História Despedida de Solteira (1 e 2 Temporada) - Capítulo 77


Escrita por: ~

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Categorias Amor Doce
Personagens Alexy, Castiel, Dakota, Iris, Kentin, Leigh, Lysandre, Nathaniel, Personagens Originais, Priya, Rosalya, Violette
Tags Amor Doce, Despedida De Solteira, Drama, Romance
Visualizações 59
Palavras 1.943
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Hentai, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura!

Capítulo 77 - 4 meses depois...


CASTIEL

 

– E aí, mano! – Kentin cruzou o salão da recepção do meu estúdio e veio me encontrar atrás do balcão. Eu estava separando alguns envelopes, trabalho que me vi obrigado a fazer por não ter conseguido um recepcionista. Depois de três estagiários, um mais tapado do que o outro, simplesmente desisti de encontrar alguém de confiança para o serviço.

Mas minha desistência durou pouco. Lembrei-me do Kentin depois que vi a Iris saindo da loja da Giovanne no dia anterior. Parecia meio triste, cabisbaixa... Quase se esqueceu de me cumprimentar de volta quando o fiz. Perguntei à Giovanne o que tinha e ela me disse que Iris ainda sofria por ele.

Soube de toda a história que aconteceu na inauguração e, para mim, estava mais do que claro que o Kentin havia feito aquilo porque achava que Iris era demais para ele. Resolvi deixar para lá, afinal, cada um sabe o que faz. O problema era que eu precisava de um recepcionista, e a Iris, depois de dois meses, ainda pensava nele. Ou seja, uma ótima oportunidade de juntar o útil ao agradável.

– Ei, cara! Como estão as coisas? – Cumprimentamo-nos com um abraço lateral.

– Caminhando. Fiquei surpreso com a sua ligação.

– Pois é... Preciso te fazer uma proposta, podemos conversar?

– Claro!

Sentamos de um jeito largado no sofá do escritório. Eu estava meio cansado, e o Kentin não tinha cerimônias, o que deixou o ambiente leve e informal, mesmo que o assunto entre nós fosse sério. Fiz uma proposta direta, sem enrolação. Falei da minha necessidade e dificuldade de arranjar alguém apto para o cargo, descrevi cada função detalhadamente e, por fim, lancei um valor que achava justo para o pagamento.

Kentin ouviu tudo em silêncio, encarando-me com seriedade e atenção. Não pareceu estar gostando ou odiando a proposta, por isso, depois que falei tudo, simplesmente não sabia dizer se havia conseguido um novo funcionário ou não.

– Castiel... Eu tenho um emprego – essa foi sua única resposta.

– Sei que tem, mas não te desejo esse emprego. Você é muito novo, Kentin, dá tempo de recomeçar antes que seja tarde. Aqui ou em qualquer outro lugar, queria muito que deixasse esse tipo de vida. Não vale a pena.

Ele ficou me olhando com uma expressão estranha. Havia um meio sorriso em seus lábios, porém não consegui ver qualquer resquício de graça em seu olhar. Na verdade Kentin parecia desconcertado, o que acabou me fazendo perceber que a minha abordagem foi patética.

Claro que Kentin ganhava muito mais com a vida de garoto de programa. E certamente trabalhava bem menos. Sei disso porque minha rotina se tornou extremamente mais cansativa e estressante do que quando vendia o meu corpo.

As horas passavam mais rápido e era difícil pensar direito nas coisas. Tudo só piorava quando me via pensando em sexo o dia inteiro; meu corpo e mente às vezes exigia, reclamava a abstinência.

Eu chegava à minha casa tão exausto que várias vezes não conseguia fazer amor com a Giovanne do jeito que queria – muitas noites sequer encontrava forças para transar –, e então acabava frustrado.

Bom... Pelo menos as coisas no estúdio estavam rendendo bons frutos. Estava positivo com relação ao futuro: só alguns meses e eu poderia me dar certos luxos que incluía sair mais cedo do trabalho. A presença de um recepcionista competente é um dos pontos fortes para que isso seja possível.

– Hum... Desculpa, acho que fui com muita sede ao pote. Nem perguntei o que você realmente pretende fazer da vida.

Kentin riu, ainda sem graça.

– Sou um cara muito diferente de você.

– Gostaria de te conhecer, Kentin.

E era verdade. Ele deve ter percebido que eu estava falando sério, pois se ergueu um pouco no sofá e soltou um pequeno suspiro.

– Não tenho tantas expectativas assim.

– Por quê?

– Não sei, cara, sempre fui doidão. Desde os quatorze anos as únicas coisas nas quais pensei foi em rock’n roll, skate e mulher. Isso sem falar nas drogas, que só consegui me livrar a pouco tempo. Sou instável, Castiel, não quero te trazer problemas.

