História Despudoradamente - Capítulo 1


Escrita por: ~ e ~Narcejaseja

Postado
Categorias EXO
Personagens Baekhyun, Chanyeol
Tags Aluno, Baekyel, Chanbaek, Chanbaek Wishes, Lemon, Professor Cbw
Visualizações 1.192
Palavras 6.201
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Slash, Universo Alternativo, Yaoi
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Voltei com essa fic, que foi pedido da @Lorenyun. A capa maravilhosa foi feita pela trupe do design, e a beta que me salvou foi a ~kyungtak (nathe i love you <3)

Espero que gostem.

Capítulo 1 - Capítulo único: Sem pudor nenhum


Provocação, era o que aquele garoto fazia comigo. Logo eu, Byun Baekhyun, um professor renomado que trabalha em umas das mais famosas faculdades de Seul, estava prestando-se a esse papel. Ser seduzido por um rapaz na casa dos vinte anos, estudante de direito, cujo o nome é Park Chanyeol. E eu, com vinte e oito anos, casado há quatro com Yeri e pai de uma linda menina de dois, BaekYe. Simplesmente, não conseguia deixar de ficar hipnotizado toda vez que ele me provocava insinuando sempre alguma coisa com suas mordidas no lábio inferior.

Que droga! Quando foi que isso tudo começou?

Nunca saberia dizer exatamente, só sei que não poderia negar a forte atração que eu sentia pelo meu aluno. Algo que não é certo, mas que não parece ser tão errado quando estou observando seu jeito sedutor de ser.

Como naquela vez, na aula de direito civil. Foi a primeira, de muitas, que Chanyeol se insinuou sem sequer disfarçar. Aproveitando que sentava na primeira fileira e ficava bem perto de mim, ele olhava diretamente para minhas partes baixas, eu podia notar. Porém, tentava manter meu foco na aula a ser lecionada, não podia me dar ao luxo de chamar sua atenção tendo outros alunos na sala que tinham muito interesse na matéria. Isso, com certeza, faria com que os outros achassem estranho minha atitude e eu não arriscaria meu emprego dessa maneira.

Portanto, evitava olhar para o Park e ver que ele olhava sem parar para o meu órgão genital. Decidi conversar com ele a sós depois de terminar a aula.

— Chanyeol, preciso falar com você. — disse, assim que a sala ficou vazia, tendo apenas nossa presença.

— Pode falar professor. — seu olhar fixo em mim me deixava um pouco sem graça.

— Quero saber o porquê de você ficar dessa maneira durante a aula.

— Qual maneira? — sua fala transparecia uma total ironia, ele sabia muito bem sobre o que eu falava.

— Não se faça de bobo Park, eu sou seu professor e exijo respeito. — falei autoritário, pois precisava deixar claro que aquilo não deveria acontecer.

— Se acha que eu sei do que se trata, melhor falar logo.

       Chanyeol me encarava de uma maneira como se estivesse me desafiando e, talvez, ele fosse corajoso o suficiente para ter tal atitude, mas eu precisava mostrar quem mandava ali.

— Durante toda a aula você praticamente não parou de olhar… — tive que me acalmar para dizer o que pretendia — para o meu pênis.

Sua risada grave tirou a concentração que tentei manter para não desviar o olhar duro que direcionava em sua direção.

— Ora, professor. Eu olhei mesmo, mas se quiser, posso deixar de admirar o que tem no meio das pernas. Afinal, eu também tenho. — assim que falou isso, ele logo olhou para minha calça social, especificamente para a área que não queria que voltasse a olhar.

— Por favor, Chanyeol, não estou brincando. — pedi constrangido.

— Nem eu. Sabe, professor Byun, você tem um corpo magnífico, deveria deixar mais evidente cada parte dele, assim eu posso olhar sem problema.

 

E como se nada tivesse acontecido, ele saiu da sala antes mesmo que eu pudesse dizer alguma coisa. Definitivamente, aquele garoto estava me deixando louco.

  Só comprovei o que suspeitava quando, durante toda a semana seguinte, Chanyeol continuou provocando situações estranhas, que me faziam inquirir se tudo o que fazia tinha algum objetivo ou era apenas fruto da minha imaginação.

Dessa vez ele parecia querer que eu tivesse certeza de que pretendia ter algum tipo de contato íntimo comigo, pois qual seria o motivo de ficar tanto tempo olhando para mim e pouco se importando se mais alguém notava suas segundas intenções? Porque eu não era tolo, e podia adivinhar o que Chanyeol queria.

       Seus esbarrões pelos corredores da Universidade, fingindo não ter visto que andávamos no mesmo caminho, evidenciavam sua falta de tato para poder me tocar, pois todas as vezes que isso acontecia — e não eram raras —, Chanyeol impedia que eu caísse segurando minha cintura de uma maneira possessiva, e que mostrava sua força física. Podia jurar que ele gostava de exibir seu porte atlético com a única intenção de que um elogio da minha parte fosse feito, o que estava totalmente fora de cogitação.

