História Despertar Solitário - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS), Block B
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, P.O., Rap Monster, Suga, V, Zico
Visualizações 12
Palavras 1.996
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Colegial, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Ecchi, Hentai, Lemon, Lírica, Luta, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Visual Novel, Yaoi
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Canibalismo, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Despertar Solitário - Capítulo 1 - Prólogo

 Ayumi. Uma simpática e tímida japonesa em territórios desconhecidos em sua terra. Era a irmã mais nova de Seijii Kamura, o próximo líder das empresas Kamura tecnologias, as mais influentes do Japão. Ela era uma menina tímida e solitária que seguia ordens de seu irmão mais velho, por tradições da família e religiosas. Basicamente, não vamos falar em religião, por enquanto, deixemos para depois. Mas as tradições da família Kamura eram rígidas, duras e firmes. Os homens dominavam e carregavam a família enquanto as mulheres, dos filhos e das obrigações de casa.

            A família Kamura era divida em duas. A família primaria e a secundária. Em outras palavras, a primária era a que comandava e liderava as finanças, ocupavam cargos altos e tinham complemente todos os privilégios na empresa e no setor financeiro. A família secundária ficava encarregada dos serviços pesados, aqueles que só poderiam ser feitos com trabalho braçal, a maioria. Eram tratados com desdém, mesmo contendo os sobrenomes idênticos, e subordinação. Ocupavam os cargos de seguranças dos integrantes da família secundária,  governantes, camareiras, copeiro, porteiro, jardineiro, todas as posições inferiores.

            Mas é de se pensar, porque se submetiam á isso? A família Kamura era antiga e seguiam princípios conservadores e tradicionais. E a família secundária , se sentira honrada por fazer os deveres braçais da primaria. Era uma demonstração de lealdade. Para a segunda família Kamura, não havia vida fora dos portões e das asas da primeira família. O destino era traçado quando se nascia em um dos berços das duas famílias. O primogênito da primeira família iria seguir o caminho das finanças e seria tratado como um rei até sua morte. O primogênito da segunda família, iria servir, sem hesitar e questionar, o primeiro filho, protegê-lo com a vida e sempre, a família primogênita seria sempre á primeira em sua vida.

            Vamos destacar a primeira família, agora. Alguns podem pensar que sempre fora a familia privilegiada. Em algumas situações sim, em geral os primogênitos. O segundo herdeiro na linha de sucessão se fosse homem, teria que seguir algumas regras, que deixaremos para depois. Mulheres são tratadas como subordinadas, independente da classe da família Kamura. As mulheres eram subjugadas á uma autoridade de um responsável único, o tutor, geralmente o irmão mais velho e se não houvesse, o pai. Seu tutor, então, tem o direito legal de determinar todos os aspectos de sua vida, restringindo, segundo sua vontade, toda e qualquer interação dela com o mundo. Eles gostam de ser chamados de guardiões, pois preferem demonstrar que apenas estão protegendo suas irmãs e filhas, do mundo e de todos. Então, percebemos que algumas regras são interligadas nas duas famílias, não? Em alguns aspectos não são tão diferentes.

                        As mulheres eram complemente dominadas por seus irmãos. E não poderiam fugir disso. Poucas delas se aventuraram no mundo á fora, e voltaram, mas foram expulsam da família, acusadas de traição.

            Era assim que funciona a família Karuma. É complicado entendê-los, mas seus motivos são plausíveis em suas próprias visões.

            Chega de explicações, vou finalmente apresentar á você, Karuma Ayumi, de 17 anos.

Toquio – Japão 
Horas: 08:59
Toquio High School – Sala 1A

            Era tranqüila e totalmente equilibrada, o oposto de seu irmão, o impulsivo, Seijii.  Inteligente e jovial, a garota poderia estar cercada de garotos por sua beleza natural e sua personalidade encantadora, mas todos sabiam qual era seu sobrenome. E ela sentia o peso dele nas costas, todos os dias que passava nos corredores da escola, seguida de olhares medrosos e alguns corajosos, seguiam até que ela colocasse os livros no armário, caminhar de cabeça baixa até sua sala e se sentar em uma das últimas cadeiras da sala retangular.

