História Despedaçados - Shattered - Capítulo 5


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Tags Amor, Casais, Contos, Despedaçados, Infortunio, Romances, Shattered, Tristeza
Exibições 4
Palavras 1.203
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 5 - Girls Like Girls


Fanfic / Fanfiction Despedaçados - Shattered - Capítulo 5 - Girls Like Girls

"Saw your face, heard your name
Gotta get with you"

 

Nós nos conhecemos de uma maneira um tanto quanto confusa.

Eu tinha acabado de fazer minha prova.

Não consigo me lembrar a matéria, mas isso pouco importa.

 

Nós havíamos feito um círculo de conversa.

Você não conhecia ninguém na rodinha.

Mas mesmo assim, começou a conversar.

Não teve nenhuma vergonha.

E você me lembrava alguém da minha infância, mas falo isso mais pra frente.

 

Nós conversávamos normalmente, como se nos conhecêssemos há décadas.

Talvez tivéssemos uma química, nunca vou ter certeza.

Você era hiperativa, falava e falava e falava.

Minha amiga que lembrava você te perguntou.

“Qual seu signo?”
Signos tinham um certo significado pra mim, afinal, eu acreditava em destino e afins.

E foi aí que meu estômago revirou.

Você era Geminiana.

Éramos um par perfeito, segundo a Astrologia.

Acho que me deixei levar pelas estrelas.

 

Meus amigos logo foram saindo da rodinha.

Só restou eu e você.

Você se sentou, esperando sua mãe te buscar.

Você morava atravessando a rua, mas ia para a casa da sua avó quase todo dia.

 

Minha amiga foi embora, eu comecei a segui-la.

Mas aí você disse.

“Ei, não me deixa sozinha.”

Eu deveria ter deixado.

 

Você começou a falar sobre sua vida.

Tinha problemas com seu pai (mais tarde eu descobriria que você também tinha com o seu padrasto)

Não era da cidade, originária do sul do país.

E você me lembrava alguém.

A aparência de alguém que eu já conhecia pelas telas de televisão.

 

Trocamos nossos números.

Naquela época você não usava foto nenhuma.

E eu não havia lembrado do seu rosto.

Por mais que eu tentasse, eu só via o rosto dela.

Ela, bem, era a menina de Nárnia.

Você se parecia com ela, por mais que não quisesse aceitar.

 

Começamos a conversar todos os dias.

Eu havia me apaixonado no primeiro.

No segundo eu tive certeza disso.

No terceiro eu me perdi mais no labirinto do meu coração.

No quarto eu me rendi.

 

Você gostava de escrever, também gostava de pintar.

Tocava instrumentos musicais quando mais nova.

Você era uma verdadeira artista.

Mais tarde, se tornaria arte.

Nossas conversas se tornavam frequentes cada vez mais.

Você me ligava pelo Skype.

Trocávamos áudios pelo Whatsapp.

Eu lembro até da nossa primeira briga.

 

Haviam falado coisas que não deviam.

Eu estava ali e recebi todos os danos da granada que você era.

Você queria sumir, não queria falar com ninguém, ir embora da cidade, desaparecer.

Enquanto isso, eu procurava na sua sala o fone que você havia perdido.

No whatsapp, a nossa discussão aumentava.

Eu tentava te acalmar, mas no fim, não adiantou.

Mandei um texto tentando te ajudar e você simplesmente ignorou.

 

Eu achei que era o fim, sorte estar enganada.

Você me mandou uma mensagem horas depois.

Tentando se explicar.

Nem precisava, eu correria de volta para você de qualquer maneira.

 

Seguimos bem por um tempo.

Eu tinha certo ciúme das suas amizades.

Mas com o tempo passei a conviver.

 

Eu lia sua fanfic.

Eu comecei a odiar um certo youtuber depois.

Mas não vou compartilhar meu ciúme possessivo aqui.

 

Eu não lembro quando isso começou.

Mas fomos nos afastando.

Discussões por besteira se tornaram comuns.

Eu sempre recebia a pancada e te desculpava sem nem precisar pedir.

Eu sempre queria estar ali, ser seu ponto seguro, mas sabia que não conseguiria.

 

Você era bonita.

Mas não se via assim.

Complexo de Inferioridade era o nome do que você tinha, e tem.