       Era difícil, mas tentava evitar as trocas de olhares indevidas que, por vezes, aconteciam durante o período de aulas e até mesmo nos lugares que, por coincidência, nos víamos.

Tenho uma família, a qual amo e prezo muito, não posso simplesmente sucumbir ao desejo que posso sentir por causa de um aluno que talvez esteja só curtindo com a minha cara. Não sabia dizer onde iam parar todos os anos de estudo e experiência de vida, quando aquele garoto me olhava com um sorriso zombador depois de mirar descaradamente meu corpo por dias seguidos.

Mesmo que quisesse, não podia negar, eu estava atraído e muito por Chanyeol, e ele por mim. Com tanta provocação vinda de sua parte, através de mordidas nos lábios cada vez que nos cruzávamos e nas aulas, com certeza, uma hora eu não me seguraria e perderia o meu autocontrole.

— Tudo bem, professor? — fui pego de surpresa pela pessoa que dominava meu pensamento nos últimos dias, e eu só queria que fosse minha esposa, mas não era.

Tirei a atenção dos muitos papéis espalhados pela minha mesa e que tentava inutilmente organizar, para focar no rosto daquele garoto descarado.

— Estou bem. Deseja alguma coisa, Chanyeol? — perguntei de forma simples.

— Desejo sim, mas será que posso ter? — ele estava muito próximo de mim, quase podia sentir sua respiração pesada.

— Como?

— Eu quero muito uma coisa, será que você pode me dar?

       Era o cúmulo ele querer qualquer coisa que viesse de mim se não fosse apenas o ensinamento da matéria. Por isso, todo final de aula ele me importunava inventando desculpas esfarrapadas.

— Seja mais claro, por favor. — pedi.

— O nome do livro que temos que estudar esse mês, é isso que eu quero.

       Continuava com o rosto bem perto do meu, como se assim fosse possível me desestruturar, mas minha consciência dizia que nada poderia acontecer entre a gente, pelo menos não ali e nem naquele momento.

— Aqui. — anotei para ele em um papel a informação pedida. — Se prestasse atenção na aula, saberia que citei o nome do livro e do autor mais de uma vez.

  — Professor Byun, você sabe muito bem que eu prefiro prestar atenção em outra coisa do que na aula. — falou com um ar sedutor.

Como um rapaz de vinte anos podia ter tanto sex appeal para sair por aí seduzindo pobres professores universitários? Chanyeol podia ser mais jovem do que eu, mas emanava sedução, muito mais do que um dia poderia imaginar ter.

— É só isso que precisa? — eu tinha que cortar qualquer mal pela raiz antes que ficasse encrencado.

— Por enquanto, sim. — antes de ir embora, o Park fez questão de segurar minha mão com o papel, durante um tempo que não pude precisar, mas que pareceu durar uma eternidade por causa do seu toque envolvente e quente, que atiçou cada parte do meu corpo.

A malícia que Chanyeol tinha e fazia questão de mostrar através de um cumprimento ou pedido que fosse, aumentava o desejo que comecei a ter por ele. Nos desejávamos, em sigilo, mas era evidente que entre nós o desejo existia.

  Confesso, que não eram todas as vezes que ficava quieto, apenas notando a maneira como o Park me olhava. Na verdade, fingia que toda aquela situação não me agradava, mas quer saber? No fundo, eu gostava e muito de ver que uma pessoa mais jovem e que poderia ter quem quisesse mostrava interesse por mim. Por isso, em algumas situações, agia somente para que ele também percebesse meu fascínio por sua pessoa.

No meu caso, eram raras as vezes, pois não queria ser pego fazendo algo impróprio, então correspondia aos seus estímulos quando permanecíamos sozinhos na sala, ou até mesmo quando passava por onde sabia que Chanyeol estaria reunido com os amigos, mostrando a calça social nova e apertada que comprei dias antes.

Também gostava de provocar, porque, para mim, eu havia entrado em um jogo de sedução. E mesmo que meu aluno tivesse a personalidade mais atrevida e fosse quem se insinuava mais, eu não queria ficar para trás. Tinha meu jeito discreto, porém sedutor de agir e não perdia mais nenhuma oportunidade de fazer o Park pagar por me deixar tão louco.

Queria que ele ficasse confuso de alguma maneira, achando que nunca cairia nos seus caprichos, e os sinais que eu dava o faziam duvidar se cederia ou não.

(…)

— Preciso que alguém me ajude a levar esse material até a sala dos professores. — como sempre, ninguém se ofereceu. Vi, então, a oportunidade de colocar algumas cartas na mesa. — Chanyeol, você vem comigo.

  E não foi preciso pedir mais de uma vez, o garoto logo levantou-se e veio em minha direção com o sorriso que nunca saia de sua boca. Convencido!

No caminho que começamos a percorrer, ele sequer falou qualquer palavra, e seguiu calado ao meu lado. É claro que estranhei seu comportamento. Onde estava aquele Chanyeol metido a gostosão que tanto me atormentava?

