História Despedida de Solteira - Capítulo 9


Escrita por: ~

Postado
Categorias Fifth Harmony
Personagens Ally Brooke, Camila Cabello, Dinah Jane Hansen, Lauren Jauregui, Normani Hamilton
Tags Camren, Fifth Harmony
Exibições 652
Palavras 2.180
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas da Autora


PRIMEIRO; Eu juro que estava de pé postar ainda ontem mais deu um enorme bug no meu app que só consegui postar agora, nem mesmo consegui responder os comentários :(
Me respondem aí embaixo se estão gostando da fanfic, ando um pouco insegura sobre isso...
Peço que continuem comentando e divulgando a fic, isso me motiva tanto <3
Eu mandei avisar pra se preparem, pois será daqui que começará minha parte preferida da fic.
Boa leitura:

Capítulo 9 - 9. Excitada


Fanfic / Fanfiction Despedida de Solteira - Capítulo 9 - 9. Excitada

- Vamos então, Lauren? - Perguntei.

- Claro.

Ela pegou minha mão e a entrelaçou com a sua. Desvencilhei-me imediatamente.

- Posso ver por onde ando. - Murmurei tentando não soar rude.

Lauren me olhou, mas não disse nada. Abriu os portões, fazendo um sinal para os dois seguranças que nos protegia. Saímos calmamente, sem pressa. Atravessamos a rua sem nada dizer. Não tinha alma viva na praia, estava tudo muito deserto.

Antes de pisar na areia branquinha, retirei minhas rasteiras. Lauren se ofereceu para segurá-las, e acabei cedendo. Corri até a beira do mar, deixando aquela mulher misteriosa para trás. Adorei a sensação da água gelada em meus pés. O vento estava forte, e assanhava os meus cabelos. Abri os braços, dando boas-vindas ao sol que acariciava a minha pele.

- Espero que tenha colocado protetor solar. - Falou Lauren, aproximando-se.

- Na verdade, não coloquei.

- Então não vamos demorar muito, o sol está quente demais.

- O sol sempre está quente, Lauren. Ele é quente. - Tentei fazer uma piada sarcástica. Achei que ela não riria, mas ouvi o timbre maravilhoso de seu riso sussurrado.

- Tem razão, fui redundante.

- Mas pra falar a verdade, a preocupação aqui é você. - Comentei. Sua pele era tão alva que provavelmente muito sol a deixaria ardendo e bem vermelha.

- Não posso discordar, mas não se preocupe. Passei hoje cedo.

Assenti deixando meus braços caírem na lateral do meu corpo e olhei para ela. Lauren me encarava e seus olhos estavam tão claros que dava a sensação de que eram mais claros . Por causa do sol forte, cintilavam como dois diamantes; sem cor alguma, mas com um brilho intenso.

- O que está pensando?

- Não sei... Acho que em nada e em tudo.

- Isso é bom? - Perguntou.

- Não defini ainda.

Lauren ergueu, devagarzinho, a boca para o lado esquerdo. Era sempre o mesmo lado, incrível. E que cara de safada fazia com um simples gesto! De mulher séria, bonita e respeitável, transformava-se no que ela realmente era: bom, não vou dizer o nome. É forte demais até para que eu compreenda.

- Andei pensando no que você me disse. Não muito, mas pensei. - Admiti. Comecei a caminhar vagarosamente, mantendo os pés na água. Ela me seguiu.

- Pensou? Isso é bom então.

- Sim. - Senti-me envergonhada de repente, pois havia me esquecido de que estava só de biquíni. Lauren já devia ter contado todas as estrias do meu traseiro.

- Chegou a alguma conclusão? - Perguntou, interessada.

- Mais ou menos. Sabe, você tem razão sobre algumas coisas. Refleti bastante e... Acho que me engaiolo muito. Sou escrava do meu raciocínio.

- Hum... Continue.

- Há coisas que sempre quis fazer, mas nunca tive coragem. Nunca parei para pensar se estava sendo legal com as pessoas... Sei lá, sempre ajo de acordo com o que penso, que pode ser diferente do que quero, e diferente também daquilo que as pessoas esperam de um indivíduo comum.

- Por exemplo?

- Bom, eu... Não bebo, quero dizer, ontem bebi não sei como. Não consigo fazer nada sem ser planejado. Fico me julgando o tempo todo, tenho mania de limpeza... Também não danço.

- Você dançou ontem. - Ela disse. Resolvi desviar meus olhos da areia para encará-la. Lauren estava sorrindo, de modo que pude admirar cada contorno de seus lábios carnudos.

- Ontem fiz coisas que nunca havia feito. Aquela não era eu.

- Então, quem é você?

- Quando te ignoro estou sendo eu mesma. - Confessei.

Lauren olhou para mim, parando de caminhar. No impulso, parei também.

- E quando não? - Perguntou, fazendo uma expressão esquisita. Não conhecia aquela.

- Quando não, estou sendo alguém que desconheço.

- Então, neste momento, você está sendo alguém que desconhece?

Sério, aquela conversa estava muito estranha. Nem eu sabia onde queria chegar.

