História Desperta-me - Capítulo 2


Escrita por: ~

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Categorias Black Pink, Got7, HyunA
Personagens BamBam, Personagens Originais
Tags Amizade
Exibições 13
Palavras 1.004
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Fluffy, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Self Inserction
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - Two


Fanfic / Fanfiction Desperta-me - Capítulo 2 - Two

Não demorou muito para que Ana e eu estivéssemos sentadas na cama recém arrumada. O ventilador a cima de nós duas, fazia um barulho irritante e, se ela não começasse a falar o estava passando pela sua cabeça eu, de toda a certeza, arrancaria aquela merda do teto. 

– Tudo bem... Hã, não sei por onde começo.

– Pelo começo, de preferencia. - digo, abrindo um sorriso em seguida, por aquilo soar um pouco grosseiro.

– A um mês atrás, houve um anúncio em que uma fã passaria seis meses com o Got7... - ela desvia o olhar e começa a encarar a estante que sustentava a Tv. Lembro-me de ler algo parecido à um tempo atrás no twitter, mas não sabia que aquilo era realmente real  - Para participar, você deveria se cadastrar num site, que estava junto com a mensagem e nesse cadastro, deveriam conter foto, nome completo, endereço, essas coisas todas. Para saber o lugar que você seria entrevistada, uma mensagem seria enviada por e-mail se eles gostassem de você. Lá, iriam conter o endereço, a data e a hora exata. - ela da um suspiro, bem melodramático –  Eu juro, não podia divulgar para ninguém onde seria o tal lugar, então por favor, não fique brava comigo. - ela implora, e logo volta a explicar – Era parecido como uma seleção, onde cada integrante entrevistava uma fã, e... - seus olhos verdes me encaram com intensificação – O Bambam foi meu entrevistador.   

Quando a ouço citar o nome dele, meu coração se dispara com uma velocidade absurda. Tento me acalmar, respirando fundo milhares de vezes, mas infelizmente não consigo. Minhas mãos suam novamente e se tornam tremulas, isso só poderia ser um sinal dos deuses. Não estava realmente acreditando que por meio dela, conheceria minha grande paixão. Como era de se esperar, um sorriso fica estampado em meu rosto. Sabia que, a qualquer minuto, correria pela casa e começaria a gritar como uma criança. 

O senpai me notooooou, aaaaaaaaaaaaaaaah. 

– Ai. meu. Deus. Você ficou frente a frente com o Bambam, socorro, meu coração não vai aguentar. - faço uma cena teatral e arranco risadas dela – Como ele é? Ainda mais bonito pessoalmente, não é?

– Sim, sim, sim. - responde ela, ficando de joelhos na cama. 

– Mas espera... - paro de pular e a encaro - não vai me dizer que você ganhou o concurso. 

– Então, ai que tá a noticia ruim. - ela faz uma pausa, me deixando curiosa – É claro que eu ganhei. 

– Não acredito que você vai morar no mesmo lugar que o Bambam... - acabo falando mais alto do que pretendia, fazendo a rir novamente –  e o oppa Yugyeom, claro. 

– Amanhã, depois do seu trabalho, te levarei para nosso lugar preferido, como uma despedida. 

– Quanto tempo que você ficará lá, mesmo? 

Ela abaixa sua cabeça e fica com uma feição triste – Seis meses... seis meses longe de você. 

– Porém perto do oppa. A gente vai conversar todos os dias pelo telefone e skype. E além do mais, daqui a três semanas, eu tiro uma folga e te encontrarei você... e o Bambam. 

– Você, sem duvidas, é a melhor pessoa do mundo, eu te amo demais.  - diz ela, me pegando de surpresa. Nós duas não gostávamos de demostrar nossos sentimentos e ouvir algo assim, me deixa completamente sem graça.

– Ah não, não vamos falar coisas fofas uma para a outra e depois dormir felizes; vamos comemorar agora mesmo. Não importa se temos que trabalhar daqui a algumas horas, vamos até a praia, faz muito tempo que não demos as caras lá

 

(***)

 

– Só você mesmo para me arrastar até a praia às quatro e meia da madrugada. - repete ela, deitada ao meu lado. 

– Do que está falando? Você adorava vir aqui de madrugada, dizia que amava ver a lua refletindo na água. - respondo ela, jogando areia úmida em sua calça. 

– Duda. - reclamou, limpando a calça. Sabia que ela iria me bater assim que terminasse de limpar a calça, então faço algo que qualquer pessoa madura, com quase 24 anos faria... comecei a fugir dela – Não fuja de mim, garota. 

– Tente me pegar se conseguir. - digo para ela, de uma certa distancia. 

E então, ela correu até mim. 

Não sei ao certo quanto tempo durou aquela brincadeira de pega-pega, só sei dizer o quanto aquilo foi importante para mim. Bom, não pela corrida, mas sim por passar um tempo com ela. Fazia quase uma semana que nós não tínhamos tempo para nós duas; vivíamos no trabalho. Eu, como bióloga marinha; salvando milhares de animais e ela como cerimonialista; organizando casamentos de milhares de pessoas. De certo modo, nós sempre estávamos pensando em outras coisas em primeiro lugar do que passando um tempo para nós duas. 

Mas isso iria acabar em pouco tempo. Ela iria para outro país e eu ficarei aqui. Não que eu esteja reclamando, até por que eu poderia pedir transferência, mas acho que ficar um tempo sozinha e aprimorando meus conhecimentos, não era uma coisa tão ruim para se pensar. 

Saio dos meus pensamentos quando ela cai em cima de mim, me dando um abraço desajeitado. Como iria sentir falta da sua risada contagiante e seu jeito criança de ser. Penso outra vez em como aquilo me fará falta e quando percebo que seu corpo não está sobre o meu, puxo minha atenção para ela. Ana, me puxa para pôr minha cabeça em seu colo. 

– Ana. - a chamo.

– Sim Baek, eu prometo. - responde ela, como se previsse o que eu iria dizer. Com um sorriso em meu rosto, fecho meus olhos, sentindo a brisa gelada do mar e o barulho confortante das ondas quebrando. Água sempre foi meu porto seguro. Desde pequena, quando minha mãe me levava a praia, eu costumava a correr e me banhar nas águas brasileiras e por mais que aquilo me desse um pouco de nojo, por ser tão suja, preferia ir mesmo assim. Até hoje, quando tenho que ir para água por conta do trabalho, sou a primeira a mergulhar. 



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