 

Chegando no nosso destino, não demorou muito para que o Park mostrasse sua verdadeira face e sem nenhum cuidado, jogasse as coisas sobre a mesa.

  — Cuidado! — soltei, já encarando sua face descontraída.

  — Desculpa, foi sem querer. — ele era tão cara de pau que nem me admirava sua falta de caráter ao dizer algo como aquilo.

  Seria complicado passar mais alguns anos na companhia desse aluno, isso se ele não trancasse a faculdade e decidisse trocar de curso, ou outra coisa acontecesse.

— Sei. Coloca esses livros em cima daquele armário, por favor. — pedi para Chanyeol, que, com sua altura, não teria problema algum em fazer tal tarefa.

  — Deve ser ruim alguém baixinho como você não poder fazer algumas coisas, né? — caçoou de mim enquanto estava entretido arrumando alguns papéis na mesa, os mesmos que ele havia jogado minutos antes.

Sem que pudesse responder a sua provocação, Chanyeol já prensava meu corpo contra o seu, e por causa do pouco espaço que ficou entre nós — já que a mesa estava bem atrás de mim —, era difícil de evitar sua aproximação.

  — O que pensa que está fazendo? — perguntei apreensivo, pensando que alguém poderia chegar a qualquer momento.

  — Nada, só estou admirando o quanto você é bonito.

Sua voz grossa sendo proferida perto do meu ouvido fez um arrepio subir a minha espinha. A confusão na minha mente era presente, porque eu poderia gostar dessas investidas dele e até retribuir às vezes, mas sabia que chegando em casa, eu teria que encarar minha esposa Yeri e minha filha BaekYe, e agir como se nada estivesse acontecendo.

  Minha vida virou de cabeça para baixo por causa desse aluno, que me fez sentir o que há algum tempo eu já não sentia. Algo bom, que deveria sentir apenas pela minha esposa, afinal, foi por isso que me casei com ela. Sempre tão solícita e amável, eu a amo, e sei que nosso casamento não está indo por um mal caminho a ponto de querer traí-la, ainda mais com um aluno.

  Mas caramba! O que está havendo comigo? Era uma pergunta que vinha me fazendo já há algum tempo e, infelizmente, ainda não tinha respostas.

  No tempo que passei pensando para onde estava levando minha vida, Chanyeol, continuou me observando.

  — Chega, Park! Acho melhor parar com esse joguinho. — falei convicto de que ele entenderia.

  — Não é um jogo, professor, nem uma brincadeira. O que eu sinto é algo forte. — ele disse, ficando próximo demais de mim.

  E eu nem sequer podia evitar ficar um pouco com vontade de fazer certas coisas que nunca faria na vida, mas que, por causa dele, estavam tornando-se desejos reprimidos. Sei que a atração que Chanyeol exerce sobre mim é muito grande, mas não posso me dar ao luxo de simplesmente ceder. Droga! É tão difícil!

— Eu tenho uma família.

— Sei disso.

  — Por que não me deixa em paz?

  — Se fosse fácil, até tentaria, mas é complicado cada vez que te vejo vestindo essa calça.

 

Dito isso, o Park apertou minhas nádegas fortemente  para que sentisse toda a sua vontade em me tocar sendo expressada naquele ato.

  — Isso não pode acontecer. — por fim, consegui empurrá-lo e me livrar do seu aperto.

  — Apenas deixa rolar. — ele continuava em meu encalço.

  — Volte para a sala e não fale nada para ninguém.

  Chanyeol saiu meio cabisbaixo, eu pude perceber, mas para mim absolutamente tudo o que fazia não passava de teatro. Um plano, arquitetado por sua mente juvenil para me enlouquecer.

(…)

  Cheguei em casa, cansado como todos os dias. Dar aulas em uma Universidade, com certeza, não era uma tarefa fácil. Mas aquela sensação instantânea de aconchego que eu tinha quando entrava pela porta e minha pequena BaekYe vinha na minha direção toda sorridente me abraçar, fazia tudo valer à pena.

E por mais que eu sentisse alguma coisa por Chanyeol — que eu sabia ser desejo —, tinha uma família para cuidar e isso nunca mudaria. Eu as amo muito para deixá-las por causa de uma aventura.

  — Appa! — ela correu e levantou os bracinhos pequenos para que eu a pegasse no colo.

  — Como minha princesa está? — perguntei animado para saber.

  — Bem, ela não parou um minuto desde que chegou da escolinha. — Yeri contou, saindo da cozinha e dando um selinho em meus lábios.

— Tudo bem? — questionei.

— Tudo. Chegou tarde. — ela retornou para a cozinha.

  — Tive que resolver algumas coisas na faculdade e ainda peguei trânsito. — disse depois de colocar nossa filha novamente no chão.

  — Você anda trabalhando demais.

— Eu preciso, sabe que não consigo ficar parado.

Fui em direção onde ela estava, tranquila, preparando o jantar. Yeri sempre foi uma mulher prendada, em todos os sentidos; preocupada em ser uma boa esposa e mãe, e mesmo que ultimamente nossa relação esteja mudada por causa desses poucos anos de casamento, ainda sei que ela continua sendo a mesma de quando conheci na adolescência. Tão bonita, inteligente e carinhosa.