            Ela não ousava olhar para porta quando algum aluno entrava, nem ao menos quando o professor anunciava sua chegada com um bom dia. Estava com medo. Apreensiva. Suas mãos suavam, sua respiração estava descompassada e o suor frio pingava em sua testa. O nervosismo já estava afetando seus estudos também. Não era para menos, em poucas horas, iria conhecer seu futuro marido. Seu aniki havia dito: “Não há nada com o que se preocupar, Ayumi-chan”  acariciou o topo de sua cabeça com a mão, bagunçando seus cabelos: “ele é um bom rapaz, com uma família tradicional e de grande influencia no ramo dos negócios. Nosso Outasan ficaria muito orgulhoso por  estar se casando com um homem influente. Fique feliz. Vocês irão se encontrar daqui há uma semana, esteja pronta. Mandarei customizar suas roupas e em poucos dias ficará pronta.” Dizia, com um sorriso tímido no rosto. Seu aniki se afastou elegante com seu terno negro e gravata do mesmo, andar supremo, como um imperador andaria em seu palácio.

            Desde então, a inocente e delicada Ayumi não conseguia fechar os olhos por um segundo, sem se lembrar que em poucos dias estaria noiva, e provavelmente nos meses seguintes casada. Eram tantas dúvidas e inseguranças, mas á principio só conseguia pensar em uma coisa em sua cabeça confusa e agitada: “Como poderei amá-lo sem nem ao menos o conheço?”, “Será que vou gostar dele?”, “E se ele não for o que eu tanto sonhava?”. As perguntas vagavam e vagavam por aquela mente inofensiva e o causavam por ora, arrepios e nervosismo.

            Ela nunca foi contra aos costumes, ao contrário, sempre cumpriu todas as regras impostas pela família com muita satisfação. Era muito grata por nascer na primeira família, mesmo ficando com muita pena da secundária. Adorava seu irmão e admirava sua mãe. Reverenciava todos os dias quando passava pela sala de estar, o grande auto-retrato de seu chichi, que era um costume quando o pai ou irmão morria.

-...Kuruma-sama? Kuruma-sama? Pode responder a questão dois? Kuruma-sama?

            Os risos se intensificaram e quando percebeu, todas as cabeças estavam viradas para ela, a maioria com um sorriso bobo no rosto. Em questão de milésimos, seu rosto ficou em chamas e teve que deslizar na cadeira para poder ficar um pouco escondida. Hiroshi-sensei havia escrito algaritimos na lousa com a caneta negra. Ayumi nem precisou analisar para concluir, já tinha aprendido isso há meses atrás. Hesitando um pouco antes de falar, com todos aqueles olharem e risadinhas, ela travou.

-Silêncio! –Harashi-sensei gritou antes de fazer um leve ‘shh’ com a boca. - pode me dizer a resposta desse problema? Gostaria muito que participasse da aula como sempre faz e prestasse mais atenção. O que está havendo, Karuma-sama? –sensei perguntou.

-Ela vai se casar com um milionário de Hong Kong! –alguém gritou e as risadas invadiram a sala outra vez.

Não sabia que seu noivo era de Hong Kong, um lugar tão longe. Parecia que as pessoas ao seu redor sabiam mais que ela sobre sua vida. Karuma tecnologias era uma das maiores empresas da Ásia e com a noticia de que a irmã do presidente e agora, responsável pela empresa estava se casando, havia se tornado um alvoroço em sites de noticias e programas de TV. Ayumi lembrou quando uma foto sua foi mostrada na TV local pela primeira vez há uma semana, e logo que trocou de canal, envergonhada, percebeu seu rosto mais uma vez enchendo a tela de um canal japonês muito popular. Aquilo a fez ficar mais nervosa e envergonhada ainda. Todos sabiam de sua vida agora.

Harashi-sensei repetiu o som com a boca e olhou novamente para Karuma, depois que todos se calaram , Ayumi respondeu com um rubor intenso nas bochechas:

-B-B i-igual á x --x e c-c igual á d-d-dois. –disse pausadamente tentando recuperar o fôlego.

-Perfeito. Nakamura-kun...!

O dia não poderia fica pior... Os sinos tocaram, anunciando a chegada de outro professor e então, dois meninos agacharam em sua mesa, com sorrisos amigáveis.

-Olá, Kamura-San!
            -Olá! –o outro menino respondeu fechando os olhos e formando linhas.
            -O-oi. –disse envergonhada por estar tão perto de um garoto assim.
            -Queriamos te convidar para uma festa depois da escola.
            -Vai ser como sua despedida de solteira, quer ir? 
            -E-eu não p-posso...
            -Só uma vez. Faria mal? Isso será bom. Você vai ficar descontraída e relaxada. Conhecer novas pessoas. Também porque estamos há pouco meses do fim do ano.
            -Não tem problema se sair mais cedo, só queremos você por lá. Seu sorriso é tão contagiante! –o outro disse com empolgação

“Só queremos você por lá.”