- Não sei direito.

- Posso responder por você? - Ela pediu, ainda com a expressão misteriosa estampada no rosto.

- Tente. - Murmurei.

- Quando você não me ignora, está sendo o que sente. Quando me ignora, está sendo o que pensa.

- Talvez... - Balancei a cabeça. Meu coração havia começado a bater em descompasso depois das palavras dela. Tive que me controlar para continuar firme. - Talvez.

- Desculpe-me a indelicadeza, mas quantos anos você tem?

- Vinte e sete.

- Nesses vinte e setes anos, em algum momento, já foi unicamente o que sentia?

Refleti um pouco. Desviei meus olhos e continuei caminhando. Pensava numa boa resposta, mas não consegui dizer nada além da verdade. Talvez estar com uma mulher como Lauren servisse de terapia para os meus problemas de personalidade idosa.

- Não me lembro. - Respondi. Olhei para trás; Laurem não tinha se movido, e provavelmente não havia escutado minha resposta. - Não me lembro! - Repeti.

- Foi o que pensei - Falou, permanecendo no mesmo lugar. - Você quer, de coração, fazer algo a respeito?

Balancei a cabeça.

- Não.

Ela franziu o cenho de um jeito engraçado. Sorri de leve ao observá-la.

- Sente-se completamente satisfeita com seu senso de racionalidade? - Questionou.

- O que é isso? Teste dramático de revista teen? Onde devo marcar um xis? - Ri.

Lauren continuou muito séria.

- Apenas me responda, se for possível.

Meu sorriso foi embora muito depressa. Súbito, não consegui me controlar. Uma raiva sem limites tomou conta de mim; minhas mãos começaram a tremer e meus olhos marejaram. Não sei como isso aconteceu, mas eu simplesmente explodi. Acho que cansei.

- Quer saber, Lauren? A verdade? Eu me sinto um lixo a maior parte do tempo! - Gritei. - Sou certinha demais, perfeita demais... Quero tudo no lugar exato, o tempo todo! Odeio surpresas, odeio não saber o que fazer, o que falar, como agir, para onde ir... Eu quero ter controle sobre tudo! Compreendo perfeitamente que a vida não pode ser assim, por isso sofro demais com isso! Mas, por mais que sofra, nunca mudo! Esta sou eu, Lauren! Satisfeita?!

Um eterno minuto de silêncio.

Devagar, Lauren foi se aproximando, sem nada dizer. Parou bem na minha frente, muito perto. Ergueu a mão e enxugou uma lágrima que eu havia deixado cair.

- Vou repetir a pergunta: quer fazer algo a respeito? - Sussurrou, bem baixinho. Olhei para cima, fitando o céu. Alguém ali tinha que me ajudar a suportar a voz doce daquela mulher.

- O que vai fazer comigo? - Perguntei, quase sem voz.

- Tudo o que você quiser e sentir, mas nada daquilo que pensar.

Voltamos para casa, silenciosas. Mil coisas vinham à minha mente, mas tentava espantar todos os pensamentos, um a um. Era uma tarefa difícil, por isso entrei num estado de introspecção profunda.

O pessoal ainda estava empolgado com o jogo de pôquer. Riam animadamente e falavam coisas que eu não conseguia entender. Lauren segurou a minha mão assim que entramos. Desta vez, não a larguei.

- Vem comigo. - Pediu.

Passamos pelo lado oposto do estande de culinária, de modo que ninguém nos viu. Não era escondido, mas nunca tinha passado por ali antes. Seguimos pela lateral do imóvel até pararmos num local que parecia ser a extensão da casa. Era uma construção de vidro e madeira, devidamente
decorada com plantas floridas. Havia duas portas brancas com placas em cima. Em uma delas estava escrito “sauna”, e na outra, “massagem”. Lauren me levou para a segunda.

- Não sabia que tinha isso aqui. - Falei transparecendo surpresa.

- Íamos trazê-las amanhã, mas todo espaço pode ser utilizado quando quiserem.

Entramos numa sala grande e comprida, com várias cortinas brancas. O lugar estava cheiroso e muito limpo. Possuía azulejos e paredes também brancas, lembrando-me um hospital. Havia várias mesas apropriadas para massagem. As cortinas estavam abertas, mas percebi que podiam ser fechadas ao redor de cada mesa, criando a ideia de privacidade.

Senti o sangue congelar nas minhas veias. Um frio quase instantâneo se instalou no meu corpo, fazendo as pernas bambearem e os braços tremerem. Estava quente lá fora, mas lá dentro o clima era agradável por causa de inúmeros ventiladores que trabalhavam incansavelmente.

Lauren me guiou através de todas as mesas, parando na frente de uma porta que havia no final da grande sala. Abriu-a apenas girando a maçaneta e me fez entrar. Uma pequena saleta se mostrou diante de mim. Havia uma mesa ainda maior, parecia mais sofisticada do que as que ficavam lá fora. A sala também era equipada com aparelho de som, ar-condicionado e um armário branco muito bonito.

- Sente-se aqui. - Murmurou, fazendo-me sentar na mesa. Era toda alcochoada, muito confortável.