  — Daqui a pouco eu já sirvo o jantar, vai tomar banho enquanto isso, Baek. — ela me pediu e logo acatei.

  Subi as escadas em direção ao nosso quarto, e vi que Yeri ficou assistindo alguns desenhos animados na TV a cabo. Despreocupado, mas nem tanto, despi meu corpo e entrei dentro do box do banheiro, deixando a água quente do chuveiro fazer o seu trabalho de relaxamento. Pois precisava daquilo depois de ter passado certo apuro com Chanyeol.

Se por algum motivo alguém entrasse naquela sala e nos visse na situação que estávamos, não teria como tentar explicar o que quer que fosse, pois era evidente que ali a relação de aluno e professor havia passado dos limites.

Mesmo que não quisesse começar algo com ele, sabia que minhas forças para lutar contra estavam se esvaindo e a qualquer hora poderia sucumbir ao desejo e ceder às suas investidas. Nunca senti algo como o que Chanyeol me proporcionava, até tive algumas experiências anteriores com rapazes na minha juventude, mas nada se comparava aos seus olhares e sua sedução sem precedentes. Queria provar dele o quanto antes, matar minha sede de beijar sua boca e tocar seu corpo.

Quando vi, já estava me masturbando no banho pensando no Park, tocando meu pênis como se ele estivesse ali, tocando no meu lugar. Chanyeol fazia uma grande confusão na minha mente, e ali, lavando meu corpo, acabei por ficar excitado e ter um orgasmo que há muito tempo não tinha, tendo o cuidado de morder meus lábios para não correr o risco de falar seu nome.

  — Pronto, agora a noite é só nossa. — Yeri falou depois de se deitar ao meu lado na cama de casal que dividíamos.

  Nem olhei para ela, pois me sentia culpado por ter tido um momento íntimo pensando em outra pessoa.

  — Baek, tem algo acontecendo? — perguntou quando viu que eu não disse nada em relação ao seu comentário.

  — Não, só estou cansado, tive um dia complicado. — disse, o que não era completamente uma mentira.

  — Mas você não pode fazer nem um esforço para que possamos… — ela nem completou.

  — Desculpe, hoje não. — porque interrompi sua fala.

  Infelizmente, naquela noite agiria diferente de outras vezes, porque não poderia simplesmente amá-la pensando que em meus braços Chanyeol poderia estar. Seria errado e injusto com Yeri, a mulher que sempre esteve ao meu lado e que é a mãe de minha filha, minha joia rara.

  Nosso casamento parecia ser feliz e sem problemas, e durante um tempo foi assim, até o bendito dia que Chanyeol começou a atiçar um lado meu esquecido e que deveria pertencer apenas à minha esposa. Amo tudo que construí, minha família é o principal para mim.

  Mas está sendo complicado desejar tanto outra pessoa.

  Yeri virou o corpo para o outro lado, sem dizer nada. E eu sabia que ela tinha ficado magoada, nunca fui de lhe negar nada. Portanto, minha atitude deve ter sido, no mínimo, estranha, e cedo ou tarde ela perguntaria mais uma vez o que estava acontecendo. E, mais uma vez, eu não saberia responder. Não queria iniciar uma crise no meu casamento por causa de algo banal, algo que mais tarde nem sequer teria importância, algo que era de total culpa minha por pensar tanto em um aluno que atormentava meu juízo.

  Park Chanyeol, por que foi entrar na minha vida?

  Desejava-o de fato e, com certeza, toda aquela curiosidade que sentia só acabaria quando desse o que ele queria, portanto, transar com Yeri imaginando Chanyeol em seu lugar era o cúmulo da culpa para mim, que tinha medo de não conseguir satisfazer mais minha esposa, já que meu corpo pedia por um corpo diferente do seu. Em minha cabeça, apenas Chanyeol poderia me satisfazer agora.

(…)

  Na manhã seguinte, levantei e Yeri já estava na cozinha dando café da manhã para nossa filha, BaekYe,  que estava — como sempre — toda animada para ir até a escolinha; ela adorava ficar lá e dizia que, quando crescesse, seria professora como eu. Tenho muito orgulho da minha pequena.

— Dormiu bem? — Yeri perguntou sem olhar diretamente para mim, pois estava ocupada dando comida na boca de BaekYe.

  — Na medida do possível. — respondi calmo.

  — Você trabalha muito, devia descansar um pouco, quem sabe assim consiga colocar suas ideias em ordem e ter um pouco mais de disposição.

  Aquilo pareceu ser uma indireta por causa da nossa noite frustrada. Infelizmente, não poderia fazer nada em relação a isso, porque, a partir do momento que a tocasse, lembraria de Chanyeol. E isso eu não queria.

  Quando novo, conheci Yeri através de amigos e desde o primeiro momento que a vi, notei que ela seria especial para mim. Nosso casamento e tudo o que passamos até agora provava isso, e a notícia da sua gravidez também foi algo inesquecível.