Suas confissões me deixaram bem alerta. Inclinei-me para frente, apoiando os cotovelos nas pernas. Continuei o encarando sem nada falar. Estava dando sinal verde para que prosseguisse.

– Não sou alguém com quem queira se envolver. Seu estúdio está show de bola, cara, desejo todo sucesso do mundo para você e tenho certeza de que encontrará uma pessoa mais apta para trabalhar contigo.

Por um instante prolongado, pouco me importava a porcaria do estúdio. Minhas atenções se voltaram para o Kentin e os seus problemas. Não consegui conter a surpresa.

– Você largou mesmo as drogas?

– Faz dois anos. – Sorriu. – Larguei as drogas, mas alguma coisa precisou ficar no lugar dela. Escolhi o sexo. Até agora funciona muito bem, não tenho recaídas e quase não sinto mais falta.

Engoli em seco. Puta que pariu, não fazia ideia daquele absurdo.

– Certo... Então acha que se “largar o sexo” vai acabar voltando para as drogas – minha mente concluiu em voz alta.

Kentin prendeu os lábios e desviou os olhos.

– Não sei. Não faço ideia.

– Poderia tentar. Tenho fé em você.

– Eu agradeço, mas não arriscaria. Como te falei, não quero arranjar problemas. Estou bem assim, Castiel.

– Não pode fazer isso para sempre, Kentin. Quero te ajudar, de verdade. Não acredito que não queira fazer outra coisa... Sei lá, estudar?

– Até quero fazer outra coisa, Castiel, mas tenho medo. Você não faz ideia do que já passei, foi duro demais. Não quero voltar a ser o que era antes... Esse lance de drogas começou justamente na faculdade. Eu fazia psicologia numa instituição privada, meus pais resolveram me bancar quando perceberam que eu jamais ingressaria numa universidade pública. O pessoal era meio loucão, acabei me juntando com pessoas erradas... Eu sempre faço isso, acho que atraio gente pirada. – Suspirou. – Enfim, fui obrigado a trancar o curso e abandonar tudo para tentar me tratar. Só resolveu de fato quando percebi que me sentia bem ganhando dinheiro como garoto de programa.

Sinceramente, perdi até a fala. Consegui me ver no Fernando; uma pessoa que teve problemas e foi praticamente atirado no mundo da prostituição. Era triste, porém não estava disposto a ficar indignado. Recusei-me a sentir pena, acho que existe algum motivo forte para as pessoas sofrerem determinadas coisas. Assim como não me lamento por ter passado pelo que passei, não busquei me lamentar pelo que ele passou.

– E a Iris? – perguntei do nada. Tudo havia ficado ainda mais claro para mim com relação a eles. Só me restava saber se o Fernando estava interessado de verdade.

– Hã? – Ele pareceu ter levado um susto com a minha pergunta.

– Soube do que rolou na inauguração, cara. Iris contou para Giovanne que me contou.

– Ah... Pois é, Castiel, de quê adianta eu me aproximar da Iris? Claro que nunca daria certo.

– Por que não? Deu certo entre mim e Giovanne.

– Vocês dois são um caso raro que só acontece em filmes. Um lance sinistro de amor à primeira vista, algo louco e incomum. Eu não amo a Iris, apenas gostei dela desde que a vi.

– Eu também gostei da Giovanne desde que a vi...

– Não, você a amou desde que a viu, é diferente.

– Tudo bem, tudo bem... Entendo seu lado, Kentin. Até agradeço por ter recuado, a Iris é meio sentimental.

– Sei disso, tenho certeza de que fiz a coisa certa, embora não tenha um dia que não pense nela... – Kentin se calou e abriu bem os olhos. Eu fiz praticamente o mesmo.

– Você pensa nela?

– Deixa pra lá, mano, é sério. Minha vida não é um conto de fadas.

– A de ninguém é, Kentin, só precisamos fazer por onde merecer o que queremos. Nada disso aqui seria possível se eu não corresse atrás. – Abri os braços, sinalizando para o espaço que nos rodeava.

Kentin tornou a ficar largadão no sofá, prendendo seu cabelo enorme com um elástico preto e fino. Uma mecha caiu para frente e chacoalhou para cima quando ele soltou mais um suspiro longo.

– É tudo tão recente. Acho que não estou pronto. Além do mais, odiaria te causar problemas, Castiel. Imagino o quanto deve estar sendo difícil organizar tudo.

– Kentin... Só me responde uma coisa... Você quer mesmo continuar na situação em que está?

– Claro que não. Queria ser um cara normal, né? Mas não sou, então só preciso esperar e ver o que acontece. Sua proposta é boa, eu gostei muito, mas não posso aceitar.

