atenção das pessoas. -Você se acha muito não, é? Tá recusando homem?- Riu e fiquei com mais nojo. Até que a raiva subiu a minha cabeça e não conseguia controlar meus nervos. -Não recuso homem, mas acho que é exatamente por isso que estou te recusando agora. Porque você não é um. - Comecei a me debater. Meus nervos estavam à flor da pele. -Solta ela agora.- Uma voz grave alertou, e saiu partindo pra cima do garoto que me mantinha refém em fração de segundos. Eles começaram a brigar, fui então que vi seu rosto, lúcido pela pouca luminosidade que tinha próximo do bar. Era Tyler. Ele jogou o menino em cima do balcão derrubando todas as garrafas e copos que estavam ali. Iniciou uma seção de socos em seu rosto. Eu estava em choque. Como ele tinha me achado? Por que ele estava ali? sem titubear demais, fui correndo detê-lo. Tudo bem que aquele garoto merecia, odiava presepadas. Mas se Tyler continuasse a agredi-lo, o menino  ficaria inconsciente ou até morrer, pela intensidade que estava sendo golpeado. 

Corri para cima dele. -Para, Tyler. Por favor. Já acabou.- Ele batia com tanta raiva expelida que dava para ver o ódio em seus olhos vermelhos. O menino tentava revidar, mas Tyler segurava seus punhos. -Isso é tudo culpa sua. Vadia.- O garoto ousou a dizer enquanto olhava para mim, parada. Tyler sorriu: - Obrigada por me dar mais um motivo para quebrar a sua cara.- E lhe deu um soco no nariz. O garoto soltou um gemido alto de dor. Troy chegou nessa hora com os copos de bebida e veio até mim. Fiquei um pouco chateada por ele não ter voltado antes. se Tyler não tivesse aparecido não sei o que aconteceria. Não que eu não soubesse me defender, mas estava amendrontada. -Caraca! É o nosso professor? o que aconteceu? você está bem?- Perguntou, preocupado. Estou bem sim, depois de você me dizer que ia pegar bebida e passou quase 20 anos fazendo sei lá o que, enquanto um cara me forçou a beijá-lo e você não voltou a tempo para me ajudar. Pensei em dizer, mas ao invés disso só disse: -Longa história. Chama a Julie para mim, por favor?- Pedi, tensa por estar vendo Tyler nocautear com força o menino. Troy foi depois de eu insistir tanto. -Tyler, chega. Por favor.  Implorei. Ele desacelerou o ritmo dos golpes certeiros e vi pouco a pouco o rosto do garoto inchando. -Se você chegar perto dela de novo, eu mato você. Entendido?- Lançou um olhar intimidador. O menino apenas assentiu com a cabeça, chorando. Parecia uma criança perdida da mãe. Seu rosto estava em carne viva. Com certeza ele passaria no medico e ganharia hematomas por todo o rosto e corpo. Agora toda vez que olhasse as marcas no seu rosto no espelho, lembraria-se da sua atitude petulante e ridícula e se sentiria ruborizado. Bom, esperava eu. Por outro lado, Fiquei assustada com a postura agressiva de Tyler. Não sabia desse lado raivoso. Ele vinha na minha direção, com os punhos ensanguentados.

 



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