  Mas agora, depois de tantas coisas vividas, nada parece fazer sentido quando sinto que tudo pode acabar. Eu só queria pedir desculpas. E, além dela, minha querida filha BaekYe também sofreria se um dia viéssemos a nos separar. Não quero nem pensar que minha pequena possa sofrer por minha causa. Por isso, hoje sem falta eu preciso esclarecer tudo com Chanyeol. Isso tem que acabar antes mesmo de começar.

(…)

  Na faculdade, tudo ocorreu bem; o dia parecia tranquilo, acho que era por causa da ausência de certa pessoa. Chanyeol não apareceu na aula e nenhum dos seus colegas soube responder quando perguntei sobre o motivo da sua ausência. Logo hoje, que precisava dizer tudo o que guardei durante tanto tempo, o Park resolve fazer isso.

  Tudo bem, é melhor assim. Pelo menos, por enquanto, creio que ele não vá me encher o saco, pois deve ter tido algum problema pessoal, já que ele não é de faltar.

Organizei todo o meu material e o que precisava para poder finalmente ir embora após um dia cansativo. Levei algumas coisas para a sala dos professores e já podia ir até meu carro, dirigir para minha casa e descansar. Estacionei na garagem, entrei e estranhei o silêncio, pois BaekYe não veio ao meu encontro imediatamente.

  Fui direto para a cozinha saber se elas estariam lá, mas, chegando no cômodo, me deparei com tudo organizado e nem sinal das duas. Foi quando olhei para a geladeira e percebi um recado grudado na porta, alertando que Yeri e BaekYe, foram até a casa de minha sogra fazer uma visita e não teriam hora para voltar, mas avisariam se alguma coisa acontecesse. Tinha esquecido que minha esposa havia avisado sobre isso de manhã. Minha cabeça anda tão cheia e confusa esses dias que esqueci completamente desse fato.

  Decidi ir logo tomar um banho e relaxar um pouco, depois comeria algo e assistiria a um seriado na TV, coisa que não fazia já há algum tempo. Acho que Yeri está com razão quando diz que trabalho demais.

  Não demorei muito no chuveiro e já estava pronto para preparar algo que pudesse comer, quando a campainha tocou.

  Desci as escadas correndo para ver quem seria àquela hora. Yeri ligaria caso precisasse buscá-las, então quem seria a visita? Não pensei em ninguém, até abrir a porta e ver de quem se tratava.

  — Desculpa incomodar.

  — O que faz aqui? Como conseguiu meu endereço? —perguntei afobado por causa da surpresa que tive.

— É assim que trata um aluno fora da sala, professor? — Chanyeol é tão cínico que falava como se nada quisesse.

  — É sério, Park, o que veio fazer em minha casa? — questionei já sem muita paciência.

  — Vim trazer o trabalho que era para entregar hoje.

— Aceitaria se entregasse na segunda.

  — Mas descontaria nota, também. — ele olhou diretamente para minhas pernas cobertas apenas por um short.

  Tinha acabado de sair do banho, estava sozinho em casa e por isso não me preocupei em vestir algo mais apropriado, também sequer sabia que Chanyeol apareceria.

— Talvez, se estiver bem  feito, posso relevar. — coisa que dificilmente fazia.

  — Sim. — o Park soltou aquela risada que fazia meu corpo estremecer.

— Se é só isso, agora pode ir. — quis pegar logo o trabalho, mas parecia que não tinha nada em suas mãos.

  — Primeiro, será que a gente pode conversar? — pediu.

  — Não. — se quisesse que suas investidas parassem, tinha que dar um jeito logo.

  — É rápido, prometo. — seu olhar não passava mentira.

  Sequer desconfiei de suas verdadeiras intenções, por isso deixei que ele entrasse.

— Então? — logo perguntei assim que o maior passou pela entrada.

— Nossa, professor Byun, sua casa é bem bonita. — ele desconversou.

  — Obrigado, agora se não vai dizer nada, saia. —precisava parecer durão.

  — Não vai nem oferecer uma bebida? — descaradamente ele falou.

  — Por favor, Chanyeol, sem brincadeiras.

  — Quem disse que estou brincando? Minha garganta está seca mesmo.

Com o sorriso sacana que nunca saía de sua boca, ele continuou a olhar em minha direção e para que não ficasse mais constrangido do que já estava, fui buscar um copo d'água na cozinha.

  Quando retornei, Chanyeol não estava mais no lugar que deveria ter ficado, a sala. Comecei a procurá-lo por todo canto do andar de baixo, chamando seu nome e não tendo resposta. Até que lembrei do andar de cima.

  Não, ele não poderia estar onde pensava que estava.

  Corri até o quarto que divido com Yeri, mas estava escuro e não conseguia enxergar nada naquele breu todo. Resolvi acender a luz e quando já estava dentro do quarto preocupado com o sumiço de Chanyeol, ele simplesmente apareceu bem atrás de mim, fechando a porta e impedindo minha passagem, como se tivesse medo que eu fugisse.