– Você podia tentar. Um mês, dois... Sei lá. O que acha?

Ele pareceu refletir sobre isso antes de dizer:

– Isso me faria perder clientes. Lembre-se de que sou novo na área, é bem mais complicado pra mim do que era pra você.

De fato, quando comecei quase não tinha clientes, por isso que me vendia bem baratinho.

Demorou anos para que eu começasse a ganhar realmente bem, deixando a clientela estupidamente mais seletiva.

– Você que sabe. A mudança precisa partir de você – falei, já desanimando. Não podia ficar insistindo, ninguém pode mudar por ninguém. Transformação pessoal é um trabalho solitário. – As portas continuarão abertas.

Kentin aquiesceu, mas sua expressão era insatisfeita. Sei que devia estar sendo difícil para ele. Aliás, pensando melhor, acho que não faço ideia. Nunca sequer provei qualquer tipo de droga.

– Quer beber alguma coisa? Estou com um horário livre agora, podíamos tomar um café.

– Tô dentro!

Seguimos até a padaria que ficava na esquina. Aquele encontro acabou se estendendo bastante, pois Kentin começou a fazer várias perguntas sobre a minha vida, como se quisesse compensar o fato de ter me contado algo sobre ele que o deixava envergonhado. Acredito que se sentiu melhor quando descobriu que minha trajetória era tão vergonhosa quanto a dele. Chegamos até a rir das nossas próprias desgraças.

Fiquei bolado quando me contou sobre as consequências do seu período de dependência química. Kentin chegou a vender metade dos móveis da casa para comprar drogas, se envolveu em esquemas de tráfico e só não foi pego por pouco. Uma doideira. Seus pais o internaram em uma clínica, onde passou longos sete meses, depois que ele mesmo percebeu que precisava de ajuda.

O papo fluiu de um jeito espontâneo. Conversar com um amigo de novo me trouxe uma sensação que considerei nova, afinal, não sentia aquilo há muitos anos. Por mais problemas que o Kentin pudesse ter, não consegui parar de desejar sua amizade. Terminamos nosso café e precisamos retomar nossas rotinas, mas com a promessa de que nos encontraríamos novamente.

Kentin não falou nada sobre aceitar ou não a minha proposta. Mesmo assim, antes de nos despedirmos, deixei claro que ele podia me ligar quando quisesse ou precisasse.

Assim que voltei para o estúdio, vi Irisna entrada da loja da Giovanne. Ela fingia estar distribuindo um panfleto qualquer. Sei que fingia, pois na verdade não tirava os olhos da direção onde outrora estava estacionado o carro do Kentin.

– E aí, Iris? – chamei, visto que a coitada nem tinha me notado ali, tão pertinho.

– O-oi, Castiel...

Sorri torto e entrei no estúdio. Pensei mil vezes sobre contar para a Giovanne o que o Kentin havia me dito. Por fim, resolvi ficar na minha. Giovanne certamente contaria para Iris e eu ainda não sabia se isso era bom ou ruim.

Devo ter algum problema mental, mas ainda acreditava nos dois. Meu mundo estava funcionando de um jeito romântico inovador, confiante em tudo o que fosse relacionado à paixão.

Naquela mesma noite, quando eu já estava em casa aninhado com a Giovanne na nossa cama – mais um triste dia sem nadinha de sexo –, meu celular tocou. Era o Kentin.

Eu topo – foi a primeira coisa que disse, antes mesmo do “alô”.


Notas Finais


ALGUÉM JÁ REPAROU QUE TODOS OS GAROTOS DA DESPEDIDA DE SOLTEIRA TEM PROBLEMAS? Senão repararam antes, repararam agora. A VIDA NÃO É UM CONTO DE FADAS, INFELIZMENTE.
É ESTE “EU TOPO” AI EM? KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK, FODEU. O PRÓXIMO CAPÍTULO VAI PARTIR MUITOS CORAÇÕES PORTANTO, SE PREPAREM, PORQUE AGORA A MERDA CHEGOU, E CHEGOU BEM CHEGADA. olha que autora boa eu sou, avisei quando a merda ia chegar, sz. KKKKKKKKKKKKKK, vai ter um momentinho Iris e Kentin em um capítulo. SÓ NÃO DIREI QUAL.
Gostaram? Espero que sim.
É ESTE FINALZIN? GOSTARAM? KKKKKKKKKKKKKKKK, meu deuzo.
COMENTEM, eu AMO ler os comentários de vocês além de INCENTIVAR e muito!
ÚLTIMO DE HOJE.
Mas por uma boa razão; não quero foder o psicológico de ninguém.
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK, olha que boazinha, não?
Enfim, boa noite é até amanhã amores. SE PREPAREM!


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