Depois de anos passando os intervalos sozinha, escutando conversas alheias e rindo das piadas que nem foram para ela, estudando sozinha, ouvindo musica sozinha, lendo, vivendo sozinha. Sem ninguém sentir sua falta ou querer sua presença por medo da família Kamura... Finalmente estavam lhe pedindo sua amizade. E não pensou duas vezes em aceitar. A oferta foi feita tão generosamente, por garotos tão bondosos e meigos, que ela não poderia recusar.  Mesmo depois, que seu coração apertou por arrependimento, ela não pensava em desistir. Passaria seu ultimo dia sem se preocupar com maridos. Seria ótimo para descontrair. E arrumar, finalmente, grandes amigos!

O horário do colégio passou voando. Na entrada da escola, os dois garotos a esperavam sorrindo com seus olhos meigos. E a jovem inocente foi saltitante para seu destino. Seu irmão não desconfiaria.  Ela passava as tardes, com a permissão de seu aniki, até ás 7 na biblioteca publica. E falaria que estava por lá. Simples. Não se sentia uma violadora ou criminosa por estar fazendo isso, pelo contrário, estava tão contente que poderia cantarolar e saltitar por ai. Finalmente teria amigos e iria a uma festa! Ela nunca fora numa festa. Mas sempre ouvira que eram divertidas e animadoras.

****

            Horas se passaram, e suas pernas estavam bambas de tanto cansaço. Ela se arrependera quando viu o sol se pôr. Mesmo se quisesse ir embora naquele momento, não sabia onde estava.

Além de Tóquio, ou o lugar que seria aquela espelunca, estava iluminada pelo luar e pelas luzes coloridas nas fachadas das lojas. Estava cansada e não sabia o que fazer. Quando tentou ligar para Onii-san, seu celular estava descarregado e os garotos disseram que seus celulares não estavam com eles. O local era o verdadeiro lugar do consumismo. Cheio de telões, projeções, alto-falantes, letreiros iluminados e panfletos, atraindo os consumidores á tapa. Havia várias pessoas circulando nas calçadas, seus rostos sendo iluminados como se diante de fogos de artifícios coloridos. Milhares de prédios dividiam espaço com lojas de eletrônicos, camelôs de todos os tipos, karaokês, cinemas e lanchonetes exóticas. No meio do caminho, se deparou com uma loja especializada em preservativos. Ficou corada e em seguida, perguntou para Yuri se poderia ir embora, e ele retrucou que já estavam quase chegando e que ela não iria se arrepender.

Passando no meio da multidão de jovens escutando J-pop, que ocupavam as ruas e as calçadas, Ayumi quis chorar. Aquilo era o caos. Karuma suava frio por todo o corpo, além de estar tremula desde que deu adeus ao pôr do sol. A inocente garota não sabia o que fazer. Ela queria conhecer pessoas, fazer amigos, mas ao mesmo tempo, por ora, estava se sentindo inviolada, desonrada e chegou a cogitar no adjetivo “criminosa”. Pensava no que iria dizer á aniki e não conseguia pensar em nada, além de começar a chorar compulsivamente ajoelhada aos seus pés soluçando perdão de Onii-san. Era o que conseguia pensar. E o que provavelmente iria fazer.

No meio da multidão, avistou duas ou três pessoas correndo na direção contrária, causando mais tumulto e palavras de desaprovação. Em seguida, mais um grupo fez o mesmo, passando e esbarrando pela multidão, tentando desviar de um grupo á frente. E depois, outros e mais outros. Causando terror e confusão, caos e desordem. Alguns passavam por cima de outros que tropeçavam, outros gritavam, a maioria simplesmente corria. Estava o verdadeiro caos.

Ayumi, já apavorada, olhou para os lados, tentando procurar os amigos logo após ser empurrada, caiu de cara no chão. Algo estralou e em seguida sentiu pés passarem em suas costas, repetidamente, correndo e desprezando-a. Seus ossos eram esmagados, seus órgãos ficavam machucados e momento depois engasgou com o próprio sangue que subia rapidamente pela garganta. A respiração que antes já estava difícil ficou impossível. E a escuridão, tomou-lhe as rédeas.

A morte havia chegado.



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