— Que brincadeira é essa, Park?

— Eu disse que não estou brincando.

  Nem tive tempo de dizer qualquer coisa, pois Chanyeol logo empurrou meu corpo contra a cama de casal grande onde dormia com minha esposa. Ele pegou meus braços e colocou acima da minha cabeça, exercendo uma força desnecessária neles.

— Chanyeol, o que pensa que está fazendo? — meu rosto estava bem próximo do dele.

  — Só aquilo que quis fazer por muito tempo, querido professor. — em um movimento rápido, ele beijou minha boca.

  A sensação de seus lábios nos meus fez uma onda de prazer imediato surgir, nunca em minha vida fiquei excitado apenas com um mero selar. Droga! O que o Park estava fazendo comigo?

Ele sabia muito bem o que fazia, pois seus movimentos com a língua deixavam minha mente extasiada e eu nem conseguia pensar direito, só corresponder.

  — Vejo que gosta do que faço, né? — ele perguntou após separar nosso beijo.

  Sim, não podia negar, eu gostava do poder que ele exercia sobre mim, principalmente todo aquele ar sexy que emanava de si. Portanto, concordei com um aceno de cabeça, que era o que conseguia fazer no momento.

— Eu nunca… — tentei falar, mas a vergonha se apossou de mim.

— O quê? — o Park perguntou e eu já imaginava que ele sabia a resposta.

— Isso.

  Chanyeol olhou para nossa posição na cama e logo uma risada característica de si surgiu no ambiente.

  — Você é virgem, professor?

— Idiota! — virei meu rosto para não ver seu sorriso descarado.

  — Não se preocupe, prometo fazer tudo para não machucá-lo.

— Como é? — fiquei apreensivo com sua fala.

  — Sabe, — ele passou o olhar por todo o meu corpo. — sempre quis provar desse seu corpo lindo e agora que vou, nem acredito nisso.

— Quem disse que você vai?

  — Qual é, seu corpo fala por si só.

  Tudo o que ele dizia era a mais pura verdade; mesmo que tentasse inventar uma mentira para sair daquela situação, eu não queria, estava disposto a aproveitar do prazer que Chanyeol poderia me proporcionar.

— Posso me movimentar, pelo menos? — pedi olhando em seus olhos.

  — Claro, fica à vontade. A casa é sua. — sua fala era repleta de deboche.

  O aperto nos meus braços sumiu quando ele saiu de cima de mim, ali eu já poderia fugir e pedir ajuda, denunciá-lo por invasão ou algo assim, mas meu desejo de entregar meu corpo às sensações que sentiria através de suas mãos impediam que eu fizesse isso.

Então levantei da cama, ficando de frente para Chanyeol. Tirei minha blusa e também meu short, ficando apenas de cueca. O safado mordeu os lábios ao me ver naquela situação, insinuando que gostava do que via.

— Você é bonito demais, professor Byun. Sabia que escondia algo naquelas calças.

  Sentado, ele começou a tocar seu membro por cima do jeans que usava, e em nenhum momento tirou os olhos de mim. Fiquei muito envergonhado, nunca tive relações com outra pessoa além de Yeri, e ela já estava acostumada com meu corpo e eu com o dela. Mas Chanyeol era diferente, tão alto, másculo e cheio de uma confiança que assustava quem não o conhecesse, pois eu sabia que por trás de todo aquele jeito sedutor, existia um completo bobalhão.

— Agora é a sua vez. — falei querendo que agisse também.

  — Legal. — disse antes de levantar de supetão e ficar no lugar onde eu estava antes.

  Aos poucos, porém com mais pressa, ele foi tirando suas peças de roupas, mostrando seu corpo todo malhado e masculino. Eu agradeci por Chanyeol não enrolar tanto enquanto fazia aquilo, pois Yeri poderia ligar à qualquer momento e nossa diversão acabaria.

Para minha total surpresa — a maior daquele dia —, ele tirou sua cueca, deixando seu membro já ereto completamente solto e balançando. Poderia dizer que Chanyeol era bem-dotado, tinha um corpo lindo e enchia meus olhos de desejo quando via o que tinha para mostrar. E aquilo ainda nem era o principal naquela aventura que estávamos vivendo.

  — Deita, vou te fazer relaxar. — ele ordenou e eu acatei de imediato.

  Deitei minhas costas na cama e o Park voltou para a posição de antes, mas sem pressionar seu corpo contra o meu. Ele começou a mordiscar meu pescoço, não muito forte, só para fazer uma sensação boa surgir, depois foi direto para os meus mamilos, onde iniciou selares longos antes de começar a chupar fortemente. Fechei os olhos para apreciar o momento inebriante que me envolvia. Chanyeol mostrava que sabia bem agradar seu parceiro na cama, o que me levava a pensar: quantas vezes ele já havia feito aquilo e com quem?