Uma das 5 meninas mais bonitas da sala, eu fiz questão de perguntar para os meninos.

 

Eu sempre te elogiei, sem medo de que você percebesse a minha paixão.

Paixão essa que já estava bem clara para os outros.

Mas para você.

Bem.

Talvez eu fosse apenas mais uma amiga.

 

Tentava sempre ganhar sua atenção.

Me interessava pelas mesmas coisas.

Trocávamos músicas e eu te ajudava a baixar certos programas de edição.

Os quais você nem usaria.

 

Eu queria te completar.

Mas não havia espaço para mim.

Você era hétero e deixava isso bem claro.

 

Talvez fosse o amor que eu sentia.

Mas algo me fazia ficar cega.

Eu via nas entrelinhas que você sentia algo por mim.

Era a mais pura ilusão.

 

Ok. Fui trouxa.

Eu me declarei.

Disse que gostava de você.

Você reagiu friamente, eu não te culpo.

 

As coisas ficaram um pouco estranhas depois.

Mas você voltou.

“Já me esqueceu?”

Ah, como eu te odiava.

 

Você tinha a capacidade de me prender.

Eu não olhava para mais ninguém além de você.

Ninguém nunca seria tão bonita.

 

Eu fiquei pensando em você todos os dias.

Tentava seguir em frente.

Você sempre me impedia.

Sem nem saber.

 

Tentei te esquecer, realmente tentei.

Mas ninguém nunca chegava nem na pontinha do seu pé.

 

Até que eu fiz uma carta.

Decidi fazer algo a moda antiga.

Eu escrevi a coisa mais gay da vida inteira.

E a sua resposta não mudou.

E o meu coração.

Bem.

Ele quebrou.

 

As coisas ficaram estranhas novamente.

Nós nos afastamos e eu tentei te esquecer.

Eu juro que tentei.

Não funcionou.

 

Tentava apagar seu contato, mas meu celular travava toda a vez.

Parecia que eu não devia te tirar da minha vida.

 

Arquivei sua conversa.

Tranquei a sete chaves.

Excluí suas fotos.

Deixei de te seguir.

Deixei até mesmo de te olhar.

 

Mas nada nunca me fez te esquecer.

 

O que eu senti por você foi mais forte que até mesmo o meu primeiro amor.

E dizem que o primeiro amor é inesquecível.

Eu esqueci dela no momento em que te vi.

 

Eu sempre pensei que daríamos certo juntas.

Mas você era hétero.

E eu odiava tanto não ser um cara.

 

Eu ficava pensando depois das nossas conversas.

Quantos babacas entrariam na sua vida até você perceber que eu sou a pessoa certa?

Provavelmente muitos.

E você não perceberia.

Você nunca percebeu as coisas.

 

Eu segui a minha vida.

Segui dias sem olhar para você.

Afinal, toda a vez que eu tentava conversar, eram respostas frias.

 

Na sexta-feira, você me mandou uma mensagem.

Eu respondi com alguns minutos de diferença.

Queria me sentir importante.

Você me respondeu no mesmo segundo.

 

Conversamos pela madrugada.

Mas logo você foi dormir.

E como sempre, fiquei pensando em você.

 

Com toda a certeza, foi quem eu mais amei.

 

Mas agora eu cansei.

Eu me sinto presa a você.

Presa a alguém que nunca vai me pertencer.

Parece que você quer me ver sofrer.

Dizendo que se sente desconfortável perto de mim para os outros.

Sempre querendo meus elogios, pois você sabe que eu vou te dar.

 

Você me enfeitiçou.

Mas pra mim já chega.

Você é algo inalcançável.

E eu adoro isso.

Mas como diz a palavra.

És algo que eu nunca vou alcançar.

Algo que eu nunca vou ter.

Então porque sofrer?

 

Eu acredito em destino, você também.

Estávamos destinadas a nos encontrar.

Qual o propósito? Sinto dizer, mas não sei.

 

Nossos signos combinam.

Nossos gostos se encaixam.

Mas isso pouco importa.

Eu já nem ligo mais.

 

Agora tudo o que eu quero é te esquecer.

Se eu vou? Só o tempo pode dizer.

 

Uma coisa é verdade.

Vai demorar muito tempo para eu te esquecer.

 

 

 

 

 

 

 

 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...