História Desire and feelings (Malec) - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Shadowhunters
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Isabelle Lightwood, Jace Herondale (Jace Wayland), Magnus Bane
Tags Aleclightwood, Magnusbane, Malec, Shadowhunters
Exibições 69
Palavras 1.596
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas da Autora


Oi galera, vocês tem twitter? Quem tiver afim de conversar ou ate fazer amizade, meu user é @senseoito e adoraria conhecer vocês. Enfim, espero que gostem do capítulo

Capítulo 5 - Clemência


Fanfic / Fanfiction Desire and feelings (Malec) - Capítulo 5 - Clemência

—  Alexander, abre a porta! — gritou Magnus, pela milésima vez, enquanto batia na porta.

Os vizinhos do apartamento de Alec já tinham ameaçado chamar a policia para Magnus e estavam exaustos de ouvir aquela gritaria, mas ele não se importava. Tudo o que conseguia pensar no momento era em como o destino o odiava, pois o garoto por quem ele estava perdidamente apaixonado tinha visto uma cena completamente errada.

Quando ainda estava na boate e o relógio marcou meia-noite, Magnus abriu o mais belo sorriso, pensando que finalmente aquele agonizante desafio tinha terminado e ele finalmente poderia beijar Alec. Antes de se mover para procurá-lo, Magnus sentiu uma mão envolvendo-o por trás e, sem pensar duas vezes, virou-se e beijou aqueles lábios loucamente. O problema é que o desespero e a vontade imensa de beijar Alec não permitiram que ele percebesse que estava beijando a pessoa errada, e Magnus só notou tal erro depois de alguns minutos, quando abriu os olhos e deu um pulo de susto ao notar que estava beijando um rapaz completamente avulso. Sem saber o que fazer, empurrou o rapaz e correu pela boate, procurando Alec e torcendo para que ele não tivesse visto o beijo. No meio do caminho, foi abordado pela garota que trabalhava na lanchonete com Alec.

— Oi Magnus! Que bom te ver. — falou, empolgada.

— Oi Clara. —  revirou os olhos.

— Clary. — corrigiu a garota, sem se importar com o fato de Magnus sempre errar seu nome.

— Você viu o Alec? — perguntou, desesperado.

— Ele estava te procurando, mas depois vi ele sair correndo daqui.

— Droga! — exclamou, ao pensar em Alec vendo a cena do beijo e entendendo tudo errado.

***

— Eu não vou sair daqui enquanto você não abrir essa porta! — continuou gritando.

Sr. Parker, um dos vizinhos de Alec, gritou um palavrão e disse que tinha uma arma em seu apartamento, ameaçando atirar em Magnus se ele não calasse a boca. O garoto ficou com medo, mas não de levar um tiro, e sim de sujar a roupa caríssima que estava usando de sangue.

— Droga, Magnus! Me deixa em paz. — Alec finalmente abriu a porta.

Ele estava com o rosto inchado e cheio de lágrimas, e sua expressão de tristeza foi doeu como um tiro no coração de Magnus.

— Alec, eu.... Olha, eu posso explicar, aquilo que você viu não é o que parece.

— Acha que eu sou tão ingênuo a ponto de mão saber ver duas pessoas se beijando?

— Não, e-eu.... O beijo foi real, mas aquele rapaz me agarrou do nada e eu achei que era você.

— Conta outra, Magnus. Aliás, pra que essa palhaçada toda? Você ja me iludiu o suficiente, não acha?

— Não, Alec! Eu gosto de você, de verdade, aquilo tudo foi um mal entendido.

— Olha, se você tem um pingo de dignidade, vai aproveitar o que aconteceu e sumir da minha vida, mas por favor, não mente pra mim.

— Eu juro que estou falando a verdade! Sei que minha reputação faz com que você duvide, mas eu realmente estou mudando por você e não consigo e nem quero pensar na possibilidade de beijar outra boca além da sua.

Os dois ficaram em silencio por alguns segundos, apenas se olhando. Alec pensava no quanto aquelas palavras eram bonitas e pareciam ser verdadeiras, mas parte de si temia em perdoar Magnus e se entregar naquele sentimento por alguém que era tão diferente dele. 

— Droga, você é ótimo com as palavras. — sorriu Alec. 

— Eu não sei se sou ou não, mas sei que você tem uma influência enorme sobre mim. Desde que te vi chorando em frente à minha boate, tudo o que eu penso é em ficar com você, como se o seu corpo fosse um vicio, entende? Se eu puder fazer qualquer coisa pra provar que estou dizendo a verdade, eu faço. Se você quiser, a gente faz aquele desafio do não-beijar por, sei la, um ano, mas por favor, não desiste de mim.

Enquanto falava descontroladamente tudo o que sentia, Magnus tremia e gaguejava, morrendo de medo de estar falando besteira e piorar a situação. Mas, como resposta, recebeu um abraço de Alec, que puxou seu corpo para dentro do apartamento e fechou a porta. Magnus acariciou o rosto de Alec e deu vários selinhos nele, enquanto agradecia mentalmente à Deus (e ao big bang, porque não sabia no que acreditar) pela sorte de ter encontrado uma pessoa tão linda e com um olhar tão doce em sua vida, diferente das pessoas interesseiras e insensíveis com quem estava acostumado a conviver. Alec sorriu e depositou um beijo nos lábios do moreno. A língua de ambos se movia lentamente, num beijo sensível e repleto de sentimentos. Seus corpos transmitiam um ao outro ondas de paixão e desejo, e estavam tão próximos que sentiam o coração um do outro bater forte, e seus membros pulsarem com o contato.