  Durante o tempo que ele ficou lambendo meus mamilos, já duros, e passou as mãos pelo meu corpo, parecendo decorar cada parte, senti que aquela nova posição garantia para mim um melhor prazer; não que Yeri fosse péssima na cama, longe disso, mas Chanyeol era infinitamente melhor.

  — Isso, continua… — implorei quando ele ainda lambia meus mamilos.

  — Nem começou e você já está assim?

— É bom demais.

— Você ainda não viu nada.

Depois de dizer isso, ele virou meu corpo bruscamente e deitou em cima de mim. Pude sentir seu membro roçar em minha bunda, e ele começou a rebolar fazendo com que minha única vontade fosse que tirasse logo a última peça de roupa que ainda me cobria.

Chanyeol precisava me saciar o quanto antes.

  — Vai logo! Não temos tempo. — apesar de ser verdade, minha pressa era mais por causa da curiosidade em saber como seria tê-lo dentro de mim.

  — Apressadinho. — Chanyeol mordiscou minha nádega e retirou finalmente minha cueca, deixando meu corpo livre.

  Agora, nada poderia impedir o que faríamos naquele quarto, cercados por quatro paredes e nada mais. Prontos para desfrutar de um imenso prazer.

  — Sorte sua que eu apareci aqui só para entregar um trabalho, mas, por acaso, tinha comigo uma camisinha e esse tubinho de lubrificante. — Chanyeol é um sacana mesmo.

  Tive que rir do seu comentário. Até parece que ele apareceu na minha casa com esse motivo, acredito até que sabia que estaria sozinho, por isso veio.

Ele não presta, mas eu gosto disso.

  — Vou fingir que acredito. — ri.

  — Deveria, professor. Mas já que estamos aqui, vamos ao que interessa.

  Senti seus dedos abrirem caminho até minha entrada enrugada. Já estavam lambuzados com o lubrificante, nada podia ver e preferia assim, sendo minha primeira experiência, só queria lembrar de algumas partes, não necessariamente do todo.

  Por algum motivo que não soube muito bem qual, Chanyeol voltou a virar meu corpo para ficar de frente para si, e introduziu o primeiro dedo.

  — Quero ver o seu rosto.

— Pode ver.

  Definitivamente, a vergonha do começo já não estava mais presente; meu corpo quente naquela cama e a sensação meio desconfortável de ter um dedo no meu ânus revelaram que todo o meu senso de errado ou certo foi para os ares. Ao enfiar o segundo dedo, com a outra mão ele iniciou uma masturbação no meu pênis, e como um flashback, eu senti aquilo que vivenciei no banheiro quando quis que suas mãos fizessem esse trabalho. O Park usou um terceiro dedo para tentar alargar meu orifício e eu tinha certeza de que aquilo não adiantaria muita coisa, mas estava disposto a ir até o fim. Precisava saber como era transar com Chanyeol, estava cansado só de imaginar.

  — Dói. — falei para ele saber.

  — Daqui a pouco passa.

Mentira! Sabia que no começo machucava muito, não sou idiota, tomara que eu consiga andar depois.

— Espero que sim.

Ele riu, pegou a camisinha que jogou na cama, colocou, e veio direto ao meu encontro, beijando ferozmente minha boca. Tínhamos pressa, e o tempo poderia ser nosso inimigo, mas não estávamos nem aí.

Chanyeol queria me devorar e eu estava disposto a saciá-lo.

— Eu vou colocar agora, professor Byun.

  — Para de me chamar assim, só faz logo! — tive que ser rude, não aguentava mais.

  — Como quiser. — sem esperar, ele penetrou o pênis dentro de mim.

  Naquele momento, mesmo com todo o preparo e lubrificação, senti como se me rasgassem por dentro. Ardia. Queria saber quando o prazer começaria para poder aproveitar. Chanyeol deve ter notado meu desconforto e ficou um tempo parado, enrolando.

— Tudo bem? Quer que eu pare?

— Não, começamos agora, vamos até o fim.

  — É assim que eu gosto.

  O Park inclinou o corpo e encostou seu rosto no meu ombro, começando a investir dentro de mim. Por impulso, abracei seu tronco e enrosquei minhas pernas na sua cintura, queria que ele fosse fundo, bem fundo. E como se pudesse ler minha mente, Chanyeol afundava mais seu pinto dentro de mim. Os gemidos misturados com suor e arranhões, naquela bagunça sexual, deixavam evidente o que acontecia ali.

  Precisava limpar tudo antes de Yeri chegar, mas por enquanto aproveitaria o quanto pudesse.

  E Chanyeol fazia tudo com calma, mesmo com os movimentos certeiros dentro de mim, era verdade o que tinha dito, que logo a dor passaria. Senti um prazer imenso, até que do nada ele tirou o pênis da minha entrada, pegou um travesseiro, colocou de baixo da minha bunda  e ergueu-a, e minhas costas ficaram levemente elevadas. Como não entendia nada, apenas segui o fluxo. Ele voltou a penetrar e ali eu soube a razão daquilo tudo, com o impulso seu pênis entrou facilmente e com as investidas não foi difícil dele achar um ponto do meu corpo que jamais fora estimulado. Vi estrelas, e nem era de noite ainda.