Eu não fazia ideia do que ia acontecer, por isso estava morrendo de medo. Parecia que tinha entrado numa sala de cirurgia ou algo assim. Temi por mim, pelos meus receios e também pelas minhas reações. Não sabia o que pensar, portanto me dei, pela primeira vez, o direito de me manter ignorante.

Lauren se curvou diante de mim, encarando fixamente os meus olhos. Ah...

- Quero que, primeiramente, relaxe. Fique tranquila... Só irei fazer uma massagem em você. Uma massagem completa, não apenas em seus pés. É só se deitar, fechar os olhos e relaxar. Tudo bem?

- Certo. - Falei, sentindo um pouco de alívio.

Uma simples massagem não faria mal algum.

Ela me ajudou a deitar confortávelmente na mesa. Ainda estava usando só o biquíni, por isso fiquei morrendo de vergonha. Agora sim Lauren contaria todas as minhas estrias, somaria com as celulites, multiplicaria pela minha chatice e chegaria à conclusão de que eu era horrorosa.

- Feche os olhos. Apenas sinta, evite pensar. Ok? - Sussurrou perto do meu ouvido.

Céus...

- Ok.

Meio minuto depois, comecei a ouvir uma música. Estava baixinha, mas era bonita. Permaneci de olhos bem fechados, não ousava abri-los. Escutei alguns ruídos. Não soube o que era, mas fiquei quieta. Depois de um minuto, senti as mãos de Lauren trabalhando em mim. Desta vez, havia começado pelo meu cabelo.

Em segundos, transportei-me para longe. Os movimentos que ela fazia eram fantásticos, tinham uma precisão singular. Minha cabeça foi relaxando rapidamente e, sem fazer esforço algum, dei adeus a todos os meus pensamentos. Lauren mexeu no meu couro cabeludo de um jeito tão sutil, que meu corpo inteiro amoleceu. Era incrível, e ao mesmo tempo fantástico. Aos poucos, foi descendo as mãos, massageando o meu rosto. Estimulou minhas bochechas, olhos, nariz, boca, orelhas... Tudo com uma lentidão ritmada. Senti que o sangue corria melhor onde ela tocava, como se tivesse abrindo veias que estavam inutilizadas durante algum tempo. Quando suas mãos desceram pelo meu pescoço, caminhando pelos meus ombros, arrisquei abrir um pouco os olhos. Lauren estava de pé por trás de mim, olhando fixamente para o ponto em que massageava. Sua concentração era tão grande, que nem percebeu que eu a estava observando. Sua expressão não era séria, era apenas... Calma. Tranquila. Parecia estar relaxando com aquilo.

Tornei a fechar os olhos enquanto aquela mulher misteriosa massageava cada ponto dos meus braços, descendo pelas mãos. Meu corpo deu umas oito arrepiadas durante este processo. Claro que Lauren percebeu, mas não ousei conferir o que tinha achado disso.

- Vire-se de costas - Sussurrou. Senti-me paralisada.

“De costas? Como assim de costas?”, pensei, “Oh, não, Nossa Senhora das Celulites, ajude-me!”

Sem ter outra saída, acabei fazendo o que me pediu. Tentei não pensar no meu traseiro arrebitado. Lauren recomeçou a massagem nos meus ombros, parando na minha nuca. Demorou-se um pouco, mexendo de um jeito particular, que me fez relaxar rapidinho. Suas mãos foram descendo pelas minhas costas, parando no fecho do meu biquíni. Senti meu corpo enrijecer de novo.

- Posso? - Ela murmurou.

- Não me pergunte nada.

- Tudo bem. - Respondeu, e percebi que sorria. Devagar, Lauren abriu a parte de cima do meu biquíni, deixando as tiras caírem de lado.

Por um minuto, senti-me completamente vulnerável. Porém, a sensação não foi de toda ruim. As mãos dela trabalhavam de forma divina na minha coluna, estimulando cada pedacinho. Lauren se demorava bastante em alguns pontos muito doloridos das minhas costas, e só saía de lá quando eles paravam de doer.

De repente, ouvi um ruído. Uma coisa gelada foi derramada em mim. O cheiro veio logo em seguida; era divino, estimulante. Lauren espalhou o líquido, que começou a esquentar muito depressa.

Suas mãos continuavam fazendo movimentos maravilhosos e, de repente, meu corpo inteiro estava tão quente quanto o maldito óleo. Eu mal acreditava nas reações que meu corpo estava tendo, algo que nunca senti na vida.

- Continue relaxada. - Murmurou, e uma nova onda de arrepios se prosseguiu.

Com um movimento lento, Lauren empurrou suas mãos macias na direção do meu traseiro. Sim, ela estava massageando a minha bunda!

Tentei não fazer alarde. Afinal, já havia ido a algumas massagistas, e elas costumavam massagear os bumbuns. O problema era que Lauren não era uma massagista, era uma... Era uma mulher fantástica, incrível, linda e que... Estava me deixando cada vez mais excitada.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, pretendo não demorar.
Xoxo, ♡
Twitter: @sweetzzbad


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