— Eu fico com tanto medo de você perceber que eu não sou nada comparado aos garotos ricos e bonitos que frequentam a sua boate, porque eu nunca me apaixone tanto em tão pouco tempo. — desabafou Alec, com os olhos fechados e a testa encostada com a de Magnus.

— Nem pelo Jace? — perguntou Magnus, se arrependendo logo em seguida.

— Nem pelo Jace. Eu gostava dele porque não tinha mais ninguém, e nunca me imaginei indo pra cama com ele ou algo assim. Já com você, eu me apeguei em tão pouco tempo e já tenho vontade de me entregar complemente....ta, isso ta bem clichê. — Alec interrompeu o próprio clima e franziu a sobrancelha.

— Um pouco de romantismo faz bem, Alexander. Foi você quem me ensinou isso. — sorriu Magnus, encaixando o rosto no pescoço de Alec e inspirando lentamente cheiro do perfume doce do mesmo.

— Ei, você quer passar a noite aqui? — perguntou Alec, com um sorriso malicioso.

— Quero, mas não vou fazer sexo com você. 

— Não? Por que não? — perguntou, confuso.

—  Vamos assistir um filme e nos beijar muito, mas o sexo vai esperar alguns dias. Eu quero ouvir sua linda voz me contando tudo sobre você, e quero fazer o mesmo. Nós vamos sair muito e aos poucos criar intimidade, pra quando nossa primeira vez chegar, for cem por cento especial.

Magnus estava surpreso com as próprias palavras, mas já tinha aceitado o fato de que estava apaixonado por um garoto que fazia com que ele quisesse se tornar uma pessoa melhor.

— Uau, tudo bem então. Você quem manda, mas agora eu confio em você pra fazer isso e... enfim, acho que não vai me machucar.

— Não vou te machucar nem sentimentalmente, nem literalmente, meu anjo.

Depois de todo o diálogo clichê e cheio de surpresas para ambos, o casal escolheu um filme qualquer e ficaram no sofá assistindo (mentira, eles se beijaram o tempo todo e não prestaram atenção nem no titulo do filme). Alec sentou no colo de Magnus e envolveu cada perna em um lado da cintura do moreno. Magnus deslisava as mãos nas coxas de Alec e acariciava ambas por cima do jeans da calça, embora sua maior vontade naquele momento fosse rasgar o tecido com as próprias mãos e ter um contato maior com a pele macia e delicada.

  Entre um beijo e outro, eles sorriam, e na mente de cada um continha a dúvida "será que está tudo bom demais pra ser verdade?" Bom, a verdade é que eles não conseguiam acreditar em tanta sorte, pois não sabiam o quanto mereciam ser felizes. Magnus tinha uma vida em que o dinheiro era demais e o amor faltava, enquanto Alec estava tão ocupado em trabalhar e sobreviver que não tinha tempo nem vontade de investir em alguém para amar, mas o destino fez com que ambos se encontrassem no momento certo. E a maior vontade de ambos era completar o que faltava no outro: Magnus daria prazer e ajudaria Alec a descobrir seu próprio corpo; enquanto o mesmo daria à Magnus toda a atenção que ele nunca recebeu, além de mostrar que nem tudo gira em torno do dinheiro. 

Na manhã seguinte, Alec acordou deitado em seu sofá duro e antigo, com um corpo em cima do seu. Os raios solares entravam na sala pela janela e iluminavam o ambiente, transmitindo uma tranquilidade inédita nele. Pela primeira vez, sua prioridade ao acordar não era correr para ir trabalhar ou resolver algo, e sim aproveitar o momento. Sorriu ao ver que os cabelos de Magnus estavam lindamente bagunçados e cobriam todo o rosto do moreno, passou as mãos delicadamente para ajeitá-los e ficou alguns minutos apreciando a beleza de seu amado enquanto dormia, até tomar coragem para acordá-lo. 

— Magnus...ei. — sussurrou gentilmente, depositando beijos na testa do moreno.

— Que horas são? — gemeu, sem abrir os olhos. 

— Dez e meia. 

— O mundo ta acabando? 

— Não. — riu Alec, confuso com a pergunta. 

— Então por que você ta me acordando esse horário? Ainda é cedo. 

— Porque nós vamos aproveitar cada segundo da minha folga. — Alec se aproximou da orelha de Magnus e deu uma leve mordida, fazendo com que o mesmo despertasse na mesma hora.

— Só você mesmo pra me fazer levantar cedo. — Magnus sorriu, dando um selinho demorado em Alec.

— Cedo? Você não sabe o que é levantar cedo... ta com fome? Posso comprar queijo ou algo assim pra colocarmos no pão.

— Te adoro, meu anjo, mas não me obrigue a comer pão barato do subúrbio. Vou te levar pra tomar café num lugar decente.

Alec achava desnecessário gastar dinheiro com café da manhã, mas concordou. O casal foi tomar café e passaram o dia inteiro juntos, apenas aproveitando o prazer de estarem perto um do outro


Notas Finais


Se gostarem, por favor comentem.
Se não gostarem, me ajudem a melhorar, só nao desistam de mim


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