  Como um jovem sabia dar tanto prazer? Minha experiência naquela transa não valeu de nada, pois Chanyeol foi quem comandou todo o tempo.

Ele puxou meu corpo para ficarmos grudados, sentei sobre seu pinto e cavalguei alucinadamente. Queria mostrar serviço também e ele parecia gostar. Cansei, e o Park com toda sua força e vontade que ainda tinha voltou a estocar fundo e preciso, gemendo rouco perto do meu ouvido, dando um aperto em meu corpo anunciando que tinha gozado.

  Desgrudamos nossos corpos, mas algo ainda faltava a mim, e como sempre, não precisei dizer nada para Chanyeol notar isso.

  — Quer que eu te ajude? — ele disse olhando para o meu pênis ainda duro.

— Se não for incômodo.

  — Claro que não.

  E ele ficou entre minhas pernas, pegou meu membro e começou uma felação tão gostosa que nunca tinha desfrutado em toda minha vida. Depois que se casa, algumas coisas mudam e o sexo já não é mais o mesmo. E Chanyeol sabia como fazer, ficou um bom tempo lambendo, chupando até que gozei em sua boca e, para meu espanto, ele engoliu tudo. Sorriu sacana e me deu um selinho.

(…)

  Depois, que terminamos, pedi que tomasse um banho, mas ele recusou. Achei melhor assim, não queria correr o risco de que Yeri notasse o que aconteceu ali.

  Optei por colocar na máquina de lavar os lençóis e minhas roupas, que antes usava também. O cheiro de Chanyeol ficou impregnado no meu corpo, seu perfume tão bom quanto ele me deixava inebriado.

— Foi muito bom o que aconteceu aqui entre nós, professor. — ele falou já na porta de minha casa.

  — Por favor, não quero que conte isso para ninguém. — implorei.

— Pode deixar, vai ser nosso segredo.

  Com um beijo roubado e aceno, ele foi embora pelas ruas escuras. Não demorou muito e o perdi de vista, fechei a porta e fiquei encostado nela, lembrando da loucura que havia feito.

  Assustei com o barulho do telefone. Atendi, e era Yeri pedindo para buscar ela e BaekYe na minha sogra. Se demorasse mais um pouco no quarto com Chanyeol, com certeza ela acharia estranho minha demora em atender.

  Aquele dia estaria para sempre em minha memória.

(…)

  — Vocês têm até a semana que vem para entregar o que pedi. — falei para a sala cheia de estudantes.

Todos saíram sem ao menos dizer se tinham entendido ou não, já estava acostumado. Fiquei entretido com a papelada que precisava entregar na reitoria e nem percebi uma presença logo atrás de mim.

— E aí, quando a gente vai voltar a se ver?

  Era a mesma pessoa de todas as vezes, que desde o começo, ficou se insinuando para mim, na esperança de conseguir algo que no final acabou conseguindo. O mesmo rapaz que mostrou que é possível sentir prazer em um lugar inimaginável. Era Park Chanyeol.

— Chanyeol, por favor, alguém pode nos ver. — falei sem ver sua expressão debochada, também nem precisava.

  — E daí?

  — Seu pervertido.

  Ele logo ficou mais próximo e deixou sua pélvis perto da minha bunda, fazendo movimentos que imitavam uma penetração.

       Desde o ocorrido em minha casa, uma semana se passou e o Park ficou todo esse tempo no meu pé, querendo repetir a dose. Confesso que também gostaria muito de fazer de novo, mas minha consciência pesava por causa de Yeri e BaekYe. Elas não mereciam que eu acabasse com nossa vida perfeita por causa de um desejo carnal, pois para mim o que tive com Chanyeol não passou disso.

  Em hipótese alguma largaria minha família para viver uma aventura, não era mais tão jovem e muito menos era um colegial bobo que se encantava com pouco. Pelo menos, por enquanto, apesar dos pesares, minha família ainda era o meu pilar e não cairia tão cedo.

  Só que essa minha convicção toda não fazia muito efeito quando Chanyeol chegava pedindo por uma segunda vez, querendo mostrar outras formas de prazer que — segundo ele — era expert em dar. Mesmo que quisesse, não podia me afastar dele, não depois do que fizemos. É um desejo que sentimos um pelo outro, algo carnal e que enquanto ainda estivesse presente, continuaríamos desfrutando com o maior prazer.

Era nosso segredo, e tínhamos que mantê-lo a salvo, nem que para isso continuássemos fazendo algo proibido.

  E como alguns dizem, o proibido é mais gostoso.


Notas Finais


É isso, espero ter agradado e que tenha ficado como pedido.

Por hoje é só.

Link do perfil de quem mandou o plot:

https://spiritfanfics.com/perl/yunu-sama

JÁ FICARAM SABENDO DO SORTEIO QUE ESTÁ ROLANDO? https://twitter.com/chanbaek_wishes/status/892541356207472641


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